domingo, 27 de setembro de 2015

AULA DE FILOSOFIA - ESCOLASTICA

Palavra derivada de escola
Filosofia medieval – produção entre os séculos VIII e XIV.
Abrange pensadores europeus, árabes e judeus
Período em que a Igreja Romana domina a Europa.
Escolástica – preocupação com a linguagem.
Compreensão (Bíblia)- literal e simbólico.

TEOLOGIA:Trivium (gramática, retórica e dialética): estudo da linguagem.
                     Quadrivium (geometria, aritmética, astronomia e música): estudo das coisas.

A partir do sec. XII, o aristotelismo marcou definitivamente o pensamento escolástico – descoberta das obras de Aristóteles e sua tradução do grego para o latim.

ESCOLÁSTICA: Fé e razão - harmonização.
                              Estudo da lógica - significativos avanços.
                              Questão dos universais - qual a relação entre as palavras e as coisas?.
Atividades:
Descrever as três frases da escolástica.
Explique o que são “os universais”.
Sobre os universais o que dizem:
-Realismo:
-Nominalismo:

-Realismo moderado.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O QUE PODEMOS ESPERÁ DA EDUCAÇÃO NO BRASIL

Atualmente nos deparamos em meio a várias situações que levam, ou até mesmo forçam as pessoas a fazerem questionamentos mais diversos possíveis, principalmente quando o assunto é a educação. Uma verdadeira banalização que toma rumos ignorados onde até mesmo os que se dizem especialistas no assunto não têm perspectivas de futuros promissores.
Achei interessante o texto escrito pelo professor Marcelo Beneti ao tecer critica que só mesmo quem está atuando no segmento é capaz de perceber a veracidade que suas argumentações transparecem ao analisar o panorama atual com que os governantes tratam o tema, e apesar do clamor da sociedade, o que se vê é a degradação cotidianamente do sistema. Vejamos o que o professor fala:
Eis uma grande incógnita: a situação das escolas públicas atualmente. A disciplina não existe mais, professores desmotivados devido aos baixos salários e por não terem mais o respeito por parte dos alunos. O educador não tem força nenhuma para repreender os atos de indisciplina, nem mesmo respaldo para isso; por incrível que pareça, o bom professor hoje é aquele que segura o aluno em sala de aula, ou seja, aquele que não dá trabalho para os diretores e coordenadores pedagógicos.
Assim, não teremos professores suficientes num curto prazo (ou já não temos?). Será que essa pedagogia moderna realmente funciona? Pelo que vemos por aí, cada vez menos nossos alunos sabem escrever, fazer contas simples, resolver problemas. Desculpe, mas para mim isso tem um nome “Pedagogia da ralé”. O que quero dizer com isso: nossos governantes querem justamente um povo que não questiona que não sabe reivindicar  seus direitos, ou seja, um povo facilmente dominável , enquanto que a burguesia continua tendo um ensino de alta qualidade em colégios tradicionais. Esses continuarão no poder, filhos de deputados, governadores, senadores e outros.
O discurso de progressão continuada que me desculpe, é uma falácia, pois isso é a chamada “aprovação automática”, uma vergonha, um sistema onde professores fingem que ensinam e alunos fingem que aprendem. Lamentável dizer que esse sistema de ensino funciona, é só compararmos com antigamente: alunos de quarta série do ensino fundamental escreviam e faziam contas muito melhor do que alunos do 3º ano do ensino médio nos dias de hoje. Será que o ensino tradicional era tão ruim? Será que a reprovação prejudica tanto o desenvolvimento do aluno?  Será que a rigidez do professor deve ser vista  como repressão? Só sei que é visível a queda da qualidade do ensino público, o que é lamentável, pois teremos uma maioria despreparada  e cada vez mais dominada pela elite, teremos cada vez mais professores abandonando a carreira por não terem mais condições psicológicas para lidar com a indisciplina dos alunos, e é isso que nossos governantes querem, a política do “Pão e Circo”.
Com mais aprovações os números na educação melhoram aos olhos do “exterior”, uma mentira maquiada pelos números. Mais uma vez o povo está sendo enganado, sem perspectivas de um futuro melhor.


