Uma criança sorriu.
Parei à escutar.
Sorri também.
Por alguns instantes
voltei a pensar nos meus tempos de criança.
Sonhei com a felicidade!
Senti uma sensação de liberdade e
fortemente respirei.
A suavidade do ar batendo no rosto,
sem preocupações, sorri...
Um canto de paz me embalou e
logo me senti envolvido por uma
infinidade de sons que me acalentaram
a alma.
E continuei sorrindo...
Parecia estar em um jardim florido.
A paz, a paz estava comigo.
A paz voltou.
Sorri como uma criança
que acabou de perceber-se no mundo.
E sorri... sorri como criança.
Alegria, alegria sincera..
Felicidade em estar ali ouvindo
a pureza de uma criança
demonstrada num sorriso.
Criança, um dia todos pararão para ouvir-te.
E, alguém agradecerá tão sincera transmissão
de felicidade...
E, todos sorrirão também.
Osmair Oliveira dos Santos
Divulgação de ações sobre educação, meio ambiente e as novas tecnologias utilizadas no espaço escolar.
domingo, 8 de outubro de 2017
segunda-feira, 25 de setembro de 2017
Rondônia: complexo rodoviário
Atualmente o complexo rodoviário disponível no Estado de Rondônia é bem extenso e permite a escoação dos produtos de todos os municípios para os grandes centros do pais.
Rodovias Federais
As Rodovias Federais no Estado de Rondônia são 07
(Sete), sendo: 01 (Uma) longitudinal: BR-174/RO (Vilhena/RO), 02 (Duas)
diagonais: BR-364/RO (Cortando todo Estado) e BR-319/RO (Porto Velho/RO) e as
outras 04 (Quatro) de ligação: BR-435/RO (Vilhena/RO), BR-429/RO (Presidente
Médici/RO), BR-421/RO (Ariquemes/RO) e BR-425/RO (Porto Velho/RO).
A principal rodovia é a BR-364/RO, que corta todo o
Estado, ligando o Sul e Norte do País, com 1.091,70 quilômetros de extensão
toda pavimentada. As demais rodovias que conectam internamente os municípios.
- BR-174/RO – com 65,70 quilômetros de extensão, liga Vilhena/RO à Divisa RO/MT, sentido Juína/MT.
- BR-435/RO - com 160,00 quilômetros de extensão, liga à BR-364/RO à Pimenteiras/RO
- BR-429/RO – com 343,50 quilômetros de extensão, liga à BR-364/RO (Pres. Médici) a Costa Marques/RO.
- BR-421/RO – com 290,60 quilômetros de extensão, liga à BR-364/RO (Ariquemes) à BR-425/RO (Guajará Mirim/RO).
- BR-421/RO - com 46,00 quilômetros de extensão, liga do Acesso à Buritis/RO à Campo Novo de Rondônia/RO.
- BR-319/RO – com 64,60 quilômetros de extensão, liga à BR-364/RO (Porto Velho) à Divisa RO/AM, sentido Manaus/AM.
- BR-425/RO – com 133,00 quilômetros de extensão, liga à BR-364/RO (Abunã/RO) a Guajará Mirim (Fronteira Brasil/Bolívia).
Rodovias
Estaduais
A implantação das rodovias
estaduais do estado de Rondônia foi iniciada na década de 1970. A primeira
rodovia estadual (RO) foi aberta pela Colonizadora Itaporanga S/A, empresa
particular, ligando a BR 364, próximo da cidade de Pimenta Bueno, a região onde
formou se a cidade de Espigão d’Oeste. Quase que a totalidade das rodovias
estaduais foi implantada por iniciativas oficiais.
Uma pesquisa realizada pela Confederação
Nacional do Transporte (CNT) em 2015, mostra o perfil das rodovias estaduais em
Rondônia. A pesquisa avaliou 1.850 quilômetros de estradas, deste, 284
quilômetros receberam a classificação de ruim e péssimo. A CNT avalia toda
malha federal pavimentada e os principais trechos das malhas estaduais também
pavimentadas.
