quarta-feira, 2 de julho de 2014

OFICINA METODOLOGIA DE PROJETOS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Prof. Ms. Osmair Oliveira dos Santos¹
e-mail: osmairsantos@gmail.com

1.    Introdução
Os processos educativos construídos em todas as etapas do aprendizado, quer seja formal ou informal, abrem horizontes, tornam as pessoas críticas sobre o ambiente de forma geral e ao mesmo tempo possibilitam ações para permitir a inclusão social. A inclusão social é possível de várias formas e uma delas é disponibilizar conhecimento para todos independentes de classe social ou faixa etária.
Fazer com que crianças e adolescentes entendam a importância da sua responsabilidade na manutenção e preservação do meio ambiente é um desafio no contexto atual da sociedade consumista e degradadora. Dessa forma, as ações de Educação Ambiental procuram realizar esse processo, com atividades que tornem o conhecimento mais acessível, utilizando uma linguagem adequada para as diferentes situações.
Neste sentido, é pertinente dotar as pessoas formadoras de opinião dos conhecimentos necessários sobre como trabalhar a temática ambiental na educação formal de forma planejada e articulada com as demais ações desenvolvidas no âmbito da escola. Dentre estas pessoas, o professor tem um papel preponderante, por atuar diretamente com o público juvenil que uma vez assimilando os conhecimentos e percebendo a necessidade de cuidar do seu ambiente, serão os protagonistas do amanhã.
A oficina Metodologias de Projetos de Educação Ambiental, a partir dessa nova realidade, será desenvolvida junto à Comunidade docente, tendo em vista a necessidade de desenvolver esta ação em todas as escolas da rede municipal de ensino de Porto Velho, com vistas à criação de espaço para criar e desenvolver atividades que venham de encontro com a realidade socioambiental do local onde a escola está inserida.

1.    Justificativa
O Desenvolvimento Sustentável necessita ser compreendido e incorporado ao mundo que cada pessoa constrói, em seu domínio de condutas, com as demais pessoas com quem convive. Isto leva a uma necessidade de qualificação das pessoas e isto nada mais é do que um processo educacional. A Educação Ambiental surge, então, como um esforço pedagógico de articular conhecimentos, metodologias e práticas ditadas pelo paradigma da sustentabilidade.
A Educação Ambiental pode ser vista como a estratégia inicial do Desenvolvimento Sustentável através da qual as pessoas não só se qualificam, mas se sensibilizam para reencontrar suas pertinências e afinidades com a natureza e o Universo, ponto de partida substantivo do paradigma da sustentabilidade. (SILVA).
A escola precisa contextualizar na sua proposta pedagógica e no seu conjunto de ações as praticas de educação ambiental, tendo em vista as novas demandas sociais e a necessidade de uma educação que promova a sustentabilidade das suas próprias práticas pedagógicas. O professor, agente de transformação social não pode alienar-se do cotidiano dos alunos e do ambiente onde vivem.
Nesse sentido, há uma necessidade pertinente de envolvê-los estimulá-los a buscar  novos conhecimentos para o desenvolvimento das novas práticas pedagógicas voltadas as questões ambientais e com vistas a sustentabilidade das ações demandadas pela escola e de forma geral, no planeta.

2.    Resultados esperados
O principal resultado esperado é o empoderamento dos professores através do conhecimento, proporcionado pelo desenvolvimento de estratégias pedagógicas o desenvolvimento de atividades de educação ambiental na escola. Espera-se também:

a)    Aumentar a efetividade e eficiência da gestão das políticas públicas de desenvolvimento sustentável, neste caso das políticas educacionais de educação ambiental;
a)      Desenvolver estratégia cognitiva na sala de aula de sensibilização e o resgate da ligação do homem com a natureza, produzindo mudança de valores, percepções e sentimentos que deverá possibilitar a transformação dos hábitos da comunidade escolar.
b)      Produzir, dentro do processo de gestão da escola a inserção de ações continuadas de educação ambiental estimulando a participação qualificada da comunidade escolar. 

