As festas culturais de Nazaré, distrito localizado às margens do rio Madeira, em Rondônia, representam um importante patrimônio da identidade amazônica. Esses eventos reúnem tradições religiosas, manifestações populares, costumes ribeirinhos e práticas culturais transmitidas de geração em geração. Além de fortalecerem os laços entre os moradores, as festividades atraem visitantes de diferentes regiões, promovendo a valorização da cultura local e contribuindo para o desenvolvimento do turismo comunitário.
Divulgação de ações sobre educação, meio ambiente e as novas tecnologias utilizadas no espaço escolar.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Distrito de Nazaré no Município de Porto Velho (RO): Identidade da cultura ribeirinha
A crise climática na Amazônia Brasileira
A crise climática na Amazônia brasileira representa um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. A floresta amazônica, considerada a maior floresta tropical do mundo, desempenha um papel essencial na regulação do clima global, na conservação da biodiversidade e no equilíbrio do ciclo da água. No entanto, o aumento das temperaturas, as mudanças no regime de chuvas, o desmatamento, as queimadas e a exploração inadequada dos recursos naturais têm colocado esse ecossistema em uma situação cada vez mais preocupante.
A Amazônia funciona como um importante reservatório de carbono, absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono (CO₂) da atmosfera por meio da vegetação. Esse processo ajuda a reduzir os efeitos do aquecimento global. Entretanto, quando áreas da floresta são desmatadas ou queimadas, o carbono armazenado nas árvores é liberado para a atmosfera, intensificando o efeito estufa e contribuindo para o aumento da temperatura do planeta. Além disso, a perda da cobertura vegetal reduz a capacidade da floresta de absorver carbono no futuro.
Outro impacto significativo da crise climática é a alteração do ciclo hidrológico. A Amazônia libera enorme quantidade de vapor d'água por meio da evapotranspiração das árvores, formando os chamados "rios voadores", que transportam umidade para diversas regiões da América do Sul. Esse fenômeno influencia o regime de chuvas em estados brasileiros e em países vizinhos. Com a redução da floresta, esse processo é enfraquecido, favorecendo secas mais intensas, redução da disponibilidade de água, prejuízos para a agricultura, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento das cidades.
Os efeitos da crise também atingem diretamente a biodiversidade. A Amazônia abriga milhões de espécies de plantas, animais, fungos e microrganismos, muitas delas ainda desconhecidas pela ciência. O aumento das temperaturas e a destruição dos habitats naturais ameaçam inúmeras espécies de extinção, comprometendo o equilíbrio ecológico e reduzindo o potencial de descobertas científicas relacionadas à medicina, à alimentação e à biotecnologia.
As populações indígenas, ribeirinhas, quilombolas e outras comunidades tradicionais estão entre as mais afetadas. Esses povos dependem diretamente da floresta para sua alimentação, cultura, saúde e sobrevivência. As mudanças climáticas, associadas ao avanço do desmatamento, da mineração ilegal, da grilagem de terras e das queimadas, provocam perda de territórios, insegurança alimentar, aumento de conflitos e impactos sobre seus modos de vida.
As queimadas, muitas vezes utilizadas para abrir novas áreas destinadas à agropecuária, agravam ainda mais o problema. Além de destruir a vegetação, elas liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa e partículas que prejudicam a qualidade do ar, aumentando a incidência de doenças respiratórias e afetando especialmente crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde.
Do ponto de vista econômico, a degradação da Amazônia pode gerar consequências de longo prazo para diversos setores. A redução das chuvas pode comprometer a produção agrícola em diferentes regiões do Brasil, elevar os custos da geração de energia, afetar o transporte fluvial e reduzir a disponibilidade de recursos naturais importantes para a economia. Além disso, a perda da floresta pode prejudicar a imagem internacional do país e dificultar acordos comerciais relacionados à sustentabilidade.
