sábado, 3 de agosto de 2013

Rondônia: aspectos gerais e localização


Com uma área de 238.512,80 km², dividido em 52 municípios, correspondente a cerca 2,80% do território brasileiro e a 6,16% da região norte do Brasil e uma população atual de 1.562.409 habitantes (IBGE, Censo 2010), o Estado de Rondônia, que tem como capital a cidade de Porto Velho, surgiu da cisão de terras que, no passado, pertenciam aos estados de Mato Grosso e Amazonas.
               É o terceiro Estado em extensão territorial da região Norte. No contexto nacional, constitui-se o décimo quinto em extensão territorial e o vigésimo terceiro em termos populacionais.
Ao ser criado, em 1943, foi denominado de Território Federal do Guaporé. Em 17 de fevereiro de 1956, passou a ser chamado de Território Federal de Rondônia, no entanto somente Fo integrado à Federação como Estado em 1981. Seu nome é uma homenagem ao explorador dos sertões do Amazonas e do Mato Grosso, Cândido Mariano da Silva Rondon.

          A história nos relata que por volta do século 17 deu-se inicio a uma verdadeira ocupação da Região Amazônica por nações européias. Essas ocupações eram realizadas principalmente por expedições formadas por franceses, ingleses, portugueses, holandeses e espanhóis em busca de novas terras, riquezas minerais e vegetais (especiarias) e mão de obra indígena. Essas expedições eram denominadas “Entradas e Bandeiras”, e dentre elas destacou a Bandeira comandada por Raposo Tavares que chegou até o Vale do Guaporé.

           Até essa época o único documento oficial que existia para o controle dessas invasões era o Tratado de Tordesilhas, assinado em 1494, entre a coroa portuguesa e espanhola. De acordo com o Tratado de Tordesilhas, as terras situadas até 370 léguas a oeste de Cabo Verde pertenciam ao domínio de Portugal, e as terras a oeste dessa linha pertenciam à Espanha.
           O Tratado de Tordesilhas foi um importante documento que regulou a expansão e as descobertas de Portugal e Espanha por meio de medidas limítrofes, e mais tarde pelo Tratado de Madri que gerou novas definições de limites, concedendo a Portugal o direito de proteger e de se apropriar   definitivamente dessa região, onde atualmente está localizada a Região Amazônica, e nesta, o Estado de Rondônia, como podemos visualizar no mapa ao lado (Tratado de Madri – 1750).
         O povoamento da região amazônica e particularmente da área onde atualmente se localiza o Estado de Rondônia foi efetivado com a exploração dos seringais, no século 19, no período conhecido como ciclo da borracha. Paralelo ao ciclo da borracha, a construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), através do Tratado de Petrópolis no ano de 1903, um acordo feito entre o Brasil e a Bolívia visando interligar esse país ao rio Madeira e a construção da linha telegráfica entre Cuiabá e Porto Velho, concluída em 1915, foram fatores significativos para as decisões posteriores que culminaram com a criação do Território Federal do Guaporé em 1943. Mais tarde, em 1956 passou a ser denominado de Território Federal de Rondônia e consequentemente, transformado em Estado, no ano de 1981.
          Através da Lei Complementar n° 41, de 2 de dezembro de 1981, sancionada pelo presidente João Baptista de Figueiredo, foi criado o Estado de Rondônia, e, no dia 4 de janeiro de 1982, ocorreu a cerimônia de sua instalação. Está localizado na região Norte do Brasil. Seus limites são: Amazonas (Norte), Bolívia (Sul e Oeste), Mato Grosso (Leste) e Acre (Oeste).
          A extensão territorial do Estado de Rondônia é de 238.512,80 km², divididos em 52 municípios, distribuídos em 8 microrregiões geográficas, reunidas em 2 mesorregiões geográficas e sua capital é Porto Velho. Atualmente, desponta como um dos mais promissores pólos de desenvolvimento da atualidade. A última década registra no Estado um crescimento acima da média nacional, revelando sua imensa potencialidade produtiva, envolvendo setores da indústria, comércio e prestação de serviços.
          Sua economia é formada tradicionalmente pelo extrativismo vegetal e a agropecuária, o que justifica grande parte de sua imigração, isto fez prosperar outras atividades estratégicas, como a diversificação do setor produtivo de grãos e também, a utilização de suas rodovias para escoamento da produção regional e de outras regiões diretamente ao porto graneleiro, construído pela HERMASA que foi o projeto impulsionador desta cultura no Estado e transformou o município de Vilhena no maior pólo produtor de grãos (FGV/ISAE-SUFRAMA/1998).
         Da mesma forma, os dados do IBGE (Censo 2010) ao destacar o crescimento população dos últimos anos apontam para um imenso território que ainda tem muito a crescer economicamente, bem como em população, haja vista que sua densidade demográfica em relação a sua área territorial é de apenas 6,58 pessoas por quilômetros quadrados. Observe na tabela apresentada abaixo.
Tabela: Rondônia – síntese das informações