3.    Objetivo Geral:
A Oficina Metodologias de Projetos de Educação Ambiental tem a proposta de trazer para a realidade dos docentes a observação de fenômenos que ocorrem na escola e permitir que se sintam fazendo parte deles, com capacidade de análise crítica e ação sobre os mesmos.

4.    Metodologia:
Os docentes realizarão no período de 2 horas várias atividades práticas e de forma transdisciplinares com a temática educação ambiental, quais sejam:

4.1              Muro das lamentações (O Muro das Lamentações é um painel criado pelos participantes da oficina. Cada um dos participantes escreve ou desenham em pedaços de cartolina o que não funciona corretamente no seu espaço escolar e o que precisa melhorar. As discussões podem ser socializadas no ambiente).

4.2              Arvore dos Sonhos (Para realizar essa atividade os educadores, podem escrever ou desenhar seus sonhos de futuro e colar no painel.

4.3              Painel do realizável (Agenda 21) Ao final das duas atividades é montado painel do realizável ou agenda 21 que são as ações que podem ser realmente realizável no ambiente escolar. Essa é uma atividade que serve de diagnóstico da percepção que os professores têm do meio e da situação do seu ambiente escolar.

4.4              Projeto O painel realizável poderá levar a várias discussões que darão suporte para a realização dos projetos. Mediante votação pela maioria dos participantes do melhor tema realizável, se passará a montagem de um projeto.

4.4.1        Desdobramento 1 (dividir os professores em grupos de 5 ou 10 pessoas escolher os temas conforme os resultados que foram apresentados no painel, solicitar que façam uma breve discussão do assunto e idealizar um projeto para ser desenvolvido na escola. Cada equipe deverá, após discussão sobre o assunto, escrever um dos item do projeto: justificativa, objetivos, metas, metodologia, cronograma de execução e avaliação O grupo deverá escolher um relator(es) para apresentar o projeto aos demais participantes da oficina. Ao final tem-se o projeto montado.

4.4.2        Desdobramento 2 Paralelo à atividade anterior cada equipe desenhará uma parte do corpo humano – cabeça, olhos, orelha, boca, braço, mão, perna direta, perna esquerda, pé, tronco). Após montar o esqueleto observar que o objetivo dessa atividade é mostrar que um projeto tem que ser planejado com todos os envolvidos no ambiente escolar.

5.    Bibliografia
ODUM, Eugene P.- Ecologia - Ed. Guanabara, 1988- RJ
CASSINO, Fabio; JACOBI, Pedro; OLIVEIRA, José Flávio - Educação, Meio Ambiente e Cidadania - Reflexões e Experiências - Secretaria de Meio Ambiente /SP - 1998.
FIX, Mariana. Parceiros da Exclusão: duas histórias da construção de uma “nova cidade” em São Paulo: Faria Lima e Água Espraiada – São Paulo; Bom tempo, 2001.
INSTITUTO ECOAR PARA CIDADANIA, Desafio das Águas- Agenda 21 do Pedaço. Fórum de Educação Ambiental /Encontro da Rede Brasileira de Educação Ambiental - 1997-RJ.
Educação e Desenvolvimento Sustentável - Brasília: SESI-DN-1997
MARGALEF, Ramón – Ecologia – Ed. Omega – Barcelona – Espanha – 1989.
LABOURIAU, Maria Léa Salgado – História Ecológica da Terra – Ed. Edgard Blüchar – 1994.
ERICKSON, Jon – Nosso Planeta está morrendo – Ed. Makron Books – 1992 – SP. COIMBRA, José de Avila Aguiar – O outro lado do meio ambiente – CETESB – 1985 –SP.
LOVELOCK, James – As Eras de Gaia – Ed. Campus – 1991 – RJ.
SILVA, Jorge Xavier; SOUZA, Marcelo J.L. - Análise Ambiental - Ed. Universidade Federal do Rio de Janeiro - 1988 - RJ

ANEXOS

Materiais necessários para a oficina:
Papel A4
Caneta esferográfica
Lápis preto
Borracha
Régua 30cm
Papel craft
Pincel atômico (cores)
Pincel para quadro branco
Computador
Data Show


MURO DAS LAMENTAÇÕES

(escrever tudo o que você pensa que está errado na escola, o que não funciona bem)
Exemplo: violência, drogas, lixo na rua, esgoto a céu aberto e moradias.

