quarta-feira, 24 de junho de 2026

Importância da Educação Ambiental no século 21

A educação ambiental é urgente. Ensinar a conservação do planeta desde cedo e mudar práticas coletivas são atitudes indispensáveis para mitigar o esgotamento dos recursos e enfrentar os desastres climáticos atuais. Adotar essa consciência garante um futuro viável, e aplicar o aprendizado em diversas esferas da sociedade é o melhor caminho para a preservação.

A garantia de um mundo melhor para as futuras gerações passa, necessariamente, pela inclusão desses cidadãos nas ações de cuidado com o planeta no momento presente. E não há forma melhor de disseminar conhecimento a respeito da preservação e da sustentabilidade do que com a educação ambiental.

A Educação ambiental foi instituída e regulamentada pela Lei Federal nº 9.795 de 1999, que define como deve ser trabalhada e incentivada pelo poder público, assim como instituí a Política Nacional de Educação Ambiental. Logo no primeiro artigo temos a Educação ambiental definida: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”

Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, populoso e urbano onde surge a todo momento novas tecnologias que impulsionam as mais diversas atividades, em contra partida as indústrias necessitam cada vez mais de insumos à produção (fontes de energia e matérias primas) para a ampliação do mercado consumidor e aumento da competitividade nos mais variados setores.

O aumento de insumos gera uma demanda crescente onde o meio ambiente sofre com as explorações cada vez mais desenfreadas, tendo em vista a necessidade de abastecer as instituições produtoras, criando um desequilíbrio na balança da exploração versus regeneração do meio ambiente.

Com a ampliação de produtos a disposição da população aumentam também a nível exponencial a todo ano o descarte de lixo, acarretando muitas vezes o manejo, tratamento e destinação incorreta desse material, sobretudo em áreas mais periféricas. A educação ambiental é inserida nesse contexto como instrumento de conscientização para minimizar o impacto das ações antrópicas no meio ambiente ao mesmo tempo que desperta o interesse para a questão ambiental e busca novas reflexões sobre a relação entre o homem e natureza.

Dessa feita A educação ambiental no século XXI exige uma abordagem crítica, prática e interdisciplinar. Ela vai além do ensino ecológico tradicional, integrando justiça climática, bioeconomia e novas tecnologias para formar cidadãos capazes de agir ativamente na mitigação de problemas como a perda de biodiversidade e o aquecimento global.

Destaca-se nesse cenário de preocupações que “o problema ambiental não está na quantidade de pessoas que existe no planeta e que necessita consumir cada vez mais os recursos naturais para se alimentar, vestir e morar; o problema está no excessivo consumo desses recursos por uma pequena parcela da humanidade e no desperdício e produção de artigos inúteis e nefastos à qualidade de vida” (REIGOTA, 1994).

Da mesma forma, a Educação Ambiental deve ser entendida como educação política, no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza.

Atualmente, a EA no Brasil enfrenta desafios relacionados à implementação efetiva nas escolas, mas continua a evoluir. Movimentos sociais e iniciativas comunitárias desempenham um papel vital na promoção da EA, enquanto políticas públicas, como o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), continuam a enfatizar a sua importância para a sustentabilidade e a resiliência social (Brasil, 2015).

Questões ambientais na atualidade

As questões ambientais na atualidade giram em torno do desafio de conciliar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento sustentável. Os pontos mais urgentes incluem o aquecimento global impulsionado por combustíveis fósseis, o desmatamento de grandes biomas, a perda de biodiversidade e a poluição por resíduos plásticos.

De forma geral, o aumento das temperaturas médias do planeta tem provocado uma elevação nos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor. A queima de combustíveis fósseis e o modelo tradicional da agropecuária estão entre as maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa.

Da mesma forma, a derrubada de florestas, especialmente em áreas tropicais como a Amazônia, afeta diretamente o equilíbrio ecológico e ameaça cerca de um milhão de espécies com a extinção. Esse processo também impacta os estoques de carbono e afasta populações tradicionais de seus territórios.

O estresse hídrico, de certo o maior problema que a humanidade começa a enfrentar com forte tendência a elevar-se no futuro, já afeta grande parte da população mundial. Os recursos hídricos sofrem continuamente com o descarte inadequado de efluentes industriais e urbanos, além da grande concentração de plásticos nos oceanos, que prejudicam a vida marinha e a cadeia alimentar.

Nesse cenário de desastres em escala mundial é simples concluir que os principais problemas ambientais do mundo foram causados pela ação antrópica, ou seja, por atividades causadas pelos seres humanos sobre a natureza.

