sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Agua e floresta amazônica: um ciclo que deve ser protegido

A Amazônia é uma das regiões naturais mais importantes do planeta. Sua enorme floresta, seus rios extensos e sua grande diversidade de animais e plantas formam um sistema ambiental complexo, responsável por inúmeros benefícios para a natureza e para a sociedade. Quando falamos sobre a Amazônia, é impossível separar a floresta da água, pois esses dois elementos estão profundamente ligados e dependem um do outro para manter o equilíbrio do ambiente.

A Floresta Amazônica ocupa grande parte da América do Sul e está presente em vários países, principalmente no Brasil. Ela abriga uma das maiores biodiversidades conhecidas, reunindo milhares de espécies de árvores, plantas, aves, mamíferos, peixes, insetos e outros organismos. Além da riqueza biológica, a floresta possui enorme importância cultural e social, sendo território de diversos povos indígenas e comunidades tradicionais que desenvolveram formas de vida diretamente relacionadas aos rios e à floresta.

A água é um dos elementos mais marcantes da Amazônia. A região possui uma das maiores redes de rios do mundo, formada por grandes cursos d'água e inúmeros igarapés, lagos e pequenos afluentes. O Rio Amazonas é o principal deles e recebe água de uma extensa rede hidrográfica. Os rios amazônicos são fundamentais para a sobrevivência das populações locais, fornecendo água, alimentos e vias de transporte, além de sustentarem uma enorme variedade de espécies aquáticas.

A relação entre água e floresta ocorre de maneira constante. As árvores retiram água do solo por meio de suas raízes e liberam parte dela para a atmosfera através da evapotranspiração. Esse processo contribui para a formação de umidade e para a ocorrência de chuvas. Dessa maneira, a floresta participa ativamente do ciclo da água. A chuva, por sua vez, abastece os rios e o solo, permitindo que a vegetação continue se desenvolvendo. É um ciclo contínuo no qual floresta, atmosfera, solo e rios estão interligados.

Essa relação também possui importância que ultrapassa os limites da própria Amazônia. A umidade produzida e transportada pela atmosfera influencia o regime de chuvas de outras regiões da América do Sul. Por isso, a conservação da floresta amazônica não interessa apenas às comunidades que vivem dentro dela, mas também a populações que dependem de condições climáticas e hídricas em regiões muito distantes.

Apesar de sua importância, a Amazônia enfrenta diversos problemas ambientais. O desmatamento, as queimadas, a exploração ilegal de madeira, a mineração, a expansão agropecuária e outras atividades podem provocar alterações profundas no equilíbrio da região. Quando a vegetação é retirada, o solo fica mais exposto, os habitats são destruídos e os processos naturais relacionados à água podem ser prejudicados. A degradação das margens dos rios também pode aumentar a erosão e contribuir para o assoreamento dos cursos d'água.

A poluição é outro problema relevante. Substâncias provenientes de atividades urbanas, industriais, agropecuárias e de determinados processos de mineração podem atingir rios e igarapés. A contaminação da água prejudica os animais aquáticos e pode afetar as comunidades que dependem desses recursos para beber, pescar e realizar suas atividades cotidianas.

Os rios amazônicos também possuem grande importância econômica e cultural. Muitas comunidades utilizam os rios como principais caminhos de deslocamento, especialmente em áreas onde as estradas são escassas. A pesca representa uma importante fonte de alimento e renda, enquanto atividades como o turismo e o extrativismo dependem diretamente da conservação dos ambientes naturais.

Preservar a Amazônia, portanto, significa proteger simultaneamente a floresta, os rios, o solo, os animais e as pessoas que vivem nesse território. A conservação pode envolver a criação e manutenção de áreas protegidas, o combate ao desmatamento ilegal, a recuperação de áreas degradadas, o uso sustentável dos recursos naturais e a valorização dos conhecimentos dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

A educação ambiental também possui um papel fundamental. Conhecer a importância da água e da floresta ajuda a sociedade a compreender que os recursos naturais não são infinitos. Pequenas ações, quando realizadas de maneira coletiva, podem contribuir para a redução da poluição e para o uso mais responsável da água e dos demais recursos naturais.