Nomenclatura das rodovias de
Rondônia
A nomenclatura das rodovias estaduais de Rondônia são três
números precedidos das letras "R" e "O", que correspondem à
sigla do estado. As rodovias de Rondônia podem ser identificadas como: RO-xxx,
onde x é o número da rodovia, conforme descrição abaixo:
Referencias:
BELLIA,
V. & BIDONE, E. D. Rodovias, recursos naturais e meio ambiente.
Ministério dos Transportes/Departamento Nacional de Estradas de Rodagem/Universidade
Federal Fluminense. Editora da Universidade Federal Fluminense (EDUFF), Rio de
Janeiro,1993. 360 p., il., tb.
BRASIL. Diagnóstico geoambiental e
socioeconômico: área de influência da Br-364 – trecho Porto Velho/Rio Branco.
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Instituto de
Planejamento Econômico e Social (IPEA). Rio de Janeiro, 1990. 132 p. map., gr.,
il. (Projeto de Proteção do Meio Ambiente e das Comunidades Indígenas-PMACI I)
BR 319 – interligando o Amazonas a todo o território nacional
A BR-319, no Estado de Rondônia tem uma
extensão muito pequena, de 64,80 km. Inicia na divisa do AM/RO até o
entroncamento da BR-364 em Porto Velho, conhecido como Trevo do Roque. Constitui
a partir da Ponte sobre o Rio Madeira a importante função de interligar o
Estado de Rondônia ao Estado do Amazonas, possibilitando, principalmente, que o
Estado do Amazonas se interligue com os demais estados brasileiros através da
BR-364.
Além dos fatores pertinentes a trafegabilidade
de pessoas e veículos, a economia de forma geral será beneficiada significativamente,
tanto pelos retornos econômicos decorrentes dos investimentos como pelas melhores
condições e rapidez do transporte de cargas e das atividades socioeconômicas em
geral.
Única ligação por terra
entre Porto Velho e Manaus, a BR-319 é fruto do projeto de integração nacional
promovido pelos governos militares nas décadas de 60 e 70. O projeto decorre da construção de rodovias em escala
nacional e em incentivos à migração, cuja intenção do governo era possibilitar
a ocupação da Amazônia de forma a garantir o controle estratégico sobre a
região.
Neste contexto, a rodovia ligando Porto Velho/RO a
Manaus/AM, foi construída entre os anos de 1968 e 1973. O asfaltamento da
estrada foi concluído às pressas - chegaram a ser usadas coberturas de plástico
para proteger o piso durante a época de chuvas, em que normalmente as obras são
suspensas.
Oficialmente sua inauguração
aconteceu em 27 de março de 1976 no governo do presidente Ernesto Geisel.
Referencias:
Asfalto na Floresta: A história
da BR-319 na Amazônia. Disponivel em; <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/10/091022_asfaltoflorestahistoriaebc.shtml?print=1>. acesso em 21 de setembro de 2017.
FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE RONDÔNIA – FIERO
Projeção para Nova Dimensão Econômica e Integração Comercial: Rondônia/Bolívia/Peru/
coordenado por William José Curi; colaboradores Antônio Rocha Guedes . . . [et
alii]; revisão técnica por Márcio Fontes Nascimento. Porto Velho: SEBRAE, 1999.
O caminho da integração e do desenvolvimento no norte do Brasil – BR 364
Historicamente a economia de Rondônia enquanto unidade
federada esteve sustentada por ciclos econômicos, como o da borracha e o da
mineração ainda em sua fase de Território Federal do Guaporé, em 1943 e
posteriormente, em 1956 como Território Federal de Rondônia. Nesse momento, as condições
de infraestruturas, técnicas e políticas, não eram suficientes para promover o
desenvolvimento que se esperava, deixando a região isolada em relação ao
restante do país.
Somente no final dos anos 1940 tem início a
construção da BR 29, mais tarde denominada como BR 364 ligando Cuiabá/MT a
Porto Velho/RO. O trecho final foi concluído na década de 1960, no entanto a
trafegabilidade regular só foi possível mesmo em 1968 com sua pavimentação
concluída em 1984. A partir da BR 364, foi possível a ocupação da região
noroeste do Brasil, assim como a nova configuração socioeconômica do Estado de
Rondônia.
