domingo, 15 de maio de 2016

A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO BRASIL

No cenário histórico brasileiro, a educação passou por várias etapas. Neste contexto observa-se que a Educação de Jovens e Adultos, termo oficialmente tratado na legislação, para legalizar a erradicação do analfabetismo funcional e escolar dos adultos não é recente. Somente no transcorrer do século XX, que ocorre a difusão da alfabetização acompanhando a constituição tardia do sistema público de ensino. Até fins do século XIX, as oportunidades de escolarização eram muito restritas, acessíveis quase que somente às elites proprietárias e aos homens livres das vilas e cidades, minoria da população.
Assim, é pertinente dizer que a educação básica voltada aos adultos começou a alicerçar seu lugar no contexto da história do próprio país. Uma história que se insere num cenário econômico, social e político. Uma relação que entrelaça educação e trabalho tendo como alvo principal um público de trabalhadores que procuram por emprego e a consequente melhoria da qualidade de vida.
A partir da década de 1930, considerando o cenário político, assim como as exigências demandadas por uma nova sociedade que começa a se firmar, a educação de adultos começou a ganhar o seu lugar no processo histórico. São várias etapas de uma educação que conquistou o seu lugar e o devido reconhecimento no conjunto da educação básica brasileira.
Vale ressaltar que até a década de 1930, o grande interesse do governo era alfabetizar as camadas mais baixas da sociedade. A partir de 1940, muitas iniciativas políticas e pedagógicas fizeram com que ocorressem significativas mudanças no setor educacional. Nesse contexto, de lutas e dedicação por uma educação de qualidade fez com que a educação de adultos ganhasse destaque na sociedade e a consequente abertura da discussão sobre o analfabetismo no Brasil.
Em meio a críticas sobre o analfabetismo, a partir da década de 50, uma nova proposta pedagógica, agora denominada de Educação de Jovens e Adultos, foi lançada, tendo como protagonista principal as concepções do educador Paulo Freire, cujo anseio de mudanças sociais não foi bem visto pelo regime militar imperativo naquele momento. Pois, para Freire (1987) a educação deve ser sempre uma ação multicultural, que desenvolva o conhecimento e a integração na diversidade cultural.
Como afirma Gadotti (1979, p.85):

Uma educação para a compreensão mútua, contra a exclusão por motivos de etnia, sexo, cultura ou outras formas de discriminação e, para isso, o educador deve conhecer bem o próprio meio do educando, pois somente conhecendo a realidade desses aprendizes é que haverá uma educação de qualidade e a real prática da cidadania.

  Com o lançamento do Movimento Brasileiro de Alfabetização – Mobral, em 1967, voltado ao atendimento de analfabetos na faixa etária de 15 a 30 anos, apesar dos interesses políticos vigentes no momento, boa parte da população carente foi estimulada ao estudo. O Mobral, no entanto, vai dar lugar, a partir da década de 1985 à Fundação Educar, que tinha como objetivo apoiar técnica e financeiramente as iniciativas de alfabetização existentes no território nacional.
Em meio a tantos desafios, foi somente com a promulgação da Carta Magna de 1988, por força do seu artigo nº 208, que o Estado verdadeiramente ampliou o seu dever de oferecer educação básica gratuita e de qualidade para toda a sociedade brasileira.

Art. 208[...] a educação é direito de todos e dever do Estado e da família[...];
Art. 205[...] e ainda, ensino fundamental obrigatório e gratuito, inclusive sua oferta garantida para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria (CF, 1988).

Foi nesse contexto que a partir de 1990 outros programas para a alfabetização de adultos foram criados, entre eles o Programa Alfabetização Solidária – PAS, em 1997 como uma meta governamental do presidente Fernando Henrique Cardoso. Tinha como proposta inicial atuar na alfabetização de jovens e adultos nas regiões Norte e Nordeste do país, mais conseguiu abranger as regiões Centro-Oeste e Sudeste.
Com as transformações sofridas pelo país nas décadas posteriores, houve a necessidade de se implantar uma nova lei de diretrizes para a educação. Assim, em 1996, foi aprovada a Lei n. 9.394. Infelizmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional vigente, trata de maneira sucinta a educação de adultos, deixando vagos muitos aspectos importantes, como é o caso das ações que vão garantir a permanência dos jovens e adultos na escola.
A progressiva inclusão da modalidade ensino no Fundo de Financiamento da Educação Básica - FUNDEB, a partir de 2007, também foi um significativo avanço. Pode se dizer que, apesar da timidez quanto ao progressivo avanço, a educação voltada ao atendimento dos adultos tem ganhado força e deu passos significativos ao longo da sua história, como aponta Di Pierro (2000, p.108):

A ação educativa junto a adolescentes e adultos no Brasil não é nova. Sabe-se que já no período colonial os religiosos exerciam sua ação educativa missionária em grande parte com adultos. Além de difundir o evangelho, tais educadores transmitiam normas de comportamento e ensinavam os ofícios necessários ao funcionamento da economia colonial, inicialmente aos indígenas e, posteriormente, aos escravos negros. Mais tarde, se encarregaram das escolas de humanidades para os colonizadores e seus filhos.

Percebe-se que em cada momento da história a falta de interesse dos governantes em investir, a fim de que tenhamos uma educação de qualidade e para todos. Outro fator determinante que dificulta o acesso e permanência principalmente de jovens e adultos a escola está estreitamente ligado ao mundo do trabalho, pois para o adulto torna-se muito cansativo, depois de uma longa jornada diária de trabalho ter que encarar uma sala de aula. Estes e outros fatores são determinantes para a evasão escolar.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

O RIBEIRINHO E SUAS TRADIÇÕES

As tradições de um povo é simplesmente a tradução dos seus pensamentos e afazeres do dia-a-dia. O emprego do termo "populações tradicionais" é propositalmente abrangente. Contudo, essa abrangência não deve ser confundida com confusão conceitual. Definir as populações tradicionais pela adesão à tradição seria contraditório com os conhecimentos antropológicos atuais. Defini-las como populações que têm baixo impacto sobre o ambiente, para depois afirmar que são ecologicamente sustentáveis, seria mera tautologia. 
O distrito de Nazaré, localizado as margens do rio Madeira, no município de Porto Velho/RO, traduz no contexto do seu povo a mais singular expressão do conceito "tradicional". A comunidade surgiu por volta do primeiro ciclo da borracha, na amazônia e desde de então vem despontando por sua expressão cultural.

