quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Plano Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Rondônia é apresentado em seminário em porto velho

Em alusão ao Dia Mundial da Água, comemorado anualmente, desde 1993, no dia 22 de março, o coordenador estadual Recursos Hídricos da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam), José Trajano, participou na manhã desta quinta-feira do Projeto Semana da Água com o tema Água e as Mudanças Climáticas, evento promovido pela parceria do estado com a prefeitura de Porto Velho, no auditório do Instituto Federal de Rondônia (Ifro).

Trajano apresentou aos convidados, acadêmicos e técnicos de órgãos envolvidos com o tema, o Plano Estadual de Recursos Hídricos, elaborado e concluído no final de 2017. “Essa é uma ferramenta muito importante para o desenvolvimento das políticas públicas com relação aos recursos hídricos no estado, norteando todas as fontes de recursos, como projetos e programas federais que podem financiar as ações a serem colocadas em prática. Um exemplo disso é o balanço de disponibilidade hídrica do estado”, explica o técnico.

O coordenador justificou que é preciso ter o planejamento correto de retirada hídrica de um rio ou igarapé, considerando a capacidade de suportar a vazão retirada, sem prejudicar a jusante, evitando-se assim a escassez da água ou até mesmo a seca. “Uma das políticas públicas previstas no plano a serem também implementadas é o fortalecimento da instituição ambiental, dotando o órgão de equipamentos, pessoas, capacitação. Outra coisa é a consolidação e implementação do instrumento de gestão de recursos hídricos, que é a outorga, os planos de bacias. O plano faz um cenário com 58 quesitos, para cinco, 10 e 20 anos de trabalho”.

O Plano Estadual de Recursos Hídricos prevê 89 programas do governo federal que podem receber projetos para desenvolver os trabalhos nas fontes hídricas do estado, assim como os agentes financiadores como é o caso da Caixa Econômica Federal. “Com a Caixa, por exemplo, temos o convênio e estamos elaborando o Plano Estadual de Resíduos Sólidos.

Mas também estamos cumprindo a Lei Complementar 141, que trata sobre a descentralização, passando o licenciamento ambiental para os municípios, conforme a capacidade técnica de cada um. Assim eles também contribuem com os quesitos de baixo e médio impacto, ficando com as questões de alto impacto ambiental. Precisamos chegar a uma consciência coletiva sobre o consumo da água e a preservação das fontes”, conclui Trajano.

 

Fonte: Secom – Governo de Rondônia

Disponível em: http://www.newsrondonia.com.br/notícias/plano+estadual+de+recursos+hídricos+e+apresentado+em+seminário+em+porto+velho/107825. Acesso em 21 de maio de 2018.

Hidrografia

A hidrografia é o ramo da geografia física que estuda as águas do planeta, abrangendo, portanto, rios, mares, oceanos, lagos, geleiras, água do subsolo e da atmosfera. A grande parte da reserva hídrica mundial (mais de 97%) concentra-se em oceanos e mares, com um volume de 1.380.000.000 km³. Já as águas continentais representam pouco mais de 2% da água do planeta, ficando com um volume em torno de 38.000.000 km³.

     Mapa: Hidrográfico do Brasil. Fonte: http://www.sogeografia.com.br


O Brasil possui 8% de toda a água doce que está na superfície da Terra. Além disso, a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, também fica no Brasil. Somente o rio Amazonas deságua no mar um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos.

Hidrografia de Rondônia

Rondônia é um estado privilegiado pela abundância de água doce. Sua rede hidrográfica é composta por 7 (sete) bacias. São elas:

·      Bacia hidrográfica do rio Guaporé;

·      Bacia hidrográfica do Mamoré;

·      Bacia hidrográfica do Madeira;

·      Bacia hidrográfica do Jamari;

·      Bacia hidrográfica do Machado e;

·      Bacia hidrográfica do Roosevelt.

Mapa: Bacias hidrográficas de Rondônia. Fonte: CPRM, 2010

Essas bacias se subdividem em 42 sub-bacias. A principal é a do Rio Madeira que nasce no Peru, passa pela Bolívia e pelo Brasil.

