sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Sistema de Informações Educacional: novos desafios

O Sistema de Informações Educacional é um sistema informatizado, que utiliza a rede mundial de computadores, disponibilizando informações em tempo real. Dessa forma se constitui como recurso de gestão pedagógica. Atualmente esse sistema está implantado em muitas escolas publicas localizadas na área urbana, expandindo-se gradativamente também às da área rural.
Os desafios para a melhoria da qualidade da educação pública exigem o uso das tecnologias aplicadas a esse contexto. Nessa direção, surgem novos paradigmas que são acionados e incorporados pelos diversos atores envolvidos no processo educacional, visando contribuir para uma educação de qualidade, condição básica para o integral exercício da cidadania e o pleno desenvolvimento do aluno.
Nessa perspectiva, a melhoria da qualidade da educação passa a ser prioridade garantindo o acesso, a permanência e o sucesso do aluno. É nesse contexto, que se faz necessário o emprego de ferramentas de gestão que proporcione o acampamento do desempenho das ações, possibilitando aos gestores a realização de intervenções em tempo hábil.
Frente a todos esses contextos verifica-se a necessidade de realizar mais pesquisas sobre essas ferramentas tecnológicas no campo pedagógico junto as escolas, sobre seus aspectos positivos e as dificuldades encontradas pelos gestores escolares para a utilização  e possibilitar a sua total operacionalização a partir das sugestões dos  usuários, neste caso, professores, alunos, pais e técnicos educacionais.
Nesta perspectiva, acredita-se que a implementação de ações pedagógicas que proporcione a otimização da gestão escolar, melhor interação entre as entidades mantenedoras com as unidades educacionais e a comunidade, disponibilizando informações em tempo hábeis e confiáveis para o acompanhamento dos indicadores estabelecidos, a educação terá um salto significativo no que se refere a qualidade.

MEDIÇÃO DE VAZÃO UTILIZANDO O MÉTODO DO FLUTUADOR EM AULA DE CAMPO NO ENSINO DE GEOGRAFIA

Introdução
Muito se discute sobre a importância da água como forma de manutenção da vida no planeta. As discussões permeiam os mais variados temas, entre eles a necessidade de conscientizar as pessoas da sua quantidade limitada. Embora sendo um recurso limitado é possível utilizá-la de forma consciente através do planejamento do uso e da gestão da sua disponibilidade. Para Figueiredo e Silva (2009), a aula de campo é essencial, pois através dela é possível identificar o aprendizado do que é estudado na sala de aula e as diversas interações do homem com o meio.

Metodologia
O trabalho constituiu-se de atividades de campo desenvolvida com acadêmicos do curso de geografia da Universidade Federal de Rondônia nas aulas de hidrologia e Recursos Hídricos. O método utilizado foi o do flutuador, por ser de baixo custo e de fácil aplicação. A área de estudo foi o Igarapé Santa Barbara, na área urbana da cidade de Porto Velho/RO seguindo etapas que vão da escolha de um trecho limpo, de fácil acesso e sem curvas ao cálculo da vazão do igarapé com evidências aos diferentes usos possíveis da água na seção pesquisada.

Discussão
A principal intenção do trabalho de campo foi vivenciar as discussões teóricas se transformando em prática. O livro didático e as teorias defendidas em sala de aula devem ser coadjuvantes na aprendizagem. No século das inovações tecnológicas não se pode de forma alguma se apegar apenas as leituras e debates do cotidiano acadêmico. É importante que o educando vivencie práticas contextualizadas do que foi ensinado na teoria para ter uma noção geográfica do mundo e suas interações.. Considerações Finais A aula de campo, no que refere ao calculo de vazão serviu para: elevar a autoestima e confiança dos alunos; mostrar que não existe um método universal; desenvolver a interdisciplinaridade e o protagonismo das ações.

Referências 

FIGUEIREDO, Vânia Santos e Silva, GEANE Sueli Castro. A importância da aula de campo na prática em geografia. ENPEG: Porto Alegre, 2009.
CASSOL, Ana Delise Claich. A geografia saindo da sala de aula para o mundo. ENPEG. Porto Alegre, 2009.
BRIDGE, J. Rivers and Floodplains. Ed. Blackwell Science. 2003. 380p.