Fonte: Marcelo Beneti. In: http://www.infoescola.com <acesso em 18 de setembro de 2015>

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

AULA DE FILOSOFIA: PARADIGMA DA PÓS MODERNIDADE

Pós modernidade - Renascimento dos ideais a partir da segunda metade do século 20.
Visão Filosófica da Pós-Modernidade
Tentativa de desconstruir o discurso filosófico ocidental a partir do próprio discurso, tal qual foi elaborado desde a antiguidade clássica.
Ruptura não apenas no âmbito da política e da economia mas, sobretudo, no pensamento das pessoas - fase de grandes transformações

A filosofia pós-moderna reivindica uma posição amadurecida frente ao modelo positivista(modernidade).
Reflexão sobre o destino do homem - que vive em uma sociedade.
Novas formas de tecnologia, cultura e sociedade.

 

Influência da Pós-Modernidade na Organização dos Conhecimentos

As formas de conhecer e de pensar o conhecimento não pode mais seguir uma lógica mecanicista e determinista.

A globalização sobre as maneiras de se pensar e sentir, viver e agir no mundo, afetam as concepções filosóficas sobre a realidade.

Espaço territoriais sem fronteiras, mercados comuns, moedas transnacionais são desafios para a mente humana que não podem coexistir com conhecimentos divididos, hierarquizados, sistematizados:

Atividade:

1. Definição de modernidade.
2. Definir pós modernidade.

AULA DE FILOSOFIA: PATRISTICA

Textos sobre a revelação e fé cristão escritos por padres (a partir do Sec. IV).
Corrente filosófica inspirada na filosofia greco-romana que tenta munir a fé de argumentos racionais.

Aureliano Agostinho (Santo Agostinho):
Doutrinas ensinadas:
Maniqueismo – doutrina persa que afirmava ser o universo dominado por dois princípios opostos o bem e o mal.
Ceticismo – duvida ou nega as possibilidades do conhecimento da verdade.
Neoplatonismo – A verdade como conhecimento eterno deveria ser buscada intelectualmente no mundo das ideias.

Superioridade da alma:
Criada por deus para reinar sobre o corpo dirigindo-o para a pratica do bem.

Liberdade e pecado:
A liberdade humana deriva de uma vontade viciada que alimenta o pecado – não da razão que tenta discernir o que é bom do que é mau.

Atividade:
Tolerância religiosa, o que é?

Descrever os quatros momentos da filosofia medieval cristã.
a) dos padres apostólicos;
b) dos padres apologistas;

c) da patrística;

AULA DE FILOSOFIA: O ARGUMENTO

Argumento - relação que se estabelece entre o que sabemos ou colocamos como hipótese e o que concluímos.
Um argumento pode ser definido como uma afirmação acompanhada de justificativa (argumento retórico) ou como uma justaposição de duas afirmações

Tipos de argumentos:
- Dedutivos;
- Indutivos;
- Por analogia.

A argumentação situa-se entre:
- A retórica: caráter dialético;
- A lógica: estrutura que sustenta o discurso.

Pode ocorrer:
No encontro interpessoal –situação de diálogo direto entre as pessoas;
Através dos meios de comunicação social.

Discurso argumentativo:
- Ato comunicativo que apresenta provas ou razões para a defesa de uma opinião.
Ex: Todos os metais são condutores de eletricidades.
       O ferro é um metal.
       Logo, o ferro é um condutor de eletricidade.

Ex 2: O ferro, o cobre e o zinco conduzem a eletricidade.
          Ora, o ferro, o cobre e o zinco são metais.
          Então, todos os metais conduzem a eletricidade.

Ex 3: A nossa mente é como o nosso corpo.
          Ora, nós temos que alimentar o nosso corpo.
          Logo, temos que alimentar a nossa mente.

Atividade:
1. Definir lógica.
2. Explicar o que é raciocínio.
3. Explique o que é argumento.






domingo, 30 de agosto de 2015

A CONSCIÊNCIA – RESUMO DAS AULAS

Na Grécia Antiga consciência significava COM CIÊNCIA, traduzindo: SABER.
- Atividade mental que permite ao homem saber que sabe. (Refletir).
- Não é algo estático, mas sim um sistema aberto que permite ao homem se relacionar consigo e com os outros.