Tem uma área de 31.422,1525 há. O rio Madeira atravessa o estado de Rondônia no sentido noroeste – norte, até a foz do igarapé Maicy, divisa dos estados de Rondônia e Amazonas.

É um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, tem uma extensão de aproximadamente 1.056 km de Porto Velho até a foz, no rio Amazonas e 876 km no estado do Amazonas.


Rio Madeira. Fonte: https://racismoambiental.net.br

Em um trecho de aproximadamente 360 km, a partir de sua formação, o Madeira tem um desnível de declividade de 20 cm/km e passa por dezoito cachoeiras e corredeiras. Destas, as três maiores: Jirau, Teotônio e Santo Antônio, deram lugar às construções dos Complexos Hidrelétrico Santo Antônio e Jirau.

Bacia Hidrográfica do Guaporé

A bacia formada pelo rio Guaporé nasce na Chapada dos Parecis (Estado de Mato Grosso), na divisa dos municípios de Vale do São Domingos e Tangará da Serra, percorrendo aproximadamente 600 km até desaguar na margem direita do rio Mamoré, junto à localidade de vila Surpresa. Ao longo de seu percurso, no âmbito do estado de Rondônia, passa por cidades de porte médio como Pimenteiras do Oeste e Costa Marques.


Rio Guaporé. Fonte: http://revistapesca.com.br

Representa um rio de jurisdição federal, possuindo uma área de drenagem de cerca de 320.000 km², antes de desembocar no rio Mamoré. Como afluentes maiores destacam-se o rio Cabixi, Colorado, São Miguel e Cautário, todos pela margem direita, considerando que sua margem esquerda pertence ao espaço físico da Bolívia, com a qual estabelece divisa internacional.

Representa um rio de jurisdição federal, possuindo uma área de drenagem de cerca de 320.000 km².

Como afluentes maiores destacam-se o rio Cabixi, Colorado, São Miguel e Cautário, todos pela margem direita, considerando que sua margem esquerda pertence ao espaço físico da Bolívia, com a qual estabelece divisa internacional.

Bacia Hidrográfica do Mamoré

O rio Mamoré, um dos formadores do rio Madeira, possui suas nascentes localizadas na vizinha Bolívia. Adentrando em espaço geográfico brasileiro na localidade de vila Surpresa, recebe em sua margem esquerda o rio Guaporé, estabelecendo, a partir daí o limite internacional entre os dois países.

Percorre cerca de 250 km até vila Murtinho, quando se junta ao rio Beni, originando o rio Madeira. Os rios Guaporé e Pacaás Novos constituem os afluentes principais em solo brasileiro

             Rio MamoréFonte: https://pt.slideshare.net

Ao longo de seu trajeto, drena as cidades coirmãs de Guajará-Mirim (Brasil) e Guayaramerin (Bolívia), servindo de limite (e também de ligação) entre elas. Trata-se de um rio de jurisdição federal.

Bacia Hidrográfica do Abunã 

O rio Abunã, formado pela confluência dos rios Iná e Xipamanu, nasce na vizinha república boliviana. Ao entrar em território brasileiro, passa a se constituir no divisor internacional entre os dois países. 

Percorre um trajeto de cerca de 400 km até desaguar na margem esquerda do rio Madeira. Historicamente, teve importância nas décadas de 1940 e 1950, devido ao intenso desenvolvimento da extração da seiva da seringueira, para obtenção da borracha de utilização para a florescente indústria automotiva.

Rio Abunã. Fonte: https://pt.slideshare.net

Em seu trajeto, drena dois estados da União (Acre e Rondônia), constituindo-se em um rio de jurisdição federal, por representar um divisor internacional.

Bacia Hidrográfica do Jamari

O rio Jamari possui suas nascentes principais na Chapada dos Pacaás Novos, próximo à divisa dos municípios de Governador Jorge Teixeira e Guajará-Mirim. 

Percorre cerca de 400 km até sua foz, na margem esquerda do rio Madeira, abaixo da cidade de Porto Velho, constituindo um rio de domínio estadual. Seus afluentes principais são os rios Candeias e rio Preto.

Ao longo de seu percurso, drena a cidade de Ariquemes. O barramento localizado dessa drenagem possibilitou a implantação da Usina Hidrelétrica de Samuel.