Capital

Porto Velho

População 2010

1.562.409

Área (km²)

237.590,547

Densidade demográfica (hab/km²)

6,58

Número de Municípios

52

Mesorregiões

2

Microrregiões

8
Fonte: IBGE, Censo 2010.
Mesorregiões e Microrregiões geográficas rondoniense
Denominada de Mesorregião do Leste Rondoniense é a maior mesorregião em extensão territorial e também em número de habitantes. Seus limites geográficos são: com o norte matogrossense (MT) e com o sul amazonense (AM). Tem uma área de 129.600,165 Km².
Por sua vez, a Mesorregião Madeira-Guaporé foi a primeira região a ser habitada no Estado de Rondônia por conta da construção do Forte Príncipe da Beira no ano de 1776 no vale do Rio Guaporé. Foi nessa região que também foi construída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que impulsionou a fundação de Guajará-Mirim e Porto Velho. Possui uma área de 107.976,002 Km² e seus limites geograficos são: vale do Acre (AC) e Sul Amazonense (AM)
Composição das Mesorregiões e Microrregiões


Mesorregião

Microrregiões

Abrangência (municípios)

Madeira-Guaporé


Porto Velho

Buritis, Cujubim, Porto Velho, Campo Novo de Rondônia, Jamari, Candeia do Jamari e Nova Mamoré.

Guajará-Mirim

Costa Marques, Guajará Mirim e São Francisco do Guaporé.

Leste Rondoniense

Ariquemes

Alto Paraíso, Machadinho d’Oeste, Vale do Anari, Ariquemes, Monte Negro, Cacaulândia e Rio Crespo.

Ji Paraná

Governador Jorge Teixeira, Mirante da Serra, Presidente Médici, Urupá, Jaru, Nova União, Teixeirópoles,  Vale do Paraíso, Ji Paraná Ouro Preto do Oeste, Theobroma.

Alvorada d’Oeste

Alvorada d’Oeste, Seringueiras, Nova Brasilândia do Oeste e São Miguel do Guaporé.

Cacoal

Alta Floresta do Oeste, Castanheiras, Novo Horizonte do Oeste, alto Alegre dos Parecis, Espigão d’Oeste, Rolim de Moura, Cacoal, Ministro Andreazza e Santa luzia d’Oeste.

Vilhena

Chupinguaia, Primavera de Rondônia, Parecis, São Felipe d’Oeste, Pimenta Bueno e Vilhena.

Colorado do Oeste

Cabixi, Corumbiara, Cerejeiras, Pimenteiras d’Oeste e Colorado do Oeste.
        








































Localizado na Região Norte do Brasil, na Amazônia Legal – parte ocidental, entre os paralelos 7º 58' e 13º 43' latitude sul e os meridianos 59º 50’ e 66º 48’ de longitude oeste de Greenwich, apresentamos na tabela abaixo a localização de Rondônia, a partir dos seus pontos extremos: norte, sul leste e oeste.
 Tabela: Pontos extremos – Estado de Rondônia.