Há dois tipos de consciência:
a) Consciência de si: é a concentração da consciência nos estados internos do sujeito. Alcança a interioridade. Exige reflexão.
b) Consciência do outro: é a concentração da consciência nos objetos externos ao sujeito. Alcança a alteridade e exige a atenção do sujeito.

Debater com os alunos os conceitos filosóficos das palavras (criar dinâmica para que cada aluno possa falar):
Consciência;
Identidade;
Cultura;
Consciência Religiosa;
Consciência Intuitiva;
Consciência Racional;
Senso comum.

Identificar o modo de consciência (religiosa, intuitiva, racional). nas frases abaixo:
A) Os antibióticos combatem as infecções porque evitam a reprodução de determinados micro-organismos que provocam doenças.
B) Algo me diz que ele está mentindo.

C) Foi Deus que me salvou da desgraça.

AULA DE FILOSOFIA - ARISTÓTELES

Para este pensador: “o home é um animal político”. Somos políticos porque vivemos em grupo e necessitamos de organização.

A finalidade básica das ciências – desvendar a constituição dos seres.

Analisar os conceitos de:
TEORIA DAS IDEIAS   -  CIÊNCIAS   -  POLITICA – INDUÇÃO - MÉTODO

Método indutivo:
A ciência deveria partir da realidade sensorial (empírica) para essência do ser.
Individual ao universal ------ particular ao geral.

Teoria da realidade – Hilemorfismo teleológico.
O inteligível está neste mundo e opera dentro das próprias coisas.

As coisas são constituídas de duas formas;
-Matéria
- Forma
A realidade que muda – Ato e potência.
Ato – manifestação atua do ser.
Potência – as possibilidades do ser.

Atividades:
Elaborar uma crítica com o tema: O homem é um ser social.


AULA DE FILOSOFIA - EPISTEMOLOGIA

Durante muitos séculos – cosmovisão mítica – metafísico.

O racionalismo (Sec. XVII)- mudança de pensamento filosófico e teológico.

Construção do conhecimento:
Dados – Informações: (Operações lógicas);
Conhecimento: Interpretaação.

Palavras chaves (conceitos a serem discutidos juntos com os alunos) - criar dinâmica de abordagem dos temas na sala de aula.
COSMOVISÃO – MITO – METAFISICO – RACIONALISMO – EMPÍRICO – INDUÇÃO – POSITIVISMO – DIALÉTICO – REFUTAÇÃO – MAIÊUTICA – PARADIGMA.

Papel da Indução:
Generalização que parte dos fatos assegurados pela experiencia sensível.

Critérios de Verificabilidade:
Toda teoria deve passar pelo crivo da verificação empírica para ser aceita como verdadeira.

Critério da Refutabilidade:
Uma teoria mantêm-se como verdadeira até que seja provada sua falsidade.

Atividades: Pesquisar os conceitos das palavras:
COSMOVISÃO – MITO – METAFISICO – RACIONALISMO – EMPÍRICO – INDUÇÃO – POSITIVISMO – DIALÉTICO – REFUTAÇÃO – MAIÊUTICA – PARADIGMA



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO E TEORIAS ACERCA DA GEOGRAFIA

Fonte: http://professor-josimar.blogspot.com.br/2009/09/desemvolvimento-historico-e-teorias.html