Rio Jamari. Fonte: https://pt.slideshare.net

Bacia Hidrográfica do Roosevelt

Rio Roosevelt. Fonte: https://pt.slideshare.net

A bacia hidrográfica do rio Roosevelt tem suas nascentes na Chapada dos Parecis, no município de Vilhena. Contudo, a sua maior parte situa-se nos estados de Mato Grosso e Amazonas.

Constitui um afluente da margem esquerda do rio Aripuanã, que, por sua vez, deságua no baixo rio Madeira. Apresenta um curso geral orientado sul-norte, tendo como tributários principais os rios Capitão Cardoso, Tenente Marques, Machadinho e Branco.

O rio Roosevelt, cuja extensão é de aproximadamente 1.400 km, recebeu essa designação em decorrência de uma expedição realizada em 1913, da qual participaram o ex-presidente norte-americano Theodore Roosevelt e o marechal Cândido Rondon, que percorreram esse rio até a sua foz, no rio Aripuanã.

Bacia Hidrográfica do Machado ou Ji-paraná

O rio Machado, também chamado Ji-Paraná, recebe esse nome após a confluência dos rios Barão de Melgaço e Pimenta Bueno, próximo à cidade de Pimenta Bueno, sendo que suas nascentes estão localizadas no município de Vilhena. Percorre cerca de 800 km até sua foz, situada na margem direita do rio Madeira, próximo à Calama. Seus afluentes principais são os rios Jaru, Urupá, Machadinho e Jacundá, todos pela margem esquerda.

Rio Machado ou Ji-Paraná. Fonte: https://pt.slideshare.net

Constitui um rio de domínio estadual, drenando diversas cidades importantes do estado, tais como Ji-paraná, Cacoal e Pimenta Bueno, ressaltando-se a existência de numerosas cachoeiras e corredeiras ao longo de seu trajeto, algumas das quais viáveis para futuros empreendimentos hidrelétricos, a partir do inventário realizado pela Eletronorte – Centrais Elétricas do Norte do Brasil S.A.

Usos múltiplos da água

Usos múltiplos da água é direito de igualdade de uso por todos os setores usuários dos recursos hídricos. Como as demandas por água para os mais variados usos vêm aumentando, o número de conflitos de interesses envolvendo a água também cresceu.

Usos Múltiplos da água. Fonte: http://slideplayer.com.br

No Estado de Rondônia alguns tipos de usos são considerados:

a) Consumo humano – residencial e comercial

b) Indústria

c) Mineração

d) Navegação fluvial

e) Turismo e lazer

f) Geração de energia elétrica

h) Agricultura, irrigação e pecuária

i) Outros usos múltiplos.










O que acontece com o clima em Rondônia e os Institutos não divulgam

Muito tem se comentado e pouco foi revelado nos últimos tempos acerca das variações climáticas em Rondônia. O clima no mundo não é mais o mesmo de 20 anos atrás. O mesmo já pode ser dito de Rondônia. Quem é nato desta terra ou reside há anos têm percebido mudanças drásticas nas condições climáticas envolvendo todos os fenômenos meteorológicos. Os principais são: a diminuição e má distribuição da quantidade de chuva, o aumento das temperaturas e, consequentemente das descargas elétricas.

Culpar quem por toda essa confusão? Será que o homem, através da sua incansável gana pelo desenvolvimento de novas áreas, para o enriquecimento da região, seria o único responsável por destruir matas, ocasionando assim um maior acúmulo de poluição na atmosfera? Há controvérsias e que agora causam brigas entre a comunidade cientifica e até multas, para quem discordar de que o aquecimento global é um fato mais do que real, é notório em qualquer ponto do planeta Terra.

Outro estudo divulgado semana passada por um Instituto britânico, revela que as constantes variáveis na camada do Sol seriam uma das causas correlacionadas ao aquecimento surpreendente do planeta, e que o homem, portanto, não seria o único culpado pelas catástrofes que agora, vira e mexe tomam conta nas manchetes dos noticiários.