Pontos

Extremos

Latitude

Longitude

Local de Referência

Norte

- 07º 58’ 37”

- 63º 01’ 33”

Confluência do Igarapé Maici com o rio Madeira – Divisa com o Estado do Amazonas.

Sul

- 13º 41’ 32”

- 60º 42’ 54”

Foz do rio Cabixi, no rio Guaporé – Divisa com a Bolívia.

Leste

- 12º 19’ 44”

- 59º 46’ 49”

Salto Joaquim Rios, no rio Iquê – Divisa com o Estado do Mato Grosso.

Oeste

- 09º 48’ 51”

- 66º 48’ 20”

Passagem da Linha Geodésica Cunha Gomes, no divisor de águas dos rios abunã e Ituxi – Divisa com a Bolívia.
   Fonte:  Atlas Geoambiental de Rondônia, 2003.
Fuso horário
         
O primeiro dos três fusos que o Brasil possui atualmente tem duas horas menos que a hora de Greenwich e abrange o arquipélago de Fernando de Noronha e outras ilhas oceâncias pertencentes ao território brasileiro. O segundo tem três horas menos que Greenwich. Neles estão contidos os estados das regiões Nordeste, Sul e Sudeste, além dos estados do Amapá, Pará, Tocantins e Goiás. Por ser o fuso onde se localiza a capital federal, sua hora é adotada como a oficial do país, a chamada hora de Brasília.
O terceiro fuso horário do Brasil abrange os estados de Mato Grosso, Mato Grosso de Sul, Roraima, Rondônia, Acre e Amazonas, e possui quatro horas a menos que a hora de Greenwich.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

ESSE É O CARA


                 Essa é em parte a história de um homem vencedor dos desafios impostos pela vida e que nos dias atuais persiste em viver o desenrolar da sua existência, onde tudo tinha para dar errado. Mãe viúva com cinco filhos para criar. Moradores da área rural ribeirinha onde a única fonte de recursos limitava-se a prestar dias de serviços, na forma de diárias para os vizinhos ou pessoas mais abastadas da região. Dias de serviço apenas para comprar o alimento. Lembro-me que em 1974, o garoto, na época era inda garoto, com sete anos de idade começou a estudar em uma escolinha a cerca de três horas de viagem da sua casa, e aí começa a sua história.

A casa, bem a casa era muito humilde feita de madeira, coberta de palha e tinha apenas a metade do assoalho. Garoto do interior naquela época era pobre mesmo. Nem adianta comparar com os dias atuais, onde há programas de distribuição de renda do governo. Uma muda de roupa apenas servia para tudo, da escola às festinhas do fim de semana. Quando podia ir, pois a mãe não deixava. Não deixava, às vezes por causa da sua situação de necessidade.

Demorou muito para aprender a ler e escrever as primeiras silaba. Porém logo se destacou na sala de aula, motivo de elogios pelo professor. Bem, o nome da escola era Jaime Araujo dos Santos e a localidade era chamada Ilha dos Periquitos, no baixo Rio Madeira, município de Porto Velho/RO. O professor Belmiro foi quem ensinou as primeiras letras e conseqüentemente o mundo do saber.

Um dia desses vi o professor Belmiro, na cidade. O tempo em nada o mudou, ou envelheceu. Grande homem. A procura de trabalho a mãe do jovem migrou para a localidade de lago do Peixe Boi (atual Vila de Nazaré), onde ficou por um tempo, a final, tinha que dar comida e roupa para cinco filhos.