Em conclusão, água e floresta amazônica formam um sistema inseparável. Os rios dependem da dinâmica da floresta, enquanto a floresta depende da disponibilidade de água. Essa interação contribui para a biodiversidade, para o clima, para a produção de alimentos e para a vida de milhões de pessoas. Proteger a Amazônia significa, portanto, proteger não apenas uma floresta, mas um complexo sistema de vida cuja importância se estende muito além de suas fronteiras. A conservação desse patrimônio natural é um dos grandes desafios ambientais do presente e uma responsabilidade que envolve governos, comunidades, empresas, pesquisadores e toda a sociedade.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Comunidade de Nazaré, em Rondônia: 60 anos de história, mantendo viva a tradição do seu fundador

A vila de Nazaré, localizada na região do baixo Rio Madeira, no Município de Porto Velho, Rondônia, Brasil, constituída inicialmente como ponto seringalista, foi fundada em 1966, pelo seminarista Manoel Maciel Nunes, grande líder religioso e professor da comunidade. O distrito está situado a 150 km do centro de Porto Velho, conserva particularidades da região amazônica como o encanto, a magia e a simplicidade dos seu povo, transformada em cultura, além da natureza deslumbrante e em grande parte ainda intocada. Um verdadeiro cenário de beleza da região amazônica brasileira.

Neste celeiro cultural intrínseco na floresta amazônica é possível se inspirar através das músicas, danças folclóricas, artesanatos, culinária, tudo da melhor qualidade para quem curte simplicidade e rusticidade, em meio à natureza majestosa e a energia indescritível de sua gente e suas histórias que passa de gerações. 

EPISÓDIO: FESTEJO DE NAZARÉ EM PORTO VELHO


A história do distrito ribeirinho de Nazaré, localizado no Baixo Rio Madeira, data do ano de 1916, com a chegada do senhor Eduardo Costa que adquiriu terras no local e tornou seringalista da região. Eduardo Costa se estabeleceu no local com a exploração da seringa e sorgo. A história do local desdobra-se em duas etapas fundamentais: sua formação inicial como ponto de extração seringalista e sua consolidação comunitária e cultura.
Tendo a sua frente o Grande Rio Madeira e ao fundo lagos e igarapés que davam acesso aos seringais a forma mais rápida para escoar a produção até o Rio Madeira, onde ficava o porto de embarque dos produtos nas embarcações que levavam a produção até Manaus/AM ou Belém/PA foi abertura de um canal que ficou conhecido como "Boca do Furo" conectando o rio ao Lago do Peixe-Boi e que levou mais de nove anos para ser concluído. Diante da complexidade da obra, Eduardo Costa fez a promessa de erigir uma capela dedicada a Nossa Senhora de Nazaré caso a empreitada fosse concluída. A igreja ficou pronta em 1951.
Após o falecimento de Eduardo Costa em 1956 e a crise no comércio da borracha, seu filho Eduardo Costa Filho, conhecido como "Seu Nanã" dispensou os seringueiros. Sem ter para onde ir, cerca de 15 famílias fixaram residência no entorno do barracão e da capela, dando início ao primeiro núcleo populacional da vila.
Em 1966, o seminarista Manoel Maciel Nunes, de família amazonense  chegou à vila e atuou como professor, líder comunitário e articulador religioso. Esse ano é reconhecido como o marco de fundação da Vila de Nazaré.
O professor Manoel Maciel Nunes, grande líder comunitário e visionário, com os conhecimentos que trouxe da sua passagem pela escola de formação eclesial, organizou os moradores para construir a primeira escola local, que teve o nome de Marechal Floriano Peixoto, e a partir da escola e do ensino formal incentivou o desenvolvimento cultural do povoado.
Entusiasta e mobilizador cultural, o professor Maciel , como era conhecido compunha letras, promovia o artesanato e fundou grupos musicais que integraram a juventude local. Seu trabalho foi tão forte que seu legado permanece vivo nas gerações futuras da comunidade e por seus descendentes que mais tarde criaram o grupo e Instituto Minhas Raízes, cuja intenção é expandir a cultura do local, mantendo viva as danças folclóricas, a gastronomia típica e a tradição ribeirinha vivenciadas nos festejos e nos festivais culturais da região.



terça-feira, 4 de agosto de 2026

Os desafios do uso das novas tecnologias pela população da terceira idade

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Porto Velho (RO): potência do turismo na Região Norte do Brasil

Porto Velho, capital do estado de Rondônia, é um importante destino da Região Norte do Brasil, reunindo história, cultura, natureza e experiências ligadas à Amazônia. Localizada às margens do rio Madeira, a cidade desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento da região durante o ciclo da borracha e na construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, um dos maiores marcos históricos da Amazônia. Atualmente, Porto Velho atrai visitantes interessados em conhecer seu patrimônio histórico, apreciar a biodiversidade amazônica e vivenciar as tradições culturais locais.

