quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Rondônia: Relevo

Em Geografia, o significado de relevo se refere ao conjunto de formas que sobressaem na crosta terrestre, concebidas sob ação de forças internas e externas denominadas agentes de relevo. Os agentes internos (endógenos) são os vulcões, os movimentos tectônicos e os abalos sísmicos que agem de dentro para fora da Terra. Os agentes externos (exógenos) são as chuvas, os mares, os rios, as geleiras, os animais e as ações do homem que modificam a superfície

Chapada do Pacaás Novos. Fonte: http://rondoniaemsala.blogspot.com.br

Relevo de Rondônia

O relevo de Rondônia é formado por terrenos antigos da Era Arqueozóica e Proterozóica. No aspecto geral, o relevo é muito diversificado e com grande variação de altitude entre 70 e 600m. As áreas com maiores incidências de altitudes podem ser encontradas no Município de Vilhena (acima de 500m) e as menores no Município de Porto Velho (entre 90 e 200m). Pela não apresentação de grandes elevações em sua quase totalidade caracteriza-se como plano e suave ondulado.

Aspectos geomorfológicos

Costuma-se dividir o relevo de Rondônia em quatro porções geomorfológicas distintas:

Planície Amazônica

Encosta Setentrional do Planalto Brasileiro

Chapada dos Parecis – Pacaás Novos

Vale do Guaporé – Mamoré.


Geomorfológico – Relevo de Rondônia. Fonte: http://historiacacoal.blogspot.com.br


Planície Amazônica


A planície Amazônica em sua porção limitada pelo Estado de Rondônia apresenta a altitude de 90 a 200 metros acima do nível do mar, estende-se desde o extremo norte nos limites deste com o Estado do Amazonas, se prolongando nas direções sul e sudeste até encontrar as primeiras ramificações da chapada dos Parecis e da Encosta Setentrional.

Sua superfície aplainada morfoclimática típica de floresta é resultante das oscilações climáticas do período quaternário com climas mais secos sucedidos por climas mais úmidos, atuando para o seu aplainamento e compartimentação da superfície.


Figura 20.2: Planície AmazônicaFonte: http://planicieamazonicageo.blogspot.com.br

Os médios e baixos cursos do rio Madeira e de seus afluentes de encaixam na planície acomodando-se nas falhas e fraturas do terreno. Nos baixos cursos nas áreas de várzeas formam extensas planícies de inundações e nas áreas de barrancos de 5 a 10 metros de altura em relação ao nível normal das águas de seus cursos, exercem uma ação erosiva por infiltração de água no solo provocando os seus desabamentos, conhecidos como fenômeno das terras caídas.

Encosta setentrional do planalto brasileiro


Corresponde a uma área de terreno arqueano (pré-cambriano), constituído por restos de uma superfície de aplainamento rebaixada pelas sucessivas fases erosivas, subdividindo-se em patamares de altitudes que variam de 100 a mais de 500 metros acima do nível do mar.

Estende-se na direção sul até atingir as encostas das chapadas dos Parecis e Pacaás Novos na linha de limites entre o Estado de Rondônia e Mato Grosso.


Chapada dos Parecis. Fonte: https://pt.slideshare.net.

A Encosta Setentrional é limitada ao Norte pela Planície Amazônica; a Noroeste e Nordeste pela linha de fronteira entre o Estado do Amazonas e o Estado de Rondônia; ao Leste, sudeste e Sul pelas chapadas dos Parecis e Pacaás Novos e ao Oeste a linha de fronteira entre Rondônia e o Estado do Acre e entre Rondônia e a República da Bolívia.

Chapada dos Parecis – Pacaás Novos


Pico do Tracoá. Fonte: http://www.skyscrapercity.com

A chapada dos Parecis e Pacaás Novos surgem no Estado de Rondônia como prolongamento do Planalto Brasileiro no sentido sudeste noroeste. Representam as maiores altitudes de nosso estado, que variam de 600 a 900 metros.

Há pontos culminantes com mais de 1.000 metros, como por exemplo, o Pico do Tracuá ou Pico Jaru com 1.126 metros na Chapada dos Pacaás Novos.


Vale dos Rios Guaporé e Mamoré


O vale dos rios Guaporé e Mamoré corresponde a uma vasta planície tabular formada de sedimentos recentes com altitudes que variam de 100 a 300 metros acima do nível do mar e apresenta terrenos alagadiços e platôs mais elevados.