O enfrentamento da crise climática na Amazônia exige ações integradas entre governos, instituições científicas, setor privado e sociedade civil. Entre as principais medidas estão o fortalecimento da fiscalização ambiental, o combate ao desmatamento ilegal, a prevenção e o controle de incêndios florestais, a valorização das populações tradicionais, a recuperação de áreas degradadas e o incentivo a atividades econômicas sustentáveis, como o manejo florestal responsável, o extrativismo sustentável e a bioeconomia.
Também é fundamental ampliar investimentos em pesquisa científica, educação ambiental e monitoramento por satélite, além de promover políticas públicas que conciliem desenvolvimento econômico e conservação ambiental. A cooperação internacional pode contribuir com recursos financeiros, transferência de tecnologia e apoio a iniciativas voltadas para a proteção da floresta.
Em conclusão, a crise climática na Amazônia brasileira não é apenas uma questão ambiental, mas também social, econômica e humanitária. A preservação desse bioma é essencial para o equilíbrio climático do Brasil e do planeta, para a conservação da biodiversidade e para a qualidade de vida das gerações atuais e futuras. Proteger a Amazônia significa investir em um futuro mais sustentável, resiliente e capaz de enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
O Problema da escassez da água na atualidade
A escassez hídrica é um dos maiores desafios ambientais, sociais e econômicos do século XXI. Apesar de aproximadamente 70% da superfície terrestre ser coberta por água, apenas cerca de 2,5% é doce, e menos de 1% está facilmente disponível para o consumo humano. Além disso, a distribuição desse recurso é desigual entre os países e até mesmo dentro de uma mesma região, fazendo com que milhões de pessoas enfrentem dificuldades para obter água potável diariamente.
O crescimento acelerado da população mundial e a expansão das cidades aumentaram significativamente a demanda por água. Esse recurso é essencial não apenas para o consumo humano, mas também para a produção de alimentos, a geração de energia, a indústria e a manutenção dos ecossistemas. Como consequência, a pressão sobre rios, lagos e aquíferos tornou-se cada vez maior.
Entre as principais causas da escassez hídrica estão as mudanças climáticas, que alteram o regime de chuvas e intensificam períodos de seca; o desmatamento, que compromete a conservação das nascentes e reduz a infiltração da água no solo; a poluição causada pelo lançamento de esgoto doméstico e resíduos industriais sem tratamento; o uso excessivo da água na agricultura, responsável pela maior parte do consumo de água doce no mundo; e o desperdício, tanto nas residências quanto nas redes de distribuição, que frequentemente apresentam vazamentos.
As consequências da escassez de água são amplas e afetam diversos setores da sociedade. A falta de água potável favorece a disseminação de doenças, prejudica a higiene e reduz a qualidade de vida das populações. Na agricultura, a diminuição da disponibilidade de água compromete as colheitas, reduz a produção de alimentos e pode provocar aumento nos preços. Na indústria, a escassez dificulta processos produtivos, enquanto no setor energético pode reduzir a geração de eletricidade em usinas hidrelétricas. Além disso, a redução dos níveis de rios e reservatórios ameaça a biodiversidade, causando a perda de habitats naturais e colocando diversas espécies em risco.
Embora o Brasil possua uma das maiores reservas de água doce do planeta, o país também enfrenta problemas relacionados à má distribuição dos recursos hídricos, ao desmatamento, à poluição dos rios e ao crescimento urbano desordenado. Em várias regiões, especialmente durante períodos de estiagem, a população sofre com racionamentos e crises de abastecimento, evidenciando a necessidade de uma gestão mais eficiente da água.
Para enfrentar esse problema, é indispensável adotar medidas de preservação e uso sustentável dos recursos hídricos. Entre elas destacam-se a proteção de nascentes e matas ciliares, o combate ao desmatamento, o tratamento de esgoto, a redução da poluição dos corpos d'água, o incentivo ao reuso da água, a modernização dos sistemas de irrigação, a diminuição das perdas nas redes de abastecimento e a promoção de campanhas de conscientização sobre o consumo responsável.
