Antes de contextualizar a ideia de escrever algo com esse título faço questão de dizer que a primeira ideia de uma discussão com esse aspecto não chega nem perto de ser minha. Escritores conceituados já escreveram ou escrevem sobre esse assunto.
O tema que mas parece uma brincadeira surgiu com os colegas professores há algum tempo quando falávamos das nossas aspirações na caminhada de magistério, depois que terminamos a graduação e cursávamos o mestrado em geografia, e por conseguinte, como professores de escola pública que éramos já notávamos o volume de recursos depreendido para o sistema educacional público, e que poucos resultados geravam na ponta, ou melhor dizendo, na sala de aula e consequentemente no aprendizado dos estudantes.
Depois de algum tempo e ter conhecido o sistema educacional publico brasileiro por dentro, fruto de trabalho e muitas pesquisas na área da educação, consigo compreender com mais propriedade que os recursos se avolumam cada vez mais, e por outro lado os resultados simplesmente despencam ano após ano, com algumas exceções, diga-se de passagem. Mas de forma geral, os resultados demonstrados nos indicadores são alarmantes
Será pessimismo da minha parte? Explicar essa situação muitos tentam, mas simplesmente afogam-se nas próprias palavras, pois não há uma explicação lógica. Como explicar o volume de recursos repassados as escolas sem resultados positivos visíveis. Qual empresa não vai à falência quando o investimento injetados não surtem os efeitos esperados. Algo está muito errado.
Outro dia ouvir falar que ninguém queria mais ser professor nesse país. Sem valorização, salários baixos, falta de motivações e estudantes sem querer aprender na sala de aula. Ser professor virou uma ação de guerra na escola. Chega até ser constrangedor alguém se identificar como professor.
Uma sala de aula atualmente é um batalhão de soldados que tem suas próprias ideias de combate e que já não obedecem mais as ordens de comando do general, verdadeiros desertores. Como assim? Enfrentar esse batalhão com novas ideias é suicídio.
Será que sobreviveremos em um mundo de mal-educados, ignorantes e sem pudores? Lendo alguns artigos encontrei o seguinte texto, que aqui faço questão de reproduzir:
“Se a indispensável formação qualificada do cérebro não ocorre, a criança perde a oportunidade única de alcançar a idade adulta dotada do nível intelectual que lhe possa garantir a dignidade existencial a que todos têm direito. Perpetuam-se assim as sequelas mentais irreversíveis que inferiorizam, social e economicamente, as vítimas de uma infância desprotegida, desvalorizada, carente de afeto, desprovida de estímulo, cercada de violência, segregada pelas classes privilegiadas”
Diego Souza de Paiva – Bolg Praticamente Teórico.
Será que estamos fadados a vivenciar um batalhão de ignorantes no futuro? Quando nos referimos a poço sem fundo, é porque neste poço tudo o que entra, simplesmente desaparece é ninguém ver mais nada. Será as interferências politicas ou apenas falta de gestão no sistema educacional do país? Talvez.
Esse tema é complicado demais para ter uma ideia clara, pois o cenário contemporâneo é marcado por uma dinâmica de constantes transformações. A globalização, o avanço tecnológico e as novas demandas do mercado de trabalho exigem que as instituições de ensino se adaptem rapidamente para permanecerem relevantes e interessantes para as novas mentes do século 21. Por outro lado, não é raro ouvir falar que no Brasil, falar de gestão publica parece piada de mau gosto.
O sistema enfrenta desafios significativos, como a necessidade de modernização da infraestrutura, a capacitação de professores e gestores, e a implementação de metodologias de ensino inovadoras. Uma educação que seja democrática no viés da justiça social. Pois a democracia precisa de fato ser praticada, vivida e, assim, poderemos nos ajudar e nos corrigirmos, continuamente, uns aos outros numa situação de dialogo e de liberdade de expressão.
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