Uma nova dinâmica econômica, social, política e
populacional inicia-se em torno do grandioso feito que estava intrinsicamente
ligado a estratégia geopolítica adotada pelos governos militares que
massificavam o lema ““integrar para não entregar” e “a ocupação dos vazios
demográficos” particularmente em relação a região amazônica brasileira.
Nesse contexto, a política adotada para Rondônia consistia
na abertura de rodovias, incentivo à migração com distribuição de terras através
da colonização dirigida e dos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização
e Reforma Agrária – INCRA, propiciando a expansão das fronteiras agrícolas, ao
mesmo tempo em que se tentava minimizar as graves tensões sociais, especialmente
por terras, verificadas nas demais regiões do país.
No ato inaugural a Rodovia BR-364/RO, teve seu momento
de ápice, inclusive recebendo o nome de Rodovia Marechal Rondon, em homenagem
ao grande desbravador da Região Norte o Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon,
executor da construção da Linha Telegráfica Cuiabá – Porto Velho, que serviu de
inspiração e impulso para construção da Rodovia BR-364/RO.
Contexto rodoviário amazônico
A Amazônia brasileira, com quase 5.000.000 km²
de área, é uma vasta e rica região a ser, ainda, plenamente incorporada à
economia nacional. Considerada a mais importante reserva biológica do mundo,
com mercado mundial de produtos naturais em franca expansão, é fundamental
encontrar meios de aproveitamento racional desses recursos. A exploração
otimizada das riquezas naturais da floresta amazônica será, decerto, o meio
mais seguro de se evitar as ocupações desordenadas de áreas cada vez maiores, com
consequentes danos ao meio ambiente natural.
Neste vasto cenário, o sistema rodoviário é
ainda incipiente, embora várias capitais da Amazônia como Belém, Porto Velho e
Rio Branco estejam ligadas às outras regiões do país por meio de rodovias
asfaltadas. As principais vias da malha federal são:
• Rodovia Belém/Brasília (BR-158, BR-226,
BR-010, BR-316). Rodovia de integração nacional, parte do Sistema Pan-americano
de Rodovias, no trecho Buenos Aires/Assunção/Belém;
• Rodovia Cuiabá/Porto Velho/Rio Branco/Boqueirão
da Esperança (fronteira com o Peru) – BR-364. Estrada pioneira, principal
responsável pela ocupação do Sudoeste Amazônico, na fronteira oeste do Brasil
com a Bolívia e o Peru;
• Rodovia Transamazônica (BR-230) – Parte do
Sistema Pan-americano de Rodovias, integra a rodovia Lima/Recife. Prevista para
interligar o Brasil de Leste a Oeste, entre João Pessoa no estado da Paraíba e
Benjamim Constant, no estado do Amazonas, na fronteira Brasil/Peru. Encontra-se,
particularmente na porção amazônica, em péssimas condições, com alguns trechos
já fechados ao tráfego;
• Rodovia Abunã/Guajará-Mirim (BR-425) no
estado de Rondônia. Fundamental para a conjugação dos meios rodoviário e
fluvial e para a integração das regiões amazônicas do Brasil e Bolívia. É parte
da rodovia La Paz/Caracas, do Sistema Pan-Americano de Rodovias;
• Rodovia Manaus/Santa Elena – Venezuela
(BR-174) – Também integra a rodovia La Paz/Caracas;
• Rodovia Porto Velho/Manaus (BR-319) – Também
parte integrante da rodovia La Paz/ Caracas, do Sistema Pan-Americano de
Rodovias, é fundamental para manter a conexão terrestre entre Manaus.
No que concerne aos governos estaduais, a rede
rodoviária amazônica com 80.698 km, dos quais 7.326 km são asfaltados,
correspondendo a 9,1%. As rodovias municipais totalizam 197.016 km, dos quais
908 km são pavimentados, representando apenas 0,5%.