Recentemente reativada, a Litorina retomou os passeios pela antiga Estrada de Ferro. Fonte: https://rondonia.ro.gov.br/pontos-turisticos-de-porto-velho-opcoes-de-lazer-e-conhecimento-sobre-a-historia-da-cidade/. Acesso em 27/07/2026.

Um dos principais atrativos turísticos da cidade é o complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que preserva locomotivas, trilhos e edificações históricas que contam a história da ferrovia construída no início do século XX. O local é considerado um símbolo da cidade e proporciona aos visitantes uma verdadeira viagem ao passado, revelando a importância da ferrovia para a integração da região amazônica.

Outro destaque é o rio Madeira, um dos maiores afluentes do rio Amazonas. Passeios de barco permitem observar belas paisagens naturais, comunidades ribeirinhas e, em algumas épocas do ano, espécies da fauna amazônica, como botos, aves e jacarés. O pôr do sol às margens do rio é um dos cenários mais apreciados por moradores e turistas, tornando-se um momento especial para fotografias e contemplação da natureza.

Porto Velho também oferece espaços culturais que valorizam a história e a identidade regional. Museus, centros culturais e mercados municipais apresentam exposições sobre os povos indígenas, o ciclo da borracha, a formação da cidade e a riqueza da biodiversidade amazônica. A culinária local é outro grande atrativo, destacando pratos preparados com peixes de água doce, como tambaqui e pirarucu, além de frutas típicas da região, como cupuaçu, açaí e bacaba.

As manifestações culturais enriquecem ainda mais o turismo na capital rondoniense. Festivais folclóricos, apresentações de boi-bumbá, eventos musicais e feiras de artesanato demonstram a diversidade cultural formada pela mistura de povos indígenas, migrantes de várias partes do Brasil e comunidades tradicionais. Essas atividades fortalecem a identidade local e proporcionam aos visitantes uma experiência autêntica da cultura amazônica.

Para os amantes do ecoturismo, Porto Velho serve como ponto de partida para conhecer áreas de preservação ambiental, reservas florestais e trilhas ecológicas. A região oferece oportunidades para observação da fauna e da flora, turismo de pesca esportiva, passeios em igarapés e atividades de educação ambiental, sempre destacando a importância da conservação dos recursos naturais.

Além dos atrativos naturais e históricos, a cidade conta com uma infraestrutura que atende turistas nacionais e internacionais, incluindo hotéis, restaurantes, centros comerciais e serviços de transporte. Sua localização estratégica também facilita o acesso a outros municípios de Rondônia e a destinos da Amazônia Ocidental.

Dessa forma, o turismo em Porto Velho representa uma importante atividade econômica e cultural, contribuindo para a geração de emprego, renda e valorização do patrimônio histórico e ambiental. Ao unir história, cultura e natureza em um único destino, a capital de Rondônia oferece experiências únicas para quem deseja conhecer a riqueza da Amazônia brasileira e compreender melhor a diversidade que caracteriza essa região do país.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Manifestações culturais nas comunidades ribeirinhas do Município de Porto Velho (RO): beleza e encanto

 A cultura ribeirinha no município de Porto Velho, em Rondônia, representa um dos mais importantes patrimônios culturais e sociais da Amazônia. Desenvolvida ao longo das margens do rio Madeira e de seus afluentes, essa cultura é resultado da interação histórica entre povos indígenas, migrantes nordestinos, seringueiros, pescadores, extrativistas e outros grupos que encontraram nos rios a principal fonte de sobrevivência, transporte e identidade. A vida ribeirinha é profundamente marcada pela relação com a natureza, pelo conhecimento tradicional e pela adaptação às cheias e vazantes dos rios, fenômenos que determinam o ritmo das atividades econômicas, sociais e culturais das comunidades.

Distrito de Nazaré no Município de Porto Velho (RO): Identidade da cultura ribeirinha

 As festas culturais de Nazaré, distrito localizado às margens do rio Madeira, em Rondônia, representam um importante patrimônio da identidade amazônica. Esses eventos reúnem tradições religiosas, manifestações populares, costumes ribeirinhos e práticas culturais transmitidas de geração em geração. Além de fortalecerem os laços entre os moradores, as festividades atraem visitantes de diferentes regiões, promovendo a valorização da cultura local e contribuindo para o desenvolvimento do turismo comunitário.

