Felicidade, felicidade.
Andei tanto tempo te procurando.
Oh felicidade!
Ainda vivo a ti buscar.
O tempo está passando,
meus dias estão se esvaindo,
e nada de ti encontrar.
Aonde estás felicidade
Por que tanto se escondes de mim.
Incansável te busco,
até que me canses.
Não sejas tão ingrata,
oh felicidade!
O tempo passa.
Conto os dias.
Sempre sonhando.
Sonho ser feliz um dia.
Felicidade....
Queria eu possuir-te,
Apenas para ver
se realmente existe.
Autor: Osmair Oliveira dos Santos
Divulgação de ações sobre educação, meio ambiente e as novas tecnologias utilizadas no espaço escolar.
sábado, 15 de dezembro de 2012
Rondônia e suas potencialidades
Rondônia atualmente
é conhecido como o Estado das oportunidades. Possui uma superfície de 237.590,8
Km² (4,5% do território da Região Amazônica) e uma população de 1.562,4 mil
habitantes com densidade demográfica de 6,58 hab/Km², composto por 52
municípios e tem como capital a cidade de Porto Velho, que devido à construção
do complexo hidrelétrico do Rio Madeira e outras grandes obras do Programa de
Aceleração do Crescimento do Governo Federal ganhou destaque nacional nos
últimos anos. Suas fronteiras territoriais são com a Bolívia e os Estados do
Acre, Amazonas e Mato Grosso.
Localizado
na Amazônia Ocidental, outros fatores se destacam como potencialidades para o
desenvolvimento em bases sustentáveis, além do grande patrimônio cultural como
a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Porto Velho) e o Forte Príncipe da Beira (Guajará-Mirm).
O estado dispõe ainda de um patrimônio natural com
grandes riquezas biológicas, um sistema integrado pela continuidade da floresta
com a grande bacia hidrográfica do Rio Madeira que integra vários subsistemas
ecológicos.
O meu dia
O dia passa lentamente.
Com eles se vão os meus pensamentos,
minhas alegrias, minhas tristezas.
O dia que passou....
Reviro mais uma vez meus pensamentos,
procurando algo
que preencha meu ego.
Outro dia se foi,
com ele se foi mais um pouco de esperança.
Recordo o dia anterior,
são todos iguais.,,,
Percebo que ainda há esperança
que o amanhã seja melhor.
E penso.
Outro dia virá....
Assim vou vivendo.
O silêncio de outra noite me invade.
Com ela, a certeza de um novo dia.
Certeza que me faz viver,
Aqui estarei,
sempre a espera.
Um novo dia,
o meu dia.
Talvez a certeza
que me faz esperar,
por mais um dia.
Autor: Osmair Oliveira dos Santos
Com eles se vão os meus pensamentos,
minhas alegrias, minhas tristezas.
O dia que passou....
Reviro mais uma vez meus pensamentos,
procurando algo
que preencha meu ego.
Outro dia se foi,
com ele se foi mais um pouco de esperança.
são todos iguais.,,,
Percebo que ainda há esperança
que o amanhã seja melhor.
E penso.
Outro dia virá....
Assim vou vivendo.
O silêncio de outra noite me invade.
Com ela, a certeza de um novo dia.
Certeza que me faz viver,
Aqui estarei,
sempre a espera.
Um novo dia,
o meu dia.
Talvez a certeza
que me faz esperar,
por mais um dia.
Autor: Osmair Oliveira dos Santos
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Educação Escolar Indígena: novos caminhos
Rondônia atualmente
é conhecido como o Estado das oportunidades. Possui uma superfície de 237.590,8
Km² (4,5% do território da Região Amazônica) e uma população de 1.562,4 mil
habitantes com densidade demográfica de 6,58 hab/Km², composto por 52
municípios e tem como capital a cidade de Porto Velho, que devido à construção
do complexo hidrelétrico do Rio Madeira e outras grandes obras do Programa de
Aceleração do Crescimento do Governo Federal ganhou destaque nacional nos
últimos anos. Suas fronteiras territoriais são com a Bolívia e os Estados do
Acre, Amazonas e Mato Grosso.
Localizado
na Amazônia Ocidental, outros fatores se destacam como potencialidades para o
desenvolvimento em bases sustentáveis, além do grande patrimônio cultural como
a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Porto Velho) e o Forte Príncipe da Beira (Guajará-Mirm).
O estado dispõe ainda de um patrimônio natural com
grandes riquezas biológicas, um sistema integrado pela continuidade da floresta
com a grande bacia hidrográfica do Rio Madeira que integra vários subsistemas
ecológicos.
De
acordo com dados do Banco da Amazônia, o PIB do Estado de Rondônia é da ordem
de R$ 15,0 bilhões (equivalente a 0,60% do PIB nacional) enquanto o PIB per
capita corresponde a R$ 10,32 mil. O setor mais representativo na composição do
PIB estadual é o de comércio e serviços, com participação relativa de 65%. A
base produtiva apresenta-se bastante diversificada, fato que tem contribuído
para o desenvolvimento de sua vocação exportadora. A exportação rondoniense é
composta, predominantemente, por produtos básicos e semimanufaturados,
destacando-se bens de origem animal, florestal e agrícolas (Basa - Plano de aplicação dos recursos para 2012).
Dificuldades no atendimento
existem, no entanto, a equipe da Coordenação de Educação Escolar Indígena de
Porto Velho, formada pelos Técnicos: Márcia, Leonildo, Maelson, Osmair e
Michele, vem superando barreiras e proporcionado às escolas indígena sob sua
jurisdição, apoio pedagógico e acompanhamento técnico constante, algo carente há
muito tempo nessas escolas e que agora ganha sua devida atenção. A logística
para o atendimento ainda é pequena, no entanto, o esforço é unânime e cada dia
e em cada visita realizada em uma Aldeia, o entusiasmo renasce em meio ao
sentimento do dever cumprido com a vontade de fazer de algo mais.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
ENSINO MÉDIO NAS ESCOLAS INDÍGENAS DE RONDÔNIA
No período de 27 a 31 de agosto de 2012 foi realizado pela Secretaria de Estado da Educação de Rondônia, no Município de Ouro Preto do Oeste, um fórum com a participação de instituições governamentais, professores e lideranças indígenas com o objetivo de apresentar uma proposta de implantação do Ensino Médio nas Escolas Indígenas.
Em Rondônia, atualmente apenas a Escola Kiowã, localizada na Terra Indígena Karitiana oferece o ensino médio aos seus alunos. Iniciado no ano de 2011, o atendimento ainda é feito com muita dificuldade devido a falta de professores para as áreas de ciências exatas.
A oferta do Ensino Médio nas Terras Indígenas é uma necessidade urgente que começa a ganhar forma com o apoio do Estado que reconhece o direito constitucional de oferecer educação escolar de qualidade aos povos indígenas, assim como os demais serviços básicos que possa proporcionar uma melhor qualidade de vida aos habitantes de comunidades tradicionais.
O fórum mostrou que as comunidades indígenas aspiram à implantação de um ensino médio que possa desenvolver nos alunos habilidades especificas e técnicas que lhes proporcione a sustentabilidade social, cultural e econômica do território. Um ensino que respeite sua cultura, voltado para o desenvolvimento de pesquisas sem deixar de lado os conhecimentos gerais ensinado nas escolas urbanas.
Concluíram por um ensino médio de quatro anos, que deverá começar a ser implantado de forma gradativa, a partir do ano de 2013, nas escolas que possuem estrutura física, pedagógica e demanda de alunos. Um desafio, para o Estado de Rondônia e uma necessidade urgente para os povos indígenas que somente agora vêem seus direitos educacionais serem reconhecidos.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
EDUCAÇÃO NA COMUNIDADE KARITIANA
Em visita à Terra Indígena Karitiana, no dia 10 de julho de 2012, tive a oportunidade de conhecer um pouco sobre a realidade das Escolas Kiowã (Ensino Médio), Jo Mit O’minim (Ensino Fundamental) e Aldeia Bom Samaritano.