A rede ferroviária regional é também incipiente
e destinada, basicamente, ao escoamento da produção de minérios em diversas
províncias produtoras. A maioria tem pequena extensão, sendo a de maior
importância a Estrada de Ferro Carajás, com 1.005 km, interligando as minas de
Serra dos Carajás ao terminal de Ponta da Madeira, em São Luís do Maranhão.
Dentre as demais, destacam-se ainda algumas
pequenas ferrovias privadas que têm a mesma função principal de escoar a
produção de minérios desde as minas onde são extraídos até os terminais de
embarque, são elas:
• Estrada de Ferro Amapá, de propriedade da
Indústria e Comércio de Minério S/A – ICOMI. Com 194 km de extensão, transporta
minério de manganês entre as minas em Serra do Navio até o porto de Santana, no
estado do Amapá;
• Estrada de Ferro Jari, com 81 km de extensão,
construída para suprir de madeira a fábrica de celulose do Projeto Jari;
• Estrada de Ferro Mineração Rio do Norte, com
35 km de extensão, construída para escoar o minério de bauxita da região do Rio
Trombetas até o porto de embarque.
Cabe registrar a existência de dois projetos de
construção de ferrovias que poderão alterar significativamente as condições nas
suas áreas de influência: o primeiro é a ferrovia Norte/Sul, com 1.600 km de
extensão, interligando a Estrada de Ferro de Carajás, em Açailândia no estado
do Maranhão, à malha ferroviária do Centro/Sul em Goiânia, no estado de Goiás,
dos quais já foram inaugurados 107 km que ligam hoje Açailândia a Imperatriz.
O segundo projeto é o da ferrovia Ferronorte
S/A, a ser executado pela iniciativa privada, e que pretende interligar Cuiabá
(MT) ao Sudoeste goiano e ao Noroeste paulista, devendo também ser estendido a
Santarém (PA) e a Porto Velho (RO) visando escoar a produção agropecuária para
o Centro-Sul de maneira a integrar a economia rondoniense no chamado corredor
Leste-Oeste tendo valor estratégico.
Por outro lado, Rondônia inclui-se no corredor de transportes do
Centro-Oeste brasileiro, no Programa de Corredores de Transportes, instituído
ainda durante o I Plano Nacional de Desenvolvimento. Este programa procura
induzir a multimodalidade do transporte, visando maior eficiência no
escoamento, principalmente, de grãos destinados à exportação.
Coronel Jorge Teixeira de Oliveira
O coronel Jorge Teixeira de Oliveira foi um dos
políticos que marcaram a história de Rondônia. Teixeirão, como era conhecido
foi o último governador do antigo Território Federal de Rondônia e o primeiro
governador do novo Estado. Sua
nomeação para governar o Território foi feita pelo Presidente da República João
Baptista de Oliveira Figueiredo. Assumiu o cargo em 10 de abril de 1979 e sua
principal tarefa era transformar o Território Federal de Rondônia em Estado.
Em 16 de dezembro de 1981, o projeto de lei
complementar nº 221-A/81, foi aprovado na Câmara Federal, dando origem a Lei
Complementar nº 41, de 22 de dezembro de 1981, que criava a nova Unidade da
Federação, o Estado de Rondônia.
O Coronel Jorge Teixeira de Oliveira foi empossado no cargo de governador do
Estado de Rondônia, no dia 29 de dezembro de 1981, em Brasília. Sua empreitada
começou, portanto, em 10 de abril de 1979 e se estendeu até 1985.
Em sua trajetória política ganhou a maioria das
eleições que participou elegendo deputados estaduais, federais e senadores.
Durante seu governo, com apoio federal, foram construídas a Usina Hidrelétrica
de Samuel e a rodovia BR-364, além da implantação da Assembleia Legislativa do
Estado. Também foram suas obras a criação em 1981, dos municípios de Colorado,
Espigão, Presidente Médici, Ouro Preto, Jaru e Costa Marques.
