quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Novas tecnologia na educação: a escola globalizada

 A melhor maneira de aprender é aquela aonde a cada passo vão sendo elaborados os conhecimentos necessários para garantir as ações no ambiente local. São essas ações que irão auxiliar na melhoria da qualidade de vida na sociedade. É sabido que as estruturas do pensamento, do julgamento e da argumentação resultam de uma construção realizada por aquele que aprende, seja a criança ou jovem, em longas etapas de reflexão e de interação.

Na sociedade globalizada se torna cada vez mais necessário partilhar os novos saberes com o maior número de pessoas possíveis, envolto em discussões conscientes que traduzam a singularidade das pessoas envolvidas, e repercutam para toda a comunidade em melhores condições do ambiente em que vivem, onde cada um possa fazer a sua parte. Em nossa sociedade, a escola pública, em todos os níveis e modalidades da Educação Básica, tem como função social formar o cidadão, isto é, construir conhecimentos, atitudes e valores que tornem o estudante solidário, crítico, ético e participativo.

Para isso, é indispensável socializar o saber sistematizado, historicamente acumulado, como patrimônio universal da humanidade, fazendo com que esse saber seja criticamente apropriado pelos estudantes, que já trazem consigo o saber popular, o saber da comunidade em que vivem e atuam. A interligação e a apropriação desses saberes pelos estudantes e pela comunidade local representam, certamente, um elemento decisivo para o processo de democratização da própria sociedade.

A escola pública poderá, dessa forma, não apenas contribuir significativamente para a democratização da sociedade, como também ser um lugar privilegiado para o exercício de uma cidadania consciente e comprometido com os interesses da maioria socialmente excluída ou dos grupos sociais privados dos bens culturais e materiais, produzidos pelo trabalho dessa mesma maioria.

É preciso formar cidadãos conscientes dos processos educacionais envolto às novas tecnologias chamando a atenção para o estabelecimento de uma relação entre aprender o conhecimento sistematizado com as questões da vida real e a possibilidade de transformação da realidade local onde vivem em sintonia com a global.

As ferramentas tecnológicas estão sendo inseridas a todo instante na escola, e consequentemente, em nossas vidas, modificando o modo de viver e o agir docente a partir do vislumbramento de novas técnicas. O fenômeno técnico tem caráter exossomático inerente à condição humana de reproduzir as próteses que irão potencializar o seu corpo e moldar o ambiente, como afirma Milton Santos:

A principal forma de relação entre o homem e natureza, ou melhor, entre o homem e o meio é dada pela técnica. As técnicas são um conjunto de meios instrumentais e sociais, com os quais o homem realiza sua vida, produz e, ao mesmo tempo, cria espaço. (SANTOS, 1999, p. 25).

Para Milton Santos, técnica não é o mesmo que tecnologia. Pois, é preciso ressaltar que a diferença entre técnica e tecnologia é a mesma diferença que há entre inovação e invenção. A invenção é produto de uma dada técnica humana com vistas em resolver um problema que é econômico e social. Mas, nem sempre uma nova invenção se difunde no tecido social e isso a deixa restrita ao conceito de invenção. Agora quando este novo produto técnico tem a capacidade de se difundir no tecido social e se torna aceito pela sociedade que lhe dá um uso, cria interconexão entre as pessoas e setor produtivo passa a ser chamado de inovação.

A inovação é nada mais do que, uma invenção com valor social sistêmico, sendo assim chamado de tecnologia. A técnica tem o poder de criar novos objetos, mas somente quando estes ganham poder sistêmico de se unir com outros objetos gerando novas ações é que eles se tornam tecnológicos. Nos tempos atuais é notável o acelerado avanço tecnológico que o processo de globalização permite e exige.

Tais avanços, ao mesmo tempo, que possibilita inovação para uns educadores, para outros cria um novo problema que precisa de urgente solução, de forma a permitir-lhe também acompanhar tal processo e utilizá-lo a seu favor no dia-a-dia. É a necessidade de um novo olhar sobre a realidade e a compreensão dos processos sobre a construção de outra relação do homem com o meio natural, social e tecnológico.