Foto: Anauá Gomes
O grande baluarte dessa caminhada iniciou com o professor Manoel Maciel Nunes, grande líder comunitário conhecido por sua desenvoltura no campo educacional, esporte, música e artes cênicas. Com suas ações de envolvimento comunitário congregou por várias gerações o sentimento de pertencimento ao ambiente vivido como produto da sua expressão.
Não se pode também negar os seus sucessores como o professor Artermo que até hoje vive naquela comunidade e outros tantos, que procuram manter vivo a cultura local, o ambiente ecológico e suas tradições. Os festejos religiosos e a festa da melancia são apenas uma pequena amostra do que o povo de Nazaré divulga anualmente e para os quais arrasta multidões.
Atualmente o Grupo Cultural Minhas Raízes mostra ao mundo, através da música regional de valorização aos mitos e os afazeres do povo o sentimento dessa comunidade. Isso demonstra que o conhecimento das comunidades tradicionais é algo que tem muito a contribuir com as demais realidades do mundo atual. 

domingo, 24 de abril de 2016

EDUCAÇÃO AMBIENTAL: DESAFIO DO SÉCULO

SANTOS, Osmair Oliveira dos¹

Para muitas pessoas quando se fala em meio ambiente, logo se faz a associação do termo a paisagens naturais. No entanto, esta expressão é mais abrangente e carregada de significados. Quando dizemos, por exemplo, que meio ambiente é o conjunto de condições e influências naturais que cerca os seres vivos ou uma comunidade, e que agem sobre eles, podemos dizer de forma simplificada que essa é uma relação entre os seres vivos e os nãos vivos.
Nesta perspectiva, surge o termo cuidar do meio ambiente, que em outras palavras significa cuidar de nós mesmos, uma vez que tudo estar relacionado com o lugar onde vivemos. O cuidado com o meio ambiente advém de algo muito maior que deve ser inspirado em um conjunto de ações e influências exercidas voluntariamente pelos seres humano, e que possa ser transmitida de geração para geração. Essa forma de conscientização é o que definimos como educação.
A educação ambiental nasce da premissa necessária do ser humano de se sensibilizar e buscar conhecimento em relação ao lugar de pertencimento.  Educação ambiental, de acordo com a Lei nº 9.795/99 é o processo por meio do qual o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade.
No nosso cotidiano é urgente a necessidade de transformação para a superação de inúmeras injustiças ambientais, desigualdade social, apropriação da natureza e da própria humanidade como objetos de exploração e consumo. Muitos atribuem a esses pressupostos a uma cultura de risco, com efeitos que muitas vezes escapam à nossa capacidade de percepção imediata, mas aumentam de muitas formas as evidências que seus resultados podem atingir não só a vida de quem os produz, mas as de outras pessoas, espécies e até gerações futuras.
Esse cenário ambiental nunca visto na história da humanidade se deve aos próprios seres humanos, por suas ações de degradação sobre a natureza. A falta de orientação associada ao grande poder emanado pelo capitalismo radicaliza o compromisso que a educação ambiental assume no enfrentamento da crise ambiental, ensejando por mudanças de valores, comportamentos, sentimentos e atitudes. Ações fomentadoras de processos que possibilitem o respeito à diversidade biológica, cultural, étnica, juntamente com o fortalecimento da resistência da sociedade a um modelo devastador das relações dos seres humanos entre si, e destes com o meio ambiente é um dever de todos.
Nesse contexto, o desenvolvimento econômico que emana do progresso científico e tecnológico demonstra que o domínio do homem sobre a natureza, nas últimas décadas, tem desencadeado alterações ecológicas de grandes proporções e consequências para a sobrevivência da humanidade. Frente a tantos problemas, a previsão é de um futuro incerto com enormes problemas de contaminação, esgotamento de recursos não renováveis e escassez dos recursos renováveis, aquecimento global, desmatamento, contaminação da água e do solo, fome, pobreza, entre outros que constituem perigo para a saúde e o bem-estar social.
Uma nova forma de pensar sobre o caminho empreendido pela sociedade e o modo como se tem enfocado as relações dos seres humanos com o lugar onde vive é algo a ser repensado, afim de oferecer um futuro equilibrado às gerações. Neste sentido, o Brasil tem procurado cumprir acordos internacionais sobre o meio ambiente, em conformidade com o que dispões os marcos legais da Constituição Federal de 1988, da Lei 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA e dos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN’s.
­­­­­­­­Entre os principais documentos, no âmbito internacional, firmados pelo Brasil, merece destaque a Conferência Intergovernamental de Educação Ambiental de Tbilisi, capital da Geórgia (ex-União Soviética), em outubro de 1977. Sua organização ocorreu a partir de uma parceria entre a UNESCO e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Desse encontro saíram as definições, os objetivos, os princípios e as estratégias para a educação ambiental que até hoje são adotados em todo o mundo. Outros documentos internacionais importantes de orientação as ações da educação ambiental, que merecem destaque são: o Manifesto pela Vida e a Carta da Terra, que constituem a base de princípios para os processos da Agenda 21 brasileira.
O Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global, elaborado pela sociedade civil planetária, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) é o marco critico, político e emancipatório da educação ambiental. O referido documento marca a mudança de acento do ideário desenvolvimentista para a noção de "sociedades sustentáveis", construídas a partir de princípios democráticos em modelos participativos de educação popular e gestão ambiental.
Da mesma forma, a Década da Educação para o Desenvolvimento Sustentável (2005-2014),  instituída pelas Nações Unidas juntamente com a UNESCO representa um grande avanço para a educação ambiental ao reconhecer seu papel no enfrentamento da problemática socioambiental à medida que reforça mundialmente a sustentabilidade por meio da educação, assegurando a efetividade desse direito e incumbindo o poder público, entre outras providências, a promoção da educação ambiental em todos os níveis de ensino.
Da educação é necessário que sejam adquiridos conhecimentos sobre o cuidado, para que o uso econômico dos recursos da terra pelos seres humanos tenha caráter de uso consciente, isto é, que gere o menor impacto possível e respeite as condições de renovação. Isso é o uma determinante que os documentos assinados pela grande maioria dos países do mundo, incluindo o Brasil assumem, ou seja, garantir o acesso de todos aos bens econômicos e culturais necessários ao desenvolvimento pessoal e a uma boa qualidade de vida, sem perder de vista o conceito de sustentabilidade.
A forma de organização das sociedades modernas constitui-se no maior problema para a busca da sustentabilidade. A crise ecológica atual, vista como a primeira grande crise planetária da história da humanidade, tem dimensão tal que, a despeito das dificuldades, e até impossibilidade de promover o desenvolvimento sustentável, essas sociedades se veem forçadas a desenvolver pesquisas e efetivar ações, mesmo que em pequena escala, para garantir minimamente a qualidade de vida no planeta.
Assim, a questão ambiental impõe às sociedades a busca de novas formas de pensar e agir, individual e coletivamente, de novos caminhos e modelos de produção de bens, para suprir as necessidades humanas, e relações sociais que não perpetuem tantas desigualdades e exclusão social, e, ao mesmo tempo, que garantam a sustentabilidade ecológica. Isso implica um novo universo de valores no qual a educação tem um importante papel a desempenhar.
A trajetória da presença da educação ambiental na legislação brasileira apresenta uma tendência em comum, que é a necessidade de universalização dessa prática educativa por toda a sociedade através de um processo participativo. Esse é um processo onde o educando assume o papel de elemento central no ensino/aprendizagem pretendido, participando ativamente no diagnóstico dos problemas ambientais e na busca de soluções, sendo preparado como agente transformador, através do desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e conduta ética, condizentes ao exercício da cidadania.
A principal função do trabalho com a temática ambiental é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos a decidir e atuar na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global. Para isso, mais do que informações e conceitos, é necessário que a escola se proponha a trabalhar com atitudes, com formação de valores, com o ensino e aprendizagem de procedimentos. E esse é um grande desafio para a educação.