Além das ações individuais, é fundamental que governos, empresas e organizações da sociedade civil desenvolvam políticas públicas voltadas à gestão integrada dos recursos hídricos, ao investimento em infraestrutura de saneamento básico e à adaptação às mudanças climáticas. A cooperação entre esses diferentes setores é essencial para garantir o acesso à água de qualidade e evitar crises hídricas mais severas no futuro.
Portanto, a escassez hídrica é um problema complexo que exige soluções conjuntas e de longo prazo. A preservação da água depende da conscientização da população, do uso racional desse recurso e da implementação de políticas sustentáveis que garantam sua disponibilidade para as gerações presentes e futuras. Afinal, proteger a água significa proteger a saúde, a economia, o meio ambiente e a própria continuidade da vida no planeta.
LIXO E MEIO AMBIENTE
Quando pensamos sobre o meio ambiente e o lixo, a ideia que sempre surge é que para cuidar do meio ambiente e lidar com o lixo da forma certa, precisamos reduzir a produção de resíduos, separar o que é reciclável e descartar nos locais corretos. No entanto, na pratica, nem sempre isso funciona, pois nem todos pensam dessa forma.
O fato é que a cada minuto, o mundo produz toneladas de lixo. Essa avalanche de resíduos ameaça o planeta, contaminando oceanos, solo e colocando em risco a vida de milhares de espécies. Lixo é todo material que foi descartado pelos seres humanos por não apresentar mais nenhuma função ou utilidade aparente.
Todos concordam que a crescente produção de resíduos sólidos é um dos grandes desafios ambientais da atualidade. Com o aumento da população e a intensificação do consumo, a quantidade de lixo gerado cresce de forma exponencial, resultando em impactos negativos para o meio ambiente e para a saúde pública, caso não haja uma gestão eficiente desses resíduos.
No Brasil, essas discussões passam pelo que dispõe a Lei 12.305/2010 da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS), e ainda pela prestação dos serviços públicos de limpeza urbana e o correto manejo de resíduos sólidos conforme determina a Lei Federal de Saneamento Básico (Lei nº 11.445/2007).
O meio ambiente é um dos bens mais preciosos que temos, mas também um dos mais ameaçados. Com o aumento da conscientização sobre os problemas ambientais, também se faz necessário a adoção de práticas e medidas que podemos adotar no dia a dia para proteger nosso planeta e garantir um futuro mais sustentável para as próximas gerações.
Preservar o meio ambiente é uma responsabilidade de todos nós. Adotar práticas sustentáveis no dia a dia pode parecer um pequeno gesto, mas quando essas práticas são amplamente adotadas, seu impacto é significativo. Desde a redução do consumo de recursos naturais até o apoio à educação ambiental.
Ao incorporar essas práticas em nossa vida cotidiana, podemos contribuir para um futuro mais sustentável e garantir que as próximas gerações herdem um planeta saudável e próspero. Isso depende de nossas escolhas e ações praticadas hoje.
quinta-feira, 25 de junho de 2026
Filosofia na atualidade: para que?
A filosofia hoje atua como uma ferramenta essencial de resistência ao senso comum e de análise crítica. Longe de ser apenas um exercício teórico, ela aborda os dilemas do nosso tempo, integrando reflexões com a tecnologia, a política, a ética e o sentido da própria existência humana. Necessária em todos os aspectos da existência humana, a filosofia ajuda compreender a realidade exige investigar desafios concretos que afetam diretamente o dia a dia e o futuro da sociedade.
Hoje, muitos pensadores resgatam o conceito da filosofia como um "modo de vida". A prática filosófica vai além dos livros; ela é vista como uma atitude de questionamento contínuo e uma forma de examinar os próprios valores e comportamentos, buscando o bem comum e a clareza mental.
A filosofia tem início na Antiguidade, quando surgem as cidades-estados na Grécia Antiga. Antes disso, o pensamento, a existência humana e os problemas do mundo eram explicados de maneira mítica. Ou seja, as explicações estavam baseadas na religião, na mitologia, na história dos deuses e, até mesmo, nos fenômenos da natureza.
