domingo, 4 de outubro de 2015

AULA: PRINCÍPIOS LÓGICOS FUNDAMENTAIS

A ciência das leis necessárias do entendimento e da razão em geral ou, o que é a mesma coisa, da simples forma do pensamento em geral, designamo-la de Lógica – Kant.

- A disciplina filosófica que se dedica ao estudo das leis, princípios e regras a que deve obedecer o pensamento e o discurso é precisamente a lógica.
- no seu sentindo etimológico, ela é a ciência do ‘logos’. O termo ‘logos’ de origem grega, significa: palavra, discurso, pensamento, razão. Como tal, a lógica terá por objeto o pensamento e o discurso, preocupando-se com a sua correção.
- A psicologia ocupa-se do estudo dos mecanismos e processos mentais, a lógica apenas terá em consideração o resultado desses processos: o pensamento como produto, traduzido em enunciados.
- Torna-se pois, necessário obedecer a determinadas regras para a elaboração dos nossos raciocínios, ou argumentos. A lógica permite estabelecer essas regras, de modo a distinguir os raciocínios válidos daqueles que não o são.

Objeto da lógica formal:
Clarificar o nosso pensamento;
Ajudar a evitar erros de raciocínio;
Distinguir os argumentos corretos dos incorretos;
Explicar porque razão esses argumentos são corretos ou incorretos;
Aprender a argumentar corretamente e avaliar argumentos.

Princípios Lógicos (princípios básicos do nosso pensamento)

a)   Principio de Identidade - de acordo com este princípio, se se coloca uma proposição, temos de colocar a mesma proposição, isto é, uma proposição é equivalente a si mesma ( uma coisa é o que ela é).

Ex.: se eu me chamo Catarina, logo chamo-me Catarina ( verdadeiro que A é A).

O que acima de tudo, importa reter relativamente a este princípio é que ele exige que, no decurso de um procedimento argumentativo ou demonstrativo, se mantenha o mesmo significado dos termos e das expressões.

b)   Principio de (não) Contradição – segundo este princípio, é impossível aceitar uma proposição e, ao mesmo tempo, a sua negação. De acordo com Aristóteles, no que se refere à dimensão lógica, dizemos que é impossível que a afirmação e a negação sejam verdadeiras ao mesmo tempo. (Uma coisa é ou não é - não pode ser e não ser ao mesmo tempo).

Ex.: Se é verdade que me chamo Catarina, então é falso que não me chamo Catarina (Falso que A é B e não B ao mesmo tempo).

- Do ponto de vista ontológico, a mesma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo a mesma perspectiva, ou, então, é impossível que o mesmo atributo pertença e não pertença ao mesmo sujeito, ao mesmo tempo e segundo a mesma relação.

- Eu sou alta e não sou alta (não entro necessariamente em contradição, posso ser alta em relação à kanita e não ser em relação à Mariana: D).

- Possuindo estas dimensões – lógica e ontológica – o princípio de não contradição estrutura a realidade e o nosso pensamento, estando na base das afirmações que produzimos acerca dessa realidade.

c)   Princípio do Terceiro Excluído – de acordo com este princípio, na sua vertente lógica, sendo dada uma proposição, tem de a afirmar ou de a negar. Segundo Aristóteles, de duas proposições contraditórias, uma delas tem de ser verdadeira e não podem ser ambas falsas, ou seja, não é possível que haja qualquer entre enunciados contraditórios. (Uma afirmativa é verdadeira ou a negação dessa afirmativa é verdadeira - Não existe uma terceira afirmativa verdadeira).

Ex.: Ou eu me chamo Catarina ou eu não me chamo Catarina.
- Na sua formulação ontológica, este princípio diz-nos que uma coisa deve ser ou então não ser, não há terceira possibilidade.