A grande tarefa da escola, como espaço social onde o aluno dará sequência ao seu processo de socialização é proporcionar um ambiente saudável e coerente com aquilo que ela pretende que seus alunos apreendam, para que possa, de fato, contribuir para a formação da identidade como cidadãos conscientes de suas responsabilidades com o meio ambiente e capazes de atitudes de proteção e melhoria em relação a ele. Por outro lado, é necessário também garantir situações em que os alunos possam pôr em prática sua capacidade de atuação.
Entretanto, não se pode esquecer que a escola não é o único agente educativo e que os padrões de comportamento da família e as informações veiculadas pela mídia exercem especial influência sobre os adolescentes e jovens. No que se refere à área ambiental, há muitas informações, valores e procedimentos aprendidos pelo que se faz e se diz em casa. Esses conhecimentos poderão ser trazidos e debatidos nos trabalhos da escola, para que se estabeleçam as relações entre esses dois universos no reconhecimento dos valores expressos por comportamentos, técnicas, manifestações artísticas e culturais.
É no ambiente escolar que as práticas realizadas representam um exemplo daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comportamentos ambientalmente corretos devem ser aprendidos de forma pratica no cotidiano dos alunos, contribuindo para a formação de cidadãos responsáveis e compromissados criticamente com o futuro. Isso permitirá reavaliar informações e perceber as várias determinantes da leitura, os valores a elas associados e aqueles trazidos de casa. Isso os ajuda a agir com visão mais ampla e, portanto, mais segura ante a realidade que vivem.
É desejável a comunidade escolar refletir conjuntamente sobre o trabalho com o tema ambiental, sobre os objetivos que se pretende atingir e sobre as formas de conseguir isso, esclarecendo o papel de cada um nessa tarefa. Outro ponto importante a ser considerado é a relação da escola com o ambiente em que está inserida. Por ser uma instituição social que exerce intervenção na realidade, ela deve estar conectada com as questões mais amplas da sociedade, e com os movimentos amplos de defesa da qualidade do ambiente, incorporando-os às suas práticas e relacionando-os aos seus objetivos.
Dessa visão, surge a grande maioria das ações educacionais direcionadas, de forma predominante, para defesa do espaço natural de maneira estrita. Não é apenas com projetos de reciclagem de lixo, papel e plástico, ações de plantio de mudas e de comemorações em datas pontuais, tais como, semana do meio ambiente, dia da árvore, dia da água, etc. que se formará uma consciência sustentável.
No âmbito escolar é preciso que fique definido como objetivo pedagógico, qual tipo de educação ambiental deve ser seguido, uma educação conservacionista que é aquela cujos ensinamentos conduzem ao uso racional dos recursos naturais e à manutenção de um nível ótimo de produtividade dos ecossistemas naturais ou gerenciados pelo homem, ou uma educação voltada para o meio ambiente que implica em uma profunda mudança de valores em uma nova visão de mundo e uma nova maneira de se ver pertencente ao meio em que está inserido.
É papel fundamental da escola, propiciar mecanismos para diminuir o distanciamento entre o que está explícito nos documentos e leis para o que está sendo praticado. Devemos perceber claramente a tônica da educação ambiental direcionada para uma consciência mais abrangente sobre a forma de perceber o que é o meio ambiente para as pessoas e o que significa educação, para preservá-lo. A forma de pensar e agir sobre os problemas ambientais implicam na inter-relação da ética, da política, da economia, da ciência, da cultura, da tecnologia, da ecologia, para uma prática voltada para a mudança do comportamento.
Como tema transversal é necessário estar presente em todos os níveis e modalidades de ensino de forma interdisciplinar, garantindo o desenvolvimento da cultura e da cidadania ambiental, de modo que impregne toda a prática educativa. Ao mesmo tempo, possa criar uma visão global e abrangente das questões que evidenciam a destruição do ambiente, nos seus aspectos físicos, históricos e sociais contextualizando-os entre a escala local e global.
Trabalhar de forma transversal significa buscar a transformação dos conceitos, a explicitação de valores e a inclusão de procedimentos, sempre vinculados à realidade cotidiana da sociedade, de modo que obtenha cidadãos mais participantes. Cabe assim, aos educadores, em conformidade com sua área de conhecimento e atuação, organizar e adequar os conteúdos para contemplar a ação de Educação Ambiental de forma a contemplar todas as disciplinas do currículo escolar e contextualizá-los com a realidade da comunidade onde a escola está inserida.
O trabalho será mais impactante se os professores de todas as disciplinas discutirem as temáticas e sintetizarem elos para desenvolver um trabalho conjunto. Essa interdisciplinaridade pode ser buscada por meio de uma estruturação institucional da escola, ou da organização curricular, mas requer, necessariamente, a procura da superação da visão fragmentada do conhecimento. Isso levará o aluno a ser capaz de:
Ø    identificar-se como parte integrante da natureza e sentir-se afetivamente ligados a ela, percebendo os processos pessoais como elementos fundamentais para uma atuação criativa, responsável e respeitosa em relação ao meio ambiente;
Ø    perceber, apreciar e valorizar a diversidade natural e sociocultural, adotando posturas de respeito aos diferentes aspectos e formas do patrimônio natural, étnico e cultural;
Ø    observar e analisar fatos e situações do ponto de vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo a necessidade e as oportunidades de atuar de modo propositivo, para garantir um meio ambiente saudável e a boa qualidade de vida;
Ø    adotar posturas na escola, em casa e em sua comunidade que os levem a interações construtivas, justas e ambientalmente sustentáveis;
Ø    compreender que os problemas ambientais interferem na qualidade de vida das pessoas, tanto local quanto globalmente;
Ø    conhecer e compreender, de modo integrado, as noções básicas relacionadas ao meio ambiente;
Ø    perceber, em diversos fenômenos naturais, encadeamentos e relações de causa/efeito que condicionam a vida no espaço (geográfico) e no tempo (histórico), utilizando essa percepção para posicionar-se criticamente diante das condições ambientais de seu meio;
Ø    compreender a necessidade e dominar alguns procedimentos de conservação e manejo dos recursos naturais com os quais interagem, aplicando-os no dia-a-dia.
Nesta perspectiva é necessário incluir no Projeto Político Pedagógico das Escolas a oferta da Educação Ambiental para todos os níveis e modalidades de ensino e em todas os componentes curriculares, de forma que fortaleça a cidadania, a partir de uma educação participativa, democrática, transformadora e crítica, abordando o conhecimento e o exemplo na resolução de problemas socioambientais. Para isso, os seguintes aspectos na oferta da educação ambiental deverão ser permeados nos níveis e modalidades de ensino:
Ø    Educação Infantil e início do Ensino Fundamental: enfatizar a sensibilização com a percepção, a interação, o cuidado e o respeito das crianças para com a natureza e cultura destacando a diversidade dessa relação;
Ø    Anos finais do Ensino Fundamental: desenvolver o raciocínio crítico, prospectivo e interpretativo das questões socioambientais, bem como, a cidadania ambiental;
Ø    Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos: aprofundar o pensamento crítico, contextualizado e político e a cidadania ambiental, frente às desigualdades sociais que expõem grupos sociais economicamente vulneráveis em condições de risco ambiental;
Ø    Educação do Campo, Educação Indígena e Educação Quilombola: nestas modalidades de ensino, é importante a revitalização da história e da cultura de cada comunidade, comparando-as com a cultura contemporânea e seus atuais impactos socioambientais, especialmente os causados por modelos produtivos. Nestas modalidades é oportuna a reflexão sobre processos de proteção ambiental, práticas produtivas e manejo sustentável.
A riqueza de ideias que normalmente surge do debate sobre a educação ambiental no contexto escolar, em geral contribui muito para a construção coletiva de soluções locais. Deve-se, a partir da educação, possibilitar o reconhecimento de fatores que produzam bem-estar ao conjunto da população e com isso desenvolver um espírito de crítica às induções ao consumismo e o senso de responsabilidade e solidariedade no uso dos bens comuns e recursos naturais.

