sexta-feira, 24 de julho de 2026

Manifestações culturais nas comunidades ribeirinhas do Município de Porto Velho (RO): beleza e encanto

 A cultura ribeirinha no município de Porto Velho, em Rondônia, representa um dos mais importantes patrimônios culturais e sociais da Amazônia. Desenvolvida ao longo das margens do rio Madeira e de seus afluentes, essa cultura é resultado da interação histórica entre povos indígenas, migrantes nordestinos, seringueiros, pescadores, extrativistas e outros grupos que encontraram nos rios a principal fonte de sobrevivência, transporte e identidade. A vida ribeirinha é profundamente marcada pela relação com a natureza, pelo conhecimento tradicional e pela adaptação às cheias e vazantes dos rios, fenômenos que determinam o ritmo das atividades econômicas, sociais e culturais das comunidades.

Distrito de Nazaré no Município de Porto Velho (RO): Identidade da cultura ribeirinha

 As festas culturais de Nazaré, distrito localizado às margens do rio Madeira, em Rondônia, representam um importante patrimônio da identidade amazônica. Esses eventos reúnem tradições religiosas, manifestações populares, costumes ribeirinhos e práticas culturais transmitidas de geração em geração. Além de fortalecerem os laços entre os moradores, as festividades atraem visitantes de diferentes regiões, promovendo a valorização da cultura local e contribuindo para o desenvolvimento do turismo comunitário.

Fonte: https://www.facebook.com/nazarefestival/?locale=pt_BR

Entre as celebrações mais significativas está a festa em homenagem à padroeira Nossa Senhora de Nazaré, considerada um dos principais acontecimentos do calendário cultural da comunidade. A programação costuma incluir missas, procissões fluviais e terrestres, novenas, apresentações musicais, barracas com comidas típicas e momentos de confraternização. A procissão pelos rios é um dos momentos mais marcantes, pois simboliza a forte ligação entre a fé da população e o ambiente amazônico, onde os rios são fundamentais para a vida cotidiana.

As festas também valorizam a culinária regional, oferecendo pratos preparados com ingredientes típicos da Amazônia, como peixes de água doce, farinha de mandioca, tapioca, açaí, cupuaçu e outras frutas nativas. Esses alimentos fazem parte da tradição alimentar das famílias ribeirinhas e representam um importante elemento da cultura local. Durante os eventos, moradores compartilham receitas tradicionais, fortalecendo a preservação dos conhecimentos culinários transmitidos entre as gerações.

Outro aspecto relevante é a presença das manifestações artísticas e folclóricas. Grupos culturais apresentam danças, músicas e expressões populares inspiradas na vida dos povos da floresta e das comunidades ribeirinhas. As apresentações incluem ritmos regionais, quadrilhas juninas, cantorias e atividades que destacam a história e as tradições da região. Essas manifestações contribuem para manter viva a memória coletiva e incentivam a participação de crianças e jovens na preservação da cultura.

As festas culturais também desempenham importante papel social e econômico. Durante as celebrações, artesãos, pescadores, agricultores e pequenos comerciantes têm a oportunidade de comercializar seus produtos, gerando renda para as famílias da comunidade. O artesanato confeccionado com sementes, fibras naturais e madeira de manejo sustentável demonstra a criatividade dos moradores e reforça a relação entre cultura e preservação ambiental.

Além do aspecto festivo, esses eventos promovem o fortalecimento da identidade cultural de Nazaré. As festividades funcionam como espaços de encontro entre diferentes gerações, permitindo que histórias, costumes e saberes tradicionais sejam compartilhados. A participação da comunidade na organização das celebrações evidencia o espírito de cooperação e pertencimento, características marcantes das populações ribeirinhas amazônicas.