Na Aldeia Bom Samaritano o Cacique Orlando Karitiana fez reivindicações sobre a criação de uma escola para atendimento aos alunos do Ensino Fundamental. Orlando Karitiana explicou que uma escola na comunidade é importante para além da leitura e da escrita. A escola proporcionará aos mais jovens através do conhecimento, a manutenção dos costumes e das tradições do seu povo.
O professor Elizeu Coordenador do Núcleo Estadual de Educação Escolar Indígena explicou as condições para a criação de uma escola e afirmou está de acordo com a solicitação da comunidade, uma vez que este é um direito fundamental garantido por lei a todos os cidadãos. O professor Osmair esclareceu dizendo que o primeiro passo para desencadear o processo de criação de uma escola é a solicitação da comunidade que deverá ser encaminhada à Secretaria de Estado da Educação com ata assinada e relação de alunos informando a série dos mesmos.
Na Aldeia Central, onde funciona a Escola Kiowã, para atendimento aos alunos do Ensino Médio, foi realizado uma reunião onde estavam presentes os professores: Eduardo, Alécio, Marcia, Aline e João Karitiana. Após a apresentação da equipe feita pelo professor Elizeu (coordenador), o professor Osmair explicou o objetivo da visita.
Disse que está retornando a Coordenação de Educação Escolar Indígena da CRE/SEDUC, disposto a fazer o possível para desempenhar o trabalho da melhor forma. Para isso é necessário o compromisso de todos. Assim como a equipe da coordenação os professores precisam também desenvolver o trabalho docente com muita disposição.
Citou a importância do cumprimento do calendário escolar, do registro das aulas no diário de classe, do encaminhamento das notas bimestrais e do controle da freqüência, entre outros projetos a serem desenvolvidos na escola.
Falaram sobre a falta dos professores de Matemática e de Educação Física. Elizeu explicou sobre a realização do concurso público para professores e pessoal de apoio para as escolas indígenas.
A Escola Jô Mit Ominim conta com dois professores que lecionam do primeiro ao quinto ano. No momento da visita ambos se encontravam em sala de aula. Os professores citaram as necessidades da escola como: materiais pedagógicos, alimentação escolar e construção de uma escola. Mostraram a precariedade do local onde trabalham dizendo que o telhado construído de palha necessita ser refeito, pois quando começarem as chuvas o mesmo não a conterá. Solicitaram telha para a cobertura da escola que também não tem piso.
Na comunidade há uma demanda de três alunos que estudam no sexto ano. No momento a professora Michelle estava lecionando para os mesmos.
Após os devidos conhecimentos da realidade das escolas e ter ouvido os professores retornamos a Porto Velho com o intuito de buscar a resolução dos problemas detectados nas unidades educacionais visitadas.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
DISTRITO DE NAZARÉ
Osmair Oliveira dos Santos
O Distrito de Nazaré está
localizado por via fluvial, a 150 km de Porto Velho na margem esquerda da
região do baixo Rio Madeira, entre os Distritos de São Carlos e Calama, no
Estado de Rondônia. Por via terrestre, ainda sem acesso, distancia-se da BR
319, sentido Porto Velho/RO – Humaitá/AM, apenas por 18 quilômetros.
Constituído por 16
comunidades ribeirinhas possui seus pontos extremos em relação à sede do
Distrito, a montante na comunidade denominada de Curicacas e a jusante na
comunidade de Papagaios.
As comunidades que fazem
parte do Distrito de Nazaré são: na margem esquerda do Rio Madeira: Bom será,
Boa Vitória, Nazaré, Prainhas, Tira Fogo, São José da Praia, Espírito Santo,
Santa Rosa e Papagaios; na Margem direita do Rio Madeira: Curicacas, Vista
Alegre, Boa Hora, Pombal, Santa Catarina, Laranjal, Conceição do Galera.
2.
A
formação do Distrito
A origem do Distrito de
Nazaré remonta a chegada e compra da propriedade pelo Senhor Eduardo Costa no
ano de 1916, Um comerciante português que chegou à região do Baixo Rio Madeira
com o objetivo de explorar e comercializar o látex extraído dos ricos seringais
da região amazônica.
Com muitos seringais em seus
domínios e um significativo número de seringueiros, tornou-se em pouco tempo um
dos mais ricos comerciantes da região. O Nome Nazaré advém da sua devoção a
Nossa Senhora de Nazaré. O Seringal Nazaré ficava as margens do lago de mesmo
nome, distanciando-se as margens do rio, aproximadamente, dez quilômetros.
O percurso até o Rio Madeira
para escoamento da produção para embarque nos regatões de Manaus e Belém que
compravam a produção na região era feito pelo igarapé colhereiros, que
desemboca entre as localidades denominadas prainhas e Tira Fogo. O percurso era
longo e exigia o serviço de muitos trabalhadores. Um serviço e gastos
desnecessários, se este rio, em linha reta desembocasse direto no rio Madeira.
Contam os moradores mais
antigos que o atual igarapé que atualmente corta a sede do Distrito de Nazaré e
desemboca no Rio Madeira, anteriormente conhecido como “boca do furo” e foi
escavado pelos próprios fregueses do Senhor Eduardo Costa, por volta do ano de
1945, mediante a realização de uma promessa para Nossa Senhora de Nazaré, cujo
festejo se realiza até os dias atuais.
Com a morte do Senhor
Eduardo Costa, o seu filho Eduardo Costa Filho, conhecido como “Sr. Nanã”
assume o comércio e a administração dos seringais, que dado ao declínio do látex
passa a explorar a sova, também com grande abundancia na região, até o final da
década de 1970, quando feio também a falecer.
Com a morte do Senhor
Eduardo Costa Filho, o local passou a ser liderado pelos próprios moradores que
continuaram a extrair a sova e comercializar com compradores da região de
Manaus e Belém. Continuaram também as tradições e festas populares,
particularmente o festejo de Nossa Senhora de Nazaré, no mês de setembro.
As atividades religiosas no
Distrito de Nazaré, mesmo antes da morte do Senhor Eduardo Costa Filho já era
organizado pelo jovem professor Manoel Maciel Nunes, que viriam mais tarde se
tornar pessoa muito importante nesta região como educador, líder religioso e
comunitário.
Em 1967 a Escola Floriano
Peixoto, única instituição oficial no local, que estava localizada na comunidade
de Boa Vitória foi transferida para Nazaré tendo como professor Manoel Maciel
Nunes que já lecionava na referida escola. Também foi o Professor Manoel Maciel
Nunes que implantou em 1978 o Posto dos Correios na comunidade e foi
responsável por significativos trabalhos reconhecidos até os dias atuais pelos
moradores.
No ano de 1988, já com um
número significativo de eleitores foi instalada mediante a solicitação do
professor Artermo Águila Ribeiro, a primeira urna eleitoral no Distrito de
Nazaré que muito contribuiu com o exercício de cidadania dos moradores que até
então, para votar tinham que se deslocarem a capital, Porto Velho.
Neste mesmo ano o governador
eleito Jerônimo Garcia de Santana através da Comissão Executiva dos Vales dos
Rios Guaporé Mamoré e Madeira – CEMAGUAM levou varias ações sociais e de
benfeitorias a região ribeirinha do baixo rio Madeira, particularmente ao
distrito de Nazaré.
Entre os benefícios
implantados por este governador no Distrito de Nazaré enumera-se: energia
elétrica, construção de Posto de Saúde, Construção de escola, casa de farinha,
distribuição de sementes para os agricultores, serraria e maquinário agrícola
para incentivar a produção local.
No período de 1988 a 1992 o
Governo do Estado implantou uma representação local para administrar o Distrito
de Nazaré que veio a ser decretado oficialmente em 1992, na gestão do Prefeito
de Porto Velho, Francisco Chiquilito Coimbra Erse.
3.
População
A sede do Distrito tem uma
população de 90 famílias totalizando aproximadamente 450 habitantes. Em toda a
área de abrangência do Distrito chega a aproximadamente 4.200 pessoas em grande
maioria descendente de seringueiros nordestinos e de indígenas que ocupavam a
região.
