A
filosofia hoje atua como uma ferramenta essencial de resistência ao
senso comum e de análise crítica. Longe de ser apenas um exercício
teórico, ela aborda os dilemas do nosso tempo, integrando reflexões
com a tecnologia, a política, a ética e o sentido da própria
existência humana. Necessária em todos os aspectos da existência
humana, a filosofia ajuda compreender a realidade exige investigar
desafios concretos que afetam diretamente o dia a dia e o futuro da
sociedade.
Hoje,
muitos pensadores resgatam o conceito da filosofia como um "modo
de vida". A prática filosófica vai além dos livros; ela é
vista como uma atitude de questionamento contínuo e uma forma de
examinar os próprios valores e comportamentos, buscando o bem comum
e a clareza mental.
A
filosofia tem início na Antiguidade, quando surgem as
cidades-estados na Grécia Antiga. Antes disso, o pensamento, a
existência humana e os problemas do mundo eram explicados de maneira
mítica. Ou seja, as explicações estavam baseadas na religião, na
mitologia, na história dos deuses e, até mesmo, nos fenômenos da
natureza.
Assim,
com o surgimento da polis grega, os filósofos, que na época eram
considerados enviados dos deuses, começaram a investigar e
sistematizar o pensamento humano. Com isso, surgem diversos
questionamentos, que até esse momento não possuíam tal explicação
racional. O pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional
e crítico, e daí surgiu a filosofia.
A
filosofia é a ciência propõe a criticidade, que leva o homem a
nunca se contentar com tudo que já está posto e sempre duvidar.
Isto, de algum modo, é amar a verdade que se desvela a partir do
desejo de quem procura saber. Neste sentido, o ato de filosofar no
contexto atual significa romper com o mundo da forma como se
apresenta e com discursos que não condizem com a realidade e
tampouco com o próprio agir de quem ecoa inverdades e que,
facilmente, pode enganar quem não tem uma alma capacitada e livre
para ouvir e distinguir a mentira da verdade.
A
partir de uma análise simples, pode-se perceber que nunca houve
tantos novos temas filosóficos como os que estão surgindo nas
últimas décadas, estimulados e condicionados pelas situações
novas em que os seres humanos se encontram. Situações que nos levam
a reflexões profundas quando vivenciamos paradigmas como os
problemas decorrentes da engenharia genética, como a clonagem, a
possibilidade de determinar características das futuras gerações,
as questões ambientais e as de gênero, que estão sendo
introduzidas na discussão filosófica atual.
De
certo é que novas
formas de viver e ver o mundo condicionam uma modificação na forma
de se falar sobre o mundo e
a filosofia se encaixa nessas mudanças a partir do consenso da
necessidade do agir
racional e crítico da existência humana, do conhecimento, da
verdade, dos valores morais e da realidade, e
acima de tudo do amor
à sabedoria.
Diferente
do senso comum, que aceita as coisas como elas parecem ser, a atitude
filosófica rompe com o óbvio e problematiza o que já está
estabelecido. O filósofo usa o estranhamento, o questionamento
racional e a argumentação crítica para evitar ilusões e buscar
compreensões mais profundas. Como
dizia Aristóteles, o
grande filósofo Grego, discípulo de Platão,
todos os homens, por natureza, tendem ao saber.
É
justamente a curiosidade, o espantam, a admiração diante do mundo,
que leva a questionar a respeito do princípio das coisas. Portanto,
é natural que surjam perguntam como: De
onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido do mundo e da vida? O
universo teve um começo? Terá um fim? Há leis que regem o curso do
universo? Essas leis valem também para nós? Podemos desobedecer a
estas leis? O que acontece quando desobedecemos a elas? Há
recompensa e castigo? Há mesmo ou deve haver? Isso ocorre durante
esta vida ou numa existência após a morte? Deve-se
pensar sem contradição, uma vida eterna, uma existência após a
morte? Pode haver um tempo depois que todo tempo acaba? Pode haver um
depois após o último e definitivo depois? Dentre
outras.