Atualmente nos deparamos em meio a várias situações
que levam, ou até mesmo forçam as pessoas a fazerem questionamentos mais
diversos possíveis, principalmente quando o assunto é a educação. Uma
verdadeira banalização que toma rumos ignorados onde até mesmo os que se dizem
especialistas no assunto não têm perspectivas de futuros promissores.
Achei interessante o texto escrito pelo professor Marcelo Beneti ao
tecer critica que só mesmo quem está atuando no segmento é capaz de perceber a
veracidade que suas argumentações transparecem ao analisar o panorama atual com
que os governantes tratam o tema, e apesar do clamor da sociedade, o que se vê
é a degradação cotidianamente do sistema. Vejamos o que o professor fala:
Eis uma grande incógnita: a situação das escolas
públicas atualmente. A disciplina não existe mais, professores desmotivados
devido aos baixos salários e por não terem mais o respeito por parte dos
alunos. O educador não tem força nenhuma para repreender os atos de
indisciplina, nem mesmo respaldo para isso; por incrível que pareça, o bom
professor hoje é aquele que segura o aluno em sala de aula, ou seja, aquele que
não dá trabalho para os diretores e coordenadores pedagógicos.
Assim, não teremos professores
suficientes num curto prazo (ou já não temos?). Será que essa pedagogia moderna
realmente funciona? Pelo que vemos por aí, cada vez menos nossos alunos sabem
escrever, fazer contas simples, resolver problemas. Desculpe, mas para mim isso
tem um nome “Pedagogia da ralé”. O que quero dizer com isso: nossos governantes
querem justamente um povo que não questiona que não sabe reivindicar seus
direitos, ou seja, um povo facilmente dominável , enquanto que a burguesia
continua tendo um ensino de alta qualidade em colégios tradicionais. Esses
continuarão no poder, filhos de deputados, governadores, senadores e outros.
O discurso de progressão continuada que
me desculpe, é uma falácia, pois isso é a chamada “aprovação automática”, uma vergonha,
um sistema onde professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem.
Lamentável dizer que esse sistema de ensino funciona, é só compararmos com
antigamente: alunos de quarta série do ensino fundamental escreviam e faziam
contas muito melhor do que alunos do 3º ano do ensino médio nos dias de hoje.
Será que o ensino tradicional era tão ruim? Será que a reprovação prejudica
tanto o desenvolvimento do aluno? Será que a rigidez do professor deve
ser vista como repressão? Só sei que é visível a queda da qualidade do
ensino público, o que é lamentável, pois teremos uma maioria despreparada
e cada vez mais dominada pela elite, teremos cada vez mais professores
abandonando a carreira por não terem mais condições psicológicas para lidar com
a indisciplina dos alunos, e é isso que nossos governantes querem, a política
do “Pão e Circo”.
Com mais aprovações os números na
educação melhoram aos olhos do “exterior”, uma mentira maquiada pelos números.
Mais uma vez o povo está sendo enganado, sem perspectivas de um futuro melhor.
Pós modernidade - Renascimento
dosideais a partir da segunda metade do século 20.
Visão Filosófica da Pós-Modernidade
Tentativa de desconstruir o discurso filosófico
ocidental a partir do próprio discurso, tal qual foi elaborado desde a
antiguidade clássica.
Ruptura não apenas no âmbito da política e da economia mas,
sobretudo, no pensamento das pessoas - fase de grandes transformações
A filosofia pós-moderna
reivindica uma posição amadurecida frente ao modelo positivista(modernidade).
Reflexão sobre o destino do homem - que vive em uma
sociedade.
Novas formas de tecnologia, cultura e sociedade.
Influência da
Pós-Modernidade na Organização dos Conhecimentos
As
formas de conhecer e de pensar o conhecimento não pode mais seguir uma lógica
mecanicista e determinista.
A globalização sobre as maneiras de se
pensar e sentir, viver e agir no mundo, afetam as concepções filosóficas sobre
a realidade.
Espaço territoriais sem fronteiras,
mercados comuns, moedas transnacionais são desafios para a mente humana que não
podem coexistir com conhecimentos divididos, hierarquizados, sistematizados:
Atividade:
1. Definição
de modernidade. 2. Definir pós modernidade.