No estado de Rondônia, estende-se do sopé das chapadas dos Pacaás novos e dos Parecis a leste até a margem direita dos rios Mamoré e Guaporé. Em sentido sul-sudeste, avança desde o Norte até a divisa com Mato Grosso.

Encontro dos rios Guaporé e Mamoré. Fonte  http://historiacacoal.blogspot.com.br


Geologia

O quadro geológico na área abrangido pelo Estado de Rondônia, compreende unidades litológicas e sistemas estruturais envolvidos em uma longa história geodinâmica que registra os seus primórdios no final do período paleoproterozóico, com continentalização no início do período neoproterozóico.

A região foi compartimentada com o objetivo de facilitar o entendimento da história geológica regional, nos terrenos Jamari, Roosevelt e Nova Brasilândia, sendo o primeiro subdividido nos domínios Ariquemes-Porto Velho e Central de Rondônia.


Geologia de Rondônia. Fonte: Atlas Geoambiental de Rondônia, SEDAM.


Terreno Jamari

Neste segmento crustal agrupam-se os tipos litológicos mais antigos considerados como pertencentes ao embasamento regional de Rondônia, historicamente denominado de Pré-Cambriano. Este ambiente, recoberto pela Floresta Tropical Aberta e ainda muito pouco alterado pela intervenção humana, notabiliza-se por sua estabilidade morfodinâmica frente aos processos erosivo e deposicionais e a movimentos de massa.

O Terreno Jamari caracteriza-se por um quadro estrutural onde se ressalta a superposição de estruturas em condições de alto grau metamórfico (temperaturas entre 700°C e 750°C, relacionados a, no mínimo, dois ciclos de geração de retrabalhamento de rochas na crosta terrestre (ciclos orogênicos).


Terreno Roosevelt

A região crustal denominada Terreno Roosevelt é constituída por fragmentos do embasamento regional (Complexo Jamari), pelo denominado Grupo Roosevelt, por uma suíte granítica de composição rapakivi (Suit Intrusiva Serra da providência), pelos corpos máficos relacionados à Suíte Básica-Ultrabásica Cacoal e por coberturas sedimentares indeformadas correlacionáveis à Formação Palmeiral.

Idades obtidas em rochas vulcânicas na região do médio Rio Roosevelt indicam, para este terreno, idades máximas próximas a 1,74 bilhão de anos. As evidências estruturais permitem interpretar que a região foi palco de dois eventos tectônicos: o primeiro entre 1,74 e 1,62 bilhão de anos, e o segundo, há aproximadamente 1,55 bilhão de anos.


Terreno Nova Brasilândia

O Terreno Nova Brasilândia é constituído dominantemente por uma sequência de rochas ígneas e sedimentares metamorfisadas em condições de alto grau (temperatura em torno de 720°C), denominada de Grupo Nova Brasilândia, por granitóides intrusivos das Suítes Rio Pardo e Costa Marques, pelo Granito Rio Branco, por coberturas sedimentares continentais da Formação Palmeiral e por coberturas sedimentares marinho-continentais Paleo/Mesozóicas dos grupos Primavera e Vilhena.

Está diretamente associado ao desenvolvimento da Bacia dos Parecis, cujos preenchimentos são caracterizados por sequências decorrentes de ciclos marinhos alternados com períodos de continentalização, envolvendo glaciação e desertificação.


Deputados revertem criação de unidades de conservação em Rondônia

No dia 20 de março, o governador do estado de Rondônia, Confúcio Moura, assinou os decretos de criação de 11 unidades de conservação estaduais, que, juntas, somam mais de 500 mil hectares. A notícia foi comemorada entre ambientalistas, mas a satisfação durou pouco. Exatamente uma semana depois da publicação dos decretos, no dia 27, os deputados estaduais se reuniram na Assembleia Legislativa e votaram, por unanimidade, a cassação dos mesmos.

Figura 19.6: Reserva de Desenvolvimento Sustentável Rio Machado, no município de Porto Velho. Fonte: http://www.oeco.org.br

A história ainda promete muitos capítulos, o próximo deles esperado para o início da semana que vem, quando o governador entrará com uma liminar que suspende a decisão da Assembleia. Segundo Denison Trindade, coordenador de Unidades de Conservação da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental, os motivos levantados pelos parlamentares para sustar os decretos “são infundados”.