Governadores do Território Federal de Rondônia 1956/198
|
Nº
|
Nome
|
Início
do mandato
|
Fim
do mandato
|
Observação
|
|
1
|
José
Ribamar de Miranda
|
17/02/1956
|
14/10/1956
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
2
|
Jaime
Araújo dos Santos
|
14/10/1956
|
06/11/1958
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
3
|
Paulo
Nunes Leal
|
06/11/1958
|
18/03/1961
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
4
|
Abelardo
Alavarenga Malfra
|
18/03/1961
|
08/09/1961
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
5
|
Ênio
dos Santos Pinheiro
|
13/09/1961
|
03/07/1962
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
6
|
Nilton
Lima
|
03/07/1962
|
12/12/1962
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
7
|
Wadih
Darwizh Zachaarias
|
12/12/1962
|
27/06/1963
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
8
|
Ari
Marcos da Silva
|
27/06/1963
|
14/10/1963
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
9
|
Paulo
Eugênio Pinto Guedes
|
14/10/1963
|
27/01/1964
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
10
|
Abelardo
Alvarenga Malfra
|
27/01/1964
|
06/04/1964
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
11
|
José
Manuel Lutz da Cunha Menezes
|
14/04/1964
|
29/03/1965
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
12
|
João
Carlos dos Santos Mader
|
29/03/11965
|
10/04/1967
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
13
|
Flavio
de Assunção Cardoso
|
10/04/1967
|
30/11/1967
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
14
|
José
Campedelli
|
30/11/1967
|
13/02/1969
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
15
|
João
Carlos Marques Henrique Neto
|
07/02/1969
|
31/10/1972
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
16
|
Theodorico
Gahyva
|
31/10/1972
|
23/04/11974
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
17
|
João
Carlos Marques Henrique Neto
|
23/04/1974
|
20/05/1975
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
18
|
Humberto
da Silva Guedes
|
20/05/1975
|
02/04/1979
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
|
19
|
Jorge
Teixeira de Oliveira
|
10/04/1979
|
22/12/1981
|
Governador
nomeado pelo Presidente da República
|
Marechal Rondon e sua importância para a região
O prolongamento até o Amazonas e o Acre das linhas telegráficas
estendidas em Mato
Grosso pela comissão Gomes
Carneiro levou à região, no ano de 1906, o futuro marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
Sua ação desbravadora assegurou, através do telégrafo, a ligação da fronteira oeste com o resto do país.
O Marechal Cândido Mariano da Silva
Rondon é considerado um dos desbravadores do Brasil. Reconhecido
nacionalmente como o patrono das Comunicações no Brasil, Rondon foi o
responsável pela instalação de 2.232 quilômetros de linhas telegráficas do Mato
Grosso ao Estado do Amazonas.
A empreitada de grande importância
estratégica para o país foi dividida em três expedições. A primeira foi iniciada
em setembro de 1907 e a última concluída em dezembro de 1909. Enfrentou doenças, fome e o ataque dos
índios pelas regiões inexploradas por onde passavam.
Tendo como lema "morrer se preciso for
matar nunca" Rondon e sua equipe homens enfrentaram os índios Nhambiquaras
e os Baroro com extremo respeito e cuidado para não gerar grandes choques no
contato entre as duas culturas. Outro
fato que merece ser ressaltado na trajetória dessa grande personalidade foi a
redescoberta do "Forte Príncipe da Beira", às margens do rio Guaporé,
em Rondônia, em 1906.
Ações de desenvolvimento para a região
A economia do Território Federal de
Rondônia até década de 1960 estava condicionada a extração
vegetal, particularmente a borracha e de castanha-do-pará. A partir dos anos 1970, com a
política de ocupação da região amazônica desencadeada pelo Governo brasileiro,
o mesmo inicia uma escalada de incentivos fiscais aos empreendimentos privados
que se estabelecesse na região.
Somado a isso, tem início os projetos de
construção de rodovias e de implantação de núcleos de
colonização, com estimulo a migração. O acesso fácil à terra boa e barata começa
a atraiu empresários interessados em investir na agropecuária e
na indústria madeireira.
Na mesma época, Rondônia atrai milhares de pessoas de todas as partes do
país com a descoberta de ouro e cassiterita. Todos esses fatores fizeram com que entre
as décadas de 1960 e 1980, o número de habitantes cresça mais de sete
vezes, passando de 70 mil para 500 mil. No entanto, o bom momento, na medida em
que marcou o início do desenvolvimento do atual estado, contribuiu também para o
processo de esgotamento prematuro das melhores terras para a agropecuária e a
devastação florestal que até hoje causam sérios problemas socioambientais.