Fato é que tudo mudou e em Rondônia, nos 25 anos de instalação, nunca houve Instituto ou Centro de pesquisa sequer, de todo o Brasil e, muito menos os que ousam pisar nessa terra, em divulgar ou apenas comentar num estudo mais minucioso, o que realmente acontece e o que podemos esperar para o futuro. Relacionar os efeitos a nível Brasil com Rondônia não é demagogo, mas, não podemos deixar de lado, as pequenas observações feitas pelos que aqui fazem acontecer o progresso.

 Fonte: http://www.apolo11.com/clima.php?posic=dat_20070127-162557.inc.

Acesso em 20 de maio de 2018.

Rondônia: Clima

 A situação climática de uma localidade ou região o é resultado da interação entre diversos fatores em diferentes escalas geográficas. De forma geral, destaca-se a circulação da atmosfera que determina a dinâmica climática, a atuação de massas de ar, frentes e demais sistemas responsáveis pela produção do tempo e do clima.

        Clima em Rondônia. Fonte: https://www.portaljipa.com.br

Nas escalas local e regional, aspectos relativos à topografia do terreno, altitude e uso e ocupação do solo apresentam-se como condicionantes que devem ser tratadas com aspectos relevantes na atenuação ou intensificação dos elementos e fatores climáticos.

O clima do Estado de Rondônia não sofre grandes influências do mar ou da altitude. Predomina o clima tropical, úmido e quente, com médias anuais de temperatura entre 24ºC e 26°C, com temperatura máxima entre 30ºC e 34ºC e mínima entre 17ºC e 23ºC

Tal fator climático decorre da sua localização na Amazônia Ocidental, situado entre os paralelos 7º58’ e 13º43’ de Latitude Sul e os meridianos 59º 50’ e 66º48 de Longitude Oeste de Greenwich.


Caracteriza-se por apresentar homogeneidade espacial e sazonal da temperatura média do ar, o mesmo não ocorrendo em relação à precipitação pluviométrica que apresenta uma variabilidade temporal, e em menor escala espacial, ocasionado pelos diferentes fenômenos atmosféricos que atuam no ciclo anual da precipitação.


Mapa: Temperatura média anual em Rondônia. Fonte: Atlas Geoambiental de Rondônia, SEDAM, 2002.

A classificação climática objetiva caracterizar em uma grande área ou região zonas com características climáticas homogêneas. A classificação do clima também pode ser feita para localidades específicas, levando-se em conta tanto as características da paisagem natural, baseando-se no fato da vegetação ser um integrador dos estímulos do ambiente, como também os índices climáticos.

Há várias classificações do clima.

·      Classificação de Köppen;

·      Classificação climática de Strahler;

·      Classificação climática de Thornthwaite;

·      Classificação climática de Flohn;

·      Classificação climática de Budyko.

De acordo com a classificação de Köppen, o Estado de Rondônia possui um clima do tipo Aw (Clima Tropical Chuvoso), com média climatológica, durante o mês mais frio, superior a 18ºC e um período seco bem definido durante a estação do inverno.

Fatores que atuam na formação do clima

Diversos fatores atuam para a formação das condições do tempo de um local e, consequentemente, para a formação de seu clima. Esses fatores são agentes causais que condicionam os elementos. Podem ser classificados de acordo com a escala de estudo, ou seja, com efeitos no macro, topo e microclima.

      Fatores climáticos. Fonte: http://www.lce.esalq.usp.br/aulas/lce306/Aula3.pdf


Macroclima

São aqueles que atuam em escala regional ou geográfica. São classificados como permanentes (latitude, altitude/relevo, oceanidade/continentalidade, etc.) ou variáveis (correntes oceânicas, centros semipermanentes de alta e baixa pressão, massas de ar, composição atmosférica, etc.)

Topoclima

São aqueles que dependem do relevo local, especialmente da configuração dos terrenos e da exposição desses em relação à radiação solar. Esses fatores devem ser levados em consideração nas regiões S e SE do Brasil, quando da implantação de culturas susceptíveis às geadas

 Microclima

São aqueles que modificam o clima em microescala, devido ao tipo de cobertura do terreno ou prática agrícola, podendo assim ser modificado pelo homem. Muitas vezes a alteração do microclima é necessária para que se possa cultivar, uma certa não apta, ao macroclima da região.