Os decretos publicados no Diário Oficial criavam dois parques estaduais, duas estações ecológicas, uma área de proteção ambiental, uma floresta estadual, uma reserva de fauna e quatro reservas do desenvolvimento sustentável.

Alegando ausência de consultas prévias, obrigatórias para a criação de unidades de conservação, e denunciando o governo por desconsiderar a presença dos moradores nas novas áreas protegidas, os parlamentares aprovaram, por unanimidade, um decreto legislativo cassando o ato do governador.

Em declaração feita para o site da Assembleia Legislativa de Rondônia, o presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho (MDB), criticou a criação das UCs: “Foi um ato impensado, sem o devido cuidado com as famílias que moram nessas áreas, algumas há décadas, por gerações. (…). Com os decretos em vigor, quem iria indenizar essas famílias? ”.

Parte do texto: Deputados revertem criação de unidades de conservação em Rondônia

Disponível em: http://www.oeco.org.br/reportagens/deputados-revertem-criacao-de-unidades-de-conservacao-em-rondonia/. Aceso em 20 de fevereiro de 2018

Rondônia: questões ambientais e sustentabilidade

Embora muitas pessoas costumem associar meio ambiente a paisagens naturais, esta expressão é mais abrangente e sugere muitas definições uma vez que envolve todo o planeta. Em geral, pode-se dizer que meio ambiente é uma expressão que se refere à relação entre os seres vivos e os não vivos.

Igarapé Santa Barbara – Porto Velho. Fonte: Santos, Osmair. 2018.

O que é meio ambiente

Quando falamos sobre o meio ambiente, estamos nos referindo a um amplo conjunto de unidades ecológicas que funcionam como um sistema natural. Estão incluídas: vegetação, animais, microrganismos, solo, rochas, atmosfera e fenômenos naturais que podem ocorrer em seus entornos. Os recursos e fenômenos físicos como ar, água e clima, energia, radiação, descarga elétrica, e magnetismo também compreendem o meio ambiente.

Rio Madeira - RondôniaFonte: Santos, Osmair. 2018.

Sustentabilidade

 Sustentabilidade é um termo usado para definir todas as ações e atividades dos seres humanos que visam suprir as suas necessidades atuais sem comprometer o futuro das próximas gerações. A sustentabilidade ambiental visa a manutenção do planeta e todos devem ter o cuidado de conservar os recursos disponíveis explorando-os de forma racional. São ações relacionadas a sustentabilidade:

   Exploração dos recursos vegetais forma controlada, sob a forma de manejo garantindo o replantio sempre que necessário;

   Preservação total de áreas verdes;

   Produção e consumo de alimentos orgânicos;

   Exploração dos recursos minerais de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

• Uso de fontes de energia limpas e renováveis;

   Reciclagem de resíduos sólidos;

   Diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

   Consumo controlado de água, evitando o desperdício.

Gestão ambiental

Nos últimos anos, as ações em nome do progresso e da economia tem contribuído para a destruição de rios, matas ciliares, áreas de preservação permanente, e por consequência a aniquilação de grande parte da fauna brasileira. O desafio é estabelecer um equilíbrio entre o progresso da humanidade e a preservação dos recursos naturais.

O meio ambiente não é estático, pode mudar em decorrência de causas naturais ou antrópicas. Com o passar do tempo e a fim de amenizar as consequências do desenvolvimento acelerado aprimorou-se as legislações ambientais no planeta.

Ausência de mata ciliar – Rio Madeira/RO. Fonte: https://www.redetvro.com.br


No Brasil, em 1981, foi criado a Política Nacional do Meio Ambiente, com diretrizes gerais e sistêmicas sobre todas as questões ambientais.

Em Rondônia, compete a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental – SEDAM formular e executar as políticas voltadas para o desenvolvimento ambiental rural e urbano, fiscalizando e normatizando as atividades relacionadas com a qualidade de vida, do ambiente e dos recursos naturais e gestão das unidades de conservação do Estado.

Unidades de conservação ambiental

 A legislação brasileira, normatiza uma variedade de categorias de reservas ambientais, proteção contra queimadas, desmatamentos entre outras ações degradadoras da natureza. As unidades de conservação podem ser jurisdicionadas tanto em nível federal, estadual e municipal e têm o objetivo de manter a diversidade biológica regional.