Geo = Terra e Graphos = escrever, ou seja, a Geografia ao pé da letra seria uma ciência que descreve o planeta Terra, sua superfície, os fenômenos que nele acontecem, sejam eles de cunho cientifico, biológico ou humano. Este é um termo grego criado por Eratóstenes por volta de 300 a. C. Aliás, foi na antiga Grécia que surgiu a Geografia, mas era denominada de filosofia natural ou de história natural.
Ao longo da história, a Geografia foi recebendo novos conceitos e abrangendo cada vez mais seu objeto de estudo. As novas descobertas feitas pelo homem contribuíram para o desenvolvimento e o amadurecimento das ideias tanto conceituais quanto operacionais em torno da Geografia.
Muitos teóricos e pesquisadores, no decorrer do tempo, questionaram, conceituaram, e buscaram explicações para a Geografia em si e para os seus aspectos.
Vários fatores contribuíram para que a Geografia tivesse início na Grécia Antiga (século IV a. C.): os gregos dominavam uma grande parte da região do Mar Mediterrâneo, principalmente o leste; buscavam novos territórios para seu domínio e para ampliar seu comércio.
Para tanto, era preciso que eles conhecessem os aspectos naturais e físicos do ambiente. Observando as chuvas, as cheias dos rios, os ventos, o céu, os gregos puderam detalhar certas características do espaço geográfico. Para Moreira (apud SOUZA, 2008), além do fator comercial, o surgimento da geografia pelos gregos deve-se ao fato de, na Grécia, as lutas pela democracia ganharem mais profundidade e duração entre os povos da Antiguidade.
Posteriormente, os romanos também deram sua contribuição para o avanço da geografia, dando destaque aos estudiosos Estrabão e Ptolomeu, que embora não fossem romanos natos, deixaram importantes relatos, criaram diversas obras e elaboraram trabalhos que não se limitavam à descrição das características físicas.
Sobre a importância do conhecimento do espaço geográfico, Estrabão afirmou que até mesmo um caçador terá mais êxito se conhecer a natureza e a extensão do bosque e, além do mais, só aquele que conhece uma região pode escolher o melhor local para acampar, para fazer uma emboscada ou para dirigir uma campanha militar (apud. VESENTINI, 2008).
Na Idade Média, com o fim do Império Romano do Ocidente, a Geografia voltou à sua forma tradicional, ou seja, descrição do espaço geográfico e representação gráfica, além disso, acreditava-se por força da Igreja Católica que a Terra era plana e que seria também o centro do Universo.
Os árabes traduziram muitos trabalhos gregos e aprofundaram o estudo da Geografia. No século VII, Al-Idrisi apresentaria um sofisticado sistema de classificação climática. Em suas viagens à África e à Ásia, outro explorador árabe, Ibn Battuta, encontrou a evidência concreta de que, ao contrário do que afirmara Aristóteles, as regiões quentes do mundo eram perfeitamente habitáveis.
Entre os séculos XII e XV, as viagens de Marco Pólo, as cruzadas, as rotas de comércio terrestre e as grandes navegações e os descobrimentos de territórios foram fatores importantes que propiciaram novos conhecimentos acerca do mapeamento dos continentes e das suas características geográficas, afinal, muitos navegadores descreviam as novas terras e como eram os povos que nelas já habitavam.
A partir do século XVII a Geografia passa a receber subdivisões. O alemão Bernard Varenius distinguiu a geografia geral e regional; nomes como Goethe, Kant, e Montesquieu estavam preocupados em estabelecer em seus estudos a relação entre a humanidade e o meio ambiente, dando forma à geografia social; entre outras podemos destacar a geografia antropológica e a geografia política. As “escolas” que começaram a surgir por volta do século XVIII propõem teorias e técnicas do estudo da Geografia como ciência. Conforme Neis (apud. SOUZA, 2008), “o conhecimento geográfico se estrutura em diferentes níveis, sendo, todavia, transmitido segundo o que determina a sociedade estratificada”.
Apenas no século XIX que a Geografia se tornou uma ciência específica, se separando da filosofia, da astronomia, da geologia e de outros saberes que, até então, eram mais ou menos integrados com ela. Isso ocorreu como consequência de uma maior delimitação de cada objeto ou campo de estudos. A Geografia passou a ter um campo de estudos mais restrito. Ela deixou de ser identificada com todos os conhecimentos sobre a Terra, sobre o nosso planeta em todos os seus aspectos, e passou a se ocupar especificamente do espaço geográfico, ou seja, a superfície terrestre, que é o lugar onde a humanidade vive e no qual produz modificações.