 Precipitação

A precipitação média anual é em torno de 1.400 a 2500 mm e mais de 90% desta ocorre na estação chuvosa. Os principais fenômenos atmosféricos ou mecanismo dinâmico que atuam no regime pluvial do estado de Rondônia são as altas convecções diurnas (água evaporada no local e a evapotranspiração resultante do aquecimento das superfícies das águas, florestas e vegetação), associadas aos fenômenos atmosféricos de larga escala: Alta da Bolívia – AB, a Zona de Convergência Intertropical – ZCIT e as Linhas de Instabilidade – Lis.

Mapa: Precipitação média anual em Rondônia. Fonte: Atlas Geoambiental de Rondônia, SEDAM, 2002.

O período chuvoso ocorre de outubro a abril, e o período mais seco em junho, julho e agosto. Maio e setembro são meses de transição. Outros aspectos a serem considerados são os efeitos do desmatamento e das queimadas que em grande escala, e por longo período de tempo podem provocar mudanças na qualidade do ar e no clima regional e global.













Parque Nacional de Pacaás Novos

O Parque Nacional de Pacaás Novos está localizado no estado de Rondônia. Foi criado em 1979 e possui mais de 700 mil hectares de território abrangendo os municípios de Presidente Médici, Costa Marques, Guajará-Mirim, Porto Velho, Jaru e Ouro Preto do Oeste. A região é de difícil acesso e constitui uma das maiores Unidades de Conservação em Rondônia.  A UC tem como objetivos preservar amostra representativa de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica, além de proteger as cerca de duas mil nascentes de três principais sub bacias hidrográficas do estado de Rondônia.

Figura 20.6: Parque do Pacaás Novos – Guajara/ROFonte: http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Nacional_de_Paca%C3%A1s_Novos


O Parque contribui também para a integridade do Mosaico Central de Rondônia, protegendo espécies da fauna e da flora ameaçadas de extinção e as belezas cênicas da região, dentre elas o Pico do Tracoá, ponto mais alto do estado, com 1.230 metros. Abriga um importante patrimônio cultural indígena. No Parque Nacional da Pacaás Novos se encontram os índios da tribo Uru-Eu-Wau-Wau e Uru-pa-in. O nome Pacaás Novos teve origem com os seringueiros que encontravam muitas pacas na beira do igarapé. Em decorrência da ocupação acelerada e desordenada de Rondônia pela abertura da BR-364 tornou-se necessário proteger parte de seus recursos naturais que tem grande potencial atrativo.

 Fonte: http://www.wikiparques.org/wiki/Parque_Nacional_de_Paca%C3%A1s_Novos

Acesso em: 18 de maio de 2018

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Rondônia: Relevo

Em Geografia, o significado de relevo se refere ao conjunto de formas que sobressaem na crosta terrestre, concebidas sob ação de forças internas e externas denominadas agentes de relevo. Os agentes internos (endógenos) são os vulcões, os movimentos tectônicos e os abalos sísmicos que agem de dentro para fora da Terra. Os agentes externos (exógenos) são as chuvas, os mares, os rios, as geleiras, os animais e as ações do homem que modificam a superfície

Chapada do Pacaás Novos. Fonte: http://rondoniaemsala.blogspot.com.br

Relevo de Rondônia

O relevo de Rondônia é formado por terrenos antigos da Era Arqueozóica e Proterozóica. No aspecto geral, o relevo é muito diversificado e com grande variação de altitude entre 70 e 600m. As áreas com maiores incidências de altitudes podem ser encontradas no Município de Vilhena (acima de 500m) e as menores no Município de Porto Velho (entre 90 e 200m). Pela não apresentação de grandes elevações em sua quase totalidade caracteriza-se como plano e suave ondulado.

Aspectos geomorfológicos

Costuma-se dividir o relevo de Rondônia em quatro porções geomorfológicas distintas:

Planície Amazônica

Encosta Setentrional do Planalto Brasileiro

Chapada dos Parecis – Pacaás Novos

Vale do Guaporé – Mamoré.