A Importância destes Princípios
Estes três princípios são pressupostos de todo o pensamento consistente. Sem eles, nenhuma verdade pode ser concebida. Sendo leis fundamentais, exigem que lhes obedeçamos se queremos o nosso pensamento tenha rigor e coerência. Quando pensamos e quando traduzimos o nosso pensamento em discurso (oral ou escrito), utilizamos estes princípios, os quais determinam todo o nosso exercício racional.
Eles revelam-se no discurso, porque o discurso é a tradução do pensamento. Todavia, para pensar precisamos não só de princípios, como também de instrumentos lógicos – O CONCEITO; O JUÍZO E O RACIOCÍNIO.





                                        








domingo, 27 de setembro de 2015

AULA DE FILOSOFIA - ESCOLASTICA

Palavra derivada de escola
Filosofia medieval – produção entre os séculos VIII e XIV.
Abrange pensadores europeus, árabes e judeus
Período em que a Igreja Romana domina a Europa.
Escolástica – preocupação com a linguagem.
Compreensão (Bíblia)- literal e simbólico.

TEOLOGIA:Trivium (gramática, retórica e dialética): estudo da linguagem.
                     Quadrivium (geometria, aritmética, astronomia e música): estudo das coisas.

A partir do sec. XII, o aristotelismo marcou definitivamente o pensamento escolástico – descoberta das obras de Aristóteles e sua tradução do grego para o latim.

ESCOLÁSTICA: Fé e razão - harmonização.
                              Estudo da lógica - significativos avanços.
                              Questão dos universais - qual a relação entre as palavras e as coisas?.
Atividades:
Descrever as três frases da escolástica.
Explique o que são “os universais”.
Sobre os universais o que dizem:
-Realismo:
-Nominalismo:

-Realismo moderado.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O QUE PODEMOS ESPERÁ DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Atualmente nos deparamos em meio a várias situações que levam, ou até mesmo forçam as pessoas a fazerem questionamentos mais diversos possíveis, principalmente quando o assunto é a educação. Uma verdadeira banalização que toma rumos ignorados onde até mesmo os que se dizem especialistas no assunto não têm perspectivas de futuros promissores.
Achei interessante o texto escrito pelo professor Marcelo Beneti ao tecer critica que só mesmo quem está atuando no segmento é capaz de perceber a veracidade que suas argumentações transparecem ao analisar o panorama atual com que os governantes tratam o tema, e apesar do clamor da sociedade, o que se vê é a degradação cotidianamente do sistema. Vejamos o que o professor fala:
Eis uma grande incógnita: a situação das escolas públicas atualmente. A disciplina não existe mais, professores desmotivados devido aos baixos salários e por não terem mais o respeito por parte dos alunos. O educador não tem força nenhuma para repreender os atos de indisciplina, nem mesmo respaldo para isso; por incrível que pareça, o bom professor hoje é aquele que segura o aluno em sala de aula, ou seja, aquele que não dá trabalho para os diretores e coordenadores pedagógicos.
Assim, não teremos professores suficientes num curto prazo (ou já não temos?). Será que essa pedagogia moderna realmente funciona? Pelo que vemos por aí, cada vez menos nossos alunos sabem escrever, fazer contas simples, resolver problemas. Desculpe, mas para mim isso tem um nome “Pedagogia da ralé”. O que quero dizer com isso: nossos governantes querem justamente um povo que não questiona que não sabe reivindicar  seus direitos, ou seja, um povo facilmente dominável , enquanto que a burguesia continua tendo um ensino de alta qualidade em colégios tradicionais. Esses continuarão no poder, filhos de deputados, governadores, senadores e outros.
O discurso de progressão continuada que me desculpe, é uma falácia, pois isso é a chamada “aprovação automática”, uma vergonha, um sistema onde professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem. Lamentável dizer que esse sistema de ensino funciona, é só compararmos com antigamente: alunos de quarta série do ensino fundamental escreviam e faziam contas muito melhor do que alunos do 3º ano do ensino médio nos dias de hoje. Será que o ensino tradicional era tão ruim? Será que a reprovação prejudica tanto o desenvolvimento do aluno?  Será que a rigidez do professor deve ser vista  como repressão? Só sei que é visível a queda da qualidade do ensino público, o que é lamentável, pois teremos uma maioria despreparada  e cada vez mais dominada pela elite, teremos cada vez mais professores abandonando a carreira por não terem mais condições psicológicas para lidar com a indisciplina dos alunos, e é isso que nossos governantes querem, a política do “Pão e Circo”.
Com mais aprovações os números na educação melhoram aos olhos do “exterior”, uma mentira maquiada pelos números. Mais uma vez o povo está sendo enganado, sem perspectivas de um futuro melhor.