Fonte: https://www.facebook.com/nazarefestival/?locale=pt_BR

Entre as celebrações mais significativas está a festa em homenagem à padroeira Nossa Senhora de Nazaré, considerada um dos principais acontecimentos do calendário cultural da comunidade. A programação costuma incluir missas, procissões fluviais e terrestres, novenas, apresentações musicais, barracas com comidas típicas e momentos de confraternização. A procissão pelos rios é um dos momentos mais marcantes, pois simboliza a forte ligação entre a fé da população e o ambiente amazônico, onde os rios são fundamentais para a vida cotidiana.

As festas também valorizam a culinária regional, oferecendo pratos preparados com ingredientes típicos da Amazônia, como peixes de água doce, farinha de mandioca, tapioca, açaí, cupuaçu e outras frutas nativas. Esses alimentos fazem parte da tradição alimentar das famílias ribeirinhas e representam um importante elemento da cultura local. Durante os eventos, moradores compartilham receitas tradicionais, fortalecendo a preservação dos conhecimentos culinários transmitidos entre as gerações.

Outro aspecto relevante é a presença das manifestações artísticas e folclóricas. Grupos culturais apresentam danças, músicas e expressões populares inspiradas na vida dos povos da floresta e das comunidades ribeirinhas. As apresentações incluem ritmos regionais, quadrilhas juninas, cantorias e atividades que destacam a história e as tradições da região. Essas manifestações contribuem para manter viva a memória coletiva e incentivam a participação de crianças e jovens na preservação da cultura.

As festas culturais também desempenham importante papel social e econômico. Durante as celebrações, artesãos, pescadores, agricultores e pequenos comerciantes têm a oportunidade de comercializar seus produtos, gerando renda para as famílias da comunidade. O artesanato confeccionado com sementes, fibras naturais e madeira de manejo sustentável demonstra a criatividade dos moradores e reforça a relação entre cultura e preservação ambiental.

Além do aspecto festivo, esses eventos promovem o fortalecimento da identidade cultural de Nazaré. As festividades funcionam como espaços de encontro entre diferentes gerações, permitindo que histórias, costumes e saberes tradicionais sejam compartilhados. A participação da comunidade na organização das celebrações evidencia o espírito de cooperação e pertencimento, características marcantes das populações ribeirinhas amazônicas.

Dessa forma, as festas culturais de Nazaré – RO constituem muito mais do que momentos de lazer. Elas representam uma expressão da história, da religiosidade, da cultura e da resistência das comunidades locais. Ao preservar suas tradições e valorizar seus costumes, Nazaré mantém viva uma rica herança cultural amazônica, fortalecendo sua identidade e contribuindo para que esse patrimônio continue sendo reconhecido e transmitido às futuras gerações.

A crise climática na Amazônia Brasileira

 A crise climática na Amazônia brasileira representa um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. A floresta amazônica, considerada a maior floresta tropical do mundo, desempenha um papel essencial na regulação do clima global, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio do ciclo da água. No entanto, o aumento das temperaturas, as mudanças no regime de chuvas, o desmatamento, as queimadas e a exploração inadequada dos recursos naturais têm colocado esse ecossistema em uma situação cada vez mais preocupante.

O Problema da escassez da água na atualidade

 A escassez hídrica é um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. Apesar de aproximadamente 70% da superfície terrestre ser coberta por água, apenas cerca de 2,5% é doce, e menos de 1% está facilmente disponível para o consumo humano. Além disso, a distribuição desse recurso é desigual entre os países e até mesmo dentro de uma mesma região, fazendo com que milhões de pessoas enfrentem dificuldades para obter água potável diariamente.

Fonte: https://brasil.un.org/pt-br/72525-escassez-de-%C3%A1gua-pode-limitar-crescimento-econ%C3%B4mico-nas-pr%C3%B3ximas-d%C3%A9cadas-diz-onu. In  Relatório da UNESCO apontou efeitos da escassez e do mau uso dos recursos hídricos para as economias dos países. Foto: EBC

O crescimento acelerado da população mundial e a expansão das cidades aumentaram significativamente a demanda por água. Esse recurso é essencial não apenas para o consumo humano, mas também para a produção de alimentos, a geração de energia, a indústria e a manutenção dos ecossistemas. Como consequência, a pressão sobre rios, lagos e aquíferos tornou-se cada vez maior.