Dessa forma, as festas culturais de Nazaré – RO constituem muito mais do que momentos de lazer. Elas representam uma expressão da história, da religiosidade, da cultura e da resistência das comunidades locais. Ao preservar suas tradições e valorizar seus costumes, Nazaré mantém viva uma rica herança cultural amazônica, fortalecendo sua identidade e contribuindo para que esse patrimônio continue sendo reconhecido e transmitido às futuras gerações.

A crise climática na Amazônia Brasileira

 A crise climática na Amazônia brasileira representa um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. A floresta amazônica, considerada a maior floresta tropical do mundo, desempenha um papel essencial na regulação do clima global, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio do ciclo da água. No entanto, o aumento das temperaturas, as mudanças no regime de chuvas, o desmatamento, as queimadas e a exploração inadequada dos recursos naturais têm colocado esse ecossistema em uma situação cada vez mais preocupante.

O Problema da escassez da água na atualidade

 A escassez hídrica é um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. Apesar de aproximadamente 70% da superfície terrestre ser coberta por água, apenas cerca de 2,5% é doce, e menos de 1% está facilmente disponível para o consumo humano. Além disso, a distribuição desse recurso é desigual entre os países e até mesmo dentro de uma mesma região, fazendo com que milhões de pessoas enfrentem dificuldades para obter água potável diariamente.

Fonte: https://brasil.un.org/pt-br/72525-escassez-de-%C3%A1gua-pode-limitar-crescimento-econ%C3%B4mico-nas-pr%C3%B3ximas-d%C3%A9cadas-diz-onu. In  Relatório da UNESCO apontou efeitos da escassez e do mau uso dos recursos hídricos para as economias dos países. Foto: EBC

O crescimento acelerado da população mundial e a expansão das cidades aumentaram significativamente a demanda por água. Esse recurso é essencial não apenas para o consumo humano, mas também para a produção de alimentos, a geração de energia, a indústria e a manutenção dos ecossistemas. Como consequência, a pressão sobre rios, lagos e aquíferos tornou-se cada vez maior.

Entre as principais causas da escassez hídrica estão as mudanças climáticas, que alteram o regime de chuvas e intensificam períodos de seca; o desmatamento, que compromete a conservação das nascentes e reduz a infiltração da água no solo; a poluição causada pelo lançamento de esgoto doméstico e resíduos industriais sem tratamento; o uso excessivo da água na agricultura, responsável pela maior parte do consumo de água doce no mundo; e o desperdício, tanto nas residências quanto nas redes de distribuição, que frequentemente apresentam vazamentos.

As consequências da escassez de água são amplas e afetam diversos setores da sociedade. A falta de água potável favorece a disseminação de doenças, prejudica a higiene e reduz a qualidade de vida das populações. Na agricultura, a diminuição da disponibilidade de água compromete as colheitas, reduz a produção de alimentos e pode provocar aumento nos preços. Na indústria, a escassez dificulta processos produtivos, enquanto no setor energético pode reduzir a geração de eletricidade em usinas hidrelétricas. Além disso, a redução dos níveis de rios e reservatórios ameaça a biodiversidade, causando a perda de habitats naturais e colocando diversas espécies em risco.

Embora o Brasil possua uma das maiores reservas de água doce do planeta, o país também enfrenta problemas relacionados à má distribuição dos recursos hídricos, ao desmatamento, à poluição dos rios e ao crescimento urbano desordenado. Em várias regiões, especialmente durante períodos de estiagem, a população sofre com racionamentos e crises de abastecimento, evidenciando a necessidade de uma gestão mais eficiente da água.

Para enfrentar esse problema, é indispensável adotar medidas de preservação e uso sustentável dos recursos hídricos. Entre elas destacam-se a proteção de nascentes e matas ciliares, o combate ao desmatamento, o tratamento de esgoto, a redução da poluição dos corpos d'água, o incentivo ao reuso da água, a modernização dos sistemas de irrigação, a diminuição das perdas nas redes de abastecimento e a promoção de campanhas de conscientização sobre o consumo responsável.