São áreas que aliam o desenvolvimento de pesquisas com uso racional dos recursos naturais. Para atingir os objetivos, as unidades de conservação dividem-se em dois grupos, com características específicas: o grupo das Unidades de Proteção Integral e o grupo das Unidades de Uso Sustentável.

a) Unidades de Proteção Integral – espaços destinados à preservação da natureza, em que é admitido apenas o uso indireto dos seus recursos naturais. Esse grupo é composto pelas seguintes categorias:

 Estação Ecológica;

 Reserva Biológica;

 Parque Nacional;

 Monumento Natural;

 Refúgio de Vida Silvestre.


Reserva Biológica do Guaporé – RO. Fonte: https://uc.socioambiental.org

b) As Unidades de Uso Sustentável visam compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável apenas de parcela dos seus recursos naturais. Compõe essa categoria:

  Área de Proteção Ambiental;

  Área de Relevante Interesse Ecológico;

  Floresta Nacional;

  Reserva Extrativista;

  Reserva de Fauna;

  Reserva de Desenvolvimento Sustentável;

Reserva Particular do Patrimônio Natural.


Reserva Extrativista Lago do Cuniã – RO. Fonte: https://www.wwf.org.br.

Distribuição das UCs no território rondoniense

a) Machadinho d´Oeste

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Cedro; 25, 6196 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado do Rio Machado (Também abrange áreas de Porto Velho); sem precisão da área.

Parque Nacional dos Campos Amazônicos (Também abrange áreas de Colniza - MT, Humaitá - AM, Manicoré – AM e Novo Aripuanã - AM); 9.613,1635 km².

Reserva Extrativista Angelim (Também abrange áreas de Cujubim); 83,8394 km².

Reserva Extrativista Castanheira; 96, 6103 km².

Reserva Extrativista Freijó; 6,2852 km².

Reserva Extrativista Garrote; 8,6594 km².

Reserva Extrativista Ipê (Abrange também áreas de Cujubim); 8,1950 km².

Reserva Extrativista Jatobá; 13,3882 km².

Reserva Extrativista Maracatiara; 86,6002 km².

Reserva Extrativista Massaranduba; 61,7456 km².

Reserva Extrativista Mogno; 24,1310 km².

Reserva Extrativista Piquiá; 12,7856 km².

Reserva Extrativista Rio Preto-Jacundá (Também abrange áreas de Cujubim); 1.197,6962 km².

Reserva Extrativista Roxinho; 10,3902 km².

Reserva Extrativista Sucupira; 28,1835 km².

 

b) Porto Velho

Parque Natural de Porto Velho; 390 hectares.

Área de Proteção Ambiental do Rio Madeira; 67,5698 km².

Estação Ecológica de Cuniã; 1.853,4577 km².

Estação Ecológica Serra dos Três Irmãos; 879,5108 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado do Rio madeira B; 526,1469 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Rio Vermelho C; sem precisão da área.

Floresta Nacional de Bom Futuro; 974,0594 km².

Floresta Nacional de Jacundá (Abrange os municípios de Cujubim e Itapuã); 2.212,2927 km².

Parque Nacional Mapinguari; 17.769,2297 km².

Reserva Extrativista Jaci-Paraná (Abrange também áreas de Buritis e Nova Mamoré); 2.003,2006 km².

Reserva Extrativista Lago do Cuniã; 506,0361 km².

Reserva Particular do Patrimônio Natural Seringal Assunção; sem precisão.

 

c) Guajará- Mirim

Parque Estadual de Guajará-Mirim; 2.000,8453 km².

Parque Nacional da Serra da Cutia; 2.835,0106 km².

Parque Nacional de Pacaás Novos (Abrange também as cidades de Alvorada D'Oeste, Campo Novo de Rondônia, Governador Jorge Teixeira, Mirante da Serra, Nova Mamoré e São Miguel do Guaporé); 7.086,8668 km².

Reserva Biológica Rio Ouro Preto; 547,6034 km².

Reserva Biológica Traçadal; 250,6844 km².

Reserva Extrativista do Rio Cautário (Também abrange Costa Marques); 1.510,5540 km².

Reserva Extrativista Barreiro das Antas; 1.061,1124 km².

Reserva Extrativista Rio Ouro Preto (Com área também no município de Nova Mamoré); 2.046,3286 km².

Reserva Extrativista Rio Pacaás Novos; 3.504,4253 km².

d) Alta Alegre dos Parecis

Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Bosco; sem precisão do tamanho da área.