Na Grécia Antiga consciência significava COM CIÊNCIA,
traduzindo: SABER.
- Atividade mental que permite ao homem saber que sabe.
(Refletir). - Não
é algo estático, mas sim um sistema aberto que permite ao homem se relacionar
consigo e com os outros.
Há dois tipos de consciência: a) Consciência de si:é a concentração da consciência nos estados internos
do sujeito. Alcança a interioridade. Exige reflexão.
b) Consciência do outro:é a concentração da consciência nos
objetos externos ao sujeito. Alcança a alteridade e exige a atenção
do sujeito.
Debater com os alunos os conceitos filosóficos das palavras (criar dinâmica para que cada aluno possa falar):
Consciência;
Identidade;
Cultura;
Consciência
Religiosa;
Consciência
Intuitiva;
Consciência
Racional;
Senso
comum.
Identificar
o modo de consciência (religiosa, intuitiva, racional). nas frases abaixo:
A)
Os antibióticos combatem as infecções porque evitam a reprodução de
determinados micro-organismos que provocam doenças.
Geo = Terra e Graphos = escrever, ou
seja, a Geografia ao pé da letra seria uma ciência que descreve o planeta
Terra, sua superfície, os fenômenos que nele acontecem, sejam eles de cunho
cientifico, biológico ou humano. Este é um termo grego criado por Eratóstenes
por volta de 300 a. C. Aliás, foi na antiga Grécia que surgiu a Geografia, mas
era denominada de filosofia natural ou de história natural.
Ao longo da história, a Geografia foi
recebendo novos conceitos e abrangendo cada vez mais seu objeto de estudo. As
novas descobertas feitas pelo homem contribuíram para o desenvolvimento e o
amadurecimento das ideias tanto conceituais quanto operacionais em torno da
Geografia.
Muitos teóricos e pesquisadores, no
decorrer do tempo, questionaram, conceituaram, e buscaram explicações para a
Geografia em si e para os seus aspectos.
Vários fatores contribuíram para que a Geografia tivesse início na Grécia
Antiga (século IV a. C.): os gregos dominavam uma grande parte da região do Mar
Mediterrâneo, principalmente o leste; buscavam novos territórios para seu
domínio e para ampliar seu comércio.
Para tanto, era preciso que eles
conhecessem os aspectos naturais e físicos do ambiente. Observando as chuvas,
as cheias dos rios, os ventos, o céu, os gregos puderam detalhar certas
características do espaço geográfico. Para Moreira (apud SOUZA, 2008), além do
fator comercial, o surgimento da geografia pelos gregos deve-se ao fato de, na
Grécia, as lutas pela democracia ganharem mais profundidade e duração entre os
povos da Antiguidade.
Posteriormente, os romanos também deram sua contribuição para o avanço da
geografia, dando destaque aos estudiosos Estrabão e Ptolomeu, que embora não
fossem romanos natos, deixaram importantes relatos, criaram diversas obras e
elaboraram trabalhos que não se limitavam à descrição das características
físicas.
Sobre a importância do conhecimento
do espaço geográfico, Estrabão afirmou que até mesmo um caçador terá mais êxito
se conhecer a natureza e a extensão do bosque e, além do mais, só aquele que
conhece uma região pode escolher o melhor local para acampar, para fazer uma
emboscada ou para dirigir uma campanha militar (apud. VESENTINI, 2008).
Na Idade Média, com o fim do Império
Romano do Ocidente, a Geografia voltou à sua forma tradicional, ou seja,
descrição do espaço geográfico e representação gráfica, além disso, acreditava-se
por força da Igreja Católica que a Terra era plana e que seria também o centro
do Universo.
Os árabes traduziram muitos trabalhos
gregos e aprofundaram o estudo da Geografia. No século VII, Al-Idrisi
apresentaria um sofisticado sistema de classificação climática. Em suas viagens
à África e à Ásia, outro explorador árabe, Ibn Battuta, encontrou a evidência
concreta de que, ao contrário do que afirmara Aristóteles, as regiões quentes do
mundo eram perfeitamente habitáveis.