Referências:

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: meio ambiente, saúde. – Brasília: MEC/SEF, 1997.

______. Constituição Federal (1988). Brasília, 2002.

______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: Lei nº 9.394/96. Brasília: Câmara dos Deputados, 2010.

______. Lei 9.795/99. Dispõe sobre Educação Ambiental e institui a Política Nacional de Educação Ambiental, e dá outras providências. Brasília: DOU, 1999.

______. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Resolução, CNE/CEB n. 2, de 15 de junho de 2012.

_______. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC, 1997.

_______. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Formando COM-VIDA – Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola: construindo Agenda 21 na escola. 2. ed. Brasília: MEC, 2006.

DELORS, J. Educação – um tesouro a descobrir. Relatório para a Unesco da Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI (2001). São Paulo: Cortez; Brasília, DF: MEC: UNESCO, 2006.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.

RONDONIA. Secretaria de Estado da Educação. Referencial Curricular de Rondônia. Porto Velho: SEDUC, 2013.

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¹Professor na Rede Pública Estadual e Municipal de Educação no Estado de Rondônia. Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia/UNIR. Pós-Graduação Lato Sensu em História, Geografia e Meio Ambiente pela Faculdade de Ciência Sociais Aplicadas/FACISA e Graduação em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia/UNIR.

quinta-feira, 10 de março de 2016

A Importância das Teorias Filosóficas para a Educação.