Esse processo se intensificou a partir da Revolução Industrial, que data do século XVIII, e começou a ser amplamente discutido em escala internacional a partir da década de 1970, com a realização das conferências ambientais e sobre o clima. Os principais problemas ambientais da atualidade são:

1. A poluição do ar ou atmosférica pode ser descrita como a presença, no ar, de gases poluentes, material particulado, agentes biológicos e outros elementos que alterem a sua qualidade. Esse problema é ocasionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e pela atividade industrial nos grandes centros urbanos, atividades essas que liberam substâncias como gás carbônico (CO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de enxofre (SO2 e SO3) e óxido de nitrogênio (NOx) na atmosfera.

Esse tipo de poluição é causador de outros problemas ambientais, como as chuvas ácidas (chuvas com elevada acidez) e as ilhas de calor (maior temperatura das cidades em relação às áreas vizinhas), típicas de áreas urbanas. Em maior escala, a poluição do ar afeta o equilíbrio atmosférico e intensifica o efeito estufa, o que causa o aquecimento global. Entre os países com maior poluição atmosférica estão Índia, Burkina Faso, Tailândia, China e Azerbaijão.

2. O aquecimento global é o aumento anormal da temperatura média do planeta. Esse fenômeno tem como causas a intensa exploração da natureza pelos seres humanos, ocasionando problemas como o desmatamento, e a emissão direta de gases poluentes na atmosfera por meio da atividade industrial e da queima de combustíveis fósseis. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a temperatura média da Terra é, atualmente, 1,5º C maior do que no período que antecede a Revolução Industrial.

Esse aumento da temperatura também gera outros problemas ambientais. Uma das principais consequências desse fato são as mudanças climáticas e o acontecimento cada vez mais recorrente de fenômenos extremos, como secas severas, chuvas muito volumosas e intensas, além do derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos e a perda da biodiversidade.

3. A poluição hídrica acontece quando substâncias são lançadas nos corpos d’água e alteram as suas propriedades físicas, químicas e biológicas, o que pode causar a contaminação e, como consequência, gerar severos prejuízos para a população que depende daquele recurso e para a biodiversidade aquática. O descarte irregular de lixo e de resíduos urbanos, como esgoto, e industriais estão entre as principais causas da poluição hídrica.

Uma das discussões acerca da poluição hídrica gira em torno da quantidade de plástico e microplástico presente nos oceanos. O acúmulo dessas substâncias prejudica a fauna marinha e pode até mesmo afetar a saúde humana, pela contaminação da cadeia alimentar de espécies de água salgada.

4. A poluição dos solos é descrita como a degradação quimica do substrato. Tem origem no descarte irregular de lixo e dejetos urbanos, industriais, da mineração e das usinas geradoras de eletricidade, no uso intensivo de defensivos agrícolas e agrotóxicos para a produção, no desmatamento e outros eventos que contribuem para a perda de fertilidade dos solos.

De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), agência especializada da ONU, a poluição dos solos ameaça a qualidade das águas e dos alimentos que ingerimos, além de afetar a garantia da segurança alimentar para uma maior parcela da população mundial devido a isso. Entre as áreas onde esse problema é mais recorrente estão a Ásia Central, o Norte da África e a Europa.

5. Também chamado de desflorestamento, o desmatamento é a retirada da cobertura vegetal parcial ou total de um determinado lugar. A perda da cobertura vegetal deixa os solos desprotegidos e mais vulneráveis, ao mesmo tempo que afeta o funcionamento dos ecossistemas, contribui para o assoreamento dos rios e interfere na dinâmica dos climas locais e, a longo prazo, do clima global.

Os principais problemas ambientais do Brasil foram agravados com a industrialização tardia e com a urbanização acelerada que aconteceu na segunda metade do século XX e que gerou fenômenos como o da macrocefalia urbana. No meio rural, o avanço da fronteira agrícola e de atividades econômicas como o extrativismo estão entre os maiores causadores de impactos ao meio ambiente. A seguir, veja quais são os principais problemas ambientais do Brasil.

Os principais problemas ambientais do Brasil e do mundo prejudicam a qualidade de vida da população, causando quadros de doenças respiratórias e infecciosas em decorrência da poluição, ampliando a insegurança alimentar dos grupos mais vulneráveis, gerando uma série de transtornos no meio urbano, como os alagamentos, e intensificando a ocorrência e a gravidade dos desastres ambientais.

Observa-se de forma cada vez mais recorrente a redução da disponibilidade de recursos naturais, o que pode culminar na sua escassez em um curto espaço de tempo. Com isso, podemos afirmar que, além da geração presente, os principais problemas ambientais ameaçam, também, as gerações futuras.