Atualmente, há uma grande
demanda migratória para o Distrito de Nazaré, considerando a criação de um
projeto de assentamento na sede do Distrito, a assistência técnica para os agricultores
através da Emater/RO, a construção pela Secretaria Estadual de Educação de uma
unidade educacional para atendimento aos alunos do ensino médio, assim como as
melhorias no atendimento a saúde pela Prefeitura Municipal.
4.
Desenvolvimento
Econômico e Social
Tendo sobrevivido até o
inicio da década de 1960 pela extração do látex, a base econômica atual de
sobrevivência das comunidades que fazem parte do Distrito de Nazaré é a
agricultura, a pesca, o extrativismo vegetal e servidores públicos.
A comunidade desenvolve a
”festa da melancia”, na segunda semana do mês de agosto. Uma atração econômica,
festiva e turística que já entrou nos roteiros de visita atrativa para o Estado
de Rondônia e que cresce cada ano.
A situação educacional é
posta mediante a existência de 07 escolas municipais que atendem apenas com o
primeiro segmento do ensino fundamental. Os alunos do segundo segmento são
assistidos por um projeto da Secretaria Municipal de Educação constituído por
professores itinerantes. Na sede do Distrito está sendo construída pelo estado
uma escola que atenderá os alunos do ensino médio.
Todas as dezesseis comunidades
possuem energia elétrica fornecida através da central da Guascor instalada na
sede do Distrito e na comunidade de Santa Catarina. A água consumida pela
comunidade é proveniente do próprio rio e sem tratamento.
Em relação à saúde, há três postos
de atendimento básico nas comunidades de Santa Catarina, Papagaios e na sede do
Distrito. Não há médicos permanentes na região do baixo Rio Madeira. Os
moradores que necessitam de atendimentos especializados são encaminhados a
Porto Velho ou recebem consultas por ocasião da ida desses profissionais a
comunidade, motivados por projetos de universidades ou por ocasião de alguma
ação dos órgãos públicos estaduais e municipais.
Há uma diversidade de
diagnóstico de doenças nesta região. No entanto prevalecem as chamadas “doenças
tropicais. Além da malária, que apresenta uma grande incidência na região há um
significativo de diagnósticos de diarréia, gripe e verminoses.
Funciona na sede do Distrito
de Nazaré e na comunidade de Santa Catarina um sistema de telefonia fixa com
telefones públicos e particulares que apesar da distancia a capital Porto Velho
funciona a contento e atende as demandas do Distrito.
5.
Perspectivas atuais e projetos
Nos últimos anos se tem notado
um crescimento significativo em todas as áreas ao longo do Distrito de Nazaré,
que teve visibilidade pela sua diversidade cultural muito fluente. Além das
festividades tradicionais e festejos religiosos que atraem um grande numero de
pessoas dos mais diversos lugares a população tem assistido nos últimos anos as
demonstrações de talento do Grupo Minhas Raízes, coordenado pelo músico e
Professor de Letras Timaia dos Santos Nunes.
O Grupo
Cultural Minhas Raízes é formado por crianças e adolescentes da própria
comunidade do Distrito e atua em ações de diversidade culturais com particular
ação na composição de músicas e histórias do imaginário das populações
tradicionais ribeirinhas e do folclore amazônico.
O que encanta
nas ações desse grupo, que começou com a própria família do professor do Timaia
e no decorrer dos trabalhos foi despertando o interesse de outros jovens e que vem
conquistando o seu espaço a cada dia e a cada apresentação que realiza é a
utilização de instrumentos ecológicos produzidos pelos seus próprios
integrantes a partir de produtos colhidos da floresta ou com a reciclagem de madeira.
Com o segundo
CD gravado, de acordo o seu idealizador, professor Timaia, as ações do Grupo
Minhas Raízes tendem a se expandir para a área teatral mediante o apoio das
instituições estaduais e municipais ligadas a cultura com a construção de um
espaço apropriado para apresentações e realização de oficinas de aprendizagens
na sede do Distrito de Nazaré.
Na área
Educacional, está em construção na sede do Distrito uma escola estadual com dez
salas de aulas e demais dependências administrativas e pedagógicas. Um sonho do
povo que veio se arrastando por longos anos que somente agora o vê se realizar.
Com isso há uma grande expectativa para os jovens estudantes que poderão cursar
o ensino médio no local onde moram, acabando assim a angústia de terem que se
deslocarem para o capital Porto Velho para continuarem os seus estudos.
A agricultura
é outro setor que tem causado expectativas de futuro promissor para os
moradores do Distrito. Com a instalação do Posto de Atendimento da Emater, a
produção tem crescido significativamente. O apoio técnico tem proporcionado
também o incremento e a possibilidade para a implantação por parte do governo,
de usinas de beneficiamento dos produtos locais.
Em particular,
o cultivo da melancia tem se destacado na região e atualmente é visto como um
dos grandes potenciais de arranjos produtivos locais. O transporte para
escoamento da produção ainda é insipiente, tendo em vista ser apenas por via
fluvial, no entanto passos significativos já foram dados com a permanência pelo
município e pelo estado de barcos para a realização desse serviço.
A população
aspira à abertura de uma estrada considerando a pequena distancia que há do
Distrito de Nazaré até a BR 319 que é de apenas 18 quilômetros. O grande
empecilho que há é o trajeto dessa via que passará pela Reserva Ecológica do
Cuniã.
Outros
projetos começam a se manifestar, ganhar força e atenção das instituições
governamentais que diante do potencial de produção do Distrito se sentem
obrigados a incentivar e dotar o povo de condições para o desenvolvimento
dessas ações que vislumbram não somente o aumento da renda, mas também uma
melhor qualidade de vida no lugar onde vivem.
quarta-feira, 18 de julho de 2012
Discussões sobre a Educação Escolar Indígena
No período de 17 a 19 de julho estarão reunidos, em Porto Velho, os coordenadores de Educação Escolar Indígena das Coordenadorias Regionais de Educação – CRE/SEDUC para discussões sobre o caminhar da Educação Escolar Indígena no Estado de Rondônia. O encontro foi organizado pelo Núcleo Estadual e entre as pautas está a questão da formação continuada para professores indígenas.
No dia primeiro dia os coordenadores tiveram a oportunidade de obter mais informações sobre Regimento Escolar, currículo e os trabalhos equipe de formação da Secretaria de Estado da Educação, assim como foi realizada a leitura e discussão da Resolução n° 5 de 22 de junho de 2012, da CNE/CEB, que define Diretrizes Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica.
No segundo dia as discussões foram diretamente levadas às atribuições dos coordenadores, tutores e executores indígenas, constituição do Conselho de Classe do Projeto Açaí II e levantamento de aproveitamento dos cursista do referido projeto.
Para o terceiro dia está previsto uma análise da Lei nº 578/2010 que trata da realização do concurso público para professores indígenas e outras deliberações sobre o assunto. Esta pauta sem dúvida é a mais esperada pelos coordenadores que esperam ansiosos por uma definição sobre a contratação de profissionais de apoio administrativo, pedagógico e sabedores culturais para as escolas indígenas.
Os coordenadores, executores indígenas e tutores, durante o encontro, por várias vezes deixaram transparecer a preocupação com a qualidade do ensino nas escolas indígenas e em particular à formação continuada dos professores no Projeto Açaí II. De acordo com os coordenadores há falta de comprometimento dos professores contratados para ministrar as aulas no Projeto Açaí II, principalmente quanto as atividades não-presenciais.
Por fim, todos são conscientes de que a Educação Escolar Indígena, no Estado de Rondônia precisa avançar. A convicção é unânime de que, apesar dos esforços dos envolvidos neste seguimento, a situação inspira mais do que ação intelectual, necessita de uma ação política e prática de forma consciente e alicerçada na realidade atual das comunidades indígenas.
terça-feira, 17 de julho de 2012
DIRETRIZES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CONSELHO PLENO
RESOLUÇÃO Nº 2, DE 15 DE JUNHO DE 2012
Estabelece as Diretrizes Curriculare Nacionais para a Educação Ambiental.