Entre os séculos XII e XV, as viagens
de Marco Pólo, as cruzadas, as rotas de comércio terrestre e as grandes
navegações e os descobrimentos de territórios foram fatores importantes que
propiciaram novos conhecimentos acerca do mapeamento dos continentes e das suas
características geográficas, afinal, muitos navegadores descreviam as novas
terras e como eram os povos que nelas já habitavam.
A partir do século XVII a Geografia passa a receber subdivisões. O alemão
Bernard Varenius distinguiu a geografia geral e regional; nomes como Goethe,
Kant, e Montesquieu estavam preocupados em estabelecer em seus estudos a
relação entre a humanidade e o meio ambiente, dando forma à geografia social;
entre outras podemos destacar a geografia antropológica e a geografia política.
As “escolas” que começaram a surgir por volta do século XVIII propõem teorias e
técnicas do estudo da Geografia como ciência. Conforme Neis (apud. SOUZA, 2008),
“o conhecimento geográfico se estrutura em diferentes níveis, sendo, todavia,
transmitido segundo o que determina a sociedade estratificada”.
Apenas no século XIX que a Geografia
se tornou uma ciência específica, se separando da filosofia, da astronomia, da
geologia e de outros saberes que, até então, eram mais ou menos integrados com
ela. Isso ocorreu como consequência de uma maior delimitação de cada objeto ou
campo de estudos. A Geografia passou a ter um campo de estudos mais restrito.
Ela deixou de ser identificada com todos os conhecimentos sobre a Terra, sobre
o nosso planeta em todos os seus aspectos, e passou a se ocupar especificamente
do espaço geográfico, ou seja, a superfície terrestre, que é o lugar onde a
humanidade vive e no qual produz modificações.
A ESCOLA ALEMÃ E OS PRINCIPAIS
PENSADORES
Por volta do século XIX, surgia a
Escola Alemã, apresentando o Determinismo, que propunha a ideia de que o clima
era capaz de estimular ou não a força física e o desenvolvimento intelectual
das pessoas, teoria esta que era fundamentada pelo geógrafo alemão Friedrich
Ratzel.
Outros estudiosos alemães se
destacaram: Alexander Von Humboldt (1769-1859), Karl Ritter (1779-1859) e
Immanuel Kant (1724 – 1804). Eles produziram importantes trabalhos de pesquisa no
estudo da Geografia Física, como foi o caso de Humboldt, ou então da Geografia
Humana, como foi o caso de Ritter.
FRIEDRICH RATZEL E O DETERMINISMO
Baseado na teoria evolucionista de
Darwin, Ratzel elaborou o Determinismo. Trata-se de uma linha de pensamento
onde a humanidade se define conforme às condições ambientais onde vive.
HUMBOLDT: GEOGRAFIA FÍSICA E REGIONAL
Responsável por aproximar a Geografia
Geral da Regional, ou seja, rompeu a análise isolada dos fatores para que estes
fossem estudados num todo. Em outras palavras, Humboldt conectou o estudo geral
da Geografia com o específico dando origem à Geografia moderna.
KARL RITTER E A GEOGRAFIA HUMANA
Relaciona o meio físico com a ação
humana. Para ele não basta saber apenas informações sobre a Terra, mas sim como
o homem interage com a natureza, como ele a transforma e como ela se comporta
em relação à sua ação.
IMMANUEL KANT: A GEOGRAFIA COMO
CIÊNCIA
Definiu a Geografia como uma ciência
e estabeleceu a ela modalidades para o seu estudo como: matemática, moral,
política, física, comercial e teológica.
A GEOGRAFIA HOJE
A Geografia conheceu, num passado
recente, um movimento de renovação teórica, que exercitou com radicalidade a
crítica às perspectivas tradicionais e introduziu novas orientações
metodológicas no horizonte de investigação dessa disciplina. “A Geografia em
sua busca de novos caminhos e de novas interpretações do mundo se posiciona de
uma forma crítica, direcionando sua contribuição para resgatar a importância do
espaço no mundo atual”. (SANTOS, 2008).
Ela tem assumido um papel muito
importante em uma época em que as informações são transmitidas pelos meios de
comunicação com muita rapidez e em grande volume. É impossível acompanhar e
entender as mudanças e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo sem
conhecimentos geográficos.