De Guaporé para Rondônia: uma homenagem ao pioneirismo
No dia 17 de fevereiro de 1956, através da Lei
2.731, o Território Federal do Guaporé passou a designar-se Território Federal
de Rondônia em homenagem ao sertanista Cândido Mariano da Silva Rondon
responsável pela ligação da linha telegráfica entre o Estado de Mato Grosso a
esta região. A nova lei foi sancionada pelo presidente da República Juscelino
Kubitschek.
A criação de Territórios desde 1943 não alterou
praticamente em nada o cenário político, administrativo e econômico. A região
pouco se desenvolveu, permaneceram apenas duas cidades: Porto Velho e
Guajará-Mirim. Os limites de Porto Velho abrangiam o então pequeno povoado de
Vilhena, enquanto os limites de Guajará-Mirim eram os vales do Mamoré e Guaporé
até o rio Cabixi, na divisa com o Mato Grosso.
Somente na década de 70, o Território Federal
de Rondônia passou por um momento de grande desenvolvimento, com o extrativismo
mineral e vegetal e com o início dos investimentos nas atividades agropecuária,
devido aos projetos de colonização implantados pelo Instituto Nacional de
Colonização e Reforma Agraria - INCRA, que incentivou a partir de então, a
imigração das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil para a Amazônia.
As circunstancias desse desenvolvimento incentivado
pelo governo federal propiciou a emancipação de cincos municípios: Ariquemes,
Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena em 11 de outubro de 1977 e, em 16 de
julho de 1981, ocorreu a emancipação de mais seis: Colorado do Oeste, Espigão
do Oeste, Presidente Médici, Ouro Preto do Oeste, Jaru e Costa Marques.
Fonte: GOUVÊA, Gutemberg de Araujo. Desconcentração da polícia
técnica e científica do estado de Rondônia: uma política de administração
pública. Dissertação (mestrado) – Escola Brasileira de Administração Pública e
de Empresas, Centro de Formação Acadêmica e Pesquisa. Rio de Janeiro, FGV,
2012.
domingo, 17 de setembro de 2017
O Real Forte Príncipe da Beira
A
construção do Real Forte Príncipe da Beira teve como objetivo assegurar o
domínio português, na margem direita do Guaporé permitindo a vigilância dos
rios Guaporé e Paraguai. Sua obra foi iniciada no ano de 1776 e finalizada
somente em 1783. O fim do ciclo do ouro, no Vale Guaporé e a Proclamação da
República deram esquecimento ao Forte. Não havia mais interesse em manter uma
fortaleza na Amazônia.
O Forte Príncipe da Beira não é
apenas uma grande fortaleza, ele representa a potência portuguesa ao construir
uma obra faraônica na região, com a intenção de defender os limites
portugueses, no auge do Ciclo do Ouro, e também vigiar sua inimiga, a Espanha
que tencionava atingir o Oceano Atlântico através dos rios Guaporé e Paraguai.
A imponente obra de 970
metros de extensão e 10 metros de altura, no coração da
Amazônia, nem mesmo chegou a ser utilizada como base militar. A demora nas
comunicações viria a impedir que a Capitania de Mato Grosso tomasse conhecimento
do tratado de Ildefonso, firmado entre Portugal e Espanha que legitimava o
domínio da margem direita do Guaporé a Portugal, tornando desnecessária a
empreitada, entretanto, o comunicado chegaria a Vila Bela, com atraso de anos.
O Forte Príncipe não foi a primeira construção dessa
envergadura na região, no entanto, foi a mais dispendiosa e demorada, pois
deveria impor respeito ao inimigo, por sua localização estratégica. Depois de servir durante muitos anos como presídio e
asilo dos extraditados de Portugal ficou abandonado, voltando a ser lembrado
somente em 1914 com os trabalhos realizados pelo Marechal Cândido Mariano da
Silva Rondon, na região.
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