Assim, com o surgimento da polis grega, os filósofos, que na época eram considerados enviados dos deuses, começaram a investigar e sistematizar o pensamento humano. Com isso, surgem diversos questionamentos, que até esse momento não possuíam tal explicação racional. O pensamento mítico foi dando lugar ao pensamento racional e crítico, e daí surgiu a filosofia.
A filosofia é a ciência propõe a criticidade, que leva o homem a nunca se contentar com tudo que já está posto e sempre duvidar. Isto, de algum modo, é amar a verdade que se desvela a partir do desejo de quem procura saber. Neste sentido, o ato de filosofar no contexto atual significa romper com o mundo da forma como se apresenta e com discursos que não condizem com a realidade e tampouco com o próprio agir de quem ecoa inverdades e que, facilmente, pode enganar quem não tem uma alma capacitada e livre para ouvir e distinguir a mentira da verdade.
A partir de uma análise simples, pode-se perceber que nunca houve tantos novos temas filosóficos como os que estão surgindo nas últimas décadas, estimulados e condicionados pelas situações novas em que os seres humanos se encontram. Situações que nos levam a reflexões profundas quando vivenciamos paradigmas como os problemas decorrentes da engenharia genética, como a clonagem, a possibilidade de determinar características das futuras gerações, as questões ambientais e as de gênero, que estão sendo introduzidas na discussão filosófica atual.
De certo é que novas formas de viver e ver o mundo condicionam uma modificação na forma de se falar sobre o mundo e a filosofia se encaixa nessas mudanças a partir do consenso da necessidade do agir racional e crítico da existência humana, do conhecimento, da verdade, dos valores morais e da realidade, e acima de tudo do amor à sabedoria.
Diferente do senso comum, que aceita as coisas como elas parecem ser, a atitude filosófica rompe com o óbvio e problematiza o que já está estabelecido. O filósofo usa o estranhamento, o questionamento racional e a argumentação crítica para evitar ilusões e buscar compreensões mais profundas. Como dizia Aristóteles, o grande filósofo Grego, discípulo de Platão, todos os homens, por natureza, tendem ao saber.
É justamente a curiosidade, o espantam, a admiração diante do mundo, que leva a questionar a respeito do princípio das coisas. Portanto, é natural que surjam perguntam como: De onde viemos? Para onde vamos? Qual o sentido do mundo e da vida? O universo teve um começo? Terá um fim? Há leis que regem o curso do universo? Essas leis valem também para nós? Podemos desobedecer a estas leis? O que acontece quando desobedecemos a elas? Há recompensa e castigo? Há mesmo ou deve haver? Isso ocorre durante esta vida ou numa existência após a morte? Deve-se pensar sem contradição, uma vida eterna, uma existência após a morte? Pode haver um tempo depois que todo tempo acaba? Pode haver um depois após o último e definitivo depois? Dentre outras.
quarta-feira, 24 de junho de 2026
Importância da Educação Ambiental no século 21
A educação ambiental é urgente. Ensinar a conservação do planeta desde cedo e mudar práticas coletivas são atitudes indispensáveis para mitigar o esgotamento dos recursos e enfrentar os desastres climáticos atuais. Adotar essa consciência garante um futuro viável, e aplicar o aprendizado em diversas esferas da sociedade é o melhor caminho para a preservação.
A garantia de um mundo melhor para as futuras gerações passa, necessariamente, pela inclusão desses cidadãos nas ações de cuidado com o planeta no momento presente. E não há forma melhor de disseminar conhecimento a respeito da preservação e da sustentabilidade do que com a educação ambiental.
A Educação ambiental foi instituída e regulamentada pela Lei Federal nº 9.795 de 1999, que define como deve ser trabalhada e incentivada pelo poder público, assim como instituí a Política Nacional de Educação Ambiental. Logo no primeiro artigo temos a Educação ambiental definida: “Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.”
