Rondônia atualmente
é conhecido como o Estado das oportunidades. Possui uma superfície de 237.590,8
Km² (4,5% do território da Região Amazônica) e uma população de 1.562,4 mil
habitantes com densidade demográfica de 6,58 hab/Km², composto por 52
municípios e tem como capital a cidade de Porto Velho, que devido à construção
do complexo hidrelétrico do Rio Madeira e outras grandes obras do Programa de
Aceleração do Crescimento do Governo Federal ganhou destaque nacional nos
últimos anos. Suas fronteiras territoriais são com a Bolívia e os Estados do
Acre, Amazonas e Mato Grosso.
Localizado
na Amazônia Ocidental, outros fatores se destacam como potencialidades para o
desenvolvimento em bases sustentáveis, além do grande patrimônio cultural como
a Estrada de Ferro Madeira Mamoré (Porto Velho) e o Forte Príncipe da Beira (Guajará-Mirm).
O estado dispõe ainda de um patrimônio natural com
grandes riquezas biológicas, um sistema integrado pela continuidade da floresta
com a grande bacia hidrográfica do Rio Madeira que integra vários subsistemas
ecológicos.
De
acordo com dados do Banco da Amazônia, o PIB do Estado de Rondônia é da ordem
de R$ 15,0 bilhões (equivalente a 0,60% do PIB nacional) enquanto o PIB per
capita corresponde a R$ 10,32 mil. O setor mais representativo na composição do
PIB estadual é o de comércio e serviços, com participação relativa de 65%. A
base produtiva apresenta-se bastante diversificada, fato que tem contribuído
para o desenvolvimento de sua vocação exportadora. A exportação rondoniense é
composta, predominantemente, por produtos básicos e semimanufaturados,
destacando-se bens de origem animal, florestal e agrícolas (Basa - Plano de aplicação dos recursos para 2012).
A diversidade cultural se destaca com suas
mais diversificadas representações. Vale destacar a população indígena que vem
ganhando reconhecimento e apoio dos
órgãos constituídos, entre estes a Secretaria de Estado da Educação que se
manifesta através da construção de escolas, compra de equipamentos e contratação de professores para atuar
diretamente nas Aldeias. No Município de Porto Velho, o Povo Indígena Karitiana
obteve grandes conquistas em relação à educação escolar. Distribuído em quatro
Aldeias, três delas têm escola que atende os alunos do Ensino Fundamental
(Aldeia Central, Joari e Candeias). Na Aldeia Bom Samaritano, uma escola está
em processo de criação e na Aldeia Central o Ensino médio já funciona desde o
ano de 2011.
O povo Indígena Karipuna, por sua
vez, através do Consórcio Hidrelétrico do Rio Madeira obteve a construção de uma
Unidade Escolar com quatro salas de aula e demais dependências. Anteriormente,
na Aldeia existia uma escola construída de madeira que funcionava em precárias
condições. A conquista se deve a determinação do professor indígena Batiti
Karipuna, que trabalha no local e atende os alunos do 1º ao 5º ano do Ensino
Fundamental. A perspectiva e que no ano de 2013, seja implantado de forma
gradativa, na Escola Pin Kaeipuna, o segundo seguimento do Ensino Fundamental
(6º ao 9º). Como em todas as outras Aldeias Indígenas, a grande dificuldade é
professor para atuar nestes lugares de difícil acesso.
Dificuldades no atendimento
existem, no entanto, a equipe da Coordenação de Educação Escolar Indígena de
Porto Velho, formada pelos Técnicos: Márcia, Leonildo, Maelson, Osmair e
Michele, vem superando barreiras e proporcionado às escolas indígena sob sua
jurisdição, apoio pedagógico e acompanhamento técnico constante, algo carente há
muito tempo nessas escolas e que agora ganha sua devida atenção. A logística
para o atendimento ainda é pequena, no entanto, o esforço é unânime e cada dia
e em cada visita realizada em uma Aldeia, o entusiasmo renasce em meio ao
sentimento do dever cumprido com a vontade de fazer de algo mais.
Os professores indígenas no
Estado de Rondônia passam por um ciclo de formação, tanto de ensino médio
(magistério), como de nível superior (Curso Intercultural) pela Universidade
Federal de Rondônia, que está transformando as atividades dos professores em
sala de aula. A mudança já é percebida no cotidiano da escola e na valorização
dos aspectos culturais de cada povo. Os resultados advindos de tudo isso,
certamente que é mérito dos próprios povos indígenas que começam a ter seus
direitos constitucionais respeitados e efetivamente garantidos. Um desses
direitos, com certeza é a educação.