sábado, 15 de agosto de 2015

A Teoria do Deslocamento das Massas

Quando esta teoria foi apresentada pela primeira vez pelo prof. Charles Hapgood, a comunidade científica não se manifestou, com uma notável excessão: Albert Einstein. Em sua teoria, o prof. Hapgood propôs que em certos períodos de tempo, toda a crosta terrestre poderia se movimentar, como uma casca solta de laranja. Isto explicaria o desaparecimento de civilizações como a Atlântida e a Lemúria. Segundo Einstein, "…não se pode duvidar que ocorreram deslocamentos significativos da crosta terrestre repentinamente, em curto período de tempo."
O professor, para elaborar sua teoria, se baseou em fatos aceitos. Antes existia a Pangéia, depois os continentes foram se separando e temos a formação de hoje. Mas ainda não acabou. Os continentes continuam se movimentando. Isto é possível porque a crosta terrestre "flutua" em uma camada semi-líquida. O elo final para a teoria de Hapgood veio com o descobrimento, em 1977, de um mamute congelado, perfeitamente preservado, no norte da Sibéria, o qual culminou no descobrimento de milhares de espécies de grandes mamíferos nestas condições tanto no norte da Sibéria como no norte do Canadá.
Por quê elo final? Primeiro porque foram achados, em seu estômago, vegetais de clima quente. Segundo, que estes vegetais não estavam digeridos, o que sugere uma morte súbita. Terceiro, é que para se congelar animais deste porte de uma maneira que, estes se mantivessem preservados de uma maneira tão fabulosa, seria necessário que estes animais tivessem sido expostos a um frio muito intenso, repentinamente (ver caso do Mamute Congelado).
Hoje esta teoria já é aceita. De acordo com ela, houve, ha cerca de 12 mil anos atrás, um deslocamento da crosta terrestre, a qual se moveu em torno de 3,6 mil quilômetros. Com este deslocamento, a Antártida foi englobada pela zona polar, enquanto que, ao mesmo tempo, a América do Norte foi liberada do Círculo Polar se tornando área temperada.
Hapgood documentou deslocamentos ocorridos nos últimos 100 mil anos. Acredita-se que estes ocorram a cada 41 mil anos. O último ocorreu ha 11,5 mil anos atrás, portanto o próximo deve ser esperado para daqui a 29,5 mil anos. De acordo com Hapgood, este movimento repentino da crosta se deve ao acúmulo de gelo nas calotas terrestres. Depois de milhares de anos acumulando gelo, chegando a uma espessura de até 3,6 quilômetros, há um desequilíbrio no globo, ocasionando o deslocamento das massas. O gelo se desloca, arrastando consigo a crosta externa e os continentes em um bloco, para novas posições.
Com isso, as calotas polares alcançam um clima mais quente e começam a derreter, enquanto que as terras de clima temperado vão para regiões polares nas quais congelam e acumulam gelo.
Cálculos realizados ha poucos anos, indicam que a crosta poderia ter alcançado, em seu movimento, uma velocidade aproximada de 70 km/h (setenta quilômetros por hora). 
Se a teoria do prof. Charles Hapgood estiver correta, poderia explicar dentre outras coisas, o desaparecimento de continentes inteiros como a Atlântida.

Fonte: http://www.itajaionline.com.br/index.php?gs=enigma/05






AULA DE FILOSOFIA: CIÊNCIA NA HISTÓRIA



AS TRÊS PRINCIPAIS CONCEPÇÕES DE CIÊNCIA
Racionalismo afirma que a ciência é um conhecimento racional dedutivo e demonstrativo como  a matemática, portanto, capaz de provar a verdade necessária universal de seus enunciados e resultados sem deixar qualquer duvida possível.
Empirista afirma que a ciência é uma interpretação dos fatos baseados em observações e experimentos que permitem estabelecer indução e que, ao serem completadas, oferecem a definição do objeto.
Construtivista   considera a ciência uma construção de modelos explicativos para a realidade e não uma representação da própria realidade.

São três exigências do seu ideal científico:
       Que haja coerência entre os princípios que orienta que orientam a teoria.      
       Que os modelos dos objetos sejam construídos com base na observação e na experimentação.  
       Que os resultados obtidos possam alterar os modelos construídos e também o princípio da teoria.

DIFERENÇAS ENTRE A CIÊNCIA ANTIGA E MODERNA
A ciência Antiga era uma ciência teorética, a técnica era um saber empírico, ligada as práticas necessárias à vida e nada tinha a oferecer à ciência nem a receber dela. 

A ciência Moderna nasce vinculada à ideia de intervir na Natureza, de conhecê-la para apropria-se dela, para controlá-la e dominá-la. A ciência moderna tornou-se inseparável da tecnologia.  

AS MUDANÇAS CIENTIFÍCAS
A primeira mudança se refere à passagem do racionalismo e empirismo ao construtivismo.
A segunda mudança refere-se a passagem da ciência antiga teorética, qualitativa – a ciência moderna tecnológica, quantitativa.