Atualmente temos acompanhado grandes debates em torno do uso das novas tecnologias como ferramenta pedagógica nas escolas. Autores renomados e revistas especializadas em educação sempre trazem essas discussões chegando a afirmar que “hoje os professores sabem que os computadores possibilitam a criação de um ambiente de aprendizagem” (NOVA ESCOLA, 2003, p. 11).

Por outro lado há os que argumentam sobre a perplexidade do professor perante tal instrumento, misturando uma sensação de admiração, surpresa, critica e cepticismo. Acrescenta-se a estas reações a frustração, a inferioridade e a resistência em usar instrumentos tecnológicos na sala de aula, reafirmadas pela “idéia de que qualquer criança lida melhor com esses instrumentos do que os adultos” (CARNEIRO, 2002, p. 57).

A geografia é uma disciplina que exige cada vez mais a atualização dos professores e a interatividade destes com os discentes. Tem se notado no Brasil, particularmente no Estado de Rondônia, a preocupação em dotar as escolas de equipamentos tecnológicos (computador, data show, internet, DVD, televisão, entre outros), que permitam o dinamismo e o envolvimento de professores e alunos nos conteúdos trabalhados em sala de aula e consequentemente melhorar o aprendizado em todas as áreas do conhecimento.

Acredita-se que tais aparatos tecnológicos a serviço da educação, quando bem utilizados nas aulas de geografia poderão ampliar e desenvolver os saberes nesta área de conhecimento e incentivar o diálogo entre alunos, professores e a sociedade, e consequentemente obter resultados significativos no processo de ensino e aprendizagem. No entanto, é preciso que os professores se movam com clareza no desenvolvimento de suas práticas, tornando-os mais seguro do seu próprio desempenho (FREIRE, 2004, p. 68).

Ribeirinhos da Amazônia: um novo povo

 Analisando a história de Rondônia é possível afirmar que a formação do Estado se deu a partir de ciclos econômicos que resultaram em fluxos migratórios de diferentes regiões do Brasil e do mundo. Têm-se assim, um Estado mesclado de diversos costumes, hábitos e culturas.

Por ocasião do ciclo da extração da borracha, a sua capital Porto Velho concentrou a maior parte dos migrantes nordestinos, que se deslocaram para as cidades amazônicas em busca de uma vida melhor, sem as agruras das secas e da pobreza do sertão.

Fonte: http://sendosustentavel.blogspot.com/2010/06/amazonas-terra-e-agua-de-contrastes-el.html

No entanto, ao chegarem à Amazônia, depararam-se com um ambiente hostil, e com muita dificuldade aprenderam a se adaptar à floresta. Germinava, assim, um “povo novo”, o caboclo, (RIBEIRO, 1995), mistura de indígenas, desgarrados de suas culturas originais, com os retirantes nordestinos, através do compartilhamento de conhecimentos, de culturas, de hábitos e de viveres.

Esse caboclo, costumeiramente chamado de beradeiro ou ribeirinho carrega consigo os sentidos únicos de um povo que vive à beira do rio, formado a partir de identidades fragmentadas, que hoje persiste em conservar e ressignificar o seu modo de viver particular ao enfrentar a crescente urbanização que avança fortemente em todos os recantos da Amazônia brasileira.

Vivem também sob a interferência causada pela construção das usinas do complexo do rio Madeira, o mais recente ciclo econômico da cidade. Essa interferência implica diversas transformações, tanto da parte da resistência, que busca a reconstrução da figura do ribeirinho para preservar uma cultura que se tornou tradicional de Porto Velho, quanto da parte da conveniência, valendo-se dos benefícios que a construção das usinas poderá proporcionar aos beradeiros.