Além das ações individuais, é fundamental que governos, empresas e organizações da sociedade civil desenvolvam políticas públicas voltadas à gestão integrada dos recursos hídricos, ao investimento em infraestrutura de saneamento básico e à adaptação às mudanças climáticas. A cooperação entre esses diferentes setores é essencial para garantir o acesso à água de qualidade e evitar crises hídricas mais severas no futuro.

Portanto, a escassez hídrica é um problema complexo que exige soluções conjuntas e de longo prazo. A preservação da água depende da conscientização da população, do uso racional desse recurso e da implementação de políticas sustentáveis que garantam sua disponibilidade para as gerações presentes e futuras. Afinal, proteger a água significa proteger a saúde, a economia, o meio ambiente e a própria continuidade da vida no planeta.

LIXO E MEIO AMBIENTE

Quando pensamos sobre o meio ambiente e o lixo, a ideia que sempre surge é que para cuidar do meio ambiente e lidar com o lixo da forma certa, precisamos reduzir a produção de resíduos, separar o que é reciclável e descartar nos locais corretos. No entanto, na pratica, nem sempre isso funciona, pois nem todos pensam dessa forma.

O fato é que a cada minuto, o mundo produz toneladas de lixo. Essa avalanche de resíduos ameaça o planeta, contaminando oceanos, solo e colocando em risco a vida de milhares de espécies. Lixo é todo material que foi descartado pelos seres humanos por não apresentar mais nenhuma função ou utilidade aparente.

Todos concordam que a crescente produção de resíduos sólidos é um dos grandes desafios ambientais da atualidade. Com o aumento da população e a intensificação do consumo, a quantidade de lixo gerado cresce de forma exponencial, resultando em impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde pública, caso não haja uma gestão eficiente desses resíduos.

No Brasil, essas discussões passam pelo que dispõe a Lei 12.305/2010 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), e ainda pela prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e o correto manejo de resíduos sólidos conforme determina a Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007).

O meio ambiente é um dos bens mais preciosos que temos, mas também um dos mais ameaçados. Com o aumento da conscientização sobre os problemas ambientais, também se faz necessário a adoção de práticas e medidas que podemos adotar no dia a dia para proteger nosso planeta e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Preservar o meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós. Adotar práticas sustentáveis no dia a dia pode parecer um pequeno gesto, mas quando essas práticas são amplamente adotadas, seu impacto é significativo. Desde a redução do consumo de recursos naturais até o apoio à educação ambiental.

Ao incorporar essas práticas em nossa vida cotidiana, podemos contribuir para um futuro mais sustentável e garantir que as próximas gerações herdem um planeta saudável e próspero. Isso depende de nossas escolhas e ações praticadas hoje.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Filosofia na atualidade: para que?

A filosofia hoje atua como uma ferramenta essencial de resistência ao senso comum e de análise crítica. Longe de ser apenas um exercício teórico, ela aborda os dilemas do nosso tempo, integrando reflexões com a tecnologia, a política, a ética e o sentido da própria existência humana. Necessária em todos os aspectos da existência humana, a filosofia ajuda compreender a realidade exige investigar desafios concretos que afetam diretamente o dia a dia e o futuro da sociedade.

Hoje, muitos pensadores resgatam o conceito da filosofia como um "modo de vida". A prática filosófica vai além dos livros; ela é vista como uma atitude de questionamento contínuo e uma forma de examinar os próprios valores e comportamentos, buscando o bem comum e a clareza mental.

A filosofia tem início na Antiguidade, quando surgem as cidades-estados na Grécia Antiga. Antes disso, o pensamento, a existência humana e os problemas do mundo eram explicados de maneira mítica. Ou seja, as explicações estavam baseadas na religião, na mitologia, na história dos deuses e, até mesmo, nos fenômenos da natureza.

Assim, com o surgimento da polis grega, os filósofos, que na época eram considerados enviados dos deuses, começaram a investigar e sistematizar o pensamento humano. Com isso, surgem diversos questionamentos, que até esse momento não possuíam tal explicação racional. O pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional e crítico, e daí surgiu a filosofia.