 

e) Cacoal

Reserva Particular do Patrimônio Natural Água Boa; 47,52 há.

 

f) Candeias do Jamari

Estação Ecológica Samuel; 699, 3368 km².

 

g) Costa Marques

Parque Estadual Serra dos Reis; 363, 0787 km².

Reserva Extrativista Curralinho; 17, 0472 km².

Reserva Extrativista Pedras Negras; sem precisão do tamanho da área.

 

h) Cujubim

Floresta Nacional do Jamari (Abrange também Candeias do Jamari e Itapuã do Oeste); 2.221,5183 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Araras; 10,0768 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentável Gavião; 4,3365 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Mutum; 108,5518 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Periquito; 11,3537 km².

Floresta Estadual de Rendimento Sustentado Tucano; 5,1070 km².

 

i) Ji -Paraná

Reserva Biológica do Jaru (Com áreas nos municípios de Ji-Paraná, Machadinho D'Oeste, Theobroma, Vale do Anari, Vale do Paraíso e os municípios de Colniza e Rondolândia, no Mato Grosso) 3.468,6065 km².

 

j) Pimenta Bueno

Reserva Particular do Patrimônio Natural Parque Natural Leonildo Ferreira 1; sem precisão da área.

Reserva Particular do Patrimônio Natural Parque Natural Leonildo Ferreira 2; sem precisão da área.

 

l) Pimenteiras do Oeste

Parque Estadual de Corumbiara (Com áreas também nas cidades de Cerejeiras e Alto Alegre dos Parecis); 4.299,0582 km².

 

m) Presidente Médici

Reserva Particular do Patrimônio Natural Gibeão; 0,3132 km².

Reserva Particular do Patrimônio Natural Irmãos Satelis; 0,4113 km².

Reserva Particular do Patrimônio Natural Nova Aurora; 0,1853 km².

 

n) São Francisco do Guaporé

Reserva Biológica do Guaporé (Com áreas também nas cidades de Alta Floresta d´Oeste, Seringueiras e São Miguel do Guaporé); 6.157,9882 km².

Reserva Extrativista do Guaporé (Abrange áreas de Alta Floresta d´Oeste); 1.265,2071 km².

 

o) Teixeirópolis

Reserva Particular do Patrimônio Natural Vale das antas; sem precisão da área.

 

p) Vale do Jamari

Reserva Extrativista Seringueira; 4,7554 km².

Reserva Extrativista Aquariquara (Abrange áreas de Machadinho do Oeste); 192,7641 km².

Reserva Extrativista do Itaúba; 16,0436 km².



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

Tecnologia na escola: o que fazer?

Nos últimos anos têm aumentado consideravelmente os espaços de debate sobre o uso das novas tecnologias como ferramenta necessária no processo ensino-aprendizagem. Ocorre, que nem sempre estas questões são devidamente amadurecidas no meio dos profissionais da educação, especialmente entre os professores das escolas públicas. A Base Nacional Comum Curricular acatou diversas modificações para a educação nacional. Uma delas é o importante enfoque das tecnologias nas salas de aulas.

Essa discussão proposta por inúmeros especialistas sobre o tema traz a reflexão de que no cenário educacional atual, as novas Tecnologias de Informação e Comunicação - TDIC são recursos que precisam estar inseridas no cotidiano escolar, sua utilização como ferramenta de ensino e como instrumento de apoio às matérias e aos conteúdos lecionados torna-se indispensável, pois desperta o interesse nos alunos e estimulam o desenvolvimento dos processos de ensino aprendizagem, deixando mais atrativo, dinâmico, interativo e adequado a realidade no qual estamos inseridos.

Ao discutir esse tema, Valente (1999, p. 4) observa que a implantação da Informática, como auxiliar do processo de construção do conhecimento, implica em mudanças na escola que vão além da formação do professor. É necessário que todos os segmentos da escola estejam devidamente preparados e suportem as mudanças educacionais necessárias para um novo profissional

A partir da realidade de um mundo globalizado é importante se pensar o papel e a função da educação aliado às tecnologias. Diante disso é importante compreender que o uso da tecnologia precisa ser entendido como um processo contínuo pelo qual as pessoas modificam suas vidas e não apenas como objetos passivos na informação.