 

Fonte: REZEDE, Jaqueline Ogliari. O viver dos beradeiros do Madeira Aspectos da identidade cabocla ribeirinha em Porto Velho. CELACC/ECA-USP, 2013.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Bacia Hidrográfica do Madeira

Tem uma área de 31.422,1525 há. O rio Madeira atravessa o estado de Rondônia no sentido noroeste – norte, até a foz do igarapé Maicy, divisa dos estados de Rondônia e Amazonas. É um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, tem uma extensão de aproximadamente 1.056 km de Porto Velho até a foz, no rio Amazonas e 876 km no estado do Amazonas.

Em um trecho de aproximadamente 360 km, a partir de sua formação, o Madeira tem um desnível de declividade de 20 cm/km e passa por dezoito cachoeiras e corredeiras. Destas, as três maiores: Jirau, Teotônio e Santo Antônio, deram lugar às construções dos Complexos Hidrelétrico Santo Antônio e Jirau.

Além da importância ambiental, ele é essencial para a economia de muitas regiões, pois tradicionalmente proporciona a pesca, o transporte hidroviário e, em suas margens, o plantio de diversos produtos agrícolas. A construção do porto graneleiro na capital Porto Velho, em 1995, e a abertura, em 1997, da hidrovia do rio Madeira, mudam o perfil econômico de Rondônia. Com 1.115 km, a hidrovia liga a capital ao Porto de Itacoatiara, no Amazonas, barateando o transporte de seus produtos agrícolas.

 

   Foto: Arquivo Minhas Raízes, 2019. (Navegação no Rio Madeira – RO).

 

Rondônia abastece a Região Nordeste com feijão e milho, destacando-se também como produtor nacional de cacau, café, arroz e soja. Entre os anos 60 e 80, Rondônia foi considerado o eldorado brasileiro, quando atraiu milhares de imigrantes da região sul do país, seduzindo-os pela distribuição de terras promovida pelo governo federal. Em apenas duas décadas, a população do estado cresce nove vezes. A economia e o seu fortalecimento em Rondônia vêm acontecendo ao longo dos últimos anos, com a agricultura batendo recordes de produção, prestação de serviços em crescimento com consequente oferta de empregos, entre outros, fazem com que o crescimento estadual se torne confiável e bastante sólido.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Floresta amazônica

 Floresta amazônica A floresta amazônica é considerada a maior floresta tropical do mundo e concentra enorme biodiversidade. Além disso, ela faz parte do bioma Amazônia, o maior dos seis biomas brasileiros. Corresponde a 53% das florestas tropicais ainda existentes. Por isso, a sua conservação é debatida em âmbito internacional, em virtude de sua dimensão e importância ecológica.

Fonte: https://blog.ecooar.com/floresta-amazonica-e-as-mudancas-climaticas/

A floresta amazônica localiza-se no norte da América do Sul, abrange os estados do Amazonas, Acre, Amapá, Rondônia, Pará e Roraima, além de menores proporções nos países: Peru, 199 Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Por estar localizada próxima à linha do Equador apresenta clima equatorial. Assim, é marcada por elevadas temperaturas e umidade do ar. 

As temperaturas médias anuais oscilam entre 22 e 28ºC e a umidade do ar pode ultrapassar os 80%. Outra característica é o elevado índice pluviométrico que varia entre 1.400 a 3.500 mm por ano. Em geral, as estações do ano distinguem-se por dois períodos: o seco e o chuvoso.

O solo é considerado pobre com uma fina camada de nutrientes. Porém, os húmus formados pela decomposição da matéria orgânica, ou seja, folhas, flores, animais e frutos é rica em nutrientes utilizados para o desenvolvimento das espécies e da vegetação da floresta. É uma floresta tropical densa, formada por árvores de grande porte. 

A vegetação é dividida em mata de várzea, mata de igapó e mata de terra firme. A floresta amazônica também abriga diversas espécies animais. Alguns animais encontrados são: onças, suçuaranas, jaguatiricas, peixes-boi, pirarucus, jabutis, ariranhas, tucanos, araras, jiboia, sucuri, etc. 