Região Ribeirinha de Porto Velho no Estado de Rondônia

A região do baixo Rio Madeira, no Município de Porto Velho/RO, caracteriza-se por apresentar um conjunto de comunidades tradicionais que sobrevivem da agricultura e do extrativismo vegetal e animal. Atualmente, contam com geração e distribuição pública de energia, linha telefônica, televisão com recepção via antena parabólica. Posto de saúde comunitário instalado na sede de cada distrito apresenta condições satisfatórias nos aspectos físicos, se comparado aos demais da região. Um grande desafio dos habitantes corresponde à falta de profissionais qualificados e abastecimento de água tratada.
A água consumida é captada diretamente do rio através de bombas elétricas ou de poços semiartesiano. A má qualidade gera muitos problemas de saúde, especialmente na época em que o nível do rio Madeira começa a subir, e do mesmo modo, quando começa a descer. A educação enfrenta enormes dificuldades não pela estrutura física das escolas, mas pela falta de professores especializados. Nas sedes dos distritos a população conta com o ensino fundamental e médio.
Organizados em associação, os produtores realizam festas tradicionais, festejos de Santos em várias épocas do ano que atrai centenas de pessoas. Para Almeida (2008), a repetida inovação de modernidade e progresso, que parecia justificar que os agentes sociais atingidos pelos grandes projetos fossem menosprezados ou tratados etnocentricamente como primitivos e sob o rótulo de atrasado, tem sido abalado face à gravidade de conflitos prolongados e à eficácia dos movimentos sociais e das entidades ambientalistas em impor novos critérios de consciência econômica e ambiental.
Em meio às diversas abordagens sobre desenvolvimento, o conceito de Desenvolvimento Sustentável, originário da economia ecológica, tem sido um dos mais institucionalizados através de uma proposta ideológica muito sedutora: compatibilizar o desenvolvimento econômico, social e equilíbrio ambiental. Porém,  essa discussão sobre Desenvolvimento Sustentável envolve contradições com relação à questão ambiental e as relações produtivas, quando relacionada ótica capitalista atual de desenvolvimento. Muitas são as discussões de que o sistema capitalista é contraditório e por si só, incapaz de gerar sustentabilidade até para si mesmo, como discutido por Marx (1963).
Nos últimos anos, o poder público, a iniciativa privada e as organizações não governamentais têm direcionado parte de seus esforços para o estabelecimento de estudos, ações e projetos que melhor deem conta e atendam a valorização da cultura dos povos tradicionais. Estes esforços relacionam-se a um desejo de entendimento para além do senso comum do problema social e ao crescente interesse pela promoção da inclusão econômica e social desses povos, que resistem culturalmente.
Não se trata apenas de uma questão voltada ao aspecto geográfico, ou econômico. Ao entender o processo histórico de formação dessas comunidades será possível apresentar a história econômica regional incorporando os componentes socioeconômicos ao longo do tempo e projetar cenários e conceitos alternativos para o futuro, de forma a se arquitetar o planejamento regional considerando aspectos amplos de natureza geopolítica e de logística para esta região.
Sobremaneira há que evidenciar a formação histórica e os processos de colonização das comunidades ribeirinhas para mostrar a potencialidade econômica cultural e ambiental existente que poderiam ser exploradas de forma equilibrada gerando riqueza e qualidade de vida para a população. Somente assim, será possível direcionar os olhares das autoridades constituídas para o incremento de politicas eficazes que incentive os meios produtivos, sem perder de vista a sustentabilidade cultural e ambiental.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Nazaré: berço da cultura ribeirinha na Amazônia

O Distrito de Nazaré é uma localidade tradicional localizada na região do Baixo Rio Madeira, no Estado de Rondônia, Região Norte do Brasil e, portanto faz parte da chamada Amazônia Legal. Nesta paragens da região amazônica, a cultura e as tradições ribeirinhas sempre estiveram presente e passa de geração à geração. Um verdadeiro berço cultural que teve inicio com professor Manoel Maciel Nunes , uma verdadeira lenda, hoje lembrado, tanto pelas pessoas que o conheceram quanto pelas novas gerações que resinificaram seu legado a cada momento cultural vivenciada no local.
Um professor que verdadeiramente transformou a história do lugar pela sua capacidade de mobilizar a comunidade nos trabalhos que realizava, bem como pela sua determinação como docente preocupado pelo aprendizado teórico e pratico dos seus alunos. Em um momento em que as comunidades tradicionais não tinha voz nem politicas governamentais de fortalecimento, o professor Maciel, como era conhecido na região, atraia com suas atividades culturais multidões para ver, ouvir e aplaudir as realizações dos seus alunos, como: teatros, festas religiosas e culturais na qual toda a comunidade se envolvia.
Um profissional criativo que envolvia seus alunos e direcionava ao alcance dos seus objetivos. Dentre tantas realizações, na década de 1980, vendo a situação de dificuldade da população local que trabalhava de sol a sol e muitas vezes perdia a produção e não tinha outra fonte de renda para o sustento dos seus familiares, o professor Maciel planeou e pôs em funcionamento o que ele chamou de "Banco Financeiro Guri", um projeto que alem de educar financeiramente os alunos também ajudava a comunidade.
Muitos outros projetos foram desenvolvidos pelo Professor Maciel, que verdadeiramente tinha a cultura no sangue e soube particularmente educar e motivar seus alunos e seus familiares para a continuidade dessa honrosa e  brilhante ação. Atualmente a sustentação cultural tem a frente o Instituto Minas Raízes, do qual as práticas culturais ribeirinhas da amazônia transcendem fronteiras, e são vista em todo o planeta.
Como se não bastasse a riqueza cultural produzida no local, Nazaré desponta ainda ainda como um verdadeiro paraíso ecológico natural, não tão somente por estar situada na área de amortecimento da Reserva Extrativista do Lago do Cuniã, mas pela sua própria natureza deslumbrante, seus lagos e igarapés, fauna e flora rica e diversa e a tão comentada nacionalmente, festa da melancia, realizada todos os anos no mês de agosto. Confira os videos:







quinta-feira, 17 de maio de 2018

Espaço físico de Rondônia:vegetação


As formações vegetais de Rondônia distribuem-se de acordo com os tipos de solo e as condições climáticas. Por está situado em uma área de transição entre o domínico geomorfológico do Brasil Central e o domínio geomorfológico amazônico é reconhecido por apresentar uma grande biodiversidade de espécies por congregar três tipos de biomas: Floresta Amazônica, Pantanal e Cerrado.
As diversas fisionomias desenvolvem-se em função das características regionais tais a riqueza da drenagem que associada ao clima contribuem para a ocorrência do ciclo das cheias dos rios que drenam o Estado e o relevo com serras de formação geológica antiga, formadas por vastos depósitos sedimentares, como por exemplo a Serras dos Pacaás Novos.

Caracterização da vegetação

Podemos caracterizar a composição vegetal do Estado em oito tipologias que por sua vez subdividem-se em várias fisionomias, como veremos a seguir:

1. Floresta ombrófila aberta
2. Floresta ombrófila densa
3. Floresta estacional semidecidual ou subcaducifólia
4. Floresta de transição ou contato
5. Cerrado
6. Formação pioneira
7. Campinarana
8. Umirizal

Fonte: Atlas geoambiental de Rondônia

Floresta ombrófila aberta
É o tipo de floresta dominante no Estado. Abrande cerca de 55% da área total da vegetação. Caracteriza-se por sua descontinuidade do dossel permitindo que a luz do sol alcance o sub-bosque, favorecendo a sua regeneração. O estrato mais alto atinge cerca de 30 metros de altura enquanto o sub-bosque encontra-se estratificado com grande quantidade de planta em regeneração. Em virtude da sua composição florística e do relevo podem apresentar-se em quatro fisionomias distintas:
  • Floresta ombrófila aberta de áreas inundadas;
  • Floresta ombrófila aberta de terras baixas;
  • Floresta Ombrófila Aberta Submontana;
  • Floresta Ombrófila Aberta com Bambus;
Floresta Ombrófila Densa
Ocupa cerca de 4% do total da vegetação do Estado, com maior extensão na região central. Caracteriza-se por apresentar uma maior densidade do estrato superior com menor presença de sub-bosque. As árvores chegam a atingir 45 metros de altura. A Floresta Ombrófila Densa subdivide-se em quatro fisionomias:
  • Floresta Ombrófila Densa Aluvial;
  • Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas;
  • Floresta Ombrófila Densa Submontana;
  • Floresta Ombrófila Densa Montana;
Floresta Estacional Semidecidual ou Subcaducifólia

Tipo de vegetação que se desenvolve em solos hidromórficos com baixa capacidade de retenção de água. Cobre cerca de 2% da cobertura vegetal do Estado. Sua denominação decorre do fato de perderem suas folhas e está condicionada a dupla estacionalidade climática, uma tropical com intenso período de chuvas e outra subtropical com períodos secos. Subdivide-se em três fisionomias:
  • Floresta Estadual Semidecidual Aluvial;
  • Floresta Estadual Semidecidual Submontana;
  • Floresta estadual Semidecidual Montana;
Floresta de Transição ou Contato

Ocupa aproximadamente 8% da cobertura vegetal do Estado. Trata-se de área de transição entre o cerrado e a floresta, com característica peculiar as duas formações com estrato com cerca de 200 metros de altura. Subdivide-se em três composições:
  • Contato Floresta Ombrófila / Floresta Estacional Semidecidual;
  • Contato Savana / Floresta Estacional Semidecidual;
  • Contato Savana / Floresta Ombrófila.
Cerrado

O cerrado ocupa cerca de 5% da cobertura florestal do Estado de Rondônia. São formações vegetais com feições xeromórficas devido às características do solo. Também são denominadas de savanas por apresentar semelhança com as savanas africanas. Apresenta quatro fisionomias:
  • Savana Gramíneo-Lenhosa Campo limpo e sujo;
  • Savana Parque – Campo serrado e campos murundus;
  • Savana Arborizada – Cerrado arbóreo arbustivo;
  • Savana Densa – Cerradão.
Formação Pioneira

Abrange cerca de 4% da cobertura vegetal do Estado. Sua presença é marcante em áreas sujeitas a inundações e apresenta diversas fisionomias com tamanho determinado pela altitude e grau de inundações.

Campinarana

São formações florestais conhecidas como falsos campos e correm em pequenas manchas ao longo de toda a Amazônia. Espécie endêmica que cresce em solos pobres de areia branca, cerrado e áreas não florestais.

Umirizal

Com cerca de menos de 1% da cobertura florestal do Estado, é o tipo de vegetação que cresce em solos pobres, mal drenados e rasos. Apresenta dossel com cerca de 5 a 10 metros de altura e sub-bosque fechado de pouca visibilidade com muitos cipós e arbustos. Pode ser inundada no período chuvoso e localizam-se nas bacias dos rios Guaporé e Madeira.