Entre as principais causas da escassez hídrica estão as mudanças climáticas, que alteram o regime de chuvas e intensificam períodos de seca; o desmatamento, que compromete a conservação das nascentes e reduz a infiltração da água no solo; a poluição causada pelo lançamento de esgoto doméstico e resíduos industriais sem tratamento; o uso excessivo da água na agricultura, responsável pela maior parte do consumo de água doce no mundo; e o desperdício, tanto nas residências quanto nas redes de distribuição, que frequentemente apresentam vazamentos.

As consequências da escassez de água são amplas e afetam diversos setores da sociedade. A falta de água potável favorece a disseminação de doenças, prejudica a higiene e reduz a qualidade de vida das populações. Na agricultura, a diminuição da disponibilidade de água compromete as colheitas, reduz a produção de alimentos e pode provocar aumento nos preços. Na indústria, a escassez dificulta processos produtivos, enquanto no setor energético pode reduzir a geração de eletricidade em usinas hidrelétricas. Além disso, a redução dos níveis de rios e reservatórios ameaça a biodiversidade, causando a perda de habitats naturais e colocando diversas espécies em risco.

Embora o Brasil possua uma das maiores reservas de água doce do planeta, o país também enfrenta problemas relacionados à má distribuição dos recursos hídricos, ao desmatamento, à poluição dos rios e ao crescimento urbano desordenado. Em várias regiões, especialmente durante períodos de estiagem, a população sofre com racionamentos e crises de abastecimento, evidenciando a necessidade de uma gestão mais eficiente da água.

Para enfrentar esse problema, é indispensável adotar medidas de preservação e uso sustentável dos recursos hídricos. Entre elas destacam-se a proteção de nascentes e matas ciliares, o combate ao desmatamento, o tratamento de esgoto, a redução da poluição dos corpos d'água, o incentivo ao reuso da água, a modernização dos sistemas de irrigação, a diminuição das perdas nas redes de abastecimento e a promoção de campanhas de conscientização sobre o consumo responsável.

Além das ações individuais, é fundamental que governos, empresas e organizações da sociedade civil desenvolvam políticas públicas voltadas à gestão integrada dos recursos hídricos, ao investimento em infraestrutura de saneamento básico e à adaptação às mudanças climáticas. A cooperação entre esses diferentes setores é essencial para garantir o acesso à água de qualidade e evitar crises hídricas mais severas no futuro.

Portanto, a escassez hídrica é um problema complexo que exige soluções conjuntas e de longo prazo. A preservação da água depende da conscientização da população, do uso racional desse recurso e da implementação de políticas sustentáveis que garantam sua disponibilidade para as gerações presentes e futuras. Afinal, proteger a água significa proteger a saúde, a economia, o meio ambiente e a própria continuidade da vida no planeta.

LIXO E MEIO AMBIENTE

Quando pensamos sobre o meio ambiente e o lixo, a ideia que sempre surge é que para cuidar do meio ambiente e lidar com o lixo da forma certa, precisamos reduzir a produção de resíduos, separar o que é reciclável e descartar nos locais corretos. No entanto, na pratica, nem sempre isso funciona, pois nem todos pensam dessa forma.

O fato é que a cada minuto, o mundo produz toneladas de lixo. Essa avalanche de resíduos ameaça o planeta, contaminando oceanos, solo e colocando em risco a vida de milhares de espécies. Lixo é todo material que foi descartado pelos seres humanos por não apresentar mais nenhuma função ou utilidade aparente.

Todos concordam que a crescente produção de resíduos sólidos é um dos grandes desafios ambientais da atualidade. Com o aumento da população e a intensificação do consumo, a quantidade de lixo gerado cresce de forma exponencial, resultando em impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde pública, caso não haja uma gestão eficiente desses resíduos.

No Brasil, essas discussões passam pelo que dispõe a Lei 12.305/2010 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), e ainda pela prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e o correto manejo de resíduos sólidos conforme determina a Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007).

O meio ambiente é um dos bens mais preciosos que temos, mas também um dos mais ameaçados. Com o aumento da conscientização sobre os problemas ambientais, também se faz necessário a adoção de práticas e medidas que podemos adotar no dia a dia para proteger nosso planeta e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.