O Presidente do Conselho Nacional de Educação, de conformidade com o disposto na alínea “c” do § 1º e na alínea “c” do § 2º do artigo 9º da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, e nos artigos 22 ao 57 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e com fundamento no Parecer CNE/CP nº 14/2012, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 15 de junho de 2012,
CONSIDERANDO que:
A Constituição Federal (CF), de 1988, no inciso VI do § 1º do artigo 225 determina que o Poder Público deve promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino, pois “todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”;
A Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, no inciso X do artigo 2º, já estabelecia que a educação ambiental deve ser ministrada a todos os níveis de ensino, objetivando capacitá-la para a participação ativa na defesa do meio ambiente;
A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), prevê que na formação básica do cidadão seja assegurada a compreensão do ambiente natural e social; que os currículos do Ensino Fundamental e do Médio devem abranger o conhecimento do mundo físico e natural; que a Educação Superior deve desenvolver o entendimento do ser humano e do meio em que vive; que a Educação tem, como uma de suas finalidades, a preparação para o exercício da cidadania;
A Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, regulamentada pelo Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, dispõe especificamente sobre a Educação Ambiental (EA) e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), como componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo;
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica em todas as suas etapas e modalidades reconhecem a relevância e a obrigatoriedade da Educação Ambiental;
O Conselho Nacional de Educação aprovou o Parecer CNE/CP nº 8, de 6 de março de 2012, homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU de 30 de maio de 2012, que estabelece as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos incluindo os direitos ambientais no conjunto dos internacionalmente reconhecidos, e define que a educação para a cidadania compreende a dimensão política do cuidado com o meio ambiente local, regional e global;
O atributo “ambiental” na tradição da Educação Ambiental brasileira e latinoamericana não é empregado para especificar um tipo de educação, mas se constitui em elemento estruturante que demarca um campo político de valores e práticas, mobilizando (Resolução CNE/CP 2/2012. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de junho de 2012 – Seção 1 – p)
atores sociais comprometidos com a prática político-pedagógica transformadora e emancipatória capaz de promover a ética e a cidadania ambiental;
O reconhecimento do papel transformador e emancipatório da Educação Ambiental torna-se cada vez mais visível diante do atual contexto nacional e mundial em que a preocupação com as mudanças climáticas, a degradação da natureza, a redução da biodiversidade, os riscos socioambientais locais e globais, as necessidades planetárias evidencia-se na prática social,
RESOLVE:
TÍTULO I
OBJETO E MARCO LEGAL
CAPÍTULO I
OBJETO
Art. 1º A presente Resolução estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental a serem observadas pelos sistemas de ensino e suas instituições de Educação Básica e de Educação Superior, orientando a implementação do determinado pela Constituição Federal e pela Lei nº 9.795, de 1999, a qual dispõe sobre a Educação Ambiental (EA) e institui a Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), com os seguintes objetivos:
I - sistematizar os preceitos definidos na citada Lei, bem como os avanços que ocorreram na área para que contribuam com a formação humana de sujeitos concretos que vivem em determinado meio ambiente, contexto histórico e sociocultural, com suas condições físicas, emocionais, intelectuais, culturais;
II - estimular a reflexão crítica e propositiva da inserção da Educação Ambiental na formulação, execução e avaliação dos projetos institucionais e pedagógicos das instituições de ensino, para que a concepção de Educação Ambiental como integrante do currículo supere a mera distribuição do tema pelos demais componentes;
III - orientar os cursos de formação de docentes para a Educação Básica;
IV - orientar os sistemas educativos dos diferentes entes federados.
Art. 2º A Educação Ambiental é uma dimensão da educação, é atividade intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental.
Art. 3º A Educação Ambiental visa à construção de conhecimentos, ao desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores sociais, ao cuidado com a comunidade de vida, a justiça e a equidade socioambiental, e a proteção do meio ambiente natural e construído.
Art. 4º A Educação Ambiental é construída com responsabilidade cidadã, na reciprocidade das relações dos seres humanos entre si e com a natureza.
Art. 5º A Educação Ambiental não é atividade neutra, pois envolve valores, interesses, visões de mundo e, desse modo, deve assumir na prática educativa, de forma articulada e interdependente, as suas dimensões política e pedagógica.
Art. 6º A Educação Ambiental deve adotar uma abordagem que considere a interface entre a natureza, a sociocultura, a produção, o trabalho, o consumo, superando a visão despolitizada, acrítica, ingênua e naturalista ainda muito presente na prática pedagógica das instituições de ensino.
CAPÍTULO II
MARCO LEGAL
Art. 7º Em conformidade com a Lei nº 9.795, de 1999, reafirma-se que a Educação Ambiental é componente integrante, essencial e permanente da Educação Nacional, devendo estar presente, de forma articulada, nos níveis e modalidades da Educação Básica eda Educação Superior, para isso devendo as instituições de ensino promovê-la integradamente nos seus projetos institucionais e pedagógicos.
Art. 8º A Educação Ambiental, respeitando a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica, deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades, não devendo, como regra, ser implantada como disciplina ou componente curricular específico.
Parágrafo único. Nos cursos, programas e projetos de graduação, pósgraduação e de extensão, e nas áreas e atividades voltadas para o aspecto metodológico da\Educação Ambiental, é facultada a criação de componente curricular específico.
Art. 9º Nos cursos de formação inicial e de especialização técnica e profissional, em todos os níveis e modalidades, deve ser incorporado conteúdo que trate da ética socioambiental das atividades profissionais.
Art. 10. As instituições de Educação Superior devem promover sua gestão e suas ações de ensino, pesquisa e extensão orientadas pelos princípios e objetivos da Educação Ambiental.
Art. 11. A dimensão socioambiental deve constar dos currículos de formação inicial e continuada dos profissionais da educação, considerando a consciência e o respeito à diversidade multiétnica e multicultural do País.
Parágrafo único. Os professores em atividade devem receber formação complementar em suas áreas de atuação, com o propósito de atender de forma pertinente ao cumprimento dos princípios e objetivos da Educação Ambiental.
TÍTULO II
PRINCÍPIOS E OBJETIVOS
CAPÍTULO I
PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 12. A partir do que dispõe a Lei nº 9.795, de 1999, e com base em práticas comprometidas com a construção de sociedades justas e sustentáveis, fundadas nos valores da liberdade, igualdade, solidariedade, democracia, justiça social, responsabilidade, sustentabilidade e educação como direito de todos e todas, são princípios da Educação Ambiental:
I - totalidade como categoria de análise fundamental em formação, análises, estudos e produção de conhecimento sobre o meio ambiente;
II - interdependência entre o meio natural, o socioeconômico e o cultural, sob o enfoque humanista, democrático e participativo;
III - pluralismo de ideias e concepções pedagógicas;
IV - vinculação entre ética, educação, trabalho e práticas sociais na garantia de continuidade dos estudos e da qualidade social da educação;
V - articulação na abordagem de uma perspectiva crítica e transformadora dos desafios ambientais a serem enfrentados pelas atuais e futuras gerações, nas dimensões locais, regionais, nacionais e globais;
VI - respeito à pluralidade e à diversidade, seja individual, seja coletiva, étnica, racial, social e cultural, disseminando os direitos de existência e permanência e o valor da multiculturalidade e plurietnicidade do país e do desenvolvimento da cidadania planetária.