ÁRVORE DOS SONHOS

(escrever seus sonhos de uma escola melhor, o poderia fazer para melhorar)
Exemplo: melhoria na limpeza pública e nas moradias, mobilização social, assistência à saúde e policiamento.

PAINEL DO REALIZÁVEL

(escrever o que é possível fazer para melhorar)
Exemplo: mobilização social e informação sobre os problemas do lixo

PROJETO

(dentre todas as sugestões escolher um tema possível de ser realizado na escola e fazer um projeto).
Exemplo: cada grupo faz uma parte do projeto – um item.

DESENHAR E RECORTAR O ESQUELETO (PARTES DE UM CORPO HUMANO

(demonstrar a necessidade do planejamento, articulação, discussão e envolvimento de todos na execução de um projeto)

GRUPO 1: CABEÇA COM CABELO
GRUPO 2: ORELHAS (DIREITA E ESQUERDA), OLHOS DIREITO E ESQUERDO.
GRUPO 3: BOCA E NARIZ
GRUPO 4: TRONCO HUMANO COM PESCOÇO
GRUPO 5: BRAÇOS ESQUERDO COM MÃO
GRUPO 6: BRAÇO DIREITO COM MÃO
GRUPO 7: PERNAESQUERDA COM PÉ
GRUPO 8: PERNA DIREITA COM PÉ


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Educação e novas tecnologias: a escola do século 21


(…) a minha questão não é acabar com a escola, é mudá-la completamente, é radicalmente fazer que nasça dela um novo ser tão atual quanto a tecnologia. Eu continuo lutando no sentido de pôr a escola à altura do seu tempo. E pôr a escola à altura do seu tempo não é soterrá-la, mas refazê-la.(Freire, 19961).

 

 

            As palavras do renomado educador parece ecoar nos dias atuais no momento em que a escola começa a ser moldada para a realidade imposta no século 21. Afinal, os princípios da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional - LDB, diz claramente que a escola precisa evoluir para adaptar-se ao local onde está inserida, assim como ao seu tempo.

           A realidade atual demanda novos rumos para a educação. Para trilhar esse novo caminho a escola como instituição necessita ser recriada uma vez que novas ferramentas, além do livro didático lhe são imposta. A tecnologia, principal atributo desse século é uma delas. o entanto, apenas dotar a escola de tecnologia não vale apenas, uma vez que o principal agente desse processo é o professor que não está preparado para essas demandas.
           O fato é que o mundo globalizado cada vez mais impõe a necessidade de formar pessoas, cidadãos preparados para o mundo do trabalho. E o trabalho hoje, qualquer eu seja, exige o mínimo de conhecimento de uso das novas tecnologias. Como porém, visualizar um cenário de escolas onde a tecnologia seja uma ferramenta voltada ao ensino e aprendizagem do alunos se os professores não foram preparados para isso?

            Salvo esforços isolados de alguns docentes, quando se pergunta por que as escolas estão entulhadas de parafernálias tecnológicas sem uso, são unânimes na respostas: não sabem como utilizar pedagogicamente essa ferramenta. a demanda atual para a qual os gestores públicas deveriam estar preocupadas era capitar esses docentes para atuar na escola de forma atualizada, com inovação, criatividade e domínio das tecnologias. assim seria possível tornar a escola atrativa para o aluno que no seu cotidiano utiliza muito bem esse recurso.