Faz-se necessário fazer que os docentes comecem a pensar e analisar criticamente as políticas sobre a inserção destas ferramentas nas práticas pedagógicas, possibilitando que os alunos entendam a sociedade tecnológica em que vivem e saibam das consequências desta utilização, gerando reflexão e esclarecimento sobre as condições em que essas ferramentas didáticas estão inseridas (BRITO, 2006).


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Rondônia trabalha com a política de preservação ambiental na agricultura familiar

Dentro da Política Estadual de Educação Ambiental, que norteia as ações de incentivo e fomento aos programas socioambientais em Rondônia, a Secretaria de Estado da Educação Ambiental (Sedam) trabalha com a elaboração do Programa Estadual de Educação Ambiental na Agricultura Familiar (PEAAF), tendo como foco o descarte correto de embalagens de agrotóxicos pelos agricultores e a utilização de técnicas sustentáveis.

 

Deposito de embalagens de agrotóxico.  Fotos: Ésio Mendes

Nos últimos dois anos (2016 e 2017) as atividades seguiram com reuniões para nivelamento das informações das atividades realizadas pelas instituições participantes para que a formulação do programa ocorra de forma coesa para atender às necessidades do público alvo. O principal objetivo é que o programa aglutine forças e expertises para a otimização de recursos financeiros e humanos e atenda às necessidades dos agricultores familiares. A proposta do programa é buscar a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento da problemática socioambiental rural, por meio de ações educativas, com vistas à adoção de práticas sustentáveis na agricultura familiar e no manejo dos territórios rurais.

O programa é fruto da reivindicação dos movimentos de agricultores e agricultoras familiares realizados no Grito da Terra 2009 e outras manifestações que apontaram a fragilidade da Educação Ambiental no contexto rural. Desde então, sua elaboração e aperfeiçoamento têm sido realizados de forma contínua e participativa, por meio do diálogo com sujeitos sociais atuantes no setor. O PEAAF é a materialização da contribuição da Política Nacional de Educação Ambiental a essa demanda socioambiental, e vem a colaborar com um conjunto de ações que os governos federal e estadual têm implementado para melhorar a qualidade de vida no campo.

 

Parte do texto “Rondônia trabalha com a política de preservação ambiental na agricultura familiar”.
Autor: Veronilda Lima.
Disponível em: http://rondoniaempauta.com.br/nl/rondonia-2/rondonia-trabalha-com-a-politica-de-preservacao-ambiental-na-agricultura-familiar/

Rondônia: Aspectos socioeconômicos e ambientais

Quando nos referimos ao termo socioeconômico estamos falando de toda prática que relaciona situações, circunstâncias e aspectos que afetem tanto a ordem social como a economia de um local ou região. Da mesma forma, a diversidade cultural refere-se aos diferentes costumes de uma sociedade, entre os quais podemos citar: vestimenta, culinária, manifestações religiosas, tradições, entre outros aspectos.

                       Complexo Cultural Palácio das Artes em Porto Velho. Fonte: SANTOS, Osmair O. dos. 2017.

Sistema de ensino

O sistema de ensino composto pelas redes federal, estadual, municipal e particular atua no Estado em todos os níveis e modalidades de ensino, com diferentes características de participação. As diferenças refletem-se, diretamente, nas peculiaridades de distribuição dos espaços físicos, segundo as várias redes e a localização na área urbana e rural.

Percentual de estudantes matriculados. Fonte: Plano Estadual de Educação – PEE/RO, 2014 – 2024.

A Rede de Ensino do Estado de Rondônia, somado todos os sistemas, conta com 468.181 estudantes, com destaque para a rede estadual que atua em todos os 52 municípios e atende 51% das matrículas na Educação Básica. Em relação à capacidade escolar é possível visualizar no quadro abaixo:

Níveis de Ensino

Total

Níveis de Ensino/Série

Total

Rede

Estadual

Federal

Municipal

Particular

Educ. Infantil

52.235

Creche

13.841

684

0

9.907

3.250

Pré-Escolar

38.394

728

0

31.680

5.986

Ens. Fundamental

279.314

Anos Iniciais

158.1122

52.335

0

94.530

11.247

Anos Finais

121.202

79.799

0

33.755

7.648

Ens. Médio

64.982

 

0

57.253

2.915

0

4.814

Educ. Profissional

5.217

 

0

59

473

0

4.685

Educ. Especial

1.815

 

0

186

0

30

1.599

EJA. Presencial

47.487

 

0

33.048

0

12.715

1.724

EJA. Semipresencial

17.131

 

0

16.778

0

323

30

Total

468.181

 

0

240.870

3.388

182.940

40.983

Total geral de matrículas no Estado de Rondônia em 2013. Fonte: CEPIE/SAE/GE/SEDUC/2013

No cenário educacional rondoniense é importante também considerar as atendidas, como a Educação de Jovens e adultos, profissional, Indígena, Especial e Educação do Campo, além da expansão da oferta do Ensino Superior que coloca o estado entre os melhores do Brasil no que se refere a proporção de habitantes e o quantitativo de estudantes.