Desde a antiguidade o Homem preocupou-se em buscar respostas para si mesmo e para o mundo que se volta para ele. Encontrar essas soluções era significativo. Nos tempos antigos, na era de Pitágoras, Homero, Sócrates não era através de livros, palestras ou outros meios e sim, apenas pelo pensar.
Percorrendo o caminho do tempo, chegando aos confins de hoje, o buscar de respostas par ao homem se inicia na Escola, exercitando o aluno a trabalhar com sua mente, ou seja, o homem é levado a pensar desde sua infância. Deste modo, o pensar tem situado na história com ferramenta indispensável par ao Homem.
Se a filosofia é o exercício do pensar, de buscar a verdade, ou etimologicamente falando, “amigo da sabedoria”, ela é necessária para a Educação. Pois na Educação que o saber se eleva, se constrói.  Se o modo de explorar a realidade desde a antiguidade foi pelo meio da reflexão, do pensamento, hoje não é diferente.
Hoje o papel da Filosofia é o mesmo desde o tempo de Platão. Levantar questionamentos, procurar a razão, buscar a verdade e se abster do próprio ponto de vista para aceitar a realidade que nos cerca.
Filosofia e Educação caminham juntas. É impossível falar em educação e não falar em Filosofia. Ainda que de forma inconsciente, o homem vivencia a filosofia em seu dia-a-dia.
Tendo a filosofia como o estudo que orienta o indivíduo
tanto na visão concreta na visão de vida, como seus valores e significados, é imprescindível quando se fala em conduta humana no geral.
Portanto no educar, que significa orientar, conduzir, que é uma influência deliberada e sistemática de um ser "maduro" para um ser "imaturo", através da instrução, ensino e disciplina e desenvolvimento "harmonioso" de todas as potencialidades do ser humano, pode-se afirmar que não existe educação sem a associação filosófica. Não se pode negar que todas as correntes filosóficas, deram contribuições super valorosas na construção da educação.
Ainda que o homem não tenha consciência, educar, ensinar, torna-se sinônimo de filosofar.
A educação esteve presente em toda a história junto com a Filosofia. Com Sócrates, o homem voltou-se para sim mesmo, ou seja, o homem começou a questionar. E este questionamento, este autoconhecimento do homem se dava, sobretudo com o diálogo mútuo. Sócrates era defensor do diálogo como método da Educação. É um ponto importante para o ensino, pois, atualmente é essencial que haja diálogo na sala de aula para um bom crescimento intelectual e humano também.  
Ainda na antiguidade, para Platão e Aristóteles, apesar de possuírem pensamentos opostos, idealista e realista, respectivamente, a Educação tinha um ponto em comum: formava o homem moralmente, em seu caráter. Ou seja, a Educação transformava o homem.
Percorrendo dentro da modernidade, chegando até Kant, a afirmação de Platão não é muito diferente do mesmo. A Educação também transforma o homem em um indivíduo mais comportamental, ou seja, de boa vivência na lei moral.
Chegando à contemporaneidade, a reflexão feita por Sócrates é pressuposital à John Dewey. Na questão do diálogo, Dewey também afirmava de sua importância, principalmente nos trabalhos grupais. Outra semelhança é no método maiêutico de Sócrates. Dewey também pensava que o professor devia levar ao aluno conteúdos em forma de questões fazer com que o aluno refletisse, conseguisse uma resposta. 
Durante a história, vários ramos de pensamentos surgiram, mas a forma de pensar é única e a problematização do ser também. E a Educação foi instrumento desde a origem do pensar, desde a origem da filosofia. Desta forma, não há como separar filosofia e Educação. A filosofia gera na Educação um método de estudo, um método de pensamento. Gera um conceito novo de viver, uma forma nova de ver a realidade.
Dentro da Educação não é somente para o aluno que a filosofia é importante.
As teorias são importantes para a formação do professor. Todo professor deveria ter em mente tais teorias para aperfeiçoar seu desempenho em sala de aula; estudar teorias, através da Filosofia da Educação, adentrando em filosofias atuais proporciona ao mestre qualidade no seu desempenho enquanto professor. Pensar sobre a formação do educador em nosso tempo consiste num grande desafio. A educação assume faces diferentes em cada período histórico, mas a essencialidade do professor em buscar a interação com seu aluno não modificou.
Para o aluno, que está numa evolução de conhecimento, de aprendizagem, a Filosofia é a essencialidade de sua busca do saber. A Filosofia estimula o pensamento, o estudo, o relacionamento humano e a liberdade da mente. A filosofia ajuda a partir do momento em que oferece subsídios suficientes para o desenvolvimento do aluno na atividade intelectual para pensar.
É imprescindível conhecer os filósofos, suas histórias, seus pensamentos, pois, são exemplos de homens que chegaram à uma realização, à uma busca pela verdade. São exemplos de como o aluno pode conseguir compreender o seu redor, de como a reflexão é importante para uma sociedade que anseia, e de como a autocrítica é de sumo valor para a sua maturidade.
A Filosofia é fundamental na vida de todo ser humano, visto que proporciona a prática de análise, reflexão e crítica em benefício do encontro do conhecimento do mundo e do homem. O educando, tendo a filosofia como companheira, se torna em um individuo de bom discernimento, de bom senso, possível a uma auto-avaliação e sempre buscara o novo.

terça-feira, 8 de março de 2016

TEMPORADA DE CAÇA À AGENTES DA CURRUPÇÃO

A Operação Lava Jato é a maior investigação sobre corrupção conduzida até hoje no Brasil. Ela começou investigando uma rede de doleiros que atuavam em vários Estados e descobriu a existência de um vasto esquema de corrupção na Petrobras, envolvendo políticos de vários partidos e as maiores empreiteiras do país.
O que todo mundo sabe, obviamente que tem as exceções, é que o meio politico brasileiro é um mar de lama. Quase sempre as pessoas adentram na politica de caso pensado, prevendo algum tipo de favorecimento. Dinheiro fácil e sem trabalhar é uma realidade. Jogo sujo que às custas da miséria de muitos, alguns enriquecem num abrir e piscar de olhos. A pessoa não tem nada e de repente é dono de empresas com um capital de milhões.
O que se vê atualmente, no caso brasileiro é assustador, leva a pensar que as pessoas investigadas, presas e ainda serão presas, não tinham o menor pudor, ou seja consciência nenhuma e ainda se acham os donos da verdade querendo tirar onda de pai dos pobres. É o caso do Lula (ex-presidente). Como justificar tantos amigos caridosos, que dividem apartamentos, sítios, pagam aluguéis.... só mesmo no Brasil....
O fato é que viramos caso de piada mundo afora. E como se não bastasse mergulhamos numa crise profunda... crise econômica, politica.  E o que é mais grave, crise moral. Acreditar agora será um desafio para a população. Um país rico que empobrece seu povo e por culpa de uns poucos cara de paus (aloprados) impera a vergonha aos olhos do mundo, o temor de dias piores e a suspeita crescente de que algo pior estar por vir.
É a temporada de caça a agentes da corrupção... Que todos sejam caçados... Aliás, um dia é da caça... o outro é do caçador. Até então o povo foi caça...



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

HIDROGRAFIA DO ESTADO DE RONDÔNIA

Os rios no Estado de Rondônia fazem parte da grande Bacia Amazônia, considerada como a maior bacia hidrográfica do planeta que tem o Amazonas como o principal rio formado pela junção dos rios Negro e Solimões.

          

Toda a rede hidrográfica disposta no Estado rondoniense é formada por uma bacia principal, a do rio Madeira, e por cinco bacias tributarias; Guaporé, Mamoré, Abunã, Jamari e Machado ou Ji-paraná.

Todos os rios que nascem ao longo do estado são afluentes ou sub-afluentes do rio Madeira e a maioria deles tem a foz dentro dos limites geográficos do próprio estado com exceção dos afluentes do rio Roosevelt, que tem suas nascentes no município de Vilhena, na região Sudeste do estado de Rondônia, desse no sentido norte, atravessa o estado de Mato Grosso e tem sua foz no rio Madeira no estado do Amazonas.