Fonte: Marcelo Beneti. In: http://www.infoescola.com <acesso em 18 de setembro de 2015>

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

AULA DE FILOSOFIA: PARADIGMA DA PÓS MODERNIDADE

Pós modernidade - Renascimento dos ideais a partir da segunda metade do século 20.
Visão Filosófica da Pós-Modernidade
Tentativa de desconstruir o discurso filosófico ocidental a partir do próprio discurso, tal qual foi elaborado desde a antiguidade clássica.
Ruptura não apenas no âmbito da política e da economia mas, sobretudo, no pensamento das pessoas - fase de grandes transformações

A filosofia pós-moderna reivindica uma posição amadurecida frente ao modelo positivista(modernidade).
Reflexão sobre o destino do homem - que vive em uma sociedade.
Novas formas de tecnologia, cultura e sociedade.

 

Influência da Pós-Modernidade na Organização dos Conhecimentos

As formas de conhecer e de pensar o conhecimento não pode mais seguir uma lógica mecanicista e determinista.

A globalização sobre as maneiras de se pensar e sentir, viver e agir no mundo, afetam as concepções filosóficas sobre a realidade.

Espaço territoriais sem fronteiras, mercados comuns, moedas transnacionais são desafios para a mente humana que não podem coexistir com conhecimentos divididos, hierarquizados, sistematizados:

Atividade:

1. Definição de modernidade.
2. Definir pós modernidade.

AULA DE FILOSOFIA: PATRISTICA

Textos sobre a revelação e fé cristão escritos por padres (a partir do Sec. IV).
Corrente filosófica inspirada na filosofia greco-romana que tenta munir a fé de argumentos racionais.

Aureliano Agostinho (Santo Agostinho):
Doutrinas ensinadas:
Maniqueismo – doutrina persa que afirmava ser o universo dominado por dois princípios opostos o bem e o mal.
Ceticismo – duvida ou nega as possibilidades do conhecimento da verdade.
Neoplatonismo – A verdade como conhecimento eterno deveria ser buscada intelectualmente no mundo das ideias.

Superioridade da alma:
Criada por deus para reinar sobre o corpo dirigindo-o para a pratica do bem.

Liberdade e pecado:
A liberdade humana deriva de uma vontade viciada que alimenta o pecado – não da razão que tenta discernir o que é bom do que é mau.

Atividade:
Tolerância religiosa, o que é?

Descrever os quatros momentos da filosofia medieval cristã.
a) dos padres apostólicos;
b) dos padres apologistas;

c) da patrística;

AULA DE FILOSOFIA: O ARGUMENTO

Argumento - relação que se estabelece entre o que sabemos ou colocamos como hipótese e o que concluímos.
Um argumento pode ser definido como uma afirmação acompanhada de justificativa (argumento retórico) ou como uma justaposição de duas afirmações

Tipos de argumentos:
- Dedutivos;
- Indutivos;
- Por analogia.

A argumentação situa-se entre:
- A retórica: caráter dialético;
- A lógica: estrutura que sustenta o discurso.

Pode ocorrer:
No encontro interpessoal –situação de diálogo direto entre as pessoas;
Através dos meios de comunicação social.

Discurso argumentativo:
- Ato comunicativo que apresenta provas ou razões para a defesa de uma opinião.
Ex: Todos os metais são condutores de eletricidades.
       O ferro é um metal.
       Logo, o ferro é um condutor de eletricidade.