A filosofia é a ciência propõe a criticidade, que leva o homem a nunca se contentar com tudo que já está posto e sempre duvidar. Isto, de algum modo, é amar a verdade que se desvela a partir do desejo de quem procura saber. Neste sentido, o ato de filosofar no contexto atual significa romper com o mundo da forma como se apresenta e com discursos que não condizem com a realidade e tampouco com o próprio agir de quem ecoa inverdades e que, facilmente, pode enganar quem não tem uma alma capacitada e livre para ouvir e distinguir a mentira da verdade.

A partir de uma análise simples, pode-se perceber que nunca houve tantos novos temas filosóficos como os que estão surgindo nas últimas décadas, estimulados e condicionados pelas situações novas em que os seres humanos se encontram. Situações que nos levam a reflexões profundas quando vivenciamos paradigmas como os problemas decorrentes da engenharia genética, como a clonagem, a possibilidade de determinar características das futuras gerações, as questões ambientais e as de gênero, que estão sendo introduzidas na discussão filosófica atual.

De certo é que novas formas de viver e ver o mundo condicionam uma modificação na forma de se falar sobre o mundo e a filosofia se encaixa nessas mudanças a partir do consenso da necessidade do agir racional e crítico da existência humana, do conhecimento, da verdade, dos valores morais e da realidade, e acima de tudo do amor à sabedoria.

Diferente do senso comum, que aceita as coisas como elas parecem ser, a atitude filosófica rompe com o óbvio e problematiza o que já está estabelecido. O filósofo usa o estranhamento, o questionamento racional e a argumentação crítica para evitar ilusões e buscar compreensões mais profundas. Como dizia Aristóteles, o grande filósofo Grego, discípulo de Platão, todos os homens, por natureza, tendem ao saber.

É justamente a curiosidade, o espantam, a admiração diante do mundo, que leva a questionar a respeito do princípio das coisas. Portanto, é natural que surjam perguntam como: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido do mundo e da vida? O universo teve um começo? Terá um fim? Há leis que regem o curso do universo? Essas leis valem também para nós? Podemos desobedecer a estas leis? O que acontece quando desobedecemos a elas? Há recompensa e castigo? Há mesmo ou deve haver? Isso ocorre durante esta vida ou numa existência após a morte? Deve-se pensar sem contradição, uma vida eterna, uma existência após a morte? Pode haver um tempo depois que todo tempo acaba? Pode haver um depois após o último e definitivo depois? Dentre outras.


quarta-feira, 24 de junho de 2026

Importância da Educação Ambiental no século 21

A educação ambiental é urgente. Ensinar a conservação do planeta desde cedo e mudar práticas coletivas são atitudes indispensáveis para mitigar o esgotamento dos recursos e enfrentar os desastres climáticos atuais. Adotar essa consciência garante um futuro viável, e aplicar o aprendizado em diversas esferas da sociedade é o melhor caminho para a preservação.

A garantia de um mundo melhor para as futuras gerações passa, necessariamente, pela inclusão desses cidadãos nas ações de cuidado com o planeta no momento presente. E não há forma melhor de disseminar conhecimento a respeito da preservação e da sustentabilidade do que com a educação ambiental.

A Educação ambiental foi instituída e regulamentada pela Lei Federal nº 9.795 de 1999, que define como deve ser trabalhada e incentivada pelo poder público, assim como instituí a Política Nacional de Educação Ambiental. Logo no primeiro artigo temos a Educação ambiental definida: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, populoso e urbano onde surge a todo momento novas tecnologias que impulsionam as mais diversas atividades, em contra partida as indústrias necessitam cada vez mais de insumos à produção (fontes de energia e matérias primas) para a ampliação do mercado consumidor e aumento da competitividade nos mais variados setores.