Fonte: https://www.todamateria.com.br/floresta-amazonica/. 

Acesso em: 10 de maio de 2018.

Umas palavras

Gostaria de falar algo novo, tão novo que, quem ouvisse pudesse dizer: isso é maravilhoso, nunca ouvir algo assim, nem pensava que alguém tivesse tamanha imaginação, mansidão e suavidade com as palavras.  

Que fosse algo agradável, romântico, sonoro para os ouvidos e sensibilizador para todos os sentimentos do coração e da alma. Que todos, ao ouvir sorrissem, e ao mesmo tempo chorassem de tanta alegria e emoção.  

Mais que fosse um choro contido, silencioso, cheio de emoção e paz interior, por ouvir algo tão extraordinário, tendo a certeza de que jamais ouviu palavras tão lindas.  

A criança que estivesse por perto parasse de brincar e dissesse aos seus colegas, à sua mãe e ao seu pai, vamos, vamos depressa ouvir o que ele fala. É muito lindo, é maravilhoso como uma orquestra, como o canto dos pássaros, e ao mesmo tempo, como uma história, daquelas contadas pela mãe ao seu único filho. Daquelas que o faz dormir e sonhar com um mundo perfeito.  

E nesse momento, em meio a muitos sorrisos, sonhos e aspirações se encantassem com minhas palavras.  Que a doçura da minha fala fizesse o seu coraçãozinho pulsar um pouco mais acelerado e, ao mesmo tempo tão suave, ao ponto de lhe encher de amor e entusiasmo para uma vida de realizações que apenas está começando.  

O jovem com suas inquietações e em meio a tantos anseios parasse para prestar atenção nas minhas palavras, e depois de ouvi-las, renovado espiritualmente, dissesse: como não havia pensado nisso antes? ele tem razão... 

E nesse momento prometesse a si mesmo ouvir mais os outros e a acreditar mais na sua capacidade de superação e de transformação. E assim, entendesse que o ser humano ainda é capaz de se emocionar, sensibilizar-se e conscientizar a si mesmo e aos outros.  

O casal sentado no banco da praça na ocasião suspirasse profundamente e embebidos por minhas palavras pudessem esquecer-se dos seus problemas. 

E sorrindo como nunca sorriram juntos pensassem: puxa que besteira que estamos fazendo da nossa vida, criando problemas e com tanta pressa para resolver as coisas, olha como a vida é linda, vale apenas viver, amar e sonhar....  

E olhando para o infinito se embalassem em sonhos, na certeza que o amanhã será bem melhor, próspero e repleto de realizações e de felicidade.  

O senhor e a senhora, depois de uma vida cheia de lutas, sofrimentos, encontros e desencontros, quando justamente pensavam que nunca mais seriam capazes de se emocionar, ao ouvir minhas palavras sussurrassem com suas vozes cansada, mais altiva e cheia de sentimento: quem é esse que fala assim tão bem? São as mais lindas palavras que já ouvimos...  

E na suavidade das minhas palavras refletissem profundamente, pensando nos momentos maravilhosos vividos juntos, e sorrindo um para outro como num passe de mágica dissessem com o mais sincero dos sentimentos e com toda a força que vem do coração: eu te amo e sempre irei te amar... 

E, de mãos dadas e um largo sorriso no rosto, sentindo a intensidade do seu amor para com o outro saíssem caminhando doce e lentamente.  

Ambos desfrutando de uma paixão incomum que evidenciasse a grandeza, beleza e graciosidade do amor e ao mesmo tempo dizendo: foi bom ter conhecido e vivido ao seu lado todos esses anos, faria tudo de novo e ainda amaria com mais intensidade. Minha vida não teria sentido se não tivesse sido vivida com você... 