CAPÍTULO II
OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL
Art. 13. Com base no que dispõe a Lei nº 9.795, de 1999, são objetivos da Educação Ambiental a serem concretizados conforme cada fase, etapa, modalidade e nível de ensino:
I - desenvolver a compreensão integrada do meio ambiente em suas múltiplas e complexas relações para fomentar novas práticas sociais e de produção e consumo;
II - garantir a democratização e o acesso às informações referentes à área socioambiental;
III - estimular a mobilização social e política e o fortalecimento da consciência crítica sobre a dimensão socioambiental;
IV - incentivar a participação individual e coletiva, permanente e responsável, na preservação do equilíbrio do meio ambiente, entendendo-se a defesa da qualidade ambiental como um valor inseparável do exercício da cidadania;
V - estimular a cooperação entre as diversas regiões do País, em diferentes formas de arranjos territoriais, visando à construção de uma sociedade ambientalmente justa e sustentável;
VI - fomentar e fortalecer a integração entre ciência e tecnologia, visando à sustentabilidade socioambiental;
VII - fortalecer a cidadania, a autodeterminação dos povos e a solidariedade, a igualdade e o respeito aos direitos humanos, valendo-se de estratégias democráticas e da interação entre as culturas, como fundamentos para o futuro da humanidade;
VIII - promover o cuidado com a comunidade de vida, a integridade do ecossistemas, a justiça econômica, a equidade social, étnica, racial e de gênero, e o diálogo para a convivência e a paz;
IX - promover os conhecimentos dos diversos grupos sociais formativos do País que utilizam e preservam a biodiversidade.
Art. 14. A Educação Ambiental nas instituições de ensino, com base nos referenciais apresentados, deve contemplar:
I - abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social, aos direitos humanos, à saúde, ao trabalho, ao consumo, à pluralidade étnica, racial, de gênero, de diversidade sexual, e à superação do racismo e de todas as formas de discriminação e injustiça social;
II - abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente em todas as áreas de conhecimento, componentes curriculares e atividades escolares cadêmicas;
III - aprofundamento do pensamento crítico-reflexivo mediante estudos científicos, socioeconômicos, políticos e históricos a partir da dimensão socioambiental, valorizando a participação, a cooperação, o senso de justiça e a responsabilidade da comunidade educacional em contraposição às relações de dominação e exploração presentes na realidade atual;
IV - incentivo à pesquisa e à apropriação de instrumentos pedagógicos e metodológicos que aprimorem a prática discente e docente e a cidadania ambiental;
V - estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão democrática, edificações, tornando-as
referências de sustentabilidade socioambiental.
TÍTULO III
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Art. 15. O compromisso da instituição educacional, o papel socioeducativo, ambiental, artístico, cultural e as questões de gênero, etnia, raça e diversidade que compõem as ações educativas, a organização e a gestão curricular são componentes integrantes dos projetos institucionais e pedagógicos da Educação Básica e da Educação Superior.
§ 1º A proposta curricular é constitutiva do Projeto Político-Pedagógico (PPP) e dos Projetos e Planos de Cursos (PC) das instituições de Educação Básica, e dos Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) e do Projeto Pedagógico (PP) constante do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) das instituições de Educação Superior.
§ 2º O planejamento dos currículos deve considerar os níveis dos cursos, as idades e especificidades das fases, etapas, modalidades e da diversidade sociocultural dos estudantes, bem como de suas comunidades de vida, dos biomas e dos territórios em que se situam as instituições educacionais.
§ 3º O tratamento pedagógico do currículo deve ser diversificado, permitindo reconhecer e valorizar a pluralidade e as diferenças individuais, sociais, étnicas e culturais dos estudantes, promovendo valores de cooperação, de relações solidárias e de respeito ao meio ambiente.
Art. 16. A inserção dos conhecimentos concernentes à Educação Ambiental nos currículos da Educação Básica e da Educação Superior pode ocorrer:
I - pela transversalidade, mediante temas relacionados com o meio ambiente e a sustentabilidade socioambiental;
II - como conteúdo dos componentes já constantes do currículo;
III - pela combinação de transversalidade e de tratamento nos componentes curriculares.
Parágrafo único. Outras formas de inserção podem ser admitidas na organização curricular da Educação Superior e na Educação Profissional Técnica de Nível Médio, considerando a natureza dos cursos.
Art. 17. Considerando os saberes e os valores da sustentabilidade, a diversidade de manifestações da vida, os princípios e os objetivos estabelecidos, o planejamento curricular e a gestão da instituição de ensino devem:
I - estimular:
a) visão integrada, multidimensional da área ambiental, considerando o estudo da diversidade biogeográfica e seus processos ecológicos vitais, as influências políticas, sociais, econômicas, psicológicas, dentre outras, na relação entre sociedade, meio ambiente, natureza, cultura, ciência e tecnologia;
b) pensamento crítico por meio de estudos filosóficos, científicos, socioeconômicos, políticos e históricos, na ótica da sustentabilidade socioambiental, valorizando a participação, a cooperação e a ética;
c) reconhecimento e valorização da diversidade dos múltiplos saberes e olhares científicos e populares sobre o meio ambiente, em especial de povos originários e de comunidades tradicionais;
d) vivências que promovam o reconhecimento, o respeito, a responsabilidade e o convívio cuidadoso com os seres vivos e seu habitat;
e) reflexão sobre as desigualdades socioeconômicas e seus impactos ambientais, que recaem principalmente sobre os grupos vulneráveis, visando à conquista da justiça ambiental;
f) uso das diferentes linguagens para a produção e a socialização de ações e experiências coletivas de educomunicação, a qual propõe a integração da comunicação com o uso de recursos tecnológicos na aprendizagem.
II - contribuir para:
a) o reconhecimento da importância dos aspectos constituintes e determinantes da dinâmica da natureza, contextualizando os conhecimentos a partir da paisagem, da bacia hidrográfica, do bioma, do clima, dos processos geológicos, das ações antrópicas e suas interações sociais e políticas, analisando os diferentes recortes territoriais, cujas riquezas e potencialidades, usos e problemas devem ser identificados e compreendidos segundo a gênese e a dinâmica da natureza e das alterações provocadas pela sociedade;
b) a revisão de práticas escolares fragmentadas buscando construir outras práticas que considerem a interferência do ambiente na qualidade de vida das sociedades humanas nas diversas dimensões local, regional e planetária;
c) estabelecimento das relações entre as mudanças do clima e o atual modelo de produção, consumo, organização social, visando à prevenção de desastres ambientais e à proteção das comunidades;
d) a promoção do cuidado e responsabilidade com as diversas formas de vida, do respeito às pessoas, culturas e comunidades;
e) a valorização dos conhecimentos referentes à saúde ambiental, inclusive no meio ambiente de trabalho, com ênfase na promoção da saúde para melhoria da qualidade de vida;
f) a construção da cidadania planetária a partir da perspectiva crítica e transformadora dos desafios ambientais a serem enfrentados pelas atuais e futuras gerações.
III - promover:
a) observação e estudo da natureza e de seus sistemas de funcionamento para possibilitar a descoberta de como as formas de vida relacionam-se entre si e os ciclos naturais interligam-se e integram-se uns aos outros;
b) ações pedagógicas que permitam aos sujeitos a compreensão crítica da dimensão ética e política das questões socioambientais, situadas tanto na esfera individual, como na esfera pública;
c) projetos e atividades, inclusive artísticas e lúdicas, que valorizem o sentido de pertencimento dos seres humanos à natureza, a diversidade dos seres vivos, as diferentes culturas locais, a tradição oral, entre outras, inclusive desenvolvidas em espaços nos quais os estudantes se identifiquem como integrantes da natureza, estimulando a percepção do meio ambiente como fundamental para o exercício da cidadania;
d) experiências que contemplem a produção de conhecimentos científicos, socioambientalmente responsáveis, a interação, o cuidado, a preservação e o conhecimento da sociobiodiversidade e da sustentabilidade da vida na Terra;
e) trabalho de comissões, grupos ou outras formas de atuação coletiva favoráveis à promoção de educação entre pares, para participação no planejamento, execução, avaliação e gestão de projetos de intervenção e ações de sustentabilidade socioambiental na instituição educacional e na comunidade, com foco na prevenção de riscos, na proteção e preservação do meio ambiente e da saúde humana e na construção de sociedades sustentáveis.