Atualmente vivemos em um mundo cada vez mais globalizado, populoso e urbano onde surge a todo momento novas tecnologias que impulsionam as mais diversas atividades, em contra partida as indústrias necessitam cada vez mais de insumos à produção (fontes de energia e matérias primas) para a ampliação do mercado consumidor e aumento da competitividade nos mais variados setores.
O aumento de insumos gera uma demanda crescente onde o meio ambiente sofre com as explorações cada vez mais desenfreadas, tendo em vista a necessidade de abastecer as instituições produtoras, criando um desequilíbrio na balança da exploração versus regeneração do meio ambiente.
Com a ampliação de produtos a disposição da população aumentam também a nível exponencial a todo ano o descarte de lixo, acarretando muitas vezes o manejo, tratamento e destinação incorreta desse material, sobretudo em áreas mais periféricas. A educação ambiental é inserida nesse contexto como instrumento de conscientização para minimizar o impacto das ações antrópicas no meio ambiente ao mesmo tempo que desperta o interesse para a questão ambiental e busca novas reflexões sobre a relação entre o homem e natureza.
Dessa feita A educação ambiental no século XXI exige uma abordagem crítica, prática e interdisciplinar. Ela vai além do ensino ecológico tradicional, integrando justiça climática, bioeconomia e novas tecnologias para formar cidadãos capazes de agir ativamente na mitigação de problemas como a perda de biodiversidade e o aquecimento global.
Destaca-se nesse cenário de preocupações que “o problema ambiental não está na quantidade de pessoas que existe no planeta e que necessita consumir cada vez mais os recursos naturais para se alimentar, vestir e morar; o problema está no excessivo consumo desses recursos por uma pequena parcela da humanidade e no desperdício e produção de artigos inúteis e nefastos à qualidade de vida” (REIGOTA, 1994).
Da mesma forma, a Educação Ambiental deve ser entendida como educação política, no sentido de que ela reivindica e prepara os cidadãos para exigir justiça social, cidadania nacional e planetária, autogestão e ética nas relações sociais e com a natureza.
Atualmente, a EA no Brasil enfrenta desafios relacionados à implementação efetiva nas escolas, mas continua a evoluir. Movimentos sociais e iniciativas comunitárias desempenham um papel vital na promoção da EA, enquanto políticas públicas, como o Plano Nacional de Educação (PNE) e o Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima (PNA), continuam a enfatizar a sua importância para a sustentabilidade e a resiliência social (Brasil, 2015).
Questões ambientais na atualidade
As questões ambientais na atualidade giram em torno do desafio de conciliar o desenvolvimento econômico com o desenvolvimento sustentável. Os pontos mais urgentes incluem o aquecimento global impulsionado por combustíveis fósseis, o desmatamento de grandes biomas, a perda de biodiversidade e a poluição por resíduos plásticos.
De forma geral, o aumento das temperaturas médias do planeta tem provocado uma elevação nos eventos climáticos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor. A queima de combustíveis fósseis e o modelo tradicional da agropecuária estão entre as maiores fontes de emissões de gases de efeito estufa.
Da mesma forma, a derrubada de florestas, especialmente em áreas tropicais como a Amazônia, afeta diretamente o equilíbrio ecológico e ameaça cerca de um milhão de espécies com a extinção. Esse processo também impacta os estoques de carbono e afasta populações tradicionais de seus territórios.
O estresse hídrico, de certo o maior problema que a humanidade começa a enfrentar com forte tendência a elevar-se no futuro, já afeta grande parte da população mundial. Os recursos hídricos sofrem continuamente com o descarte inadequado de efluentes industriais e urbanos, além da grande concentração de plásticos nos oceanos, que prejudicam a vida marinha e a cadeia alimentar.
Nesse cenário de desastres em escala mundial é simples concluir que os principais problemas ambientais do mundo foram causados pela ação antrópica, ou seja, por atividades causadas pelos seres humanos sobre a natureza.