Ex 2: O ferro, o cobre e o zinco conduzem a eletricidade.
          Ora, o ferro, o cobre e o zinco são metais.
          Então, todos os metais conduzem a eletricidade.

Ex 3: A nossa mente é como o nosso corpo.
          Ora, nós temos que alimentar o nosso corpo.
          Logo, temos que alimentar a nossa mente.

Atividade:
1. Definir lógica.
2. Explicar o que é raciocínio.
3. Explique o que é argumento.






domingo, 30 de agosto de 2015

A CONSCIÊNCIA – RESUMO DAS AULAS

Na Grécia Antiga consciência significava COM CIÊNCIA, traduzindo: SABER.
- Atividade mental que permite ao homem saber que sabe. (Refletir).
- Não é algo estático, mas sim um sistema aberto que permite ao homem se relacionar consigo e com os outros.

Há dois tipos de consciência:
a) Consciência de si: é a concentração da consciência nos estados internos do sujeito. Alcança a interioridade. Exige reflexão.
b) Consciência do outro: é a concentração da consciência nos objetos externos ao sujeito. Alcança a alteridade e exige a atenção do sujeito.

Debater com os alunos os conceitos filosóficos das palavras (criar dinâmica para que cada aluno possa falar):
Consciência;
Identidade;
Cultura;
Consciência Religiosa;
Consciência Intuitiva;
Consciência Racional;
Senso comum.

Identificar o modo de consciência (religiosa, intuitiva, racional). nas frases abaixo:
A) Os antibióticos combatem as infecções porque evitam a reprodução de determinados micro-organismos que provocam doenças.
B) Algo me diz que ele está mentindo.

C) Foi Deus que me salvou da desgraça.

AULA DE FILOSOFIA - ARISTÓTELES

Para este pensador: “o home é um animal político”. Somos políticos porque vivemos em grupo e necessitamos de organização.

A finalidade básica das ciências – desvendar a constituição dos seres.

Analisar os conceitos de:
TEORIA DAS IDEIAS   -  CIÊNCIAS   -  POLITICA – INDUÇÃO - MÉTODO

Método indutivo:
A ciência deveria partir da realidade sensorial (empírica) para essência do ser.
Individual ao universal ------ particular ao geral.

Teoria da realidade – Hilemorfismo teleológico.
O inteligível está neste mundo e opera dentro das próprias coisas.

As coisas são constituídas de duas formas;
-Matéria
- Forma
A realidade que muda – Ato e potência.
Ato – manifestação atua do ser.
Potência – as possibilidades do ser.

Atividades:
Elaborar uma crítica com o tema: O homem é um ser social.


AULA DE FILOSOFIA - EPISTEMOLOGIA

Durante muitos séculos – cosmovisão mítica – metafísico.

O racionalismo (Sec. XVII)- mudança de pensamento filosófico e teológico.

Construção do conhecimento:
Dados – Informações: (Operações lógicas);
Conhecimento: Interpretaação.

Palavras chaves (conceitos a serem discutidos juntos com os alunos) - criar dinâmica de abordagem dos temas na sala de aula.
COSMOVISÃO – MITO – METAFISICO – RACIONALISMO – EMPÍRICO – INDUÇÃO – POSITIVISMO – DIALÉTICO – REFUTAÇÃO – MAIÊUTICA – PARADIGMA.

Papel da Indução:
Generalização que parte dos fatos assegurados pela experiencia sensível.

Critérios de Verificabilidade:
Toda teoria deve passar pelo crivo da verificação empírica para ser aceita como verdadeira.

Critério da Refutabilidade:
Uma teoria mantêm-se como verdadeira até que seja provada sua falsidade.