A ESCOLA ALEMÃ E OS PRINCIPAIS PENSADORES
Por volta do século XIX, surgia a Escola Alemã, apresentando o Determinismo, que propunha a ideia de que o clima era capaz de estimular ou não a força física e o desenvolvimento intelectual das pessoas, teoria esta que era fundamentada pelo geógrafo alemão Friedrich Ratzel.
Outros estudiosos alemães se destacaram: Alexander Von Humboldt (1769-1859), Karl Ritter (1779-1859) e Immanuel Kant (1724 – 1804). Eles produziram importantes trabalhos de pesquisa no estudo da Geografia Física, como foi o caso de Humboldt, ou então da Geografia Humana, como foi o caso de Ritter.

FRIEDRICH RATZEL E O DETERMINISMO
Baseado na teoria evolucionista de Darwin, Ratzel elaborou o Determinismo. Trata-se de uma linha de pensamento onde a humanidade se define conforme às condições ambientais onde vive.



HUMBOLDT: GEOGRAFIA FÍSICA E REGIONAL
Responsável por aproximar a Geografia Geral da Regional, ou seja, rompeu a análise isolada dos fatores para que estes fossem estudados num todo. Em outras palavras, Humboldt conectou o estudo geral da Geografia com o específico dando origem à Geografia moderna.


KARL RITTER E A GEOGRAFIA HUMANA
Relaciona o meio físico com a ação humana. Para ele não basta saber apenas informações sobre a Terra, mas sim como o homem interage com a natureza, como ele a transforma e como ela se comporta em relação à sua ação.


IMMANUEL KANT: A GEOGRAFIA COMO CIÊNCIA
Definiu a Geografia como uma ciência e estabeleceu a ela modalidades para o seu estudo como: matemática, moral, política, física, comercial e teológica.


A GEOGRAFIA HOJE
A Geografia conheceu, num passado recente, um movimento de renovação teórica, que exercitou com radicalidade a crítica às perspectivas tradicionais e introduziu novas orientações metodológicas no horizonte de investigação dessa disciplina. “A Geografia em sua busca de novos caminhos e de novas interpretações do mundo se posiciona de uma forma crítica, direcionando sua contribuição para resgatar a importância do espaço no mundo atual”. (SANTOS, 2008).
Ela tem assumido um papel muito importante em uma época em que as informações são transmitidas pelos meios de comunicação com muita rapidez e em grande volume. É impossível acompanhar e entender as mudanças e os fatos ou fenômenos que ocorrem no mundo sem conhecimentos geográficos.
A importância do estudo da Geografia no mundo atual é inquestionável. Por ter se tornado uma ciência crítica, ela tem como encontrar respostas para diversos fatos, soluções para vários problemas, explicações sobre os fenômenos que ocorrem e nos faz entender como nós, seres humanos, temos um grande poder de transformação sobre a natureza e como a natureza reage às nossas ações.

REFERÊNCIAS 
SANTOS. História da Geografia. Disponível em: Acesso em 24 out 2008.
SOUZA, Arildo João de. Fundamentos Epistemológicos da Geografia. Indaial: Ed. Asselvi, 2008.
VESENTINI José Willian. Geo-História. Disponível em. Acesso em 28 out 2008.


domingo, 23 de agosto de 2015

REVOLUÇÕES CIENTIFICAS

Final do século XIX e início do século XX:
Novas teorias na Matemática e Física Clássica (criação de novos modelos).

Teoria da evolução das espécies (Charles Darwin - 1859):
- Processo evolutivo de seleção natural;
- Sec. 20 – Leis da hereditariedade de Mendel
- Clonagem (Engenharia genética).

Na matemática:
-Novas concepções de geometria (geometrias não euclidianas).
P1.  É possível traçar uma linha reta de qualquer ponto a  
qualquer ponto.
P2.  É possível prolongar um segmento de reta indefinidamente para a construção de uma linha reta.
P3.  É possível traçar um círculo a partir de um centro e um raio.
P4.  Todos os ângulos retos são iguais entre si.
P5.  Se uma reta  incidindo sobre duas linhas retas forma ângulos internos de um mesmo lado menores do que dois retos, prolongando-se essas duas retas indefinidamente elas se interceptarão no lado em que os dois ângulos são menores do que dois retos.