TÍTULO IV
SISTEMAS DE ENSINO E REGIME DE COLABORAÇÃO
Art. 18. Os Conselhos de Educação dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios devem estabelecer as normas complementares que tornem efetiva a Educação Ambiental em todas as fases, etapas, modalidades e níveis de ensino sob sua jurisdição.
Art. 19. Os órgãos normativos e executivos dos sistemas de ensino devem articular-se entre si e com as universidades e demais instituições formadoras de profissionais da educação, para que os cursos e programas de formação inicial e continuada de professores, gestores, coordenadores, especialistas e outros profissionais que atuam na Educação Básica e na Superior capacitem para o desenvolvimento didático-pedagógico da dimensão da Educação Ambiental na sua atuação escolar e acadêmica.
§ 1º Os cursos de licenciatura, que qualificam para a docência na Educação Básica, e os cursos e programas de pós-graduação, qualificadores para a docência na Educação Superior, devem incluir formação com essa dimensão, com foco na metodologia integrada e interdisciplinar.
§ 2º Os sistemas de ensino, em colaboração com outras instituições, devem instituir políticas permanentes que incentivem e dêem condições concretas de formação continuada, para que se efetivem os princípios e se atinjam os objetivos da Educação Ambiental.
Art. 20. As Diretrizes Curriculares Nacionais e as normas para os cursos e programas da Educação Superior devem, na sua necessária atualização, prescrever o adequado para essa formação.
Art. 21. Os sistemas de ensino devem promover as condições para que as instituições educacionais constituam-se em espaços educadores sustentáveis, com a intencionalidade de educar para a sustentabilidade socioambiental de suas comunidades, integrando currículos, gestão e edificações em relação equilibrada com o meio ambiente, tornando-se referência para seu território.
Art. 22. Os sistemas de ensino e as instituições de pesquisa, em regime de colaboração, devem fomentar e divulgar estudos e experiências realizados na área da Educação Ambiental.
§ 1º Os sistemas de ensino devem propiciar às instituições educacionais meios para o estabelecimento de diálogo e parceria com a comunidade, visando à produção de conhecimentos sobre condições e alternativas socioambientais locais e regionais e à intervenção para a qualificação da vida e da convivência saudável.
§ 2º Recomenda-se que os órgãos públicos de fomento e financiamento à pesquisa incrementem o apoio a projetos de pesquisa e investigação na área da Educação Ambiental, sobr udo visando ao desenvolvimento de tecnologias mitigadoras de impactos negativos ao meio ambiente e à saúde.
Art. 23. Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, devem criar políticas de produção e de aquisição de materiais didáticos e paradidáticos, com engajamento da comunidade educativa, orientados pela dimensão socioambiental.
Art. 24. O Ministério da Educação (MEC) e os correspondentes órgão estaduais, distrital e municipais devem incluir o atendimento destas Diretrizes nas avaliações para fins de credenciamento e recredenciamento, de autorização e renovação de autorização, e de reconhecimento de instituições educacionais e de cursos.
Art. 25. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
PASCHOAL LAÉRCIO ARMONIA
Presidente em Exercício
terça-feira, 13 de março de 2012
GEOGRAFIA DE RONDONIA
*Osmair Oliveira dos Santos
1. ASPECTOS GEOGRAFICOS
O Estado de Rondônia, criado pela Lei Complementar n° 41, de 22 de dezembro de 1981, originou-se do Território Federal do mesmo nome, criado pelo Decreto-Lei n° 5.812 de 13 de setembro de 1943, com a denominação de Território Federal do Guaporé.
Mudando a denominação posteriormente para Território Federal de Rondônia, através da Lei n° 21.731, de 17 de fevereiro de 1956, de autoria do Deputado Federal pelo Estado do Amazonas, Áureo de Melo, em homenagem ao Marechal Candido Mariano da Silva Rondon.
1.1 LOCALIZAÇÃO GEOGRAFICA
Rondônia localiza-se totalmente na Amazônia legal e na Região Norte do Brasil, com relação a latitude sul da linha do Equador e longitude oeste de greenwich. Hora Legal – Está a menos 4 horas de fuso horário em relação a Greenwich e 1 hora do horário oficial do Distrito Federal (Brasília).
1.2. AREA TOTAL E PONTOS EXTREMOS
Área Total – 238.512,80 Km². Representa 6,19% da área total da Região Norte e 2,80% da área do Brasil. Rondônia é o 15° estado brasileiro em área, sendo maior que os Estados do Acre, Roraima, Amapá, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e o Distrito Federal.
Pontos Extremos – Ao norte, a confluência do Igarapé Maicy com o Rio Madeira à 7°55’30” LS;
Ao sul, a foz do rio Cabixi, no rio Guaporé à 13°41’30” LS;A leste, o salto Joaquim Rios, no rio Iquê à 13°41’30” LS;
A oeste, a paisagem da Geodésica Cunha Gomes no divisor de águas Abuná-Ituxi à 66°15’00” LW.
Fronteira com país limítrofe – O Estado de Rondônia possui 1.342 km de linha divisória com a Bolívia delimitada em sua totalidade por rios. O limite começa na foz do rio Cabixi no rio Guaporé; desce o rio Guapopré até o rio Mamoré; desce o rio Mamoré até o rio Madeira; desce o rio Madeira até o rio Abunã; sobe o rio Abunã até o cruzamento com a linha geodésica Cunha Gomes, no limite com o Estado do Acre.
Município com áreas de interesses específicos – Rondônia possui 52 municípios, dos quais 20 estão situados em faixa de fronteiras.
2. CICLOS ECONÕMICOS
2.1 O PRIMEIRO CICLO DA BORRACHA
A Revolução Industrial ocorrida no século XIX aumentou a demanda do mercado internacional da borracha e provocou um grande estímulo à sua produção na Amazônia, de onde era nativa. Esse fator desencadearia o hoje chamado “Primeiro Ciclo da borracha”, trazendo como efeito o deslocamento de grande contingente de mão-de-obra para a exploração, o que levou a produzir sensíveis transformações na região.
Os fatores que influenciaram a formação dessa corrente migratória estão associados com a grande seca que assolou o Nordeste entre 1877 e 1880, e a intensa propaganda dos governos brasileiros e regionais, que acenavam com prêmios e facilidades para os migrantes. Por esta época Rondônia recebeu mais de oito mil homens que adentraram os rios e se estabeleceram nos seringais.
2.2 O CICLO DO TELÉGRAFO.
Após o declínio da borracha, Rondônia passa por um período de estagnação, a exemplo de toda a Amazônia, até o ano de 1940. A preocupação governamental com o isolamento e o esvaziamento da região resultou na decisão de implantar uma rede telegráfica entre Cuiabá e Porto Velho, cortando todo o Norte do Mato Grosso. Parte da região atingida por essa rede daria origem a Rondônia.
À frente dessa missão estava o coronel Cândido Mariano da Silva Rondon, para a implantação da rede telegráfica, concluída em 1915, utilizou mão-de-obra do sul do país. Foram esses homens que, somados aos migrantes eventuais, criaram povoados nas localidades onde os postos telegráficos foram instalados: Vilhena, Marco Rondon, Pimenta Bueno, Vila Rondônia, Ariquemes, entre outros.
2.3 O SEGUNDO CICLO DA BORRACHA
Em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, A Malásia ficou isolada da Europa pela ocupação do sudeste asiático pelos japoneses, o que fez renascer a importância dos seringais da Amazônia. Desta época datam a última grande leva de migrantes para a região, compostas quase que exclusivamente de nordestino vinculados à exploração de seringais, e denominados “Soldados da Borracha”.
Neste mesmo ano, o Presidente Getúlio Vargas criou os territórios federais, entre eles o Território Federal do Guaporé, desmembrado de terras do Amazonas e Mato Grosso. Em 1945 foram criados os município de Guajará-Mirim, que ocupava toda a região do Vale do Guaporé, e Porto velho Abrangendo toda a região de influências da atual BR – 364.