Esse processo se intensificou a partir da Revolução Industrial, que data do século XVIII, e começou a ser amplamente discutido em escala internacional a partir da década de 1970, com a realização das conferências ambientais e sobre o clima. Os principais problemas ambientais da atualidade são:
1. A poluição do ar ou atmosférica pode ser descrita como a presença, no ar, de gases poluentes, material particulado, agentes biológicos e outros elementos que alterem a sua qualidade. Esse problema é ocasionado principalmente pela queima de combustíveis fósseis e pela atividade industrial nos grandes centros urbanos, atividades essas que liberam substâncias como gás carbônico (CO2), monóxido de carbono (CO), óxidos de enxofre (SO2 e SO3) e óxido de nitrogênio (NOx) na atmosfera.
Esse tipo de poluição é causador de outros problemas ambientais, como as chuvas ácidas (chuvas com elevada acidez) e as ilhas de calor (maior temperatura das cidades em relação às áreas vizinhas), típicas de áreas urbanas. Em maior escala, a poluição do ar afeta o equilíbrio atmosférico e intensifica o efeito estufa, o que causa o aquecimento global. Entre os países com maior poluição atmosférica estão Índia, Burkina Faso, Tailândia, China e Azerbaijão.
2. O aquecimento global é o aumento anormal da temperatura média do planeta. Esse fenômeno tem como causas a intensa exploração da natureza pelos seres humanos, ocasionando problemas como o desmatamento, e a emissão direta de gases poluentes na atmosfera por meio da atividade industrial e da queima de combustíveis fósseis. Segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), a temperatura média da Terra é, atualmente, 1,5º C maior do que no período que antecede a Revolução Industrial.
Esse aumento da temperatura também gera outros problemas ambientais. Uma das principais consequências desse fato são as mudanças climáticas e o acontecimento cada vez mais recorrente de fenômenos extremos, como secas severas, chuvas muito volumosas e intensas, além do derretimento das calotas polares, aumento do nível dos oceanos e a perda da biodiversidade.
3. A poluição hídrica acontece quando substâncias são lançadas nos corpos d’água e alteram as suas propriedades físicas, químicas e biológicas, o que pode causar a contaminação e, como consequência, gerar severos prejuízos para a população que depende daquele recurso e para a biodiversidade aquática. O descarte irregular de lixo e de resíduos urbanos, como esgoto, e industriais estão entre as principais causas da poluição hídrica.
Uma das discussões acerca da poluição hídrica gira em torno da quantidade de plástico e microplástico presente nos oceanos. O acúmulo dessas substâncias prejudica a fauna marinha e pode até mesmo afetar a saúde humana, pela contaminação da cadeia alimentar de espécies de água salgada.
4. A poluição dos solos é descrita como a degradação quimica do substrato. Tem origem no descarte irregular de lixo e dejetos urbanos, industriais, da mineração e das usinas geradoras de eletricidade, no uso intensivo de defensivos agrícolas e agrotóxicos para a produção, no desmatamento e outros eventos que contribuem para a perda de fertilidade dos solos.
De acordo com a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), agência especializada da ONU, a poluição dos solos ameaça a qualidade das águas e dos alimentos que ingerimos, além de afetar a garantia da segurança alimentar para uma maior parcela da população mundial devido a isso. Entre as áreas onde esse problema é mais recorrente estão a Ásia Central, o Norte da África e a Europa.
5. Também chamado de desflorestamento, o desmatamento é a retirada da cobertura vegetal parcial ou total de um determinado lugar. A perda da cobertura vegetal deixa os solos desprotegidos e mais vulneráveis, ao mesmo tempo que afeta o funcionamento dos ecossistemas, contribui para o assoreamento dos rios e interfere na dinâmica dos climas locais e, a longo prazo, do clima global.
Os principais problemas ambientais do Brasil foram agravados com a industrialização tardia e com a urbanização acelerada que aconteceu na segunda metade do século XX e que gerou fenômenos como o da macrocefalia urbana. No meio rural, o avanço da fronteira agrícola e de atividades econômicas como o extrativismo estão entre os maiores causadores de impactos ao meio ambiente. A seguir, veja quais são os principais problemas ambientais do Brasil.