A importância do estudo da Geografia
no mundo atual é inquestionável. Por ter se tornado uma ciência crítica, ela
tem como encontrar respostas para diversos fatos, soluções para vários
problemas, explicações sobre os fenômenos que ocorrem e nos faz entender como
nós, seres humanos, temos um grande poder de transformação sobre a natureza e
como a natureza reage às nossas ações.
REFERÊNCIAS
SANTOS. História da Geografia. Disponível em: Acesso em 24 out 2008.
SOUZA, Arildo João de. Fundamentos
Epistemológicos da Geografia. Indaial: Ed. Asselvi, 2008.
VESENTINI José Willian. Geo-História.
Disponível em. Acesso em 28 out 2008.
Novas
teorias na Matemática e Física Clássica (criação de novos modelos).
Teoria
da evolução das espécies (Charles Darwin - 1859):
-
Processo evolutivo de seleção natural;
-
Sec. 20 – Leis da hereditariedade de Mendel
-
Clonagem (Engenharia genética).
Na
matemática:
-Novas
concepções de geometria (geometrias não euclidianas).
P1. É possível traçar uma linha reta de qualquer
ponto a
qualquer ponto.
P2. É possível prolongar um segmento de reta
indefinidamente para a construção de uma linha reta.
P3. É possível traçar um círculo a partir de um
centro e um raio.
P4. Todos os ângulos retos são iguais entre si.
P5. Se uma reta incidindo sobre duas
linhas retas forma ângulos internos de um mesmo lado menores do que dois retos,
prolongando-se essas duas retas indefinidamente elas se interceptarão no lado
em que os dois ângulos são menores do que dois retos.
Física
quântica;
-
O mecanismo determinista (nexos entre causa e efeitos de um fenômeno);
Princípio segundo o qual todos os fenômenos da natureza estão
ligados entre si por rígidas relações de causalidade e leis universais que
excluem o acaso e a indeterminação, de tal forma que uma inteligência capaz de
conhecer o estado presente do universo necessariamente estaria apta tb. a
prever o futuro e reconstituir o passado.
-
Teoria da relatividade (Albert Einstein).
Tempo e espaço são relativos e estão profundamente
entrelaçados.
-
Princípio da incerteza (Werner Karl Heisenberg).
Não
existe a certeza de coisa alguma a 100%, ou seja, os acidentes acontecem e os
imponderáveis são uma certeza da vida.
Atividade:
Exercício 1: (UFF 2009)
O conceito de “Revolução Científica” envolve as novas concepções sobre a
natureza e os métodos de investigação das ciências naturais que predominam a
partir do século XVII. Assinale a opção que combina dois marcos da “Revolução
Científica”.
A) A teoria da evolução, de Charles Darwin, e o desenvolvimento da
tabela periódica dos elementos, por Dmitri Mendeleev.
B) A teoria do eletromagnetismo, de James Clerk Maxwell, e as leis da
hereditariedade, de Gregor Mendel.
C) A teoria geocêntrica de Ptolomeu e o teorema de Pitágoras.
D) A teoria atomística de Demócrito e a medicina científica de
Hipócrates.
E)
A teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico e a lei da gravitação universal, de
Isaac Newton.
Exercícios para o ENEM
1. (Unimontes 2010) A filosofia é a disciplina que permite que o
indivíduo tenha uma atitude de admiração. Por que admiração? Por que
estranhamento? Admiração é a categoria que nos possibilita tomar consciência da
nossa própria ignorância. Ignorância entendida aqui como ausência de
conhecimento. É essa categoria que estimula a abertura para o saber, o
conhecer. (PRATES, Admilson Eustáquio. O Fazer Filosófico.
Montes Claros: Unimontes, 2006.)
Aristóteles, no início da Metafísica, lembra-nos que, “Na verdade, foi
pela admiração que os homens começaram a filosofar tanto no princípio como
agora”.
Das afirmativas abaixo, assinale a correta.
a) A admiração conduz ao devaneio e à distância da filosofia.
b) A admiração liga-se aos sentidos e é falsa em sua origem.
c) A admiração é enganadora e confusa na constituição do
conhecimento.
d) A
admiração constitui possibilidade ímpar para o ato de filosofar.