Geomorfológico – Relevo de Rondônia. Fonte: http://historiacacoal.blogspot.com.br


Planície Amazônica


A planície Amazônica em sua porção limitada pelo Estado de Rondônia apresenta a altitude de 90 a 200 metros acima do nível do mar, estende-se desde o extremo norte nos limites deste com o Estado do Amazonas, se prolongando nas direções sul e sudeste até encontrar as primeiras ramificações da chapada dos Parecis e da Encosta Setentrional.

Sua superfície aplainada morfoclimática típica de floresta é resultante das oscilações climáticas do período quaternário com climas mais secos sucedidos por climas mais úmidos, atuando para o seu aplainamento e compartimentação da superfície.


Figura 20.2: Planície AmazônicaFonte: http://planicieamazonicageo.blogspot.com.br

Os médios e baixos cursos do rio Madeira e de seus afluentes de encaixam na planície acomodando-se nas falhas e fraturas do terreno. Nos baixos cursos nas áreas de várzeas formam extensas planícies de inundações e nas áreas de barrancos de 5 a 10 metros de altura em relação ao nível normal das águas de seus cursos, exercem uma ação erosiva por infiltração de água no solo provocando os seus desabamentos, conhecidos como fenômeno das terras caídas.

Encosta setentrional do planalto brasileiro


Corresponde a uma área de terreno arqueano (pré-cambriano), constituído por restos de uma superfície de aplainamento rebaixada pelas sucessivas fases erosivas, subdividindo-se em patamares de altitudes que variam de 100 a mais de 500 metros acima do nível do mar.

Estende-se na direção sul até atingir as encostas das chapadas dos Parecis e Pacaás Novos na linha de limites entre o Estado de Rondônia e Mato Grosso.


Chapada dos Parecis. Fonte: https://pt.slideshare.net.

A Encosta Setentrional é limitada ao Norte pela Planície Amazônica; a Noroeste e Nordeste pela linha de fronteira entre o Estado do Amazonas e o Estado de Rondônia; ao Leste, sudeste e Sul pelas chapadas dos Parecis e Pacaás Novos e ao Oeste a linha de fronteira entre Rondônia e o Estado do Acre e entre Rondônia e a República da Bolívia.

Chapada dos Parecis – Pacaás Novos


Pico do Tracoá. Fonte: http://www.skyscrapercity.com

A chapada dos Parecis e Pacaás Novos surgem no Estado de Rondônia como prolongamento do Planalto Brasileiro no sentido sudeste noroeste. Representam as maiores altitudes de nosso estado, que variam de 600 a 900 metros.

Há pontos culminantes com mais de 1.000 metros, como por exemplo, o Pico do Tracuá ou Pico Jaru com 1.126 metros na Chapada dos Pacaás Novos.


Vale dos Rios Guaporé e Mamoré


O vale dos rios Guaporé e Mamoré corresponde a uma vasta planície tabular formada de sedimentos recentes com altitudes que variam de 100 a 300 metros acima do nível do mar e apresenta terrenos alagadiços e platôs mais elevados.

No estado de Rondônia, estende-se do sopé das chapadas dos Pacaás novos e dos Parecis a leste até a margem direita dos rios Mamoré e Guaporé. Em sentido sul-sudeste, avança desde o Norte até a divisa com Mato Grosso.

Encontro dos rios Guaporé e Mamoré. Fonte  http://historiacacoal.blogspot.com.br


Geologia

O quadro geológico na área abrangido pelo Estado de Rondônia, compreende unidades litológicas e sistemas estruturais envolvidos em uma longa história geodinâmica que registra os seus primórdios no final do período paleoproterozóico, com continentalização no início do período neoproterozóico.

A região foi compartimentada com o objetivo de facilitar o entendimento da história geológica regional, nos terrenos Jamari, Roosevelt e Nova Brasilândia, sendo o primeiro subdividido nos domínios Ariquemes-Porto Velho e Central de Rondônia.


Geologia de Rondônia. Fonte: Atlas Geoambiental de Rondônia, SEDAM.