 BACIA DO MADEIRA
Área: 31.422,1525 ha

O Madeira, principal rio de Rondônia, é formado pela junção dos rios Mamoré e Beni. Essa junção ocorre na região oeste de Rondônia, próximo à cidade de Nova Mamoré. Os rios Mamoré e Beni têm suas nascentes na república da Bolívia, nas proximidades dos contrafortes dos Andes.
A partir de sua formação, o rio Madeira nasce no sentido norte fazendo fronteira entre o Brasil e a Bolívia até  foz do rio Abunã. A partir daí, ele atravessa o estado de Rondônia no sentido noroeste, norte, até a foz do igarapé Maici, divisa dos estados de Rondônia e Amazonas. Após essa divisa, o Madeira percorre o estado do Amazonas e tem sua foz no rio Amazonas.
O rio Madeira é um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas, tem uma extensão de aproximadamente 1.056 km de Porto Velho até a foz, no rio Amazonas, sendo aproximadamente 180 km dentro dos limites de Rondônia e 876 km no estado do Amazonas.
Em um trecho de aproximadamente 360 km, a partir de sua formação, o Madeira tem um desnível de declividade de 20 cm/km e passa por dezoito cachoeiras e corredeiras, sendo as maiores: Jiral, Teotônio e Santo Antônio.
Entre a Cachoeira de Santo Antônio e a foz do rio Madeira é navegável durante o ano inteiro, porém com alguns obstáculos, no período de seca, ocasionado por assoreamento no leito do rio, o que não impede a navegação.
No rio Madeira, no curso navegável, encontram-se muitas ilhas, algumas com extensão considerável.
BACIA DO GUAPORÉ
Área: 59.339,3805 ha
O rio Guaporé nasce na região noroeste do estado de Mato Grosso, desce no sentido norte do Brasil e, no percurso que se inicia logo abaixo da cidade de Vila Bela da Santíssima Trindade (ex capital da capitania de Mato Grosso), até a sua foz no rio Mamoré ele faz fronteira entre o Brasil e República da Bolívia.
Os principais afluentes do rio Guaporé, na margem direita, lado brasileiro, são os rios Gelera, Sararé, Piolinho e Guariterê em território mato-grossense e os rios: Cabixi, Corumbiara, Verde, Mequéns, Massaco, Branco, São Miguel, São Domingo e Cautário, em território rondoniense.
Leia mais http://pt.wikipedia.org/wiki/Rio_guapor%C3%A9
BACIA DO MAMORÉ
Área: 22.790,6631 ha
O rio Mamoré tem suas nascentes nos contrafortes dos Andes bolivianos, desce no sentido leste da Bolívia até a foz do rio Guaporé. A partir daí, ele passa a fazer à fronteira entre o Brasil e a República da Bolívia, até encontrar o rio Beni, que também nasce nos Andes bolivianos. O encontro dos rios Mamoré e Beni formam o rio Madeira.
Os principais afluentes do rio Mamoré, na margem direita, em território brasileiro, são os rios Guaporé e Pacaás Novos, Ouro Preto, Lage e Novo.
BACIA DO ABUNÃ
Área: 4.792,2105 ha
O rio Abunã nasce na região sul do estado do Acre, na fronteira com a República da Bolívia, e tem sua foz no rio Madeira. Seu principal afluente da margem esquerda, lado brasileiro, em terras de Rondônia, é o rio Marmelo.
BACIA DO JAMARI
Área: 29.102,7078 ha
O rio Jamari tem suas nascentes nas proximidades das serras dos Pacaás Novos, no município de Campo Novo de Rondônia e desce no sentido norte do Estado, recebe as águas do rio Candeias e tem a foz no rio Madeira.
No rio Jamari esta instalada a Usina Hidrelétrica de Samuel, que tem potencial de geração de 216 Mw de energia elétrica. A usina de Samuel está situada no município de Candeias do Jamari, e o lago da represa de Samuel abrange o território dos municípios de Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste.
BACIA DO ROOSEVELT
Área: 15.538,1922 ha
O rio Roosevelt tem suas nascentes na região sudeste de Rondônia, nas proximidades da cidade de Vilhena, desce no sentido norte e, a partir da foz do rio Capitão Cardoso, atravessa o estado de Mato Grosso, entra pela porção sul do estado do Amazonas e tem sua foz no rio Madeira.
BACIA DO MACHADO OU JI-PARANÁ
Área: 80.630,5663 ha
O rio Machado ou Ji-Paraná é o principal afluente do rio Madeira, dentro dos limites de Rondônia, é também a segunda mais importante bacia hidrográfica do Estado. Ele é formado pela junção dos rios Comemoração ou Melgaço com o Apediá ou Pimenta Bueno, cuja confluência ocorre nas proximidades da cidade de Pimenta Bueno. Os afluentes, formadores do rio Machado, tem suas nascentes na Chapada dos Parecis, no município de Vilhena. Portanto, o rio Machado têm suas nascentes na região sudeste de Rondônia, desce no sentido norte e atravessa as regiões leste, nordeste e tem a foz no rio Madeira, na região norte do Estado.
Os afluentes da margem direita do Machado são poucos e pequenos, os principais deles são: Riozinho, Igarapé Grande e Igarapé Lurdes.
Os maiores afluentes do rio Machado ou Ji-Paraná estão na margem esquerda e os principais são os rios Rolim de Moura, Muqui, Urupá, Jaru, Anari, Machadinho e Rio Preto.

Fonte: rondoniaemsala.blogspot.com/2012/01/hidrografia-ro.html

EDUCAÇÃO AMBIENTAL PRA TODOS

Em tempos de dengue, zika virus e chikungunya é que o país se vê em meio ao dilema da falta de educação ambiental para todos. Parece irrelevante falar desse tema. Até mesmo sem sentido para muitos que nunca se deram conta da diferença que faz um meio ambiente equilibrado. Se todos pensassem e cuidasse para manter o sei ambiente saudável, certamente esse tipo de doença não tivesse alcançado a dimensão que hoje se encontra.
Quando falamos em educação ambiental recorremos ao seu conceito para podermos fazer uma análise sensata. "Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade."
Como podemos observar a educação ambiental pode ser entendida como toda ação educativa que contribui para a formação de cidadãos conscientes da preservação do meio ambiente e devidamente preparados para tomar decisões coletivas sobre questões necessárias para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável.
Deve-se considerar também que sua aplicação não se restringe apenas ao universo escolar, mas a escola deverá ser o ponto de partida para o necessário entendimento do valor, da necessidade e do dever que todos devem ter com o planeta facilitando assim o entendimento dessas questões e suas aplicações no dia a dia.
Uma das alternativas para a inclusão da temática ambiental no meio escolar é "a aprendizagem em forma de projetos". Segundo Capra (2003), essa é uma proposta alinhada com o novo entendimento do processo de aprendizagem que sugere a necessidade de estratégias de ensino mais adequadas e torna evidente a importância de um currículo integrado que valorize o conhecimento contextual, no qual as várias disciplinas sejam vistas como recursos a serviço de um objeto central.
Esse objeto central também pode ser entendido como um tema transversal que permeia as outras disciplinas já constituídas e consegue trazer para a realidade escolar o estudo de problemas do dia a dia.