Física quântica;
- O mecanismo determinista (nexos entre causa e efeitos de um fenômeno);
Princípio segundo o qual todos os fenômenos da natureza estão ligados entre si por rígidas relações de causalidade e leis universais que excluem o acaso e a indeterminação, de tal forma que uma inteligência capaz de conhecer o estado presente do universo necessariamente estaria apta tb. a prever o futuro e reconstituir o passado.

- Teoria da relatividade (Albert Einstein).
Tempo e espaço são relativos e estão profundamente entrelaçados.

- Princípio da incerteza (Werner Karl Heisenberg).
Não existe a certeza de coisa alguma a 100%, ou seja, os acidentes acontecem e os imponderáveis são uma certeza da vida.


Atividade:
Exercício 1: (UFF 2009)
O conceito de “Revolução Científica” envolve as novas concepções sobre a natureza e os métodos de investigação das ciências naturais que predominam a partir do século XVII. Assinale a opção que combina dois marcos da “Revolução Científica”.
A) A teoria da evolução, de Charles Darwin, e o desenvolvimento da tabela periódica dos elementos, por Dmitri Mendeleev.
B) A teoria do eletromagnetismo, de James Clerk Maxwell, e as leis da hereditariedade, de Gregor Mendel.
C) A teoria geocêntrica de Ptolomeu e o teorema de Pitágoras.
D) A teoria atomística de Demócrito e a medicina científica de Hipócrates.
E) A teoria heliocêntrica de Nicolau Copérnico e a lei da gravitação universal, de Isaac Newton.

Exercícios para o ENEM
1. (Unimontes 2010)  A filosofia é a disciplina que permite que o indivíduo tenha uma atitude de admiração. Por que admiração? Por que estranhamento? Admiração é a categoria que nos possibilita tomar consciência da nossa própria ignorância. Ignorância entendida aqui como ausência de conhecimento. É essa categoria que estimula a abertura para o saber, o conhecer. (PRATES, Admilson Eustáquio. O Fazer Filosófico. Montes Claros: Unimontes, 2006.)

Aristóteles, no início da Metafísica, lembra-nos que, “Na verdade, foi pela admiração que os homens começaram a filosofar tanto no princípio como agora”.
Das afirmativas abaixo, assinale a correta.
a) A admiração conduz ao devaneio e à distância da filosofia.   
b) A admiração liga-se aos sentidos e é falsa em sua origem.   
c) A admiração é enganadora e confusa na constituição do conhecimento.   
d) A admiração constitui possibilidade ímpar para o ato de filosofar.   
  
2. (Ufsj 2010)  “Galileu e seus sucessores, atirando objetos de alturas para o solo, e fazendo rolar esferas sobre planos inclinados, contrastavam nitidamente seus métodos com a anterior e habitual especulação inspirada na Metafísica Aristotélica. Achavam-se, pois, abertamente em jogo os procedimentos adequados para a elaboração do Conhecimento. E era preciso não somente determinar esses procedimentos, mas trazer a sua justificação e reeducar-se na condução dos novos métodos. Tanto mais que tais métodos iam chocar-se em última instância com preconceitos profundamente implantados em concepções tradicionais que traziam o poderoso selo de convicções religiosas. As necessidades do momento levavam assim os homens de pensamento a se deterem atentamente nos problemas do Conhecimento. O que, afora as estéreis manipulações verbais a que se reduzira a Lógica formal clássica, praticamente já não detinha a atenção de ninguém”.

Assinale a alternativa que expressa o problema central desse fragmento de texto.
a) A tentativa dos modernos em empreender uma nova metodologia para a Ciência e para a Filosofia.   
b) A iminente necessidade de se praticar uma Filosofia conduzida por novos métodos e técnicas de aprimoramento da metafísica aristotélica.   
c) A grande emergência de se fazer uma total integração da Filosofia com a Ciência através de uma tentativa de equiparação dos seus métodos.   
d) A constatação de que a Filosofia passaria a assumir o comprometimento com as questões relativas ao problema da retórica aristotélica bem como do conhecimento teológico.   
  