Gostaria que minhas palavras ao serem ouvidas pelo casal que entrou no hospital por causa de uma enfermidade ocorrida com algum deles, de repente, parassem e se sentissem aliviados de qualquer dor, e logo se abraçassem com tamanha emoção que seus corações pudessem bater no mesmo compasso.  

E assim todo sofrimento, angústia ou rancor fossem afastados de suas vidas, e uma nova caminhada de alegria, felicidade, harmonia e muito amor neste momento, juntos iniciassem.  

O enfermo, até mesmo aquele que fora desenganado por algum médico, que na tentativa de fazer o melhor de si não obteve sucesso devido ao nível elevado da doença ao ouvir minhas palavras, emocionado e agradecido dissesse: vivi tudo o que a vida me proporcionou, estou em paz comigo e com todas as pessoas que fizeram parte dela, agora só quero repousar na certeza de que fiz o melhor para os meus semelhantes, e por isso sigo em paz comigo mesmo e com todos os que conviveram ao meu lado.  

Gostaria que minhas palavras se transformassem em livro, romance poema, poesia, conto, filme. Que fosse letra das mais lindas canções que ninguém jamais sonhou que um dia pudesse existir.  

Até os animais, os mais temíveis do planeta se encantassem com minhas palavras. Apenas ao ouvi-las se tornassem mansos, amáveis e num gesto demonstrasse que tudo o que precisam é de carinho para compartilhar toda a maravilha que existe na natureza.  

Gostaria que minhas palavras tivessem força e emoção, para que até o mais temível dos seres humanos, depois de uma vida de crimes brutais, ao ouvi-las pudesse dizer: que besteira que eu fiz!  Como não percebi que o sentido da vida é amar e fazer o bem sem esperar nada em troca!  

Gostaria tanto, de que as minhas palavras, ao serem ouvida por aquela moça que vejo na janela, triste e desiludida da vida, se tornasse a mais alegre e otimista das moças que já conheci.  

Que voltasse a ter sonhos e a se encantar com o mundo, como fazia nos tempos de crianças, quando ao brincar ficava pensando em contos de fadas e príncipes encantados.  

Gostaria de falar as mais belas palavras que a humanidade precisa ouvir para pensar e fazer de cada dia, um novo dia de certezas, e assim pudessem os homens, viver cada dia como se fosse o último dia de sua vida fazendo somente o bem.  

Gostaria que minhas palavras tocassem tão forte o coração das pessoas, ao ponto de fazer com que deixassem de pensar ou fazer guerras, destruições, causar tristezas e maldades.  

A fome..., ah, quando alguém falasse de fome, todos pudessem sorrir a pensar que essa foi uma palavra deixada de ser pronunciado há muito tempo pela humanidade. Que hoje todas as mesas são fartas e as pessoas dividem o seu pão com quem precisa...  

Gostaria de falar de forma simples, mas que na simplicidade, minhas palavras encantassem as pessoas e as aliviasse de todo sofrimento, angústia decepção e solidão, para que um mundo novo e de paz pudesse existir.  

Um mundo cheio de sonhos e realizações onde todas as pessoas pudessem ter a certeza de um novo amanhã. 

Que ao acordar com o sorriso das crianças, saíssem de suas casas, e ao passar por um jardim cheio de flores na varanda olhassem o sol nascendo e dissessem: que maravilha ter acordado cedo para contemplar toda essa beleza.  

Gostaria que a sinceridade das minhas palavras tocasse o coração de todas as pessoas, até aquelas que deixaram de acreditar na capacidade de amar e ser amado e na existência e um mundo melhor... 

Que minhas palavras, chegassem a todos os lugares, e todos quantos a ouvissem pudessem se emocionar e repeti-las por todos os tempos, passando de geração em geração como uma oração...  

Como a mais sublime das orações, tão angelical que as pessoas ao ouvi-las sentissem a alma elevar-se...  

Gostaria apenas, que minhas palavras tivessem a capacidade de fazer as pessoas sonharem e a se amarem.  