2. (Ufsj 2010) “Galileu e seus sucessores, atirando
objetos de alturas para o solo, e fazendo rolar esferas sobre planos
inclinados, contrastavam nitidamente seus métodos com a anterior e habitual
especulação inspirada na Metafísica Aristotélica. Achavam-se, pois, abertamente
em jogo os procedimentos adequados para a elaboração do Conhecimento. E era
preciso não somente determinar esses procedimentos, mas trazer a sua
justificação e reeducar-se na condução dos novos métodos. Tanto mais que tais
métodos iam chocar-se em última instância com preconceitos profundamente
implantados em concepções tradicionais que traziam o poderoso selo de
convicções religiosas. As necessidades do momento levavam assim os homens de
pensamento a se deterem atentamente nos problemas do Conhecimento. O que, afora
as estéreis manipulações verbais a que se reduzira a Lógica formal clássica,
praticamente já não detinha a atenção de ninguém”.
Assinale a alternativa que expressa o problema central desse
fragmento de texto.
a) A
tentativa dos modernos em empreender uma nova metodologia para a Ciência e para
a Filosofia.
b) A iminente necessidade de se praticar uma Filosofia conduzida
por novos métodos e técnicas de aprimoramento da metafísica aristotélica.
c) A grande emergência de se fazer uma total integração da
Filosofia com a Ciência através de uma tentativa de equiparação dos seus
métodos.
d) A constatação de que a Filosofia passaria a assumir o
comprometimento com as questões relativas ao problema da retórica aristotélica
bem como do conhecimento teológico.
3. (Ufsj 2010) Assinale a alternativa CORRETA em
relação ao objeto da Filosofia.
a) O
objeto da Filosofia é, notadamente, o Conhecimento considerado em toda a sua
amplitude, a partir do processo da elaboração cognitiva, que é propriamente o
pensamento e a comunicação dessa atividade pensante.
b) A Filosofia tem por objeto a expressão de tudo o que pode o
Homem pensar.
c) O objeto de estudo da Filosofia é idêntico ao objeto de estudo
da Ciência, sendo que a sua convergência é orientada pelo método experimental
utilizado por ambos.
d) A Filosofia tem na Teoria do Conhecimento o seu objeto e a sua
mais ampla conceituação, uma vez que essa teoria é a expressão máxima de tudo o
que se pode entender por Filosofia.
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Do
princípio do século XVII ao fim do século XVIII, 1o aspecto
geral do mundo natural 2alterou-se de tal forma que Copérnico
teria ficado pasmo. A revolução que ele iniciara desenvolveu-se tão rápido e de
modo tão amplo que não só a astronomia se transformou, mas também a física.
Quando isso aconteceu, dissolveram-se os últimos vestígios do universo
aristotélico. A matemática tornou-se uma ferramenta cada vez mais essencial
para as ciências físicas.
A
visão do universo adotada por Galileu — morto em 1642, ano do nascimento de
Isaac Newton — baseava-se na observação, na experimentação e numa generosa
aplicação da matemática. Uma atitude de certa forma diferente daquela adotada
por seu contemporâneo mais jovem, René Descartes,que começou a formular uma
nova concepção filosófica do universo, que viria a destruir a antiga visão
escolástica medieval.
Em
1687, Newton publicou os Principia, cujo impacto foi imenso. Em um
único volume, reescreveu toda a ciência dos corpos em movimento com uma
incrível precisão matemática. Completou o que os físicos do fim da Idade Média
haviam começado e que Galileu tentara trazer à realidade. As três leis do
movimento, de Newton, formam a base de todo o seu trabalho
posterior. Ronan Colin A.. História ilustrada da ciência: da
Renascença à revolução científica. São Paulo: Círculo do Livro, s/d,
p. 73, 82-3 e 99 (com adaptações).