DESMITINDO A EVOLUÇÃO E O PROGRESSO CIENTÍFICO
Verificou-se, uma descontinuidade e uma diferença temporal entre as teorias científicas como consequência não de uma forma mais evoluída, mais progressiva ou melhor de fazer ciência, e sim como resultado de diferentes maneiras de conhecer e construir os objetos científicos, de elaborar os métodos e inventar tecnologias.

O  Campo das Ciências da Natureza
As ciências da Natureza estudam duas ordens de fenômenos:
·  Os físicos ou coisas;
·  Os vitais ou organismos vivos.

Subdivide-se em duas ciências:
Ø   Física: de que fazem parte a química, mecânica, óptica, acústica, astronomia, e o estudo dos sólidos, líquidos e gasosos;
Ø  Biologia: ramificada em fisiologia, botânica, zoologia, paleontologia, anatomia, genética e etc.

As ciências da natureza teve sua origem nas primeiras observações de grandes filósofos, e posteriormente nas observações controlada(experimentação).

A experimentação permite ao cientista formular hipóteses que podem ser:
Ø  Hipotético - indutivo;
Ø  Hipotético - dedutivo.
As ciências humanas
A expressão ciências humanas refere-se àquelas ciências que têm o próprio ser humano como objeto. Do século XV ao inicio do século XX, a investigação do humano realizou-se de três maneiras:

Período do humanismo: O humanismo não separa homem e Natureza, mas considera o homem um ser natural diferente dos demais, manifestando essa diferença como ser racional e livre, agente ético, político, técnico e artístico.

Período do positivismo: O homem como um ser social e propõe o estudo científico da sociedade: assim como há uma física da Natureza, deve haver uma física do social, a sociologia, que deve estudar os fatos humanos usando procedimentos, métodos e técnicas empregados pelas ciências da Natureza.

Período do historicismo: insiste na diferença profunda entre homem e Natureza e entre ciências naturais e humanas, chamadas por Dilthey de ciências do espírito ou da cultura.

Relativismo, marxismo, fenomenologia e estruturalismo
O marxismo permitiu compreender que os fatos humanos são historicamente determinados e que a historicidade, longe de impedir que sejam conhecidos, garante a interpretação racional deles e o conhecimento de suas leis.
A fenomenologia permitiu a definição e a delimitação dos objetos das ciências humanas
O estruturalismo permitiu uma metodologia que chega às leis dos fatos humanos, sem que seja necessário imitar ou copiar os procedimentos das ciências natural.

Os campos de estudo das ciências humanas
Psicologia: estudo das estruturas, do desenvolvimento das operações da mente humana
Sociologia: estudo das estruturas sociais: origem e forma das sociedades, tipos de organizações sociais, econômicas e políticas;
Economia: estudo das condições materiais (naturais e sociais) de produção e reprodução da riqueza, de suas formas de distribuição, circulação e consumo
Antropologia: estudo das estruturas ou formas culturais em sua singularidade ou particularidade, isto é, como diferentes entre si por seus princípios internos de funcionamento e transformação.
História: estudo das transformações das sociedades e comunidades como resultado e expressão de conflitos, lutas, contradições internas às formações sociais
Linguística: estudo das estruturas da linguagem como sistema dotado de princípios internos de funcionamento e transformação.
Psicanálise: estudo da estrutura e do funcionamento do inconsciente e de suas relações com o consciente.

Atividades:
1. Na sua opinião, se um conhecimento científico pode ser refutado com o passar do tempo, por que as opiniões dos cientistas tendem a ser mais valorizadas que as de outras pessoas na maioria das sociedades ocidentais contemporâneas? Haveria um endeusamento ou uma mitificação do cientista? Ou há uma boa razão para que isso ocorra. Justifique sua resposta.




AULA DE FILOSOFIA: PLATÃO


O pensamento Platônico é dividido em três períodos:

Socrático:
Buscou resgatar a imagem de Sócrates;
Ocorre a valorização da razão e da ética;
Diálogos em forma de aporia (nenhuma conclusão estabelecida).

Intermediário:
Filosofia baseada não somente em Período questões éticas / morais.
Formulação da teoria das ideias;
A reminiscência platônica;
Método dialético.

Maturidade:
Considerado o período de auto-crítica, maturidade platônica.
Identificação e antecipação dos pontos vulneráveis de sua teoria.

Para Platão: O MUNDO DAS IDEIAS (o conhecimento verdadeiro) é dividido hierarquicamente em:

MUNDO INTELIGÍVEL
Eterno e imutável
Onde reside a verdade
Responsável pelo mundo sensível
Mundo da razão = causa de tudo que existe
Verdade

MUNDO SENSÍVEL
Percebido pelos sentidos
 Universo material
Responsável pelo mundo sensível
Prevalecem as aparências = nos enganam
Opinião

Atividades em sala de aula:
1.      Explicar a concepção dualista platônica.