Preservar o meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós. Adotar práticas sustentáveis no dia a dia pode parecer um pequeno gesto, mas quando essas práticas são amplamente adotadas, seu impacto é significativo. Desde a redução do consumo de recursos naturais até o apoio à educação ambiental.

Ao incorporar essas práticas em nossa vida cotidiana, podemos contribuir para um futuro mais sustentável e garantir que as próximas gerações herdem um planeta saudável e próspero. Isso depende de nossas escolhas e ações praticadas hoje.


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Filosofia na atualidade: para que?

A filosofia hoje atua como uma ferramenta essencial de resistência ao senso comum e de análise crítica. Longe de ser apenas um exercício teórico, ela aborda os dilemas do nosso tempo, integrando reflexões com a tecnologia, a política, a ética e o sentido da própria existência humana. Necessária em todos os aspectos da existência humana, a filosofia ajuda compreender a realidade exige investigar desafios concretos que afetam diretamente o dia a dia e o futuro da sociedade.

Hoje, muitos pensadores resgatam o conceito da filosofia como um "modo de vida". A prática filosófica vai além dos livros; ela é vista como uma atitude de questionamento contínuo e uma forma de examinar os próprios valores e comportamentos, buscando o bem comum e a clareza mental.

A filosofia tem início na Antiguidade, quando surgem as cidades-estados na Grécia Antiga. Antes disso, o pensamento, a existência humana e os problemas do mundo eram explicados de maneira mítica. Ou seja, as explicações estavam baseadas na religião, na mitologia, na história dos deuses e, até mesmo, nos fenômenos da natureza.

Assim, com o surgimento da polis grega, os filósofos, que na época eram considerados enviados dos deuses, começaram a investigar e sistematizar o pensamento humano. Com isso, surgem diversos questionamentos, que até esse momento não possuíam tal explicação racional. O pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional e crítico, e daí surgiu a filosofia.

A filosofia é a ciência propõe a criticidade, que leva o homem a nunca se contentar com tudo que já está posto e sempre duvidar. Isto, de algum modo, é amar a verdade que se desvela a partir do desejo de quem procura saber. Neste sentido, o ato de filosofar no contexto atual significa romper com o mundo da forma como se apresenta e com discursos que não condizem com a realidade e tampouco com o próprio agir de quem ecoa inverdades e que, facilmente, pode enganar quem não tem uma alma capacitada e livre para ouvir e distinguir a mentira da verdade.

A partir de uma análise simples, pode-se perceber que nunca houve tantos novos temas filosóficos como os que estão surgindo nas últimas décadas, estimulados e condicionados pelas situações novas em que os seres humanos se encontram. Situações que nos levam a reflexões profundas quando vivenciamos paradigmas como os problemas decorrentes da engenharia genética, como a clonagem, a possibilidade de determinar características das futuras gerações, as questões ambientais e as de gênero, que estão sendo introduzidas na discussão filosófica atual.

De certo é que novas formas de viver e ver o mundo condicionam uma modificação na forma de se falar sobre o mundo e a filosofia se encaixa nessas mudanças a partir do consenso da necessidade do agir racional e crítico da existência humana, do conhecimento, da verdade, dos valores morais e da realidade, e acima de tudo do amor à sabedoria.

Diferente do senso comum, que aceita as coisas como elas parecem ser, a atitude filosófica rompe com o óbvio e problematiza o que já está estabelecido. O filósofo usa o estranhamento, o questionamento racional e a argumentação crítica para evitar ilusões e buscar compreensões mais profundas. Como dizia Aristóteles, o grande filósofo Grego, discípulo de Platão, todos os homens, por natureza, tendem ao saber.

É justamente a curiosidade, o espantam, a admiração diante do mundo, que leva a questionar a respeito do princípio das coisas. Portanto, é natural que surjam perguntam como: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido do mundo e da vida? O universo teve um começo? Terá um fim? Há leis que regem o curso do universo? Essas leis valem também para nós? Podemos desobedecer a estas leis? O que acontece quando desobedecemos a elas? Há recompensa e castigo? Há mesmo ou deve haver? Isso ocorre durante esta vida ou numa existência após a morte? Deve-se pensar sem contradição, uma vida eterna, uma existência após a morte? Pode haver um tempo depois que todo tempo acaba? Pode haver um depois após o último e definitivo depois? Dentre outras.