E assim, se amando uns aos outros, pudessem compartilhar de forma irmanada um mundo de paz, certos de que o amanhã será melhor.

Enfim, só gostaria que minhas palavras pudessem, nem que seja por um instante, fazer você pensar. Pensar que apesar de todas as decepções, tristezas e maldades, amanhã o sol novamente vai nascer, e sua luz brilhará para todos...  

E assim, virá um novo dia, um dia de esperança, paz e de muitos sonhos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

As tecnologias de ensino chegaram na escola: como utilizá-las com os alunos?

 

Fonte: https://minhabiblioteca.com.br/novas-tecnologias-ja-estao-mudando-radicalmente-o-ambiente-escolar/

As novas tecnologias provocam a discussão de um novo refletir sobre a sua aplicação nas práticas educativas. Arnaud (2005, p. 17) ao questionar sobre a possibilidade de um novo refletir a partir da inclusão da tecnologia ao ensino, mostra que a questão sobre tecnologias, para além do simples aspecto material e instrumental, caracteriza-se numa teia de conceitos na qual as pessoas estão inseridas. Assim transformou-se excessivamente importante e necessário compreender a lógica e como se faz uso desta rede, como figura de inspiração ou modelo de um novo pensar e agir na prática pedagógica.

Pode-se afirmar que o mundo contemporâneo, neste momento da história, está marcado pelos avanços na comunicação, na informática e por outras tantas transformações tecnológicas e científicas. São transformações que intervêm nas várias esferas da vida social, provocando mudanças econômicas, sociais, políticas, culturais, afetando, também escolas e o exercício profissional da docência. Isto se reflete nos tipos de atividades propostas em sala de aula, onde a educação se depara com o duplo desafio: adaptar-se aos avanços das tecnologias e orientar o caminho de todos para o domínio e a apropriação crítica desses novos meios.

Atualmente, os professores se vêem diante do que pode ser considerado, ao mesmo tempo, um grande desafio e uma grande oportunidade: utilizar as TCI (tecnologias da comunicação da informação), como meio para construir e difundir conhecimentos, e ainda, para concretizar a necessária mudança de paradigma educacional, centrando seus esforços nos processos de criação, gestão e reorganização das situações de aprendizagem.

Adquirir recursos tecnológicos e materiais pedagógicos sofisticados e modernos já não basta às escolas, importa mais que os professores obtenham conhecimento para o uso destes. Faz-se necessário construir novas concepções pedagógicas elaboradas sob a influência do uso dos novos recursos tecnológicos que resultem em práticas que promovam o currículo nos seus diversos campos dentro do sistema educacional. Desta forma, tais ferramentas poderão contribuir no processo de ensino e aprendizagem, promovendo estimulo e destaque enquanto recurso pedagógico na sala de aula.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Tecnologia nas salas de aula: inovação ou distração?

 

A inclusão das novas tecnologias nas escolas evidencia a inserção de práticas pedagógicas inovadoras com repercussão na interação de alunos e professores com diferentes linguagens. São ferramentas que podem contribuir no desenvolvimento social, econômico, cultural e intelectual do aluno, no entanto, o seu uso como recurso didático no processo de educação, exige do professor conhecimentos sobre as possibilidades do referido recurso tecnológico, para utilizá-lo como instrumento de aprendizagem.

Essa é uma tarefa de imensa mdificuldade para a realidade do sistema publico educacional brasileiro, uma vez que o acesso a computador e principalmente a internet ainda é limitado e muitos alunos não dispõem dessas ferramentas. Por outro lado, os governos quando tem levado esses equipamentos às escolas, com a intenção de oferecer novas possibilidades para o trabalho pedagógico, na contrapartida carece na oferta de formação para os docentes no que tange o uso e aplicabilidade dos recursos em sala de aula, o que provoca dúvidas e indagações com o consequente abandono dos mesmos pelos professores.