2.4 O CICLO DA CASSITERITA
Em 1958 foram descobertos os primeiros aluviões de cassiterita em Rondônia, nas áreas de seringais, dando inicio ao extrativismo mineral sob o regime de garimpo. Essa atividade induziu o fluxo de migrantes oriundos de diversos estados brasileiros, que se concentravam em Porto Velho e em alguns povoados que praticamente haviam desaparecido com a desativação da Estrada de ferro Madeira-Mamoré.
Entre 58 e 70, toda a economia local se desenvolveu à sombra da exploração da cassiterita. Entretanto, em 31 de março de 1971, através da Portaria Ministerial n° 195/70, expedida pelo Ministério das Minas e Energias, ocorreu a proibição sumária da garimpagem manual em favor da garimpagem mecanizada, afirmando ser esta economicamente mais rentável, privilegiando um reduzido numero de empresas.
2.5 O CICLO AGRICOLA
A descoberta de grande manchas de terras férteis e o intenso fluxo migratório dirigido ao Território, tornaram a agricultura a alternativa mais viável à economia rondoniense, praticada por micro e pequenos produtores rurais.
O processo de ocupação humana de Rondônia ligado ao Ciclo da Agricultura, foi executado pelo INCRA, inicialmente, através dos Projetos Integrados de Colonização – PIC e dos Projetos de Assentamentos Dirigidos – PAD, estrategicamente criados para cumprir a política destinada à ocupação da Amazônia.
O Ciclo da Agricultura em pouco mais de uma década, proporcionou ao território Federal de Rondônia as condições econômicas, sociais e políticas para que fosse transformado na 23ª Unidade Federada Brasileira.
3. ASPECTOS DEMOGRAFICOS
As tentativas de conquista e colonização do atual espaço limitado pelo Estado de Rondônia, remonta ao século XVII, quando os padres jesuítas nela se instalaram para obra de catequese. Porem a posse, o desbravamento e povoamento, só foram realizados com a exploração da borracha e a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Assim uma região que era densa floresta, tendo apenas uma pequena povoação, Santo Antônio do Alto Madeira, a partir de 1907 a 1909 houve um rápido crescimento populacional e assim sucessivamente conforme a tabela abaixo.
Anos
|
População
|
Anos
|
População
|
1909
|
3.700
|
1970
|
111.064
|
1911
|
25.000
|
1980
|
491.025
|
1915
|
40.000
|
1991
|
1.130.874
|
1950
|
36.925
|
1996
|
1.231.007
|
1960
|
69.792
|
2000
|
1.377.792
|
3.1 DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA POPULAÇÃO
O Estado de Rondônia com sua área geográfica de 238.512,80 km², tem uma densidade demográfica de 5,8 habitantes por k², relativa a uma população de 1.379.787 (2000).
A distribuição da população até na década de setenta, apresentava-se linear, localizando-se ao longo dos rios e dos eixos rodoviários. Situação que passou a se modificar com a implantação das empresas de exploração de minérios, de colonização agropecuária e madeireira em expansão afastando-se das margens dos rios e do eixo da rodovia BR-364, na direção do planalto interior, do vale do Guaporé e do Roosevelt. Surgindo no período de 1970/90 núcleos populacionais que se transformaram em cidades de pequeno e médio porte, tais como: Espigão do Oeste, Colorado do Oeste, Alta Floresta, Rolim de Moura, Cerejeiras, Santa Luzia e São Miguel do Oeste. A partir de 1960 o censo demográfico registra os seguintes percentuais:
Tabela 2: Evolução da população urbana e rural.
CENSO % Pop. Urbana % Pop. Rural
|
1960 56,40 43,60
|
1970 53,64 46,36
|
1980 46,37 53,63
|
1991 58,21 41,79
|
1996 62,00 38,00
|
2000 64,10 36,90
|
A rede urbana do Estado é composta basicamente pelos núcleos demográficos ao longo da BR-364, destacando-se, além da capital Porto Velho, as cidades do Centro-Sul do Estado, em função de certo dinamismo agroindustrial.
É resultante das três gerações urbanas detectadas por Coy(1988). Havia de inicio, apenas os núcleos tradicionais ao norte e noroeste do Estado, respectivamente Porto velho e Guajará-Mirim, oriundos da Ferrovia Madeira-Mamoré. Em seguida surgiram os núcleos pioneiros ao longo da BR-364, em torno dos antigos postos telegráficos (Ji-Paraná, Pimenta Bueno e Vilhena) e/ou por conta dos projetos de colonização (ouro Preto do Oeste). Por último, as cidades que surgem nas novas áreas de assentamentos ao longo dos eixos secundários da expansão colonizatória ( Rolim de Moura).
5. CLIMA
Localizado na Amazônia Ocidental, situado entre os paralelos 7°58’ e 13°43’ de latitude sul e os meridianos 59°50’ e 66°48’ de Longitude Oeste de Greenwich, o estado de Rondônia não sofre grandes influencias do mar ou da altitude. Seu clima predominante é o tropical, quente e úmido durante todo o ano, com insignificante amplitude térmica anual e notável amplitude térmica diurna, especialmente no inverno.
Segundo a classificação de Kôppen, O Estado de Rondônia possui um clima do tipo Aw – Clima Tropical Chuvoso, com média climatológica da temperatura do ar, durante o mês mais frio, superior a 18°.
A média anual da precipitação pluvial varia entre 1.400 e 2.500 mm/ano, e a media anual da temperatura do ar entre 24 e 26°C . A media anual da umidade relativa do ar varia de 80% a 90% no verão, e em torno de 75% no outono-inverno.
Os principais fenômenos atmosféricos ou mecanismos dinâmicos que atuam no regime pluvial do estado de Rondônia são as Altas Convecções diurnas, a Alta da Bolívia-AB, a Zona de Convergência Intertropical-ZCIT e as Linhas de Instabilidade-Lis.
6. SOLO
Os solos variam de acordo com as condições ambientais, porque são formados a partir da rocha matriz, que através da ação dos elementos do clima , com efeito do tempo e ajuda dos seres vivos vai sendo desfeita, diminuindo de tamanho até transformar-se em grânulos pequenos, soltos e macios. Esse processo é chamado de intemperismo. Portanto o solo é o resultado do intemperismo da rocha.
O levantamento de solo mais recente em Rondônia foi realizado pela Tecnosolo/DHV/EPTISA, como requisito para a elaboração da segunda aproximação do Zoneamento Sócio-Econômico Ecológico do Estado. O mapa gerado pelo levantamento informa a diversidade de solos com predominância dos Latossolos, Argissolos, Neossolos, Gleissolos e Cambissolos. É predominante a ocorrência de solos em condições de terras firmes e relevo suave ondulados.
O quadro geológico da região abrangida pelo estado de Rondônia compreende unidades de rochas e sistemas estruturais, envolvidos em uma longa historia que se inicia no final do período denominado de Paleoproterozóico (1,8 a 1,6 bilhões de ano), culminando com a deposição das coberturas cenozóica num período mais recente (2milhoes de ano até o recente).
O Estado de Rondônia foi compartimentado, com base em critérios geológicos nos terrenos Jamari, Roosevelt e Nova Brasilandia, sendo primeiro subdividido em nos domínios Ariquemes/Porto Velho e Central de Rondônia.
7. HIDROGRAFIA
A rede hidrografia do Estado de Rondônia é composta pelo rio Madeira e seus tributários e os lagos de várzeas que interagem com os rios fazendo parte da grande bacia Amazônica. Isto ocorre em função da disposição das chapadas dos Parecis e Paccaás Novos, com sentido predominante de sudeste a oeste, formando o grande divisor da drenagem superficial a nível estadual, com padrão radial-dentritica predominante.