Terreno Jamari

Neste segmento crustal agrupam-se os tipos litológicos mais antigos considerados como pertencentes ao embasamento regional de Rondônia, historicamente denominado de Pré-Cambriano. Este ambiente, recoberto pela Floresta Tropical Aberta e ainda muito pouco alterado pela intervenção humana, notabiliza-se por sua estabilidade morfodinâmica frente aos processos erosivo e deposicionais e a movimentos de massa.

O Terreno Jamari caracteriza-se por um quadro estrutural onde se ressalta a superposição de estruturas em condições de alto grau metamórfico (temperaturas entre 700°C e 750°C, relacionados a, no mínimo, dois ciclos de geração de retrabalhamento de rochas na crosta terrestre (ciclos orogênicos).


Terreno Roosevelt

A região crustal denominada Terreno Roosevelt é constituída por fragmentos do embasamento regional (Complexo Jamari), pelo denominado Grupo Roosevelt, por uma suíte granítica de composição rapakivi (Suit Intrusiva Serra da providência), pelos corpos máficos relacionados à Suíte Básica-Ultrabásica Cacoal e por coberturas sedimentares indeformadas correlacionáveis à Formação Palmeiral.

Idades obtidas em rochas vulcânicas na região do médio Rio Roosevelt indicam, para este terreno, idades máximas próximas a 1,74 bilhão de anos. As evidências estruturais permitem interpretar que a região foi palco de dois eventos tectônicos: o primeiro entre 1,74 e 1,62 bilhão de anos, e o segundo, há aproximadamente 1,55 bilhão de anos.


Terreno Nova Brasilândia

O Terreno Nova Brasilândia é constituído dominantemente por uma sequência de rochas ígneas e sedimentares metamorfisadas em condições de alto grau (temperatura em torno de 720°C), denominada de Grupo Nova Brasilândia, por granitóides intrusivos das Suítes Rio Pardo e Costa Marques, pelo Granito Rio Branco, por coberturas sedimentares continentais da Formação Palmeiral e por coberturas sedimentares marinho-continentais Paleo/Mesozóicas dos grupos Primavera e Vilhena.

Está diretamente associado ao desenvolvimento da Bacia dos Parecis, cujos preenchimentos são caracterizados por sequências decorrentes de ciclos marinhos alternados com períodos de continentalização, envolvendo glaciação e desertificação.


Deputados revertem criação de unidades de conservação em Rondônia

No dia 20 de março, o governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura, assinou os decretos de criação de 11 unidades de conservação estaduais, que, juntas, somam mais de 500 mil hectares. A notícia foi comemorada entre ambientalistas, mas a satisfação durou pouco. Exatamente uma semana depois da publicação dos decretos, no dia 27, os deputados estaduais se reuniram na Assembleia Legislativa e votaram, por unanimidade, a cassação dos mesmos.

Figura 19.6: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Machado, no município de Porto Velho. Fonte: http://www.oeco.org.br

A história ainda promete muitos capítulos, o próximo deles esperado para o início da semana que vem, quando o governador entrará com uma liminar que suspende a decisão da Assembleia. Segundo Denison Trindade, coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental, os motivos levantados pelos parlamentares para sustar os decretos “são infundados”.

Os decretos publicados no Diário Oficial criavam dois parques estaduais, duas estações ecológicas, uma área de proteção ambiental, uma floresta estadual, uma reserva de fauna e quatro reservas do desenvolvimento sustentável.

Alegando ausência de consultas prévias, obrigatórias para a criação de unidades de conservação, e denunciando o governo por desconsiderar a presença dos moradores nas novas áreas protegidas, os parlamentares aprovaram, por unanimidade, um decreto legislativo cassando o ato do governador.

Em declaração feita para o site da Assembleia Legislativa de Rondônia, o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho (MDB), criticou a criação das UCs: “Foi um ato impensado, sem o devido cuidado com as famílias que moram nessas áreas, algumas há décadas, por gerações. (…). Com os decretos em vigor, quem iria indenizar essas famílias? ”.

Parte do texto: Deputados revertem criação de unidades de conservação em Rondônia

Disponível em: http://www.oeco.org.br/reportagens/deputados-revertem-criacao-de-unidades-de-conservacao-em-rondonia/. Aceso em 20 de fevereiro de 2018