3. (Ufsj 2010)  Assinale a alternativa CORRETA em relação ao objeto da Filosofia.
a) O objeto da Filosofia é, notadamente, o Conhecimento considerado em toda a sua amplitude, a partir do processo da elaboração cognitiva, que é propriamente o pensamento e a comunicação dessa atividade pensante.   
b) A Filosofia tem por objeto a expressão de tudo o que pode o Homem pensar.   
c) O objeto de estudo da Filosofia é idêntico ao objeto de estudo da Ciência, sendo que a sua convergência é orientada pelo método experimental utilizado por ambos.   
d) A Filosofia tem na Teoria do Conhecimento o seu objeto e a sua mais ampla conceituação, uma vez que essa teoria é a expressão máxima de tudo o que se pode entender por Filosofia.   

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
            Do princípio do século XVII ao fim do século XVIII, 1o aspecto geral do mundo natural 2alterou-se de tal forma que Copérnico teria ficado pasmo. A revolução que ele iniciara desenvolveu-se tão rápido e de modo tão amplo que não só a astronomia se transformou, mas também a física. Quando isso aconteceu, dissolveram-se os últimos vestígios do universo aristotélico. A matemática tornou-se uma ferramenta cada vez mais essencial para as ciências físicas.
            A visão do universo adotada por Galileu — morto em 1642, ano do nascimento de Isaac Newton — baseava-se na observação, na experimentação e numa generosa aplicação da matemática. Uma atitude de certa forma diferente daquela adotada por seu contemporâneo mais jovem, René Descartes,que começou a formular uma nova concepção filosófica do universo, que viria a destruir a antiga visão escolástica medieval.
            Em 1687, Newton publicou os Principia, cujo impacto foi imenso. Em um único volume, reescreveu toda a ciência dos corpos em movimento com uma incrível precisão matemática. Completou o que os físicos do fim da Idade Média haviam começado e que Galileu tentara trazer à realidade. As três leis do movimento, de Newton, formam a base de todo o seu trabalho posterior. Ronan Colin A.. História ilustrada da ciência: da Renascença à revolução científica. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, p. 73, 82-3 e 99 (com adaptações).

4. (Unb 2010)  Os trabalhos de Aristóteles e Galileu representam dois momentos marcantes do desenvolvimento das ciências naturais no Ocidente. Assinale a opção que sintetiza corretamente as contribuições de cada um deles para a história da ciência.
a) Aristóteles produziu conhecimento acerca do universo de modo empírico e experimental, ao passo que Galileu defendeu o uso da matemática como ferramenta de descoberta, relegando a lógica a uso apenas argumentativo.   
b) O conhecimento de Aristóteles acerca do universo era especulativo, embasado na lógica que ele mesmo criara, diferentemente do conhecimento de Galileu, que defendia o uso da matemática como ferramenta de descoberta, relegando a lógica a uso apenas argumentativo.   
c) A despeito de diferenças quanto à percepção do universo, como heliocêntrico ou geocêntrico, tanto Galileu quanto Aristóteles atribuíam à lógica o poder de desvelar relações de causalidade entre os fenômenos naturais.   
d) O conhecimento de Aristóteles acerca do universo era empírico, e o de Galileu, contemplativo,  diferindo ambos quanto ao grau de manipulação dos fenômenos naturais na construção dos conceitos científicos.   
  
5. (Ufmg 2008)  Leia este fragmento de poema:

“E a nova Filosofia coloca tudo em dúvida,
O Elemento fogo é deixado de lado,
O sol está perdido, e também a Terra,
E nenhuma sabedoria humana é capaz de guiar essa busca.
E livremente os homens confessam que este mundo se esgotou,
Quando procuram nos Planetas e no Firmamento tanta novidade
Veem que tudo está de novo pulverizado em Átomos,
Tudo em pedaços, toda coerência se perdeu.” 
DONNE, J. An Anatomy of the world (1611).

Nesse fragmento, John Donne, poeta inglês do século XVII, expressa sua inquietação diante da dissolução do cosmos aristotélico por Copérnico. Com base na leitura do poema e considerando outros conhecimentos sobre a revolução científica do século XVII, explique a afirmação:“E a nova Filosofia coloca tudo em dúvida...”

Gabarito:
1) D;
2) A;
3) A;
4) B;