4. (Unb 2010) Os trabalhos de Aristóteles e Galileu
representam dois momentos marcantes do desenvolvimento das ciências naturais no
Ocidente. Assinale a opção que sintetiza corretamente as contribuições de cada
um deles para a história da ciência.
a) Aristóteles produziu conhecimento acerca do universo de modo
empírico e experimental, ao passo que Galileu defendeu o uso da matemática como
ferramenta de descoberta, relegando a lógica a uso apenas argumentativo.
b) O
conhecimento de Aristóteles acerca do universo era especulativo, embasado na
lógica que ele mesmo criara, diferentemente do conhecimento de Galileu, que
defendia o uso da matemática como ferramenta de descoberta, relegando a lógica
a uso apenas argumentativo.
c) A despeito de diferenças quanto à percepção do universo, como
heliocêntrico ou geocêntrico, tanto Galileu quanto Aristóteles atribuíam à
lógica o poder de desvelar relações de causalidade entre os fenômenos naturais.
d) O conhecimento de Aristóteles acerca do universo era empírico, e
o de Galileu, contemplativo, diferindo ambos quanto ao grau de
manipulação dos fenômenos naturais na construção dos conceitos científicos.
5. (Ufmg 2008) Leia este fragmento de poema:
“E a nova Filosofia coloca tudo em dúvida,
O Elemento fogo é deixado de lado,
O sol está perdido, e também a Terra,
E nenhuma sabedoria humana é capaz de guiar essa busca.
E livremente os homens confessam que este mundo se esgotou,
Quando procuram nos Planetas e no Firmamento tanta novidade
Veem que tudo está de novo pulverizado em Átomos,
Tudo em pedaços, toda coerência se perdeu.”
DONNE, J. An Anatomy of the world (1611).
Nesse fragmento, John Donne, poeta inglês do século XVII, expressa sua
inquietação diante da dissolução do cosmos aristotélico por Copérnico. Com base
na leitura do poema e considerando outros conhecimentos sobre a revolução
científica do século XVII, expliquea afirmação:“E a nova
Filosofia coloca tudo em dúvida...”
- Pela razão –
conhecimento verdadeiro – Metafísico.
- Pelos sentidos –
opiniões – Dialético.
Método dialético: diálogo
crítico.
- Contraposição –
Ideias apostas.
- Partindo de uma hipótese se pode melhorar as
críticas sobre o assunto.
- Aproximar as ideias individuais às ideias
universais.
Dimensões do processo do conhecimento:
1º etapa: impressões ou sensações advindas dos
sentidos (opiniões).
2º etapa: passagem da opinião para a esfera
racional, mundo das ideias.
Exercícios:
1.O que é a caverna?O mundo em que vivemos
2.Que são as sombras das
estatuetas?As coisas materiais e
sensoriais que percebemos.
3. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da
caverna?O filósofo.
4. O que é a luz exterior do
sol?A luz da verdade.
5. O que é o mundo exterior?O mundo das ideias verdadeiras ou da
verdadeira realidade.
6. Qual o instrumento que liberta o filósofo e
com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros?A interrogação.
7. O que é a visão do mundo
real iluminado?A filosofia.
8. Por que é que os
prisioneiros ridicularizam, espancam e matam o filósofo (Platão está a
referir-se à condenação de Sócrates à morte pela assembleia ateniense?)?Porque imaginam que o mundo sensível é o
mundo real e o único verdadeiro.
Na Alegoria da Caverna,
( ) Platão descreve a educação do
filósofo, que passa do conhecimento sensível para o conhecimento inteligível.
( ) Ele procura mostrar a
superioridade do conhecimento inteligível em relação ao sensível. O primeiro é
o conhecimento daquilo que é real e o segundo é o conhecimento das aparências.
( ) A caverna subterrânea é
o mundo visível.
( ) O prisioneiro que sobe à
região superior e contempla suas maravilhas é a alma que ascende ao mundo
inteligível, em outras palavras é o caminho de todo ser humano no seu ponto de
ignorância – espanto e por fim sabedoria.
( ) Mostra em sua alegoria que o
homem poderá viver no mundo das sombras (ignorância) acreditando em um mundo
completamente diferente da realidade, podendo talvez, atingir a luz
(sabedoria), para viver livre de preconceitos, conhecedor da verdade.
( ) No mito podemos associar
os homens presos à população e o homem liberto a um filósofo. Os homens presos
conhecem apenas o mundo sensível, já o liberto conheceu a verdadeira essência
das coisas, conheceu o mundo das idéias.
2-Platão mostrou-nos que todos nós estamos
sempre em contato com duas realidades: uma inteligível e outra sensível. Explique
as principais diferenças.