Atividades: Pesquisar os conceitos das palavras:
COSMOVISÃO – MITO – METAFISICO – RACIONALISMO – EMPÍRICO – INDUÇÃO – POSITIVISMO – DIALÉTICO – REFUTAÇÃO – MAIÊUTICA – PARADIGMA



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO E TEORIAS ACERCA DA GEOGRAFIA

Fonte: http://professor-josimar.blogspot.com.br/2009/09/desemvolvimento-historico-e-teorias.html

Geo = Terra e Graphos = escrever, ou seja, a Geografia ao pé da letra seria uma ciência que descreve o planeta Terra, sua superfície, os fenômenos que nele acontecem, sejam eles de cunho cientifico, biológico ou humano. Este é um termo grego criado por Eratóstenes por volta de 300 a. C. Aliás, foi na antiga Grécia que surgiu a Geografia, mas era denominada de filosofia natural ou de história natural.
Ao longo da história, a Geografia foi recebendo novos conceitos e abrangendo cada vez mais seu objeto de estudo. As novas descobertas feitas pelo homem contribuíram para o desenvolvimento e o amadurecimento das ideias tanto conceituais quanto operacionais em torno da Geografia.
Muitos teóricos e pesquisadores, no decorrer do tempo, questionaram, conceituaram, e buscaram explicações para a Geografia em si e para os seus aspectos.
Vários fatores contribuíram para que a Geografia tivesse início na Grécia Antiga (século IV a. C.): os gregos dominavam uma grande parte da região do Mar Mediterrâneo, principalmente o leste; buscavam novos territórios para seu domínio e para ampliar seu comércio.
Para tanto, era preciso que eles conhecessem os aspectos naturais e físicos do ambiente. Observando as chuvas, as cheias dos rios, os ventos, o céu, os gregos puderam detalhar certas características do espaço geográfico. Para Moreira (apud SOUZA, 2008), além do fator comercial, o surgimento da geografia pelos gregos deve-se ao fato de, na Grécia, as lutas pela democracia ganharem mais profundidade e duração entre os povos da Antiguidade.
Posteriormente, os romanos também deram sua contribuição para o avanço da geografia, dando destaque aos estudiosos Estrabão e Ptolomeu, que embora não fossem romanos natos, deixaram importantes relatos, criaram diversas obras e elaboraram trabalhos que não se limitavam à descrição das características físicas.
Sobre a importância do conhecimento do espaço geográfico, Estrabão afirmou que até mesmo um caçador terá mais êxito se conhecer a natureza e a extensão do bosque e, além do mais, só aquele que conhece uma região pode escolher o melhor local para acampar, para fazer uma emboscada ou para dirigir uma campanha militar (apud. VESENTINI, 2008).
Na Idade Média, com o fim do Império Romano do Ocidente, a Geografia voltou à sua forma tradicional, ou seja, descrição do espaço geográfico e representação gráfica, além disso, acreditava-se por força da Igreja Católica que a Terra era plana e que seria também o centro do Universo.
Os árabes traduziram muitos trabalhos gregos e aprofundaram o estudo da Geografia. No século VII, Al-Idrisi apresentaria um sofisticado sistema de classificação climática. Em suas viagens à África e à Ásia, outro explorador árabe, Ibn Battuta, encontrou a evidência concreta de que, ao contrário do que afirmara Aristóteles, as regiões quentes do mundo eram perfeitamente habitáveis.
Entre os séculos XII e XV, as viagens de Marco Pólo, as cruzadas, as rotas de comércio terrestre e as grandes navegações e os descobrimentos de territórios foram fatores importantes que propiciaram novos conhecimentos acerca do mapeamento dos continentes e das suas características geográficas, afinal, muitos navegadores descreviam as novas terras e como eram os povos que nelas já habitavam.
A partir do século XVII a Geografia passa a receber subdivisões. O alemão Bernard Varenius distinguiu a geografia geral e regional; nomes como Goethe, Kant, e Montesquieu estavam preocupados em estabelecer em seus estudos a relação entre a humanidade e o meio ambiente, dando forma à geografia social; entre outras podemos destacar a geografia antropológica e a geografia política. As “escolas” que começaram a surgir por volta do século XVIII propõem teorias e técnicas do estudo da Geografia como ciência. Conforme Neis (apud. SOUZA, 2008), “o conhecimento geográfico se estrutura em diferentes níveis, sendo, todavia, transmitido segundo o que determina a sociedade estratificada”.
Apenas no século XIX que a Geografia se tornou uma ciência específica, se separando da filosofia, da astronomia, da geologia e de outros saberes que, até então, eram mais ou menos integrados com ela. Isso ocorreu como consequência de uma maior delimitação de cada objeto ou campo de estudos. A Geografia passou a ter um campo de estudos mais restrito. Ela deixou de ser identificada com todos os conhecimentos sobre a Terra, sobre o nosso planeta em todos os seus aspectos, e passou a se ocupar especificamente do espaço geográfico, ou seja, a superfície terrestre, que é o lugar onde a humanidade vive e no qual produz modificações.