O aumento de insumos gera uma demanda crescente onde o meio ambiente sofre com as explorações cada vez mais desenfreadas, tendo em vista a necessidade de abastecer as instituições produtoras, criando um desequilíbrio na balança da exploração versus regeneração do meio ambiente.

Com a ampliação de produtos a disposição da população aumentam também a nível exponencial a todo ano o descarte de lixo, acarretando muitas vezes o manejo, tratamento e destinação incorreta desse material, sobretudo em áreas mais periféricas. A educação ambiental é inserida nesse contexto como instrumento de conscientização para minimizar o impacto das ações antrópicas no meio ambiente ao mesmo tempo que desperta o interesse para a questão ambiental e busca novas reflexões sobre a relação entre o homem e natureza.

Dessa feita A educação ambiental no século XXI exige uma abordagem crítica, prática e interdisciplinar. Ela vai além do ensino ecológico tradicional, integrando justiça climática, bioeconomia e novas tecnologias para formar cidadãos capazes de agir ativamente na mitigação de problemas como a perda de biodiversidade e o aquecimento global.

Destaca-se nesse cenário de preocupações que “o problema ambiental não está na quantidade de pessoas que existe no planeta e que necessita consumir cada vez mais os recursos naturais para se alimentar, vestir e morar; o problema está no excessivo consumo desses recursos por uma pequena parcela da humanidade e no desperdício e produção de artigos inúteis e nefastos à qualidade de vida” (REIGOTA, 1994).

Da mesma forma, a Educação Ambiental deve ser entendida como educação política, no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza.

Atualmente, a EA no Brasil enfrenta desafios relacionados à implementação efetiva nas escolas, mas continua a evoluir. Movimentos sociais e iniciativas comunitárias desempenham um papel vital na promoção da EA, enquanto políticas públicas, como o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), continuam a enfatizar a sua importância para a sustentabilidade e a resiliência social (Brasil, 2015).

Questões ambientais na atualidade

As questões ambientais na atualidade giram em torno do desafio de conciliar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento sustentável. Os pontos mais urgentes incluem o aquecimento global impulsionado por combustíveis fósseis, o desmatamento de grandes biomas, a perda de biodiversidade e a poluição por resíduos plásticos.

De forma geral, o aumento das temperaturas médias do planeta tem provocado uma elevação nos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor. A queima de combustíveis fósseis e o modelo tradicional da agropecuária estão entre as maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa.

Da mesma forma, a derrubada de florestas, especialmente em áreas tropicais como a Amazônia, afeta diretamente o equilíbrio ecológico e ameaça cerca de um milhão de espécies com a extinção. Esse processo também impacta os estoques de carbono e afasta populações tradicionais de seus territórios.

O estresse hídrico, de certo o maior problema que a humanidade começa a enfrentar com forte tendência a elevar-se no futuro, já afeta grande parte da população mundial. Os recursos hídricos sofrem continuamente com o descarte inadequado de efluentes industriais e urbanos, além da grande concentração de plásticos nos oceanos, que prejudicam a vida marinha e a cadeia alimentar.

Nesse cenário de desastres em escala mundial é simples concluir que os principais problemas ambientais do mundo foram causados pela ação antrópica, ou seja, por atividades causadas pelos seres humanos sobre a natureza.

Esse processo se intensificou a partir da Revolução Industrial, que data do século XVIII, e começou a ser amplamente discutido em escala internacional a partir da década de 1970, com a realização das conferências ambientais e sobre o clima. Os principais problemas ambientais da atualidade são:

1. A poluição do ar ou atmosférica pode ser descrita como a presença, no ar, de gases poluentes, material particulado, agentes biológicos e outros elementos que alterem a sua qualidade. Esse problema é ocasionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e pela atividade industrial nos grandes centros urbanos, atividades essas que liberam substâncias como gás carbônico (CO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de enxofre (SO2 e SO3) e óxido de nitrogênio (NOx) na atmosfera.