Rede

Nº de instituições

Nº de alunos matriculados

IES Federal

9

3.388

IES Particular

34

48.491

Estadual

437

240.870

Municipal

933

182.940

Particular

229

40.983

Sistemas educacionais instalados – capacidade 2015. Fonte. Censo Escolar – Mapa das escolas, INEP, 2016

Sistema de saúde

Os níveis de atenção à saúde podem ser classificados em: primária, secundária e terciária. O financiamento das ações e dos serviços de saúde compete às três esferas de gestão pública: municipal, federal e estadual. Os recursos federais destinados às ações e aos serviços de saúde são organizados em blocos de financiamento, da seguinte forma:

·  Atenção básica;

·  Atenção de média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar;

·  Vigilância em saúde;

·  Assistência farmacêutica;

·  Gestão do SUS.

Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro. Fonte: http://g1.globo.com/ro/rondonia

Rondônia ampliou significativamente a rede básica e os serviços de saúde. Isso se deve ao crescimento populacional e da diversificação da necessidade de assistência, decorrente dos novos e complexos problemas advindos da urbanização e transição demográfica e epidemiológica vivenciada pelo Estado.


Índice de Acesso à Atenção Básica, Média e Alta Complexidade Rondônia 2010. Fonte: SESAU/RO.

Levantamento realizado em 2013, para identificação das novas demandas verificaram o crescimento da oferta, porém ainda deficitário em relação ao crescimento populacional. Foram identificados 3.358 leitos hospitalares SUS, dos quais 3.029 estavam em unidades públicas e 329 em entidades privadas ou filantrópicas. 

Tipo de instituição

Quantidade de instituições

Quantidade de leitos

Hospitais especializados públicos

2

201

Hospitais gerais públicos

29

2.255

Unidades mistas públicas

29

573

Entidades privadas ou filantrópicas

-

329

Número de hospitais e distribuição de leitos. Fonte: TCU, 2013.

Política ambiental

Política Ambiental é um conjunto de ações ordenadas e práticas tomadas por empresas e governos com o propósito de preservar o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável do planeta. Esta política ambiental deve ser norteada por princípios e valores ambientais que levem em consideração a sustentabilidade. Estas políticas são importantes instrumentos para a garantia de um futuro com desenvolvimento e preservação ambiental.

          Parque natural de Porto Velho. Fonte: www.folharondoniense.com.br

As políticas ambientais são também fundamentais para o combate ao aquecimento global do planeta, redução significativa da poluição ambiental e melhoria na qualidade de vida das pessoas, principalmente dos grandes centros urbanos.

Evolução da política ambiental em Rondônia

O modelo de colonização adotado no estado causou sérios problemas ambientais. Na década de 70, Rondônia passava por um intenso processo de ocupação e colonização capitalista, motivadas principalmente pelas políticas e estratégias do Governo Federal que visava à ocupação das áreas de fronteira na região norte do país, sem qualquer preocupação com questões ambientais.

Desmatamento em Rondônia. Fonte: http://www.newsrondonia.com.br

Tanto os prejuízos ambientais quanto sociais deram margem a inúmeras discussões que a partir de 1980 levaram o estado a estruturar sua Legislação Ambiental. Atualmente, conta com vários órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável-IBAMA, Batalhão de Polícia ambiental-BPA e Secretarias Estaduais e Municipais de Meio Ambiente. 

Educação ambiental. Fonte: http://www.pm.ro.gov.br

A educação ambiental passou a ser inserida nas políticas públicas de diversas formas, através de programas e projetos assumidos pelo governo estadual e órgãos federais e municipais voltados a essa questão, com vistas ao desenvolvimento sustentável da região.

Essas ações culminaram em 1981, com a criação da primeira aproximação do Zoneamento Sócio – Econômico Ecológico do Estado de Rondônia.