Além disso, as atividades de educação ambiental precisam extrapolar o âmbito escolar e promover o aprendizado e, até, a transformação de todos nós. Segundo Nalini (2003), proteger a natureza precisa ser tarefa permanente de qualquer ser pensante e aprender a conhecê-la e respeitá-la pode levar uma vida inteira. Não há limite cronológico, em termos de educação ambiental, para que todos estejam em processo de aprendizado constante. Entretanto, como a maioria dos temas transversais, educação ambiental é um muito abrangente e a maioria dos projetos que se propõem a trabalhar o assunto procuram concentrar-se em focos mais específicos dentro deste grande assunto.
O fato é que desde a publicação da Lei nº 9.795/99 - Politica Nacional de Educação Ambiental, Inúmeras conferências nacionais e internacionais discutindo sobre essa temática, poucas ações concretas foram feitas, ou seja,pouca importância foi dado ao assunto. Algumas das consequências começam a aparecer, entre elas, a pauta do dia zika virus e chikungunya.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

LIVRO DIDÁTICO: O AMIGO DA HORA

Nunca me correu que falar sobre o livro didático tivesse tamanha importância diante do momento em que vivemos, onde as novas tecnologias fazem frente às inúmeras ferramentas de trabalho e ensino nas instituições educacionais. Há quem diga que no século 21 não tem mais espaço para o velho livro didático. De velho não tem nada, dizem outros. E a partir da daí nasce a discussão.
O importante é destacar que as ferramentas, ou recursos didáticos com os quais os professores realizam seu trabalho, que são inúmeros, ganham a cada dia novos olhares e perspectivas sobre a forma de utilização. Aí, muitos concordarão que não é o material em si que vai proporcionar um bom desempenho docente e a consequente aprendizagem por parte dos estudantes, mas a forma como esse material é utilizado. A falta de rendimento acadêmico está diretamente ligado a falta metodologia adequada utilizada pelo professor.
Certamente, o livro didático ainda é o melhor recursos a ser utilizado nas salas de aula, no entanto, para que isso ocorra é necessário saber utilizá-lo. Se não há conhecimento sobre uma ferramenta de trabalho é provável que este trabalho também não seja realizado de forma satisfatória. Como alguém pode construir uma casa, pintar uma parede ou qualquer outro trabalho se não conhece a ferramenta que irá utilizar? Como instalar um equipamento se não leu o manual?
Diante destes e de outros questionamentos estão as novas tecnologias com todos os seus discursos de revolução educacional. No entanto, a reflexão que todos os professores devem fazer é pura e simplesmente quanto as metodologias que deverão ser aplicadas na utilização desses novos recursos na sala de aula. Ninguém poderá negar aspectos como atratividade, novidade e inovação que o uso das novas tecnologias proporcionam aos alunos. O desafio é a forma como essas ferramentas entrarão no contexto do dia-adia da sala de aula.
Nesse oceano de discussões, o velho livro didático continua sendo o amigo de todas as horas. Uma fonte inesgotável de conhecimentos que certamente nunca sairá da pauta do dia e do planejamento do mais catedrático dos professores.


