sexta-feira, 29 de julho de 2022

Novas Tecnologias - a subutilização dos recursos na sala de aula

 A política nacional de educação no Brasil tem passado por diversas transformações ao longo dos anos, particularmente, no que se refere ao uso de metodologias ativas e novos recurso didáticos que fazem parte do processo de ensino e aprendizagem na educação básica (PESSOA, 2007).

Da mesma forma, o ensino de Geografia no território nacional, desde seus primeiros resquícios de implantação nas grades curriculares até os dias atuais, vem sofrendo mudanças ao longo dos anos. Durante um período bem extenso foi vista como uma disciplina e ciência de rápida e fácil memorização de conteúdo.

Ao desenvolver conteúdos em salas de aula no ensino básico, o professor, por sua vez, carece de se adequar a procedimentos metodológicos que possam transmitir ao aluno a melhor absorção do que se pretende trabalhar. Nesse sentido, o emprego de metodologias ativas e diversificadas é cada vez mais necessário nas atividades dos profissionais em sala de aula.

Neste ambiente, as novas tecnologias da educação se manifestam como um instrumento didático importante nos espaços escolares. As demandas educacionais e pedagógicas para o ensino de Geografia, fizeram desses recursos parte integrante das políticas públicas, que aos poucos vão se consolidando nos sistemas de ensino público e privado do país.

A partir desse contexto, cada vez mais se faz necessário mostrar a realidade do ensino de Geografia nas unidades educacionais brasileiras, tomando como princípio o caráter físico e pedagógico que são fatores limitantes no processo ensino-aprendizagem, uma vez que interferem diretamente no planejamento dos docentes condicionando-os a subutilização das novas tecnologias na sala de aula.

Geografia – Proposta pedagógica

A Base Nacional Comum Curricular serviu como documento norteador de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, no qual serão garantidas as redes públicas estadual, municipais e particulares por meio do Referencial Curricular do Estado de Rondônia, que utilizam as premissas dos fundamentos pedagógicos que balizará a aprendizagem com o uso de metodologias ativas, com o foco no desenvolvimento de competências e o compromisso com a educação integral.

                                                          Orientações Pedagógicas - Geografia

Competências é definida como a mobilização de conhecimento (conceito e procedimentos), habilidades (práticas cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. As dez competências gerais da educação básica estão em articulação com as sete competências específicas de ciências humanas para o ensino fundamental e a setes competências específico do componente curricular de Geografia para o ensino fundamental.

No que se refere o compromisso com o desenvolvimento integral, reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e não a linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades.

Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades.

Na educação Infantil primeira etapa da Educação Básica, os eixos estruturantes interações e brincadeiras devem ser assegurados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver, que são: conviver, brincar, participar, explorar expressar e conhecer-se.

Os direitos de aprendizagens serão desenvolvidos em cinco campos de experiências, que são:

I- o eu, o outro e o nós;

II- corpo, gestos e movimentos;

III-traços, sons, cores e formas;

IV- escutar, fala, pensamento e imaginação; e

V- espaços, tempo, quantidades, relações e transformações.

Por que uma abordagem organizada em campo de experiência? Essa proposta de campo de experiência na etapa da Educação Infantil muda a perspectiva do currículo de conhecimento pelo conhecimento para a experiência da criança. Pois, os seres humanos ao nascerem estão em constante interação com o seu meio circundante experienciando os que os mesmos ofertam.

Percebe-se que os campos de experiências da etapa da educação infantil dialogam como a unidade temática do componente curricular de Geografia “O Sujeito e o seu lugar no mundo e com as categorias básicas de análise da área de ciências humanas, que são o tempo, o espaço e o movimento, que já vem sendo construindo de forma lúdica na educação infantil e vai ganhar forma de pertencimento e identidade na transição da educação infantil para o 1º ano do ensino fundamental por meio das habilidades: (EF01GE01) e (EF01GE02) que se refere à temporalidade e o uso dos lugares e tem como objeto de conhecimento; “o modo de vida das crianças em diferentes lugares”.

O importante é que o professor perceba a progressão das habilidades de forma gradual de acordo com a faixa etária e as etapas da educação básica de forma vertical e horizontal e a contribuição para a construção das competências gerais e especificas da área de conhecimento e do componente especifico, tomamos como exemplos as competências gerais da educação básica 6, 9 e10 que direciona o estudante de cuidar de si mesmo e do outro numa perspectiva humanística da educação de olhar para o Eu, o Outro e o Nós.

Autores:

Osmair Oliveira dos Santos – Redator e formador da UNDIME/RO do componente de Geografia dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental do RCRO;

Ricardo Braz Bezerra – Redator e formador do CONSED/RO do componente de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental do RCRO;

Marielna Barbosa do Nascimento– Redatora e formadora do CONSED/RO do componente de Geografia dos Anos Finais do Ensino Fundamental do RCRO.