Os principais rios do Estado são: Madeira, Machado, Mamoré, Guaporé, Jamari, Roosevelt e Abunã.Tabela 3: Bacias hidrográficas de Rondônia
Nome
|
Área (Km²)
|
01. Bacia do Rio Guaporé
|
59.339,3805
|
02. Bacia do Rio Mamoré
|
22.790,6631
|
03. Bacia do Rio Abunã
|
4. 792,2105
|
04. Bacia do Rio Madeira
|
31.422,1525
|
05. Bacia do Rio Jamari
|
29.102,7078
|
06. Bacia do Rio Machado
|
80. 630,5663
|
07. Bacia do Rio Roosevelt
|
15.538,1922
|
8. VEGETAÇÂO
A vegetação do Estado de Rondônia é reconhecida pela grande biodiversidade de espécies. Isto se deve ao fato de ser uma área de transição entre o cerrado mato-grossense e a floresta amazônica, apresentando, portanto, três importantes biomas: Floresta Amazônica, Pantanal e Cerrado. Rondônia é constituído de 8 tipos principais de vegetação:
- Floresta Ombrófila Aberta;: Florestas Ombrófila Abertas Aluvia;
: Florestas Ombrófilas Abertas de Terras Baixas;
: Florestas Abertas Submontana;ç:
: Florestas Abertas com Bambus.- Floresta Ombrófila Densa:
: Floresta Ombrófila Densa Aluvial;
: Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas;
: Floresta Ombrófila Densa Submontana.
- Floresta Estacional Semidecidual:
: Floresta Estacional Semidecidual Aluvial;
: Floresta Estacional Semidecidual Montana;
: Floresta Estacional Semidecial Submontana.
- Floresta de Transição ou Contato:
: Contato Floresta ombrófila/Floresta Estacional Semidecidual;
: Contato Savana/Floresta Estacional Semidecidual;
: Contato Savana/Floresta Ombrófila.
- Cerrado – Formações vegetais com feições xeromórficas. Recebe também a denominação de savanas.
- Formação Pioneira – Ocorrem em terrenos sujeitos as inundações, apresentando diversas fisionomias. O tamanho das árvores é determinado pela altitude ou pelo grau de inundação.
- Capinarana – São formações não florestais que ocorre em manchas bem pequenas e dispersa por toda a Amazônia. Cresce em solos de areia branca muito pobre. A maioria das espécies é endêmica.
- Umirizal – Tipo de vegetação que cresce em solos pobres, mal drenados e rasos. Localizam-se nas bacias dos rios Guaporé e Madeira.
9. ASPECTOS ECONÔMICOS E SOCIAIS
9.1 população – 1.379.787 (2000). Densidade: 5,8 hab./km2 (2000). Cresc. dem.: 2,2% ao ano (1991-2000). Pop. urb.: 64,1% (2000). Domicílios: 347.194 (2000); carência habitacional: 35.502 (est. 2000). Acesso à água: 30,7%; acesso à rede de esgoto: 20,7% (2000). IDH: 0,82 (1996).
9.2 Saúde – Mort. infantil: 32,80 (2000). Médicos: 6,7 por 10 mil hab. (set./2002). Leitos hosp.: 2,4 por mil hab. (jul./2002).
9.2 Saúde – Mort. infantil: 32,80 (2000). Médicos: 6,7 por 10 mil hab. (set./2002). Leitos hosp.: 2,4 por mil hab. (jul./2002).
9.3 Educação – Educ. infantil: 28.796 matrículas (70,5% na rede pública). Ensino fundamental: 318.707 matrículas (94,2% na rede pública). Ensino médio: 52.883 matrículas (89,9% na rede pública) (prelim. 2002). Ensino superior: 15.651 matrículas (51,9% na rede pública) (2000). Analfabetismo: 11,5%; analfabetismo funcional: 36,7% (2000).
9.4 Governo – Governador: Ivo Cassol (PSDB). Senadores: 3. Dep. federais: 8. Dep. estaduais: 24. Eleitores: 882.545 (0,8% do eleitorado brasileiro) (maio/2002). Sede do governo: Palácio Getúlio Vargas. Praça Getúlio Vargas, s/nº, centro, Porto Velho. Tel. (69) 216-5024.
9.5 Economia – Participação no PIB nacional: 0,5% (2000). Composição do PIB: agropec.: 17,5%; ind.: 23,1%; serv.: 59,5% (1999). PIB per capita: R$ 4.065 (2000).
9.4 Governo – Governador: Ivo Cassol (PSDB). Senadores: 3. Dep. federais: 8. Dep. estaduais: 24. Eleitores: 882.545 (0,8% do eleitorado brasileiro) (maio/2002). Sede do governo: Palácio Getúlio Vargas. Praça Getúlio Vargas, s/nº, centro, Porto Velho. Tel. (69) 216-5024.
9.5 Economia – Participação no PIB nacional: 0,5% (2000). Composição do PIB: agropec.: 17,5%; ind.: 23,1%; serv.: 59,5% (1999). PIB per capita: R$ 4.065 (2000).
9.6.1 Agricultura: mandioca (311.069 t), milho (181.471 t), arroz (144.591 t), café (90.416 t), feijão (47.974 t), cacau (15.779 t) (prelim. maio/2002). Extrat.: madeira (647.515 m3 ), lenha (495.871 m3 ), castanha-do-pará (6.508 t) (2000). Pecuária: bovinos (5.664.320), aves (5.291.407), suínos (460.868), eqüinos (124.786) (2000). Mineração: areia e cascalho (698.900 m3 ), pedra britada (532.629 m3 ), calcário (60.400 t), estanho-cassiterita (7.797.797 kg ), água mineral (22.936.896 l ) (2000). Indústria: alimentícia, extrativa mineral, madeireira (2000). Export. (US$ 56,8 milhões): madeira (92%), granito (3%), carnes congeladas (2%). Import. (US$ 35,9 milhões): geradores a diesel (85%), malte (5%), trigo (2%) (2001).
9.7 Energia Elétrica – Geração: 1.248 GWh; consumo: 1.106 GWh (2001).
9.8 Telecomunicações – Telefonia fixa: 339,9 mil linhas; celulares: 295,5 mil (est. 2002).
9.9 Capital – Porto Velho. Habitante: porto-velhense. Pop.: 334.661 (2000). Malha pavimentada: 30% (1999). Vias urbanas iluminadas: 60% (1999). Automóveis: 39.203 (2000). Jornais diários: 3 (2001). Cultura e lazer: bibliotecas públicas (2), museus (2), teatros e casas de espetáculo (2), cinemas (4) (1999). Prefeito: Roberto Eduardo Sobrinho (PT). Nº de vereadores: 21 (2000). Data de fundação: 2/10/1914.
9.7 Energia Elétrica – Geração: 1.248 GWh; consumo: 1.106 GWh (2001).
9.8 Telecomunicações – Telefonia fixa: 339,9 mil linhas; celulares: 295,5 mil (est. 2002).
9.9 Capital – Porto Velho. Habitante: porto-velhense. Pop.: 334.661 (2000). Malha pavimentada: 30% (1999). Vias urbanas iluminadas: 60% (1999). Automóveis: 39.203 (2000). Jornais diários: 3 (2001). Cultura e lazer: bibliotecas públicas (2), museus (2), teatros e casas de espetáculo (2), cinemas (4) (1999). Prefeito: Roberto Eduardo Sobrinho (PT). Nº de vereadores: 21 (2000). Data de fundação: 2/10/1914.
9.10 Aspectos sociais - Rondônia tem 1,31 milhão de habitantes, dos quais 61,93% vivem nas cidades. Cerca de 300 mil, ou um quarto dos habitantes, moram na capital, Porto Velho. Recoberto em sua maior parte por vegetação típica de cerrado, o estado conta com 22.433 km de rodovias, sendo apenas 6,32% pavimentadas. O saneamento básico também é bastante precário. Em 1998, a rede de esgoto alcança apenas 3,5% dos domicílios do estado, segundo o IBGE. Os reflexos dessas condições insalubres aparecem na saúde da População: o estado é considerado pela Fundação Nacional de Saúde (FNS) uma região endêmica de malária, leishmaniose e febre amarela. De acordo com dados do Conselho Federal de Medicina, conta com 4,59 médicos para cada grupo de 10 mil habitantes, menos da metade do que é considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
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