Retornando ao local anterior após algum tempo, em meio a tantas dificuldades e tendo já o filho mais velho casado e fixado residência na localidade de Sobral, próximo a foz do rio Jamari. Lá se foram todos para agregar-se ao mesmo. A vida era tão difícil. O irmão mais velho do jovem que estamos falando tornou-se pescador.

Na região, ser pescador profissional, naquela época significava ter um padrão de vida melhor. No entanto, imagine a situação conflituosa que passa a existir no ponto de vista econômico quando apenas um trabalha e sete não. A mãe, coitada era quem mais sofria por não ter como ajudar os filhos.

Cursou o segundo ano primário na escola local com a professora Ilce. Em 1978 o jovem foi morar com a sua irmã, que já era casada e morava na localidade ribeirinha denominada de Nazaré. A sua irmã era casada com o irmão do professor Manoel Maciel Nunes. O melhor professor que já conheci na minha vida.

O cunhado logo o incentivou ao trabalho e lhe deu o apoio necessário as suas necessidades básicas. No entanto, foi o professor Manoel Maciel que o conduziu ao mundo da intelectualidade. O professor Manoel Maciel lecionava na escola Floriano Peixoto, aliás, era o único professor do local. Era um professor muito conhecido na região pelas suas idéias avançadas na área educacional e cultural.

Em uma época de pouco movimento na área educacional ele conseguia mobilizar alunos e comunidade nas atividades de teatro, festivais de musicas, torneios de futebol, concurso de poesia, jogos de voleibol, passeios com atividades pedagógicas, e muitas outras atividades que incentivava a aprendizagem e o convívio social. Era demais, um professor que realmente inovava a escola e entusiasmava alunos e comunidade para estar na escola. Atualmente qualquer pessoa que o conheceu irá contar essa mesma história que ora faço.

Vale lembrar, que como o mesmo tinha recebido ensinamentos na área religiosa e foi seminarista, todos os domingos celebrava o culto dominical na capela local, e toda a comunidade marcava presença. No final da oração ele falava também das atividades escolares para serem desenvolvida no decorrer da semana. Nos dias de festejos, nem se fala a alegria que pairava na comunidade. O professor cuidava de tudo. Era realmente uma unanimidade na região.

Todos o respeitavam e ouviam-no. O jovem, como falamos antes tinha facilidade em aprender e compreender o mundo da leitura e do conhecimento e isso despertou o interesse do professor Maciel (como era chamado), que no ano de 1979 após ter concluído o quarto ano, lhe perguntou se queria seguir a vida religiosa e estudar em um seminário para a formação de padre.

Rapazinho, com 12 anos de idade, em um mundo, como falamos antes onde tudo tinha para dar errado, sem opções na vida, agora tudo caminhava para uma vida de sucesso. Ser padre naquela época era o ápice, a gloria de uma família, o caminho para o céu. O arcebispo de Porto Velho, naquela época era Dom João, homem santo.

Por já conhecer o professor Maciel e o seu trabalho na comunidade de Nazaré, prontamente se propôs a ajudar. No mesmo ano encaminhou o jovem ao Instituto Cristo Rei. Um Seminário salesiano localizado em Cuiabá/MT. Na verdade O seminário ficava mesmo era em Várzea Grande, mais todo mundo falava que era em Cuiabá. Este lugar que contribui para a vida de milhares de jovens foi desativado na segunda metade da década de 1990.

Vida difícil aquela, dias longos longe dos amigos, da família. Só visitava a família uma vez por ano, no mês de janeiro.  As passagens de Cuiabá a Porto Velho e de Porto Velho a Nazaré não eram baratas. O jeito era ficar mesmo no colégio e aproveitar os passeios das férias dos padres e as visitas às paróquias onde ensaiava os hinos e tocava violão nas missas.