Esse tipo de poluição é causador de outros problemas ambientais, como as chuvas ácidas (chuvas com elevada acidez) e as ilhas de calor (maior temperatura das cidades em relação às áreas vizinhas), típicas de áreas urbanas. Em maior escala, a poluição do ar afeta o equilíbrio atmosférico e intensifica o efeito estufa, o que causa o aquecimento global. Entre os países com maior poluição atmosférica estão Índia, Burkina Faso, Tailândia, China e Azerbaijão.

2. O aquecimento global é o aumento anormal da temperatura média do planeta. Esse fenômeno tem como causas a intensa exploração da natureza pelos seres humanos, ocasionando problemas como o desmatamento, e a emissão direta de gases poluentes na atmosfera por meio da atividade industrial e da queima de combustíveis fósseis. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a temperatura média da Terra é, atualmente, 1,5º C maior do que no período que antecede a Revolução Industrial.

Esse aumento da temperatura também gera outros problemas ambientais. Uma das principais consequências desse fato são as mudanças climáticas e o acontecimento cada vez mais recorrente de fenômenos extremos, como secas severas, chuvas muito volumosas e intensas, além do derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos e a perda da biodiversidade.

3. A poluição hídrica acontece quando substâncias são lançadas nos corpos d’água e alteram as suas propriedades físicas, químicas e biológicas, o que pode causar a contaminação e, como consequência, gerar severos prejuízos para a população que depende daquele recurso e para a biodiversidade aquática. O descarte irregular de lixo e de resíduos urbanos, como esgoto, e industriais estão entre as principais causas da poluição hídrica.

Uma das discussões acerca da poluição hídrica gira em torno da quantidade de plástico e microplástico presente nos oceanos. O acúmulo dessas substâncias prejudica a fauna marinha e pode até mesmo afetar a saúde humana, pela contaminação da cadeia alimentar de espécies de água salgada.

4. A poluição dos solos é descrita como a degradação quimica do substrato. Tem origem no descarte irregular de lixo e dejetos urbanos, industriais, da mineração e das usinas geradoras de eletricidade, no uso intensivo de defensivos agrícolas e agrotóxicos para a produção, no desmatamento e outros eventos que contribuem para a perda de fertilidade dos solos.

De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), agência especializada da ONU, a poluição dos solos ameaça a qualidade das águas e dos alimentos que ingerimos, além de afetar a garantia da segurança alimentar para uma maior parcela da população mundial devido a isso. Entre as áreas onde esse problema é mais recorrente estão a Ásia Central, o Norte da África e a Europa.

5. Também chamado de desflorestamento, o desmatamento é a retirada da cobertura vegetal parcial ou total de um determinado lugar. A perda da cobertura vegetal deixa os solos desprotegidos e mais vulneráveis, ao mesmo tempo que afeta o funcionamento dos ecossistemas, contribui para o assoreamento dos rios e interfere na dinâmica dos climas locais e, a longo prazo, do clima global.

Os principais problemas ambientais do Brasil foram agravados com a industrialização tardia e com a urbanização acelerada que aconteceu na segunda metade do século XX e que gerou fenômenos como o da macrocefalia urbana. No meio rural, o avanço da fronteira agrícola e de atividades econômicas como o extrativismo estão entre os maiores causadores de impactos ao meio ambiente. A seguir, veja quais são os principais problemas ambientais do Brasil.

Os principais problemas ambientais do Brasil e do mundo prejudicam a qualidade de vida da população, causando quadros de doenças respiratórias e infecciosas em decorrência da poluição, ampliando a insegurança alimentar dos grupos mais vulneráveis, gerando uma série de transtornos no meio urbano, como os alagamentos, e intensificando a ocorrência e a gravidade dos desastres ambientais.

Observa-se de forma cada vez mais recorrente a redução da disponibilidade de recursos naturais, o que pode culminar na sua escassez em um curto espaço de tempo. Com isso, podemos afirmar que, além da geração presente, os principais problemas ambientais ameaçam, também, as gerações futuras.