Em outras palavras, essa é uma realidade que acontece de uma forma até então nunca vivenciada na história da humanidade, pois ela se faz em um processo, cuja velocidade das mudanças se dá por meio dos avanços das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC). São tantas tentativas de entender e explicar o momento histórico contemporâneo, que às vezes fica difícil acompanhar os adjetivos da época, indivíduos, sociedade, a Era das incertezas do Prigogine e a modernidade líquida do Bauman (GIORDANI; TONINI, 2014).

Essas mudanças tecnológicas a cada dia avançam simultaneamente. Uma das razões desta evolução é a inteligência de criar em interface aos campos tecnológicos, por meio de uma linguagem digital convencional e/ou tradicional, onde a informação é gerada, guardada, resgatada, excluída, executada e enviada. Nesta linha de reflexão, Castells declara que vivemos numa era “[...] onde os computadores, sistema de comunicação, decodificação e programação genética são ampliadores e extensões da mente humana [...]” (1999, p. 69).

E ainda, Costa (1980, p. 110) acrescenta dizendo que a principal característica da era atual não é a facilidade de obtenção de conhecimento e informação, mas sim a “interação, a globalização, a relativização, o imediatismo, a agilidade, a derrubada de fronteiras, a extraterritorialidade, o nomadismo” e, sobretudo, a aplicação dos mesmos para geração de novos conhecimentos ou de dispositivos num ciclo de realimentação cumulativa entre a inovação e seu uso.

A tecnologia digital penetra “em todas as esferas de atividade da vida humana”. No entanto, Castells (1999, p. 70) alerta sobre o fato de que “devemos localizar esse processo de transformação tecnologicamente revolucionária no contexto social em que ele ocorre e pelo qual está sendo moldado”. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O SILÊNCIO

O silêncio que faz uma parte de mim calar

Por um momento me fez gritar.

Minha voz triste no infinito ecoou

E calmamente no vazio logo se apagou.

Uma parte de mim quer no silêncio ficar

Enquanto a outra insiste em mais alto falar.

Aos prantos me ponho a sorrir

Mesmo estando sem alguma dor a sentir.

Esse silêncio que faz uma parte de mim entristecer

Novamente me fez instintamente viver

Lembranças de um passado sofrido

Que a tanto tempo havia no silêncio esquecido.

A dor que me trazes mais uma vez no peito

Apesar das súplicas que tanto tenho feito

Jamais conseguirei de mim afastar

Enquanto o silêncio insistir em me calar.

O silêncio que tanto me fez calar

Por um momento também me fez sonhar.

Pois se uma parte de mim quer por força entristecer

A outra parte me faz insistentemente viver.

Esperançoso sigo na vida a caminhar

Mesmo com as lembranças atônitas triste a vagar.

Como se num mar de lágrimas vivesse triste a sorrir

Pela imensa dor que outrora me fez no peito sentir.

Da vida não almejo nada comigo levar

Quando nos meus últimos dias suspirar.

Apenas suplico com lágrimas a sorrir

Que no silêncio, um suspiro de paz eu posso sentir.

AMAZÔNIA RIBEIRINHA: CONCEITOS

Fonte: (Foto: Divulgação/José Carlos Sáhttp://g1.globo.com/ro/rondonia/noticia/2012/06/populacao-do-distrito-de-nazare-ro-reclama-da-falta-de-seguranca.html

Souza (2013, p. 21) define a Amazônia como lugar de múltiplos fenômenos físicos e sociais de muita complexidade. Neste sentido, é necessário entender as razões dos múltiplos descompassos existentes e que perduram desde o seu povoamento. Para Loureiro (2001, p. 9), quando de trata da Amazônia a grande causa a ser desvendada é o contraponto sociedade e natureza para assimilar, compreender e exprimir tal complexidade.