E lá se foram oito longos anos de estudo. Imaginem um garoto que morava em uma comunidade ribeirinha e que de repente vai morar em uma cidade grande. Novos hábitos e costumes, forma de falar e muitas outras coisas para se adaptar. À noite se chora com certeza, com saudade dos que deixou para traz. O seminário era muito bom e a educação era de primeira. Os professores eram os melhores da região de Cuiabá. A vida era disciplinada em tudo. Uma rotina severa que se seguia a risca. Não podia infligir o regulamento.

A vida religiosa requer muita disciplina e convicção, e mais do que isso, exige conhecimento. Neste requisito você é exigido ao máximo e quem não consegue se afinar vai logo embora. Vale ressaltar que a Diocese de Porto Velho pagava para o jovem estudar naquele local. Como a família na tinha condições nem sequer de pagar as passagens no final do ano, o professor Maciel era quem pagava tudo, inclusive materiais e roupas para o jovem estudar naquele lugar.

Diga-se de passagem, que o nível do colégio era tão alto que os estudantes eram os filhos de prefeitos, governadores, empresários e outras autoridades do país que iam estudar lá, na forma de internato. Ao todo eram cento e cinqüenta rapazes que estudava no local. O atendimento era feito do quinto ano do ensino fundamental ao terceiro ano do ensino médio.

Concluído a educação básica no Instituto Cristo Rei a diocese encaminhava seus jovens para cursar filosofia e teologia em São Paulo (Lorena), Manaus ou Campo Grande. Isso dependia do Arcebispo da época. Dom João e Dom Antonio geralmente encaminhavam os seminaristas para Lorena (SP). Os demais passou a encaminhar para Manaus.

Depois de ter concluído seus estudos em Cuiabá, o jovem, agora pensava na sua família e as condições que ainda se encontravam, e resolveu enfrentar o mundo do trabalho como professor. Dessa forma optou por trabalhar na área rural de Porto Velho até o ano de 1996 quando a família passou a morar na capital Porto Velho. No período que trabalhou na área rural foi professor, diretor de escola, administrador de distrito e exerceu liderança comunitária na região do baixo rio madeira.

Voltou a estudar em 1998 na Universidade Federal de Rondônia onde fez o curso de Licenciatura em Geografia, e mestrado também em geografia. Cursou também Pós-Graduação em História Geografia e Meio Ambiente e exerceu vários cargos no âmbito da gestão pública. Apesar das dificuldades enfrentadas e a sua vontade de vencer, fico muito orgulhoso de contar essa história por ser ela escrita com determinação.

Para uma pessoa que tinha tudo para enveredar por caminhos duvidosos a vida, os amigos, as pessoas de bem o encaminharam para o caminho do bem, da honestidade, da perseverança, do amor e respeito ao próximo. Hoje esse jovem ainda é professor e ama sua profissão, aliás, ser professor é uma missão para aqueles que sonham por uma vida melhor e por um mundo mais fraterno.

Hoje, quando tenho oportunidade de falar com o jovem protagonista dessa história, o então professor, fico maravilhado com suas palavras sábias e fico a me perguntar como isso pode ter acontecido? Como ele fala bem, as palavras nos lugares certos, vocabulário refinado de quem fala com propriedade. Seus argumentos são inquestionáveis.

E os amigos da juventude que não tiveram essa oportunidade. Há esse é realmente o dilema, que o faz entristecer. Ele me fala como a vida é cruel às vezes. Ai ele fala e vai nomeando um por um os amigos e a vida a que foram conduzidos, e em fim diz: que bom seria se todos tivessem uma oportunidade.

Para algumas pessoas, o que falta é oportunidade. Quantos sábios, intelectuais, crianças e jovens que poderiam ter sido verdadeiros cérebros do seu tempo e não foram por falta de oportunidade. E conclui dizendo: o professor Maciel fez a sua parte. Outros que também podiam fazer a diferença não fizeram a sua parte e contribuíram para o aumento dos problemas sociais hoje existentes

 Faz um ar de triste e percebo a dor no seu coração ao pensar em tudo que passou, no mundo que enfrentou para estar hoje aqui, bem sucedido. Sempre tratou bem as pessoas, nunca ouvi falar que ele tenha desrespeitado alguém. Esse é um ser humano que eu admiro, é o cara.