A ESCOLA ALEMÃ E OS PRINCIPAIS PENSADORES
Por volta do século XIX, surgia a Escola Alemã, apresentando o Determinismo, que propunha a ideia de que o clima era capaz de estimular ou não a força física e o desenvolvimento intelectual das pessoas, teoria esta que era fundamentada pelo geógrafo alemão Friedrich Ratzel.
Outros estudiosos alemães se destacaram: Alexander Von Humboldt (1769-1859), Karl Ritter (1779-1859) e Immanuel Kant (1724 – 1804). Eles produziram importantes trabalhos de pesquisa no estudo da Geografia Física, como foi o caso de Humboldt, ou então da Geografia Humana, como foi o caso de Ritter.

FRIEDRICH RATZEL E O DETERMINISMO
Baseado na teoria evolucionista de Darwin, Ratzel elaborou o Determinismo. Trata-se de uma linha de pensamento onde a humanidade se define conforme às condições ambientais onde vive.



HUMBOLDT: GEOGRAFIA FÍSICA E REGIONAL
Responsável por aproximar a Geografia Geral da Regional, ou seja, rompeu a análise isolada dos fatores para que estes fossem estudados num todo. Em outras palavras, Humboldt conectou o estudo geral da Geografia com o específico dando origem à Geografia moderna.


KARL RITTER E A GEOGRAFIA HUMANA
Relaciona o meio físico com a ação humana. Para ele não basta saber apenas informações sobre a Terra, mas sim como o homem interage com a natureza, como ele a transforma e como ela se comporta em relação à sua ação.


IMMANUEL KANT: A GEOGRAFIA COMO CIÊNCIA
Definiu a Geografia como uma ciência e estabeleceu a ela modalidades para o seu estudo como: matemática, moral, política, física, comercial e teológica.


A GEOGRAFIA HOJE
A Geografia conheceu, num passado recente, um movimento de renovação teórica, que exercitou com radicalidade a crítica às perspectivas tradicionais e introduziu novas orientações metodológicas no horizonte de investigação dessa disciplina. “A Geografia em sua busca de novos caminhos e de novas interpretações do mundo se posiciona de uma forma crítica, direcionando sua contribuição para resgatar a importância do espaço no mundo atual”. (SANTOS, 2008).
Ela tem assumido um papel muito importante em uma época em que as informações são transmitidas pelos meios de comunicação com muita rapidez e em grande volume. É impossível acompanhar e entender as mudanças e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo sem conhecimentos geográficos.
A importância do estudo da Geografia no mundo atual é inquestionável. Por ter se tornado uma ciência crítica, ela tem como encontrar respostas para diversos fatos, soluções para vários problemas, explicações sobre os fenômenos que ocorrem e nos faz entender como nós, seres humanos, temos um grande poder de transformação sobre a natureza e como a natureza reage às nossas ações.

REFERÊNCIAS 
SANTOS. História da Geografia. Disponível em: Acesso em 24 out 2008.
SOUZA, Arildo João de. Fundamentos Epistemológicos da Geografia. Indaial: Ed. Asselvi, 2008.
VESENTINI José Willian. Geo-História. Disponível em. Acesso em 28 out 2008.