Ribeirinhos é uma denominação geralmente usada para caracterizar os pequenos produtores que têm nas terras de várzea o seu espaço social organizado. Diferencia-se do pequeno produtor da terra firme, não só por ocupar um espaço físico diferente, mas também por sua relação com a terra e com a água (CHAVES, 1990).

A partir do Decreto nº 6.040, de 7/02/2007, as comunidades tradicionais foram entendidas como grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais. Possuem formas próprias de organização social, ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando ainda conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição e não apenas meros transmissores dos modos de vida na beira do rio.

Frente a esses paradigmas a educação nas comunidades ribeirinhas precisa ser profundamente repensada. O modelo de educação utilizado nas áreas urbanas apresenta problemas graves e, quando transportado para o mundo ribeirinho, a situação adquire contornos trágicos. Para Santomé (1998), o mundo rural e ribeirinho costuma ser silenciado nas intenções e ações pedagógicas. Então, há necessidade de rever velhos conceitos,
persistentes paradigmas e antigas atuações pedagógicas e anunciar novas formas de atuação nestes espaços concretos e ricos de experiências, conhecimentos e possibilidades.

Nesse sentido, as conquistas da educação escolar nessas comunidades, inspirada nos princípios da Constituição Federativa do Brasil de 1988 (BRASIL, 1988) e da Lei nº 9394/96, voltada para a construção de uma nova filosofia de desenvolvimento local e regional poderá possibilitar um horizonte educacional de grande valia para inspirar os gestores a refletirem sobre novas possibilidades de pensar o currículo escolar além do rotineiro processo educacional vivido na maioria das realidades educacionais de nosso país.

MATRIZES DE REFERÊNCIA DA LÍNGUA PORTUGUESA E SUA IMPORTÂNCIA PARA A REALIZAÇÃO DAS AVALIAÇÕES EXTERNAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA: ÊNFASE NA PROVA BRASIL

           As avaliações padronizadas já vêm sendo realizadas pelo Ministério da Educação (MEC) durante alguns anos, a exemplo do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCCEJA), Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), Provinha Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB). Esta última é uma avaliação diagnóstica conhecida como Prova Brasil,desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), e aplicada nas escolas com critérios definidos, desde o ano de 2005. 

A partir dos resultados alcançados nas provas e questionários socioeconômicos dos estudantes, associado aos dados demográficos, perfil profissional e condições de trabalho dos professores, diretores das turmas e escolas avaliadas, cria-se possibilidades para que as secretarias de Educação dos estados e municípios estabeleçam ações estratégicas ao combate às desigualdades existentes nas instituições educacionais.

                                                                                 Além desse diagnóstico, as médias de desempenho nessas avaliações determinam o cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e as taxas de aprovação nas instituições avaliadas. Para isso utilizam-se como escopo os resultados obtidos pelos alunos do Ensino Fundamental e Médio nas disciplinas de Português e Matemática. Estes resultados são representados em uma escala de desempenho que descreve, em cada nível, as competências e as habilidades que os alunos são capazes de demonstrar.

            A leitura do desempenho escolar é viabilizada pela utilização de testes elaborados a partir das Matrizes Curriculares de Referência, construída tomando como base em descritores que são uma associação entre conteúdos curriculares e operações mentais desenvolvidas pelos alunos. Dessa forma, diante do valor que essas avaliações representam para a qualidade da Educação Brasileira, este artigo tem como objetivo refletir sobre a importância das Matrizes de Referência de Língua Portuguesa para a realização das avaliações externas, com destaque na Prova Brasil, assim como analisar as concepções de texto-enunciado e gênero do discurso nessas Matrizes.

           Neste sentido, remetidos à importância que o tema traz para o contexto educacional atual no Brasil, esse é um tema relevante que merece ser debatido e refletido não somente para a aferição da qualidade do ensino, mas também para a abertura de visão para outras possibilidades dos sistemas de ensino traçarem diagnósticos de suas redes e desenvolver novas estratégias para o enfrentamento dos problemas que possam impedir o desempenho dos estudantes.