sábado, 2 de janeiro de 2016

UMAS PALAVRAS

Osmair Santos

Gostaria de falar algo novo, tão novo que, quem ouvisse pudesse dizer: isso é
maravilhoso, nunca ouvir algo assim, nem pensava que alguém tivesse tamanha
imaginação, mansidão e suavidade com as palavras.
Que fosse algo agradável, romântico, sonoro para os ouvidos e sensibilizador para
todos os sentimentos do coração e da alma. Que todos, ao ouvir sorrissem, e ao mesmo
tempo chorassem de tanta alegria e emoção.
Mais que fosse um choro contido, silencioso, cheio de emoção e paz interior, por ouvir
algo tão extraordinário, tendo a certeza de que jamais ouviu palavras tão lindas.
A criança que estivesse por perto parasse de brincar e dissesse aos seus colegas, à sua
mãe e ao seu pai, vamos, vamos depressa ouvir o que ele fala. É muito lindo, é
maravilhoso como uma orquestra, como o canto dos pássaros, e ao mesmo tempo,
como uma história, daquelas contadas pela mãe ao seu único filho. Daquelas que o faz
dormir e sonhar com um mundo perfeito.
E nesse momento, em meio a muitos sorrisos, sonhos e aspirações se encantassem com
minhas palavras.
Que a doçura da minha fala fizesse o seu coraçãozinho pulsar um pouco mais
acelerado e, ao mesmo tempo tão suave, ao ponto de lhe encher de amor e entusiasmo
para uma vida de realizações que apenas está começando.
O jovem adolescente com suas inquietações e em meio a tantos anseios parasse para
prestar atenção nas minhas palavras, e depois de ouvi-las, renovado espiritualmente,
dissesse: como não havia pensado nisso antes? ele tem razão...
E nesse momento prometesse a si mesmo ouvir mais os outros e a acreditar mais na sua
capacidade de superação e de transformação. E assim, entendesse que o ser humano
ainda é capaz de se emocionar, sensibilizar-se e conscientizar a si mesmo e aos outros.
O casal sentado no banco da praça na ocasião suspirasse profundamente e embebidos
por minhas palavras pudessem esquecer-se dos seus problemas.
E sorrindo como nunca sorriram juntos pensassem: puxa que besteira que estamos
fazendo da nossa vida, criando problemas e com tanta pressa para resolver as coisas,
olha como a vida é linda, vale apenas viver, amar e sonhar....
E olhando para o infinito se embalassem em sonhos, na certeza que o amanhã será bem
melhor, prospero e repleto de realizações e de felicidade.
O senhor e a senhora, depois de uma vida cheia de lutas, sofrimentos, encontros e
desencontros, quando justamente pensavam que nunca mais seriam capazes de se
emocionar, ao ouvir minhas palavras sussurrassem com suas vozes cansada, mais
altiva e cheia de sentimento: quem é esse que fala assim tão bem? São as mais lindas
palavras que já ouvi...
E na suavidade das minhas palavras refletissem profundamente, pensando nos
momentos maravilhosos vividos juntos, e sorrindo um para outro como num passe de
mágica dissessem com o mais sincero dos sentimentos e com toda a força que vem do
coração: eu te amo e sempre irei te amar...
E, de mãos dadas e um largo sorriso no rosto, sentindo a intensidade do seu amor para
com o outro saíssem caminhando doce e lentamente.
Ambos desfrutando de uma paixão incomum que evidenciasse a grandeza, beleza e
graciosidade do amor e ao mesmo tempo dizendo: foi bom ter conhecido e vivido ao seu
lado todos esses anos, faria tudo de novo e ainda amaria com mais intensidade.Minha
vida não teria sentido se não tivesse sido vivida com você...
Gostaria que minhas palavras ao serem ouvidas pelo casal que entrou no hospital por
causa de uma enfermidade ocorrida com a mulher, de repente, parassem e se sentissem
aliviados de qualquer dor, e logo se abraçassem com tamanha emoção que seus
corações pudessem bater no mesmo compasso.
E assim todo sofrimento, angústia ou rancor fossem afastados de suas vidas, e uma
nova caminhada de alegria, felicidade, harmonia e muito amor neste momento, juntos
iniciassem.
O enfermo, até mesmo aquele que fora desenganado por algum médico, que na
tentativa de fazer o melhor de si não obteve sucesso devido ao nível elevado da doença.
Neste momento, ao ouvir minhas palavras, emocionado e agradecido dissesse: vivi tudo
o que a vida me proporcionou, estou em paz comigo e com todas as pessoas que fizeram
parte dela, agora só quero repousar na certeza de que fiz o melhor para os meus
semelhantes, e por isso sigo em paz comigo mesmo e com todos os que conviveram ao
meu lado.
Gostaria que minhas palavras se transformassem em livro, romance poema, poesia,
conto, filme. Que fosse letra das mais lindas canções que ninguém jamais sonhou que
um dia pudesse existir.
Até os animais, os mais temíveis do planeta se encantassem com minhas palavras.
Apenas ao ouvi-las se tornassem mansos, amáveis e num gesto demonstrasse que tudo o
que precisam é de carinho para compartilhar toda a maravilha que existe na natureza.
Gostaria que minhas palavras tivessem força e emoção, para que até o mais temível dos
seres humano que fora encarcerado, depois de uma vida de crimes brutais, ao ouvi-las
pudesse dizer: que besteira que eu fiz!
Como não percebi que o sentido da vida é amar e fazer o bem sem esperar nada em
troca!
Gostaria tanto, de que as minhas palavras, ao serem ouvida por aquela moça triste e
desiludida da vida pela perda do seu primeiro amor, se tornasse a mais alegre e
otimista das moças que já conheci.
Que voltasse a ter sonhos e a se encantar com o mundo, como fazia nos tempos de
crianças, quando ao brincar ficava pensando em contos de fadas e príncipes
encantados.
Gostaria de falar as mais belas palavras que a humanidade precisa ouvir para pensar e
fazer de cada dia, um novo dia de certezas, e assim pudessem os homens, viver cada dia
como se fosse o ultimo dia de sua vida fazendo somente o bem.
Gostaria que minhas palavras tocassem tão forte o coração das pessoas, ao ponto de
fazer com que deixassem de pensar ou fazer guerras, destruições, causar tristezas e
maldades.
A fome, ah, quando alguém falasse de fome, todos pudessem sorrir a pensar que essa
foi uma palavra deixada de ser pronunciado há muito tempo pela humanidade.
Que hoje todas as mesas são fartas e as pessoas dividem o seu pão com quem precisa...
Gostaria de falar de forma simples, mas que na simplicidade minhas palavras
encantassem as pessoas e as aliviasse de todo sofrimento, angústia decepção e solidão,
para que um mundo novo e de paz pudesse existir.
Um mundo cheio de sonhos e realizações onde todas as pessoas pudessem ter a certeza
de um novo amanhã.
Que ao acordar com o sorriso das crianças, saíssem de suas casas, e ao passar por um
jardim cheio de flores na varanda olhassem o sol nascendo e dissessem: que maravilha
ter acordado cedo para contemplar toda essa beleza.
Gostaria que a sinceridade das minhas palavras tocasse o coração de todas as pessoas,
até aquelas que deixaram de acreditar na capacidade de amar e ser amado e na
existência e um mundo melhor...
Que minhas palavras, chegassem a todos os lugares, e todos quantos a ouvissem
pudessem se emocionar e repeti-las por todos os tempos, passando de geração em
geração como uma oração...
Como a mais sublime das orações, tão angelical que as pessoas ao ouvi-las sentissem a
alma elevar-se...
Gostaria apenas que minhas palavras tivessem a capacidade de fazer as pessoas
sonharem e a se amarem sem distinção.
E assim, se amando uns aos outros, pudessem compartilhar de forma irmanada, um
mundo de paz, certos de que o amanhã será bem melhor.
Enfim, só gostaria que minhas palavras pudessem, nem que seja por um instante, fazer
você pensar,...
Pensar que apesar de todas as decepções, tristezas e maldades, amanhã o sol
novamente vai nascer, e sua luz brilhará para todos...
Mais um dia de esperança, paz e de muitos sonhos...

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FEIRA DE CONHECIMENTO IEE CARMELA DUTRA

Feira de Conhecimento ou Feira de Ciência é o termo utilizado pelas escolas para designar os trabalhos de pesquisa realizado pelos alunos e apresentados na forma de exposição à comunidade escolar. O Instituto Estadual de Educação Carmela Dutra, em Porto Velho, capital do Estado de Rondônia se destaca pela sua história de muitos anos no que se refere ao comprometimento em oferecer à população portovelhense um ensino de qualidade.
No período de 26 a 28/11/2015, na própria escola, turnos da tarde e da noite, os alunos estarão realizando a II Feira Interdisciplinar do Conhecimento, onde além de apresentação de pesquisas sobre várias temáticas, os visitantes poderão ver aspectos relacionados a manifestações culturais, culinários históricos, geográficos e tecnológicos e ter a oportunidade de comprovar em loco o compromisso, a performance e alto nível dos trabalhos apresentados.
Esta é uma ação muito esperada pela comunidade escolar que gera expectativa pelos alunos e envolve toda a escola. Um incentivo a pesquisa, principalmente, por se tratar de alunos do Ensino Médio, alguns despontando ruma a faculdade depois de anos de dedicação aos estudos, empenho e incentivo dos seus professores.
Mais uma vez, o Instituto Estadual Carmela Dutra mostra o porquê do seu conceito na comunidade e se firma como uma das melhores escolas públicas do Estado de Rondônia.
Confira imagens do evento.