Os principais problemas ambientais do Brasil e do mundo prejudicam a qualidade de vida da população, causando quadros de doenças respiratórias e infecciosas em decorrência da poluição, ampliando a insegurança alimentar dos grupos mais vulneráveis, gerando uma série de transtornos no meio urbano, como os alagamentos, e intensificando a ocorrência e a gravidade dos desastres ambientais.
Observa-se de forma cada vez mais recorrente a redução da disponibilidade de recursos naturais, o que pode culminar na sua escassez em um curto espaço de tempo. Com isso, podemos afirmar que, além da geração presente, os principais problemas ambientais ameaçam, também, as gerações futuras.
terça-feira, 23 de junho de 2026
Governança de TI na administração pública
O termo Governança, embora seja explicado de maneiras diversas, pode ser entendido como um sistema pelo qual as organizações são dirigidas e monitoradas, abrangendo os relacionamentos entre todas as partes interessadas. Ou seja, está atrelada à capacidade gerencial, financeira e técnica da organização de identificar metas e os respectivos meios para alcançá-las.
Assim, diante da democratização da tecnologia da informação, muitos processos de negócios foram injetados com ferramentas de tecnologia de TI para operar e medir resultados, fazendo com que os órgãos públicos e empresas privadas precisem, cada vez mais, alinhar seu planejamento estratégico à estrutura de TI vigente em seu organograma.
A Governança de TI (Tecnologia da Informação) surge, então, como uma quebra da Governança Corporativa e abrange um conjunto de normas, práticas, ações, competências e responsabilidades necessárias para alinhar os recursos de TI à estratégia organizacional. Gestão e Governança de TI de forma geral, são conceitos complementares que garantem o uso da tecnologia para atingir os objetivos de uma organização.
Governança, conjunto de frameworks que gerenciam como as organizações otimizam o uso das operações de TI para apoiar os objetivos de negócios, define o direcionamento estratégico, as politicas e as regras, enquanto a gestão é responsável por planejar, executar e monitorar as atividades para colocar essas diretrizes em pratica.
Na administração pública, a Governança de TI define o direcionamento estratégico, as políticas e os objetivos da tecnologia, sendo responsabilidade da alta gestão. A Gestão desta, por sua vezé a execução tática que planeja, implementa e monitora as operações e projetos para atingir as metas estabelecidas pela governança. Ambos os conceitos são essenciais para transformar a prestação de serviços públicos. Busca, em síntese, maximizar os benefícios dos investimentos tecnológicos enquanto minimiza potenciais impactos negativos.
Nos últimos anos houve um grande avanço do setor público, especialmente se tratando de novas tecnologias. Com as novas legislações que favorecem esse cenário, estamos presenciando melhores processos, desburocratização, serviços mais alinhados à realidade dos cidadãos e até mais transparência.
Para continuar com todo esse progresso, é fundamental ter um controle efetivo sobre a TI, especialmente quando tratamos da administração pública que investe muito capital público para atender às crescentes demandas. Nesse contexto é a Governança de TI que apoiará a auditoria em relação a regulamentações internas e externas.
Assim, a Governança de TI, por se alinhar ao planejamento estratégico do negócio, opera diretamente em pontos nevrálgicos da organização, abarcando inúmeros objetivos e benefícios, como: garantia da segurança das informações; desenvolvimento da comunicação interna; aprimoramento na aplicação de recursos; atenuação de riscos; fornecimento de suporte para tomada de decisões; controle de processos internos e maior credibilidade por parte dos clientes.
De forma geral, além do objetivo de alinhamento entre as estratégias da organização, a governança de TI tem a finalidade de deixar mais transparentes as questões vinculadas a riscos, investimentos e, sobretudo, à tomada de decisão em aspectos que a envolve no dia a dia das instituições, particularmente as públicas.