 

sábado, 30 de março de 2013

Escola é inaugurada no Distrito de Nazaré

A escola nasce com uma nova estrutura física, moderna, objetivando um atendimento que priorize a qualidade e conforto aos educandos, servidores e toda a comunidade escolar da região de Nazaré.


O governador Confúcio Moura disse que estava satisfeito com a inauguração e, diferente de outras solenidades, não iria fazer um discurso e sim assumir compromissos com os moradores e fazer algumas solicitações. “Não quero que os moradores de Nazaré comprem alimentos em Porto Velho, quero que compre os da região, só fazer compras de fora da comunidade quando for necessário. Também irei mandar comprar uniformes e dois par de tênis pra cada aluno. Preciso que o conselho escolar seja formado em no máximo 15 dias, para que a direção possa fazer a própria solicitação”, enfatizou o governador.


No inicio da solenidade foi cantado o Hino Céus de Rondônia pelo grupo musical Minhas Raízes, da comunidade de Nazaré. Em seguida, a diretora escolar Ana Laura Camacho Rocha agradeceu o empenho do governador Confúcio Moura e da secretária de Educação, Isabel Luz, que não mediram esforço para realizar a conclusão da obra. “Não sou de Nazaré, mas abracei essa comunidade, sabermos que tivemos diversas dificuldades para concluir essa obra e todas foram superadas. Hoje temos 250 alunos e alguns são pais de família e percebemos o interesse deles em estudar”, explica a diretora.

Para Luz, a escola começou bem, com bons professores, e merenda escolar de qualidade. “Estamos providenciando um barco escolar para transporta os alunos. Quero que eles se dediquem bastante para melhorar o Ideb”, esclarece a secretária de Educação.

Os pais de Nazaré ficaram satisfeitos com a nova escola, pois muitos jovens buscavam ensino médio em outras localidades. “Não tinha escola de ensino Fundamental e Médio em Nazaré, a única escola da comunidade era até a 4ª série. Agora não iremos mandar mais os nossos filhos para Porto Velho, eles terão educação próximo de casa”, disse a dona de casa Cris Alves.


Confúcio Moura também solicitou que a escola forneça café da manhã para os alunos, almoço e merenda para que eles possam ter uma carga horária a mais nas disciplinas de matemática e música. Confúcio também fez um convite especial, convidou os alunos para participar do desfile de 7 de Setembro em Porto Velho. “ Iremos fazer um alojamento para os professores nas proximidades da escola e também fazer um chapéu de palha para os alunos treinar danças típicas. Eu quero que os professores de Nazaré e os alunos sejam os melhores”.

ESTRUTURA

A escola possui mobílias novas, dez salas de aula, sala de direção e secretária, laboratório de ciências, biblioteca, laboratório de informática, pátio coberto com palco para apresentação musical ou teatral, cozinha, sala de professores orientação e coordenação. Tudo isso com recurso próprio do Governo da Cooperação com objetivo de melhorar o atendimento aos alunos, professores e demais comunidade do Baixo Madeira.


Também participaram da solenidade os deputados estaduais, Epifânia Barbosa e Zequinha Araújo. “Os alunos estão de parabéns. Receberam uma escola bem estruturada. O governador tem trabalhado com sinceridade e responsabilidades também nos distritos e não somente nos municípios”, destaca o deputado Zequinha Araújo.


No encerramento, o grupo musical Minhas Raízes cantou musicas regionais que falam da floresta amazônica, com o titulo “Amo Amazônia”, do autor de Túlio Nunes.


Texto: Elaine Barbosa
Fotos: Daiane Mendonça
Fonte: Decom - htpp://www.seduc.ro.gov.br
Criado em Quarta, 20 Março 2013 07:42